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Fisio

Bancas de revistas mudam perfil para atender nova demanda


Tradicionais pontos de encontros para uma boa discussão de temas políticos, sociais e culturais, as bancas de jornais e revistas, estão mudando seu perfil para atender à nova demanda de serviços trazida pelo comportamento dos clientes. O mercado cada vez mais exigente busca o atendimento rápido de necessidades principalmente de quem está na rua a passeio ou a trabalho. A grande variedade de livros deu espaço a revistas de celebridades e fofocas, e serviços como inserção de créditos em celulares passaram a ser os mais procurados.
Em Porto Seguro, o número de bancas é o mesmo, de dez anos para cá. Mas atualmente, são comparadas a lojinhas de conveniência. São 10 bancas espalhadas no centro, aeroporto e Arraial d’Ajuda. Cada uma com sua experiência de mudança de mercado. Dono de uma delas na av. dos Navegantes, Elidalto Silva diz que o público dele é formado por jovens e crianças à procura de mangá - história em quadrinhos japonesa, e gibis. “As apostilas para concursos ainda são um grande filão, mas a banca virou uma loja de conveniências, em que a pessoa vem colocar crédito, comprar um cigarro ou um doce”, conta.
Em Curitiba, onde a família dele tem banca, eles vendem até pão. Lá, tem até portaria baixada pelo município para adequação dos pontos de vendas onde funcionam as bancas. Para Elidalto, a internet não atrapalha as vendas. “As pessoas querem comprar revista, olhear o papel. Às vezes está na fila de um banco, ou vai ter que esperar no consultório. Mas acho que falta a divulgação do serviço e outro problema é a preguiça do povo de ler. As revistas que vendo mais são as de fofoca e as de novela, porque é uma leitura curta, que a pessoa vai ver o capítulo de hoje da novela, mas quer saber como vai ser”, define.
Além das apostilas de concursos, entre os produtos mais procurados ainda estão as revistas de moda, módulos de estudo para o Enem e para o vestibular. Os menos procurados são revistas de recreação e os jornais de outras cidades. “Só vendo Jornal do Sol aqui, disse”. Pela banca de Elidalto passam turistas de várias regiões do país, que buscam também revistas semanais e notícias esportivas.
Brinquedos para a criançada
Para a Laurides da Silva, proprietária de uma banca na Praça do Relógio, toda procura por leitura diminuiu. “As pessoas não querem ler ou estão indo para a internet”. A prateleira que antes era lotada de revistas semanais, agora está repleta de brinquedos. “Como a procura estava reduzindo muito, tive que colocar outras coisas, como brinquedos e outros objetos para garantir a minha feira, porque não tem como você ficar com um ponto e não vender”. O público de sua banca é, em sua maioria, de pessoas idosas que mantém o hábito de leitura e adultos à procura de bolas, boias e outros brinquedos para serem levados pelas crianças à praia. Laurides conta que construiu a casa própria e educou suas filhas com o que recebeu da banca e nos bons tempos, pintava a casa todo fim de ano.
Quem passa pela avenida Getúlio Vargas, pode perceber que uma banca mantém o aspecto original. Muitos livros, módulos para concursos e revistas para vários públicos ainda compõem o negócio de Marco Sampaio. “Aquele cliente certo não existe mais. A internet mudou o interesse das pessoas pela banca de revista e jornais”, avalia. Ele disse que, apesar de a procura ter caído, ainda justifica permanecer com esse tipo de material. Ele, que também só trabalha com jornais locais, vende também doces, canetas, pilhas, cigarros e disponibiliza serviços de créditos no celular. Sendo estes dois últimos os mais procurados.

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