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Fisio

Em março, IPCA-15 fica em 0,15% e IPCA-E em 1,00%

 

 

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve variação de 0,15% em março, bem menos do que os 0,54% de fevereiro. Desde março de 2009, quando o índice situou-se em 0,11%, não há registro de resultado mais baixo para os meses de março. Ademais, considerando os resultados mensais, essa foi a menor taxa desde agosto de 2014, com o IPCA-15 em 0,14%. O IPCA-E, que se constitui no IPCA-15 acumulado por trimestre, situou-se em 1,00%, abaixo da taxa de 2,79% relativa aos três primeiros meses de 2016. Em relação aos últimos doze meses, o índice desceu para 4,73% e ficou abaixo dos 5,02% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2016, a taxa foi 0,43%.

Amenizados os fortes efeitos dos reajustes das mensalidades escolares que habitualmente ocorrem no início do ano e se concentram nos índices do mês de fevereiro, o IPCA-15 desceu de 0,54% para 0,15%. Foi o grupoEducação, que, embora tenha se apresentado com 0,87%, a mais elevada variação de grupo, fez recuar significativamente o índice de um mês para o outro, assim como fez acelerar de janeiro para fevereiro. É o que mostra a tabela a seguir.


Observa-se que a taxa de 0,87% do grupo Educação foi influenciada pela alta de 5,43% apropriada emFortaleza, ao passo que as demais regiões não ultrapassaram 1,86%, taxa registrada na região metropolitana de São Paulo. Em algumas regiões houve até alguns ajustes, pequenos recuos nas mensalidades, o que foi registrado na região de Belém (-0,23%) e em Goiânia (-0,06%).

Assim, afora as despesas com Habitação, que subiram para 0,64%, enquanto haviam se situado em 0,18% no mês de fevereiro, e Vestuário, que passou de -0,31% para -0,02%, os demais grupos de produtos e serviços pesquisados mostraram taxas inferiores às registradas naquele mês.

Em relação ao grupo Habitação, a pressão de alta foi exercida pela energia elétrica, cujas contas subiram 2,45% e levaram o item à liderança no ranking dos principais impactos no índice do mês, com 0,08 ponto percentual (p.p.). Com isto, a energia elétrica foi responsável por 53% do IPCA-15. Aliada a movimentos nas parcelas referentes ao PIS/COFINS, a alteração da bandeira verde para amarela, que passou a vigorar a partir do dia primeiro de março fez as contas subirem. Isto porque o consumidor passou a pagar R$2,00 a cada 100 kwh de energia elétrica consumidos.

Além de Educação (0,87%) e Habitação (0,64%), os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,48%) eDespesas Pessoais (0,30%) se apresentaram em alta, enquanto os demais vieram em queda. Dentre eles destacam-se os alimentos, com -0,08%, tendo em vista que muitos ficaram mais baratos de fevereiro para março. É o caso do feijão-carioca (-10,36%), do feijão-preto (-8,27%), do frango inteiro (-2,39%) e dascarnes (-1,31%).

Em relação ao grupo Transportes (-0,16%), o resultado foi motivado pela queda nos preços dos combustíveis(-1,34%), sendo que o litro da gasolina ficou 1,06% mais barato e o litro do etanol, mais barato em 2,69%. Aspassagens aéreas também caíram, -9,71%.

Ao nível de grupo, as mais intensas quedas ficaram com Comunicação (-0,31%) e Artigos de Residência(-0,30%).

Quanto aos índices regionais, conforme a tabela a seguir, apenas a região metropolitana de Curitiba mostrou aceleração na taxa de fevereiro (0,25%) para março (0,37%) em razão da variação de 14,56% dos ônibus urbanos. O mais elevado índice, no entanto, ficou com Fortaleza (0,57%), sob pressão do resultado do grupoEducação (5,43%). O índice mais baixo foi o de Goiânia, onde os combustíveis (-1,55%) e as carnes(-2,54%) contribuíram para a queda de 0,17%.


 

Israel N. Oliveira
Técnico em Informações Geográficas e Estatísticas
IBGE - Agência de Porto Seguro - BA

 

 

 

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