Bandeiroza lembrou Woodstok e movimento hippie no desfile de Carnaval

Completando 24 anos, o Bloco Bandeiroza, com cerca de 4.000 foliões, reuniu homens, mulheres e crianças no Arraial d’Ajuda. A saída foi no domingo de Carnaval, 03/03/19, na rua do Mucugê, acompanhado pelo mini trio e Charanga Santa Rita. A participação foi gratuita, com a fantasia preferida. “As pessoas se reúnem nas pousadas, bares e restaurantes e a gente faz um esquenta. Amigos se juntam para fazer fantasia igual e todo esse movimento acaba sempre agregando muita gente que vai chegando e ficando”, disse Cláudio, um dos fundadores do bloco.

Segundo ele, a origem do Bandeiroza tem inspiração na banda de Ipanema, que ele sempre curtiu, juntando a criatividade do Carnaval de Recife, a alegria do Carnaval de Salvador e luxo do Carnaval do Rio. Ele afirma que a origem não é muito glamorosa não. “A gente tinha uma pousada na rua do Mucugê, quando ainda não tinha esse nome. A grande maioria das pessoas ia para Porto Seguro. Então eu e o Horácio (um grande amigo) tínhamos uma pousadinha e resolvemos chamar as pessoas para o nosso bar. A gente se vestiu de baiana, eu fiz um boneca de papel marchet, inspirado nesses de Olinda e fomos até a Bróduei chamando as pessoas para vir ao baile.” E foi assim que o bloco foi ganhando adeptos. Bandeiroza é o personagem do amigo Horácio, que significa, segundo Cláudio, “aquela que dá bandeira”. Ia levando bandeira e voltava arregimentando pessoas.

O tema de 2019 lembrou a história do movimento de paz e amor: os 50 anos mundo hippie, 50 anos de Woodstook e 50 anos da Tropicália. “Pegamos esses cinquentenários que mudaram a forma de pensar no mundo. E resolvemos brincar, porque a gente acredita num mundo melhor, onde as pessoas sejam mais unidas, amorosas”, afirmou Cláudio.

 


Fotos: Abner Xavier

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