Ministério da Ciência divulga horário do lançamento do satélite brasileiro

O satélite será responsável por monitorar a região amazônica e auxiliar com informações sobre a agricultura no país

A engenharia espacial do Instituto Espacial de Pesquisas Espaciais, do Ministério da Ciência, Tecnologi e Inovação (INPE/MCTI), anunciou que o satélite Amazônia-1, o primeiro satélite de observação da Terra completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil, será lançado pela missão PSLV-C51 da ISRO, no dia 28/02/21, às 10h24 da manhã, no horário local da Índia - à 01h54 da manhã no Brasil.

A Missão Amazônia, que prevê três satélites de sensoriamento remoto, Amazônia-1, Amazonia-1B e Amazonia-2, vai fornecer dados (imagens) de sensoriamento remoto para observar e monitorar o desmatamento especialmente na região amazônica e, também, a diversificada agricultura em todo o território nacional com uma alta taxa de revisita, buscando atuar em sinergia com os programas ambientais existentes.

Sua dinâmica orbital foi calculada de tal forma que o Amazônia-1 sempre cruzará a linha do Equador entre 10h15 e 10h45 do horário local, onde quer que esteja passando até o final de sua vida útil de quatro anos. Isso garante as mesmas condições de iluminação sobre a superfície terrestre, permitindo uma melhor comparação entre imagens adquiridas dos mesmos locais durante todo o ano - algo desejável para diversas aplicações de sensoriamento remoto.

Amazonia-1

Com seis quilômetros de fios e 14 mil conexões elétricas, o Amazonia-1 será o terceiro satélite brasileiro de sensoriamento remoto em operação junto ao CBERS-4 e ao CBERS-4A. O Amazonia-1 irá gerar imagens do planeta a cada cinco dias, com equipamentos capazes de observar uma faixa de aproximadamente 850 km com 64 metros de resolução. Sua órbita foi projetada para proporcionar uma alta taxa de revisita (5 dias), tendo, com isso, capacidade de disponibilizar uma significativa quantidade de dados de um mesmo ponto do planeta. Sob demanda, o Amazonia-1 poderá fornecer dados de um ponto específico em dois dias. Esta característica é extremamente valiosa em aplicações como alerta de desmatamento na Amazônia, pois aumenta a probabilidade de captura de imagens úteis diante da cobertura de nuvens na região.

Fonte: INPE/MCTI

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