Grupo luta pelos direitos das pessoas com deficiência em Cabrália

 

O Grupo de Mães e Pais de Inclusão (GMPI) de Santa Cruz Cabrália, criado em 2017, é formado por 50 pais e mães de pessoas com deficiência. O mais recente desafio deles é a aprovação do Projeto de Lei 007/2018, que dispõe sobre a criação do Conselho Municipal de Direitos da Pessoa com Deficiência e do Fundo Municipal da Pessoa com Deficiência.

O projeto foi recebido na Câmara Municipal de Cabrália em 27 de março, mas, com as mudanças na gestão municipal, devido ao afastamento e posterior retorno do prefeito Agnelo Júnior, ficou parado na mesa do Legislativo. Se criado, o conselho terá a atribuição de formular e zelar pelas políticas de defesa de pessoas com e tudo o que diz respeito a esse público específico e seus familiares. Já o Fundo Municipal da Pessoa com Deficiência é um instrumento de captação, repasse e aplicação de recursos para suporte financeiro à implantação e manutenção das ações voltadas pra eles.

A iniciativa de formar o grupo partiu de Andreia Lima Tamikuã, mãe de um menino autista, que tendo visto o descaso e a falta de divulgação e informação sobre as pessoas com deficiência na cidade, resolveu arregaçar as mangas e tentar mudar a situação. “As crianças, jovens e adultos de Cabrália precisam de uma educação de qualidade e inclusiva, de um atendimento mais humanizado na área de saúde, mais acessibilidade nos órgãos públicos, mais esportes inclusivos, mais divulgação e palestras educativas nas escolas sobre as deficiências, mais remédios”, diz.

E o grupo vem crescendo e ganhando espaço no meio social. Ela afirma que, não só pelo seu filho, mas pensando nas demais crianças e jovens, decidiu ir até a Câmara Municipal de Cabrália. Começou com um cartaz, solicitando mais políticas públicas e mais inclusão social para os deficientes e em novembro, mobilizou a primeira audiência pública sobre inclusão social no município. Segundo Andréia, a Câmara Municipal ficou lotada e a oportunidade foi dada para os pais e familiares falarem aos vereadores sobre suas reais necessidades.

Além da criação do conselho e do fundo, o movimento propõe a implantação de mais faixas exclusivas para os condutores de veículos, com deficiência e estabelecimento de multa para quem estacionar em vagas prioritárias; sinalização vertical e horizontal de trânsito, rampas de acesso nos comércios e nos órgãos municipais; cursos preparatórios e profissionalizantes nas escolas do 1° ao 9° ano; mais professores capacitados e treinados para atender crianças e jovens com deficiência, dentre eles, professores de libras; materiais adaptados aos alunos com deficiência; enfermaria nas escolas com maior concentração de alunos de inclusão; criação da paraolimpíada da cidade; cotas de atendimento nos postos de saúde e mais segurança nos ônibus escolares, cinto de segurança e monitores.

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