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Fisio

Censo Agro visita mais de 1 milhão de propriedades


Com mais de 20 mil recenseadores e supervisores em atividade, o mês inicial da coleta do Censo Agro 2017 foi um período de ajustes, mas cumpriu as expectativas, superando o primeiro milhão de estabelecimentos visitados por todo o Brasil. A tendência é que o ritmo de trabalho aumente nos próximos meses, com mais agentes em campo e aprimoramentos nos processos da operação.
“Surpreendeu a quantidade de questionários que recebemos neste primeiro mês, porque já sabíamos que as duas primeiras semanas eram de adaptação. São cinco meses de coleta, pouco mais de 5 milhões de estabelecimentos, o que dá cerca de 1 milhão de questionários por mês. Foi o que fizemos em outubro. A previsão é que, em novembro, a gente ultrapasse essa marca de 1 milhão no mês, já com novos recenseadores e os ajustes feitos”, explica o coordenador técnico do Censo Agro, Antônio Florido.
O trabalho a ser realizado, no entanto, não acaba quando o recenseador envia pela Internet o questionário com as informações do estabelecimento que visitou. Os dados ainda são checados pelos agentes censitários supervisores e os agentes censitários regionais, que verificam a consistência das informações inseridas pelo agente em campo no dispositivo móvel de coleta (DMC). Pode ser, por exemplo, que ele se engane na hora de preencher o questionário, anotando dados conflitantes entre si, o que pode ser checado pelos supervisores por meio de uma plataforma online do IBGE.
“Temos uma preocupação muito grande não só com a quantidade de questionários respondidos, mas também com a qualidade dos dados. Por isso precisamos desse trabalho de supervisão, do sistema funcionando à plena carga, com todos os supervisores conseguindo acessar os dados”, ressalta Florido. “O recenseador segue fazendo as visitas. Se não houver uma orientação sobre os padrões determinados, ele vai repetir os erros”, lembra.
Trabalhos já começaram em todo o país
Mesmo não acontecendo simultaneamente em todos os municípios, o Censo Agro já foi iniciado em todos os estados do Brasil. A diferença no ritmo da coleta é ditada pelas particularidades de cada local, como o Mato Grosso, onde a predominância de grandes propriedades e a falta de recenseadores atrasaram os primeiros dias de pesquisa.
“Na média, estamos com um bom ritmo. Em alguns estados temos uma preocupação maior, pois estão abaixo da média, como no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraíba. Temos que verificar o que está acontecendo e ajudar a resolver. O Mato Grosso mesmo é um estado muito complicado, porque são setores muito grandes, com estabelecimentos muito grandes também”, destaca o coordenador. “Atualmente, a preocupação maior é na região Norte e Centro-Oeste”, complementa.
Segundo Florido, cada estado tem sua previsão própria, e o avanço tem sido proporcional ao número de recenseadores em campo. “Se você for levar pelo número absoluto, a Bahia, por exemplo, está com muitos recenseadores e, por isso, está com uma quantidade enorme de estabelecimentos visitados. Se for para o lado proporcional, alguns estados menores estão mais adiantados”, explica.
Em média, cada recenseador visitará cerca de seis setores censitários (divisão territorial de trabalho), o que ajuda a explicar por que muitos locais ainda estão sem agentes em campo. A lógica é simples: ele só poderá passar à próxima área após concluir a anterior. Assim, enquanto o recenseador visita um setor, outros cinco, em média, estarão necessariamente sem coleta. “Cada recenseador faz em torno de 400 questionários, o que vai dar 5, 6 ou 7 setores para cada um. E ele faz um de cada vez”, explica Florido. Além disso, há necessidade de contratação de mais agentes, uma vez que faltaram aprovados em algumas localidades, além das desistências, que já eram previstas.
Para suprir essa necessidade, o IBGE está realizando um processo seletivo extra para o preenchimento daquelas vagas. “A previsão é que eles comecem a trabalhar no dia 20 de novembro. Tem todo um processo seletivo, além do treinamento e a contratação em si. Por isso, a previsão é que tenhamos essas pessoas trabalhando no fim de novembro”, destaca o coordenador técnico.
Mesmo com o início sem maiores sobressaltos, o IBGE segue atento ao ritmo da coleta do Censo Agro. Um dos motivos é que seu orçamento tem anos fiscais distintos (aproximadamente R$ 505 milhões em 2017 e R$ 280 milhões em 2018), o que faz com que a pesquisa tenha de concluir determinadas etapas até o fim de dezembro para aproveitar todos os recursos disponíveis.
“É a primeira vez que a coleta de um Censo vai pegar dois exercícios fiscais. Então, o orçamento para este ano precisa ser cumprido integralmente até o fim de 2017”, ressalta Florido. “Estamos atentos a isso, é uma questão estratégica para o IBGE”, conclui.


Fonte: IBGE

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