Oito instituições comunitárias de Porto Seguro foram contempladas com a doação de peixes e lagostas, apreendidos pela Equipe de Fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e por agentes da Cippa. A apreensão dos produtos foi realizada dia 03/02/18. A entrega foi realizada às instituições no dia 05/02/18, realizada pelos fiscais da secretaria, acompanhados pelos policiais da Cippa.


Após recebimento de uma denúncia, os agentes apreenderam cerca de 700 quilos de peixes e 150 quilos de lagostas, cuja pesca está proibida em função do período do defeso, que vai até 31/05. Entre os peixes foram identificadas espécies como o badejo, garoupa, dentão, vermelho, guaiúba e o budião azul, que se encontra em risco de extinção. Budião, O depósito funcionava de forma irregular, em um beco próximo à sede da Marinha, e já vinha sendo monitorado pelos dois órgãos.


Todo o pescado foi encaminhado para a Cippa e em seguida apresentado ao Ministério Público, que deu apoio também a todo o processo de doação. Foram apreendidos ainda balanças, freezers, documentos e demais equipamentos utilizados no comércio ilegal. O responsável pelo depósito foi multado e responderá pela Lei de Crimes Ambientais. As entidades contempladas foram as seguintes: Creche São Sebastião, Centro Espírita Porto da Paz, Orfanato Melquisedeque, Casa do Oleiro, Projeto Ampare, Associação Filho de Deus, Planeta dos Pequenos e Escola Municipal Zeca Passador.
“A comida aqui é muito simples e quando chega uma novidade assim, é uma bênção para todos nós. Quando as pessoas estão fora das drogas, o apetite dobra e quanto mais doações, mais gente nós podemos receber”, disse o pastor Erisvaldo Ramos, da Casa do Oleiro, que trabalha com dependentes químicos. No Orfanato Melquisedeque, o clima foi de festa. “Tem muito tempo que ninguém aqui come peixe. Estamos muito felizes em receber essa doação ”, disse a dirigente da instituição, Luciene Sena Silva.

 

Recursos não reembolsáveis, no valor de R$ 3,66 milhões, serão liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a restauração de 210 hectares de Mata Atlântica no sul da Bahia. O financiamento corresponde a 97,5% do investimento total do projeto Corredor Ecológico Monte Pascoal-Pau Brasil, que está localizado no Mosaico de Unidades de Conservação do Extremo Sul da Bahia (MPES).

O projeto foi apresentado ao BNDES pelo Grupo Ambiental Natureza Bela, fundado em 2001 no município baiano de Itabela como organização da sociedade civil de interesse público (Oscip). A instituição trabalha pela recuperação de áreas degradadas por meio do plantio de mudas nativas, monitoramento de áreas e formação de corredores ecológicos no extremo sul baiano. Até o momento, já foram restaurados pela Oscip 653 hectares.

A diretora executiva do Grupo Ambiental Natureza Bela, Geysa Bonfim Betti, informou à Agência Brasil que os recursos serão aplicados na região situada dentro do Parque Nacional do Pau Brasil (100 hectares), no Parque Nacional do Monte Pascoal (53 hectares) e na Terra Indígena Barra Velha (57 hectares), localizados no município de Porto Seguro. Segundo o BNDES, o projeto permitirá que o crescimento da floresta reduza a emissão de cerca de 46 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2).

Educação ambiental

O projeto engloba também integração do Grupo Ambiental Natureza Bela com a população das áreas a serem beneficiadas. Geysa Betti disse que “dentro do projeto, há um setor de educação ambiental, que é o que a gente mais trabalha com a comunidade”. De acordo com o BNDES, isso possibilitará capacitar funcionários dos parques, produtores rurais do entorno e indígenas em técnicas de restauração, o que vai gerar oportunidades de trabalho, renda e qualificação para a cadeia de restauração florestal da região.

O contrato deve ser assinado nos próximos dias. Geysa disse que a expectativa é que o projeto comece a ser implantado ainda neste primeiro semestre.

Carteira

A carteira de restauração ambiental do BNDES soma, desde 2010, apoio de R$ 293 milhões para 29 projetos que envolvem a restauração de 29,1 mil hectares, dos quais 7,1 mil hectares com recursos não reembolsáveis e 22 mil hectares com recursos reembolsáveis. O apoio do banco para a recuperação de biomas brasileiros obedece ao Código Florestal de 2012 e à Política Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Proveg), instituída em 2017.


Fonte: Jornal do Brasil


Um trabalho recém-publicado na revista norte-americana Ecology, liderado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Rio Claro-SP, e que contou com a participação de professores da UESC, desvendou a grande variação de peso de 279 espécies de mamíferos e mais de 39 mil indivíduos em toda a Mata Atlântica do Brasil, Argentina e Paraguai (Figura 1). Os autores demonstraram a enorme variação de peso entre as espécies, mas mesmo dentro da mesma espécie essa variação pode chegar a até 5 vezes. Por exemplo, uma onça-parda (suçuarana) adulta que vive na floresta do Parque Nacional do Iguaçu no Paraná chega a ser quase 2 vezes mais pesada que as onças-pardas em pequenas florestas do Estado de São Paulo ou na Chapada Diamantina.

O peso é uma das características que influencia a capacidade de sobrevivência de um animal em ambientes antropizados (mudanças causadas pela atividade do ser humano). Inspirados na capacidade dessa medida corporal revelar dados sobre mecanismos de ajuste ao ambiente e história natural, se organizaram as informações de 388 populações de mamíferos na Mata Atlântica. O resultado é o maior inventário de mamíferos terrestres e voadores da Mata Atlântica. Com a participação de 96 autores, e coordenado pelo pesquisador Fernando Gonçalves, esse trabalho será uma ferramenta de trabalho para mais estudos mastozoólogicos.

"Esse estudo é um compilado dos esforços de mais de 100 anos de pesquisa na Mata Atlântica e de vários profissionais que se dedicam à conservação desses mamíferos. Não fazia sentido informações tão ricas e de tanta qualidade ficarem espalhadas. Em conjunto, elas podem ajudar a entender a história natural e principalmente entender a conservação de diversas espécies", afirma Fernando.

O trabalho é parte de uma grande iniciativa elaborada pelo Prof. Dr. Mauro Galetti (LABIC-Unesp) e Prof. Dr. Milton Ribeiro (LEEC-Unesp): o ATLANTIC-SERIES. Esta iniciativa, que conta com a participação de professores da UESC, está disponibilizando grandes bancos de dados sobre a biodiversidade na Floresta Atlântica para que possam ser utilizados pela comunidade de cientistas do mundo todo. “A Mata Atlântica é a floresta tropical mais bem conhecida do mundo, mas muitos dados estão em português, o que inibe outros cientistas de usá-los” afirma Galetti.
Para o levantamento, foram utilizadas informações de capturas espalhadas por 388 áreas e possui informações morfológicas de 16.840 indivíduos de 181 espécies de mamíferos terrestres e de 23.010 indivíduos de 98 espécies de morcegos. “Esse é a maior compilação de informações individuais de mamíferos em um único bioma” complementa Galetti.

Com essas informações em mãos, os pesquisadores podem estudar se os indivíduos poderão se adaptar a mudanças climáticas, e buscar entender porque alguns indivíduos são maiores que outros.

Os dados correspondentes ao Estado da Bahia foram majoritariamente fornecidos pelos professores do DCB e Curadores da Coleção de Mamíferos “Alexandre Rodrigues Ferreira” da UESC (Martín R. Alvarez e Deborah Faria). Participaram também desta publicação outros colaboradores da coleção: Prof. Júlio Baumgarten (DCB), o Técnico Bach. Elson O. Rios e os alunos de pós-graduação Felipe Vélez-García e Adna Silva.


Fonte: Ascom UESC


A celulose produzida pela Veracel é 100% transportada por barcaças que saem do Terminal Marítimo de Belmonte (TMB) da própria empresa na Bahia para o Portocel no Espírito Santo. Este transporte marítimo de celulose está atento à preservação das tartarugas marinhas e há 12 anos são desenvolvidas ações de preservação ambiental que contribuem para a reprodução e o nascimento das cinco espécies existentes no Brasil. Essas ações ajudam a garantir o mínimo impacto possível das operações do TMB na reprodução de tartarugas marinhas.
O monitoramento das tartarugas na área dos 35 quilômetros de praias em torno do TMB é realizado anualmente e na temporada de 2016/2017 foram registradas 448 evidências de atividades reprodutivas. Este foi um dos maiores registros, superando a média histórica de mais de 344. Segundo Anderson Pafume, biólogo da CTA Meio Ambiente, empresa responsável pelo Programa de Monitoramento de Quelônios, o monitoramento vem mostrando que as operações não impactam o processo reprodutivo das tartarugas. “Durante todos esses anos, conseguimos atestar em média o registro de 350 a 450 ocorrências reprodutivas. Isso é um resultado positivo entre as tartarugas marinhas”, ressaltou.
Vários outros monitoramentos ambientais são realizados pela Veracel na área do TMB: monitoramento pesqueiro, de baleias, da qualidade da água e da areia. Esses monitoramentos anuais têm o objetivo de verificar qualquer interferência das operações do TMB no meio ambiente. Para a Veracel, produzir celulose é também exercer o seu papel com respeito e responsabilidade ambiental.
Para mais informações, acesse: www.veracel.com.br


Fonte: Ascom Veracel