Cresce procura pela vacina, após registro de morte por febre amarela


No dia 15/01/17, a Secretaria de Comunicação da prefeitura de Salvador informou que cresceu a procura pela vacina, após o registro da morte por febre amarela, de um paciente no Hospital Couto Maia.
“Apesar de ainda não termos o fechamento do número de doses aplicadas nessa segunda, percebemos um aumento significativo na procura pelas doses nos postos”, disse Geruza Morais, diretora de Vigilância à Saúde do município.
Para Geruza, a movimentação é positiva: “A vacinação é a melhor forma de evitar a circulação do vírus nesse período [alta estação], quando a cidade recebe pessoas de todo o planeta, sobretudo de regiões como São Paulo, onde há casos confirmados em humanos”.

Morte do paciente

O corpo do morador de São Paulo que estava internado no Hospital Couto Maia com febre amarela foi enterrado, no dia 15/01, em Itaberaba, cidade onde nasceu. Ele havia saído de Taboão da Serra (SP) para rever familiares na cidade e foi internado em Salvador, após apresentar agravamento no quadro de mal estar com que chegou, depois de ir à UPA em São Paulo uma vez e duas vezes em Itaberaba. Segundo a direção do hospital, a vítima morreu por causa de “uma forma maligna da febre amarela”.
Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) informou que “está intensificando a vacinação” em Itaberaba.
Questionado se realizaria ação específica após o óbito na Bahia, o Ministério da Saúde informou que já havia divulgado uma campanha no dia 09/01 para vacinar cerca de 19,7 milhões de pessoas na Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro. A vacinação de rotina segue no resto país.
Vacinação na Bahia
Na Bahia, a campanha será de 19/02 a 09/03 e a meta é vacinar 3,3 milhões de pessoas em Camaçari, Candeal, Itaparica, Lauro de Freitas, Mata de São João, Salvador, São Francisco do Conde e Vera Cruz.
As escolhas das cidades foram feitas pelos estados, em avaliação de risco “para um futuro breve” e relacionadas a “um corredor de mata” próximo à região. O objetivo é “evitar a expansão do vírus para áreas próximas de onde há circulação atualmente”.
De acordo com o MS, de julho de 2017 a 08/01/18, foram notificados na Bahia 11 casos, sendo que seis foram descartados e cinco permanecem em investigação.
O que está circulando, conforme o MS, é a febre amarela silvestre, transmitida por mosquitos Haemagogus e Sabethes, que vivem em áreas silvestres e de matas. Ao picar um macaco doente, o mosquito contrai o vírus e, após alguns dias, se torna capaz de transmitir a doença a outros macacos ou humanos.
Na febre amarela urbana, o ciclo é diferente: o homem passa a ser o hospedeiro principal e o vetor é o Aedes aegypti. Mas, segundo o órgão, até o momento não foi identificado nenhum mosquito Aedes aegypti com o vírus. “O ciclo da doença continua silvestre”, ressaltou, em nota, o ministério.

Macacos morrem em Salvador

A Guarda Municipal de Salvador (GCM) recolheu, neste 15/01/18, três macacos mortos nos bairros do Cabula, Mussurunga e Itapuã, que estão no Laboratório Central de Saúde Pública Profº Gonçalo Muniz (Lacen), para atestar a causa da morte. Um macaco ferido achado na Vila Canária está no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Ceta/Ibama) também para realização de exames.


Fonte: A Tarde

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