Seu filho é o que você come

Publicado na ed. 408 do Jornal do Sol

Durante o período de gestação muitos alertas referentes à boa alimentação são dados às mães e as futuras mamães, por sua vez, nem sempre aceitam as orientações dadas por médicos e nutricionistas para que o bebê nasça bem e com saúde. Mas o que elas não sabem é que uma má alimentação pode ter influências negativas sobre a saúde de seus filhos.

Mães gestantes ou que amamentam que têm como alimentos hambúrgueres, refrigerantes e doces podem prejudicar seus filhos, passando nutrientes de má qualidade para os bebês, comprometendo o seu pleno desenvolvimento.

Por este motivo, uma campanha está sendo lançada a nível nacional, que mostra mães amamentando seus bebês. Porém, os seios delas são substituídos por alimentos como hambúrgueres, refrigerantes e doces, com o slogan: “Seu filho é o que você come”. A intenção, segundo os criadores, é mostrar como as mulheres podem prejudicar os filhos com uma má alimentação durante a gestação e amamentação.

A campanha está sendo considerada chocante, mas, a intenção é esta mesmo. “Perturbar para conscientizar”. O que se espera é que mães mudem a alimentação pelo menos nos primeiros mil dias de vida da criança, entre gestação e amamentação.

A alimentação da gestante pode influenciar o desenvolvimento do bebê, tanto no nível cerebral quanto estrutural. O que a mãe come passa para o leite materno. Se a mãe tiver uma alimentação saudável, o leite materno será saudável também. 

Nesse intervalo de mil dias é o momento em que o crescimento cerebral é mais intenso. Ainda dentro do útero da mãe, o feto já é capaz de distinguir diferentes sabores presentes no líquido amniótico. Essa “memória” pode influenciar a alimentação da criança pelo resto da vida. Quanto maior a variedade da alimentação da mãe, melhor vai ser a alimentação da criança na infância e depois na vida adulta.

Quando consumidos durante a gestação e amamentação, alimentos que contém gordura trans, por exemplo, podem influenciar as crianças a se tornarem obesas. Além disso, estudos indicam que crianças que tiveram uma alimentação inadequada têm maior tendência a desenvolver doenças como diabetes e hipertensão na vida adulta.

Para ter uma dieta saudável e equilibrada, a mãe precisa comer alimentos como frutas, verduras e peixes. Além disso, é preciso fazer um pré-natal adequado e seguir o acompanhamento médico durante a amamentação do bebê. Esses cuidados na infância vão estimular hábitos saudáveis que podem durar para a vida toda da criança. 

A mãe precisa acompanhar o ganho de peso durante a gestação e manter esse acompanhamento com o médico durante a lactação. Quando começam a amamentar, as mães param de ir ao médico. Para a criança, o ideal é que a mãe mantenha o aleitamento materno exclusivo até seis meses e faça a introdução dos alimentos na idade correta. E tentar retardar ao máximo o consumo de alimentos industrializados.

Saúde a todas as mães!


Maria Luiza dos S. Cardoso é nutricionista especialista em obesidade e emagrecimento

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