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Fisio

Índices de Preços ao Produtor varia - 0,12% em abril

Entre março e abril de 2017, a variação dos preços da indústria geral foi de -0,12%, inferior à variação entre março e fevereiro de 2017 (0,06%). No ano, os preços da indústria geral acumulam recuo (-0,20%) e, em 12 meses, a variação acumulada é de 3,05%. Em relação a março, os preços de 13 das 24 atividades industriais investigadas tiveram alta.

Em abril/2017, os preços da indústria geral (extrativas e de transformação) variaram, em média, -0,12% em relação a março/2017, número inferior à variação entre março e fevereiro de 2017 (0,06%).

Em abril/2017, ainda em relação a março, 13 das 24 atividades apresentaram variações positivas de preços, contra 16 do mês anterior. As quatro maiores variações se deram nas seguintes atividades industriais: refino de petróleo e produtos de álcool (-2,85%), impressão (-1,94%), minerais não-metálicos (-1,93%) e madeira (1,73%).

As maiores influências sobre índice do mês, ainda em relação a março/2017 (-0,12%), foram refino de petróleo e produtos de álcool (-0,29 p.p.), alimentos (-0,07 p.p.), indústrias extrativas (0,06 p.p.) e outros produtos químicos (0,06 p.p.).

O indicador acumulado no ano (abril/2017 contra dezembro de 2016) atingiu -0,20%, contra -0,08% em março/2017. As atividades com as maiores variações percentuais na perspectiva deste indicador foram: metalurgia (7,50%), minerais não-metálicos (-6,33%), alimentos (-4,73%) e outros produtos químicos (3,83%). Já os setores de maior influência foram: alimentos (-1,01 p.p.), metalurgia (0,55 p.p.), outros produtos químicos (0,35 p.p.) e refino de petróleo e produtos de álcool (-0,21 p.p.).

Em relação a abril de 2016, os preços da indústria geral subiram 3,05%, contra 2,82% em março/2017. As quatro maiores variações foram em indústrias extrativas (33,20%), metalurgia (15,26%), minerais não-metálicos (-10,64%) e outros equipamentos de transporte (-7,60%). Os setores de maior influência foram: metalurgia (1,08 p.p.), indústrias extrativas (0,96 p.p.), alimentos (0,69 p.p.) e veículos automotores (0,47 p.p.).

Entre as Grandes Categorias Econômicas, na comparação com março, as variações foram: 0,09% em bens de capital; -0,29% em bens intermediários; e 0,09% em bens de consumo, sendo que 0,43% foi a variação observada em bens de consumo duráveis e -0,01% em bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

Já a influência das Grandes Categorias Econômicas foi a seguinte: 0,01 p.p. de bens de capital, -0,16 p.p. de bens intermediários e 0,03 p.p. de bens de consumo. No caso de bens de consumo, 0,00 p.p. se deveu às variações de preços observadas nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis e 0,04 p.p. nos bens de consumo duráveis.

O acumulado no ano entre as Grandes Categorias foi de 0,42% para bens de capital (com influência de 0,04 p.p.), 0,56% para bens intermediários (0,31 p.p.) e -1,53% para bens de consumo (-0,55 p.p.), neste caso com influencia de 0,12 p.p. dos bens de consumo duráveis e de -0,67 p.p. dos bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

Ainda entre as categorias econômicas, as variações em relação a abril de 2016 foram: bens de capital, 0,36% (0,03 p.p.); bens intermediários, 3,66% (2,04 p.p.); e bens de consumo, 2,75% (0,97 p.p.), sendo que a influência de bens de consumo duráveis foi de 0,32 p.p. e a de bens de consumo semiduráveis e não duráveis de 0,65 p.p.

A seguir são analisados 6 setores que, em abril 2017, encontravam-se entre os 4 principais destaques em pelo menos um dos seguintes critérios: maiores variações de preços e maiores influências, nas três comparações e nas principais ponderações.

Indústrias extrativas: 1,72%, dando sequência à alta do mês anterior. Em relação a março, os preços do setor tiveram influência de 0,06 p.p. sobre o resultado das indústrias extrativas e de transformação (-0,12%). No ano, as indústrias extrativas acumularam alta de 1,94%.

Na comparação com abril de 2016, os preços das indústrias extrativas tiveram a maior variação (33,20%) entre todas as atividades e exerceram a segunda maior influência sobre a indústria geral (0,96 p.p. em 3,05%).

Entre os produtos das atividades extrativas, os preços dos minérios de ferro subiram nas três comparações. Já os óleos brutos de petróleo tiveram influência negativa sobre as variações mensal e acumulada no ano da atividade.

Alimentos: -0,35%, com o quarto recuo consecutivo no mês de abril. Ao longo da série, houve outros quatro momentos em que ocorreram pelo menos quatro quedas consecutivas de preços: março de 2010 a junho de 2010 (com recuo total no período de -4,24%); fevereiro de 2011 a junho de 2011 (-5,28%); novembro de 2011 a fevereiro de 2012 (-1,84%); e março de 2014 a julho de 2014 (-1,96%). Assim, a variação acumulada do primeiro quadrimestre de 2017 (-4,73%) foi a segunda maior queda (perde para o período de cinco meses observado em 2011). Estes períodos foram momentos de apreciação do real: de 6,6% entre fevereiro e julho de 2011 e de 6,4% nos quatro primeiros meses de 2017.

Na comparação com abril de 2016, os preços de abril do ano corrente estiveram 3,39% maiores. Em termos de número-índice, o de abril, 119,68, se aproxima ao de maio de 2016, 118,95, sendo que, entre os dois, está o maior número-índice da série, o de dezembro de 2016, 125,52. De todo modo, o número-índice de abril é 26,03% maior que a média da série de números-índices, 93,31.

Refino de petróleo e produtos de álcool: em abril, os preços do setor recuaram pelo terceiro mês consecutivo, no caso em -2,85%, que é a terceira menor taxa da série (a menor foi a de março de 2017, -3,25%). Depois dessa série de variações negativas, o acumulado inverteu de um resultado positivo em março, 0,80%, para -2,07%. Por fim, foi de 0,91% a variação de abril de 2017 contra abril de 2016, a menor do ano.

No caso dos produtos destacados, houve apenas um positivo entre os de maior variação (“óleos lubrificantes básicos”) e um positivo entre os de maior influência (“GLP”), produtos esses que não figuram entre os de maior contribuição no cálculo do índice. Os demais produtos destacados influenciaram negativamente o índice (-2,87 p.p. em -2,85%).

O setor apareceu como destaque em termos de variação, no M/M-1 — sendo a maior variação entre todas as indústrias que compõem o indicador (-2,85% frente a -0,12% das indústrias extrativas e de transformação) —, e, em termos de influência, como a maior no M/M-1 (-0,29 p.p. em -0,12%) e a quarta maior no acumulado (-0,21 p.p. em -0,20%).

Outros produtos químicos: a indústria química registrou no mês de abril uma variação positiva de preços de 0,66% em relação ao mês de março (sétima variação positiva nos últimos oito meses, neste tipo de comparação), o que gerou uma variação acumulada de preços no ano de 3,83% e de 0,07% em 12 meses. Para ressaltar que a base de comparação dos preços estava em patamares baixos, pode-se verificar que, em termos de variação acumulada de preços, em relação a dezembro de 2013, a atividade alcançou 3,48%, valor bem distante do pico alcançado em outubro de 2015 que foi de 17,48%.

Um ponto a ser destacado é que as principais variações ocorreram em produtos que não fazem parte dos que apresentam o maior peso de cálculo, o que não ocorre naqueles de maior influência, entre os quais apenas “adubos e fertilizantes à base de NPK” e “herbicidas para agricultura” não foram destaques nesta situação.

O cenário da indústria química, especialmente dos produtos petroquímicos básicos e intermediários para plastificantes, resinas e fibras é ligado aos valores internacionais, aos custos associados à energia elétrica, à compra de matérias-primas importadas, à cotação do dólar (depreciação da moeda americana frente ao real de 12,0% nos últimos 12 meses) e aos preços da nafta, produto com significativa queda de preços em abril, mas com elevação no acumulado do ano e na comparação abril de 2017 contra abril de 2016, o que também explica em parte a recuperação dos preços que está ocorrendo na atividade.

Interessante ressaltar que para os quatro produtos de maior influência no mês contra mês imediatamente anterior, dois tiveram variações positivas de preços e os outros dois apresentaram resultados negativos. Disso resultou uma anulação de influências, ou seja, os demais 28 produtos contribuíram com os 0,66 p.p. da variação no mês.

Metalurgia: 0,31%, sexto aumento de preços consecutivo. Desta forma, o setor acumulou altas de 7,50% no ano e de 15,26% nos últimos 12 meses. Interessante reparar que, há um ano, o setor metalúrgico apresentava a maior queda de preços neste tipo de comparação desde agosto de 2011 e agora este valor é a maior variação positiva desde o início do IPP (janeiro de 2010).

Em relação a março, os produtos que mais influenciaram os resultados no mês são três dos quatro produtos de maior peso na atividade: “lingotes, blocos, tarugos ou placas de aço ao carbono”, “bobinas a quente de aços ao carbono, não revestidas” e “alumínio não ligado em formas brutas”, os dois primeiros com influência negativa e o terceiro com influência positiva. Além destes produtos, também é destaque “bobinas ou chapas de aços inoxidáveis, inclusive tiras”, com variação e influência negativas.

O comportamento do setor é influenciado pela combinação dos resultados dos grupos siderúrgicos (ligado aos produtos de aço) e do grupo de materiais não ferrosos (cobre e alumínio).

Veículos automotores: 0,55%, nona variação positiva consecutiva da atividade, que vem exibindo resultados positivos em relação ao mês anterior desde agosto de 2016. Com isso, a variação acumulada no ano alcançou 1,40%. Em abril de 2016, o acumulado era de 0,92%. Nos últimos 12 meses, o setor acumulou alta de 4,39%.

Além de ser um dos setores de maior peso no cálculo do indicador geral (atrás apenas do setor de alimentos), a atividade exerceu a quarta maior influência na variação acumulada nos últimos 12 meses (0,47 p.p. em 3,05%).

Entre os quatro produtos de maior influência na comparação com março, três deles tiveram impacto positivo no índice (“caixas de marcha para veículos automotores”, “automóveis para passageiros, a gasolina, álcool ou bicombustível, de qualquer potência” e “caminhão diesel com capacidade superior a 5t” – sendo estes dois últimos os produtos que apresentam os maiores pesos na atividade) e apenas um seguiu direção contrária, (“motores diesel e semi-diesel para ônibus e caminhões”). A influência desses quatro produtos foi de 0,50 p.p. em 0,55%, ou seja, os demais 21 produtos da atividade contribuíram com 0,05 p.p.

Em relação aos acumulados no ano e em 12 meses, os quatro produtos de maior influência foram os mesmos para ambos os índices: “automóveis para passageiros, a gasolina, álcool ou bicombustível, de qualquer potência”, “caminhão diesel com capacidade superior a 5t”, “chassis com motor para ônibus ou para caminhões” e “veículos para mercadorias a gasolina ou álcool capacidade menor de 5t”. Desses produtos, apenas os dois primeiros estão entre os quatro de maior peso no setor.


Fonte: Ascom IBGE 

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