Cruz Vermelha aponta carência e risco social em Porto Seguro

A Cruz Vermelha Brasileira (CVB) em Porto Seguro realizou uma pesquisa nos 13 bairros que compõem o Complexo Bahianão, com foco nas necessidades sociais daquela comunidade. O objetivo é a busca de melhoria de vida das crianças e adolescentes da localidade, já que a equipe que atende a região atua na educação, com a oferta de cursos livres e profissionalizantes para população de baixa renda.

Segundo o coordenador Sérgio Couto Júnior, para 2019, já estão definidos os cursos de inglês, espanhol, música, marketing, propaganda, gestão empresarial e de pessoal. A oferta desses cursos é feita com base em pesquisa realizada em 2017 pela CVB. Os dados, colhidos mais precisamente no bairro Frei Calixto, mostram que os bairros vivem a mesma carência social e que a renda per capita e bens não modificaram a necessidade social do local. Foram ouvidas 340 pessoas, entre pedestres, ambulantes, comerciantes e pessoas na fila de casas lotéricas.

Com base no Censo Demográfico 2010 do IBGE, 80% da população recebem até dois salários mínimos. A pesquisa considerou que “Porto Seguro é uma cidade jovem, ao contrário do Brasil, em que já se enxerga o envelhecimento da população”. Junto ao fato de ter uma população predominantemente jovem, formada por pessoas com menos de 18 anos de idade, “a família de Porto Seguro está empobrecida e em risco social”.

Em se tratando de sugestões para atendimento às necessidades das crianças de três a seis anos de idade, a pesquisa mostrou que os entrevistados “confundiram a necessidade do desenvolvimento de projetos sociais com a criação de creches para atenderem suas próprias necessidades”. Por outro lado, “indicaram a necessidade de as creches oferecerem serviços de cultura, lazer e educação e não apenas descanso e alimentação”.

Armas nas mãos

Na área social, os entrevistados priorizaram o esporte e o ensino de valores familiares para os menores, e falaram sobre o fato de haver crianças de cinco e seis anos de idade com armas nas mãos. Para CVB, essa faixa etária necessita de um projeto de educação familiar.

Quanto às crianças de sete a 12 anos de idade, os entrevistados responderam que há necessidade de tirá-las das ruas e que a solução seria o ensino integral para essa idade. E indicaram cursos básicos como prioridade dentro das ações sociais, e, em seguida, a prática de esportes.

De acordo com CVB, quando questionados sobre as necessidades dos adolescentes de 13 a 18 anos, os entrevistados se mostraram “convictos de que adolescente tem que aprender a trabalhar”, e sugeriram os cursos profissionalizantes como prioritários e cursos básicos e Programas de Jovem Aprendiz como também muito importantes. A conclusão é da necessidade de preparação destes jovens para o mercado de trabalho.

Para atender essas necessidades, ficou concluído que, de 03 a 06 anos de idade, projetos de valorização familiar seriam os mais necessários, enquanto dos 07 aos 12 anos de idade, a prioridade seria para informação e conscientização; e para a faixa etária de 13 a 18 anos, projetos preparatórios para o trabalho.

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