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Fisio

Casos de cinomose assustam moradores em Porto Seguro


O número de cães acometidos por cinomose, doença causada pelo Canine Distemper Virus, em Porto Seguro vem preocupando moradores e ongs cuidadoras de animais. Desde dezembro de 2016 surgem casos da doença na cidade e distritos como Arraial d’Ajuda e Vale Verde; e em Coroa Vermelha, Santa Cruz Cabrália. De acordo com o Diretor da Vigilância e Controle das Zoonoses em Porto Seguro, Paulo Lôbo Filho, de dezembro de 2016 até julho de 2017, foram registrados 126 casos da doença no município que, por ser cidade turística, pode ter importado o vírus por meio de cães vindos de outras regiões.
No Arraial, representantes da Ong Anjos d'Ajuda elaboraram um cartaz que alerta sobre o surto da doença, que pode ser evitada com a vacinação adequada. “Se não tem dinheiro para a vacina importada (R$ 50), leva o bichinho no pet shop e aplica a vacina nacional (R$ 20)”, apela Jeannette Eggengoor, presidente da ong, que também alerta para o controle do cartão de vacina dos cães. A veterinária Crispiniana Ramos afirma que a vacina deve ser de boa qualidade. No Brasil, a rede pública não disponibiliza imunização gratuita para essa doença.
O vírus da cinomose é considerado agressivo, oportunista e resistente, pois sobrevive no ambiente por certo tempo. Prefere locais frios e secos, mas em lugares quentes e úmidos pode durar por um mês. Atinge principalmente os cães com sistema imunológico enfraquecido (filhotes, idosos ou fracos devido a doença ou estresse).
Sintomas da doença
Cães com cinomose podem apresentar febre, vômito, diarréia, tosse, espirros, corrimento ocular e nasal e sinais de alteração do sistema nervoso, dentre eles, falta de coordenação motora, convulsões, tiques e paralisias. Falta de apetite e dificuldade de respirar - e até pneumonia - também são sinais de infecção. O cão pode ficar agressivo e sem reconhecer seu dono, devido à inflamação no cérebro. Os sintomas tendem a piorar com o passar dos dias e não regridem depois que o vírus se aloja no organismo. A doença mata lentamente e provoca muitas dores ao animal. Se é detectada no início, pode ser tratada, mas ainda assim, o animal sofre muito em caso de baixa imunidade. O tratamento é caro e para a vida toda. A única forma de prevenir a doença é a vacinação.
No Centro de Zoonoses de Porto Seguro, ao ser diagnosticado com cinomose, o animal é sacrificado. “Porque a doença não tem cura, provoca muito sofrimento e se prolifera”, explica o diretor de Zoonoses. Paulo afirma ainda que o procedimento da eutanásia é feito de acordo com o regimento dos Conselhos Federal e Estadual de Medicina Veterinária (com sedação e sem sofrimento do animal). Segundo ele, o número de ocorrências no município não justifica o investimento em um incinerador. O equipamento, necessário para garantir total segurança na eliminação dos vírus de animais mortos por meio da cremação, custa de R$ 500 a R$ 700 mil.
Enterro no aterro
Como não há incinerador no município, os animais são envolvidos por cal e enterrados no aterro sanitário. Também conhecido como óxido de cálcio, o cal age como neutralizador de bactérias e vírus. “Não impede cem por cento de haver contaminação, mas é o indicado pelo Conselho de Medicina Veterinária na ausência de um incinerador”, informa o diretor. Para a veterinária Crispiniana, que, em julho, atendeu cinco casos e no início de agosto atendeu mais quatro, enterrar é uma opção arriscada. “Quando vai para o lixão, tem contato com urubu, rato, moscas e pessoas, que podem disseminar a doença”, alerta.
Além de muitos donos de cães não vacinarem seus bichinhos, um grande problema é que, quando morrem, os cães são colocados em caixas e na porta de casa para serem recolhidos pelo carro do lixo. Ou então são deixados em terrenos baldios. Essa prática contamina o meio ambiente e tudo ao seu redor. A cinomose não é uma doença zoonótica (não acomete o ser humano). Mas pessoas podem disseminá-la sem saber, já que a contaminação se dá por meio de secreções dos cachorros infectados. Sapatos, pneus de bicicleta, moto, carros ou de carroças, bem como roupas e outros objetos podem alojar o vírus, se em contato com tais secreções.
As pessoas podem colaborar para evitar o sofrimento dos cães e a proliferação da doença. Em primeiro lugar, vacinando os animais. E se souber de qualquer caso suspeito, pode denunciar pelos números (73) 98802-3778 (Centro de Zoonoses, das 8h00 às 17h00), 99921-4880 (ONG Anjos d’Ajuda) ou pelo Facebook: ONG Anjos d`Ajuda.

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