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Fisio

Braçadas de Mariana alcançam o topo do mundo


Ao ver as primeiras braçadas da menina forte, aos sete anos, nas águas de sua Porto Ação Academia, Lena Scarpeli tinha o direito de pensar ser apenas mais uma criança levada pelos pais a praticar um esporte saudável. Mal podia imaginar a pioneira na formação de nadadores na cidade que a dona daquelas pernadas serelepes iriam, uma década depois, tocar o topo do mundo.
Pois a porto-segurense Mariana Santos Figueiredo, aos 17 anos, 1,83 m de altura - “já tem tempo que não meço... rsss”, se tornou campeã mundial nos 50 m livre (26’71”), em Budapeste, Hungria. O Campeonato Mundial de Natação Escolar aconteceu em abril e Mariana também ganhou outras duas medalhas: bronze, nos 100 m livre (58´52”) e prata no revezamento 4×100 medley, junto com Fernanda de Goeij, Sanny Marques e Maria Amália Verloza (4:21´00”).
A performance da filha de Neto e Domícia, da tradicional Power Clean, é fruto de muita dedicação e apoio dos pais. E um merecido troféu para a Porto Ação Academia. Após os primeiros anos na água, Mariana passou a ser treinada por Raquel Scarpeli - também craque das piscinas. “Quando iniciei na Porto Ação era mais porque eu gostava do esporte, pelos benefícios à saúde”, lembra. Com o treinamento, Mariana foi melhorando seus tempos e participando de competições regionais, sempre com ótimos resultados. E suas braçadas e pernadas começaram a ir muito mais longe.
“Percebi que minhas colocações nos campeonatos brasileiros estavam evoluindo. No meu primeiro brasileiro, fiquei em nono lugar nos 100 m costas. Aí, só fui melhorando”. Em 2015, Mariana conquistou o sexto lugar nos 50 m livre no torneio nacional de sua categoria. Com os bons resultados e a natação no sangue, Mariana teve que encarar de frente uma grande mudança em sua vida.
“Entendi que continuar em Porto Seguro não ia dar, eu não ia me desenvolver na natação tanto quanto queria”. Numa decisão difícil, no início do ano seguinte a jovem nadadora se mudou para Curitiba/PR e passou a treinar no Clube Curitibano. “O Curitubano é um dos melhores clubes do Brasil, a estrutura é surreal, maravilhosa, a piscina, a academia, tudo é muito bom, eles me dão casa, comida, estudos e os técnicos são melhores ainda, estou amando”, revela empolgada.
Christian Carvalho, seu técnico, deve estar orgulhoso da pupila. Um ano após chegar ao Curitibano, Mariana ficou em terceiro nos 50 m livre no brasileiro. “Foi quando eu peguei a vaga na seleção brasileira para participar do Mundial de Budapeste - e acabei pegando primeiro lá!”. Ela rasga elogios a seu atual técnico, reconhecendo sua importância nos resultados alcançados. “Ele é muito, muito bom... me dei super bem com ele desde o começo”.
O Mundial de Budapeste foi seu primeiro campeonato internacional. “A melhor experiência da minha vida, a melhor viagem, foi tudo muito bom. Uma competição onde os tempos eram bem próximos, as meninas muito fortes, focadas e determinadas, mas eu melhorei todos os meus resultados e minhas colocações foram ótimas”.
A felicidade de já fazer parte da seleção brasileira estimula ainda mais a nadadora. Muito treinamento e esforço para, “se Deus quiser, classificar para as Olimpíadas de 2020 [Tóquio] e ter mais alguns mundiais representando a seleção brasileira aí pela frente”, diz Mariana, com a humildade e foco de quem sabe que não tem limites para onde suas braçadas e pernadas podem levá-la.

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