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Massa Crítica: ciclistas na luta por mais segurança e qualidade de vida

A Massa Crítica ou Bicicletada é um movimento cívico encabeçado por ciclistas do mundo todo, sempre na última sexta-feira do mês. Além de ciclistas, skatistas, patinadores e até motoristas podem aderir. O movimento tem como objetivos divulgar a bicicleta como um meio de transporte, criar condições favoráveis para a sua utilização e chamar a atenção para a importância da sustentabilidade dos transportes no meio urbano.

Em Porto Seguro, a Massa Crítica teve início em setembro. A iniciativa tem o apoio de diversos grupos de ciclistas, formados por pessoas de todas as idades e classes sociais. Além dos propósitos mencionados, o movimento reivindica do poder público ciclovias e ciclofaixas, um compromisso já assumido por vários prefeitos, mas nunca cumprido. Tais medidas minimizariam os acidentes envolvendo ciclistas, como tem ocorrido no município, por vezes com fatalidades, como foi o caso do funcionário da Cesta do Povo, Antonio Moura da Sena, mais conhecido como Nino Senna, atropelado e morto no dia 26 de outubro desse ano, enquanto pedalava próximo ao Trevo do Cabral.

No dia 25/11, ciclistas se reuniram pelo terceiro mês para percorrer diversos trechos do município, levando a mensagem da segurança no trânsito e da busca por mais qualidade de vida. A concentração foi no Trevo do Cabral, de onde passaram pelas avenidas 22 de Abril, Navegantes, 15 de Novembro e depois no Arraial d´Ajuda, na rua do Mucugê. Cerca de 60 pessoas participaram.

Mais bicicletas, menos carros

Para a empresária Renata Tardin, uma das organizadoras, a Massa Crítica defende que, com a maior utilização da bicicleta como meio de transporte, haverá mais mobilidade urbana e menos poluição ambiental, já que é uma alternativa aos veículos automotores. “A bicicleta proporciona segurança e menos emissão de CO2. Aqui, a ideia é mostrar a quantidade de pessoas que a utilizam. Temos pessoas de todos os segmentos. É um esporte horizontal, já que reúne pessoas de todas as classes sociais”, declarou, considerando que o conceito de ciclismo deve ser analisado de forma ampla. “O uso da bicicleta pelos trabalhadores da construção civil é enorme. Basta ver a movimentação diária na ladeira do Outeiro da Glória e na Balsa”.

Ela estima que existam cerca de 800 ciclistas engajados na Massa Crítica em Porto Seguro, contando com os grupos da sede e dos distritos. Apoiam o movimento os grupos MTB Costa do Descobrimento, Pedal Moleza, Pedal Vip, Pedal Grande Família, Pedal Bruto, Pedal para Cristo, Os Tais da Trilha, Pedal Bom, Pedal Orla, Os Brutos, Canelas Dry, entre outros.

“A ideia é que a Massa Crítica junte todos esses grupos para reivindicar que a cidade se adeque ao ciclismo. Uma bicicleta é um carro a menos e significa prática de exercícios, beneficiando pessoas que têm problemas respiratórios e de estresse. A melhora é visível com esse esporte”.

O movimento também busca conscientizar seus próprios praticantes acerca da importância de conhecer a legislação de trânsito e utilizar equipamentos de proteção, como capacete, luva, entre outros. “Muitos ciclistas não conhecem a legislação e pedalam na contramão, mas devem levar em conta de que também estão submetidos a essas leis e que agindo assim podem perder a razão em caso de acidentes”, adverte Renata.

Incentivo ao uso da bike

O cicloativista e light designer (pessoa que trabalha com iluminação de shows e outros eventos) Peterson Barbosa Pinho, um dos precursores do movimento em Porto Seguro, explica que a Massa Crítica foi criada em 1992, em San Francisco, nos EUA, por um grupo de jovens que queria inserir a bicicleta como meio de transporte naquela cidade americana, dominada pelos carros. “Isso tomou uma proporção mundial. Todas as grandes cidades e capitais do mundo já tem a sua Massa Crítica. Um dos seus lemas é “Nós não fazemos o trânsito. Nós somos o trânsito”.

“Nós, como ciclistas, temos o direito de transitar pelas ruas, entre os carros ou não. A ideia é que esses direitos sejam fomentados”, afirma Peterson, ressaltando a importância da bicicleta como meio de transporte, não apenas como meio esportivo. “Eu trouxe essa ideia para Porto Seguro após um acidente com um grande amigo, que foi atropelado. Se houvesse uma ciclovia, ele não estaria transitando entre os carros. Defendemos a harmonia entre os carros, bicicletas e pedestres, para que todos possam fazer uso da via pública com respeito, civilizadamente”.

Ele argumenta que cada Massa Crítica tem suas prioridades e que a prioridade em Porto Seguro é a ciclovia e a educação para o trânsito. “O movimento está tendo a adesão cada vez maior, não só por ciclistas que praticam como esporte, mas também por ciclistas urbanos, que são os trabalhadores que usam a bicicleta no seu dia-a-dia. Se não houver uma intervenção do poder público na mobilidade urbana, acontecerá um caos”.

Ciclovia e ciclofaixa

O autônomo Edson Júnior, 36, disse que as reivindicações pela instalação de ciclovias e ciclofaixas foram feitas formalmente a todos os candidatos a prefeito nas últimas eleições e que a prefeita Cláudia Oliveira assinou uma carta-compromisso nesse sentido, cuja cápia se encontra n´O Livreiro. “Esperamos que essa antiga reivindicação da comunidade seja cumprida, frisando que a ciclovia não protege somente o ciclista, mas também cadeirantes e mulheres com crianças pequenas”.

Já o guia turístico Daniel Isidório, de 52 anos, acredita que a segurança no trânsito pode ser reforçada especialmente nos meses de maior afluxo de turistas. “Eventos como este são imprescindíveis para reforçar a luta pela ciclovia e ciclofaixa. Além do morador, muitos turistas gostam de pedalar e é necessária uma maior segurança quando a cidade está cheia”.

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