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Fisio

Casos de HIV em Porto Seguro caem ano a ano


Porto Seguro já foi conhecido como o município com maior número de casos de portadores de HIV, em proporção ao número de habitantes, dentro do estado da Bahia. A boa notícia, segundo o Departamento DST/AIDS e Hepatites Virais, é que, nos últimos quatro anos, esses números começaram a cair. Em 2014, a taxa de casos de AIDS por mil habitantes era de 11,27. Em 2016 caiu para 9,49. E a taxa de casos de pacientes com o vírus HIV caiu de 41,94 em 2015, para 37,88 para 2016. Atualmente, há 520 casos de portadores de HIV do município em acompanhamento.
Mas o município atende também pacientes de cidades vizinhas que o elegem como sede do tratamento. Destas, Santa Cruz Cabrália, Belmonte e Eunápolis ocupam os quatro primeiros lugares em maior número de atendidos, com 74, 44 e 14 pacientes respectivamente. Segundo Beatriz Duarte, coordenadora do departamento DST/AIDS, a redução de casos se deve à realização do diagnóstico precoce. “Com esse trabalho, quebra-se a cadeia de transmissão do vírus, concedendo ao paciente um prognóstico melhor, ou seja, ao saber que tem o vírus, o paciente pode começar a se tratar logo e ter uma melhor qualidade e expectativa de vida”, explica, além de saber que deve evitar contaminar outras pessoas.

Diagnóstico precoce

Com características de turismo jovem, cidade festeira e com grande rotatividade de pessoas, é necessário que se realize um trabalho habitual de diagnóstico. Isso é feito principalmente pelo CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento), que responde por 60% dos diagnósticos de HIV. No primeiro quadrimestre de 2017, foi registrado um caso de AIDS e 30 novos casos de pessoas que possuem o vírus, duas crianças menores de 13 anos com HIV, seis gestantes portadoras do vírus e 13 casos novos de crianças expostas ao HIV.
Os outros 40% dos diagnósticos são feitos pelas outras unidades de saúde. O percentual pode ser explicado porque o trabalho desenvolvido pelo CTA é itinerante e faz busca ativa, ou seja, ele chega a pessoas que por um motivo ou por outro, não vão às unidades de saúde, como trabalhadores de construção civil, pescadores e profissionais do sexo.
Outra atividade realizada para diminuir os riscos de contaminação da AIDS é com vistas à incidência zero de transmissão de mãe para filho. Além do acompanhamento de gestantes também no parto, e de os bebês receberem medicação para combater o vírus assim que nascem, o pediatra neonatal acompanha o bebê por 18 meses. A mãe portadora do HIV é orientada a não amamentar seu filho, já que o vírus pode ser transmitido também pelo leite materno. Elas recebem o leite ideal de acordo com a faixa etária do bebê, para garantir a nutrição e saúde dele. “Com esses e outros cuidados é possível ser totalmente saudável, sendo filho de uma portadora do vírus HIV”, afirma a coordenadora. O município acompanha atualmente 41 crianças saudáveis, de 0 a 18 meses, filhos de portadores do HIV.

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