Coelba desenvolve tecnologia para monitorar consumo em tempo real

Nova solução foi criada por meio do Programa de Eficiência Energética (PEE) e pode contribuir para a mudança de hábitos e a economia de energia. Consumidor poderá acompanhar o consumo pelo celular

A possibilidade de monitorar o consumo de energia em cada cômodo da casa ou por tipo de equipamento, em tempo real, é um caminho para criar uma maior consciência sobre os gastos e levar à economia. Essa solução já é adotada principalmente entre grandes empresas e, para ampliar o seu uso, a Coelba apoia o desenvolvimento de uma ferramenta que pode chegar também aos clientes residenciais ou empresariais de pequeno e médio porte. Além da Coelba, as outras distribuidoras da Neoenergia:  Celpe (PE), Cosern (RN) e Elektro (SP e MS) – também firmaram parceria com a startup Smartiks, de Campina Grande (PB), para pesquisar a tecnologia. O projeto é desenvolvido por meio do Programa de Eficiência Energética (PEE), regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

“Buscamos com o projeto criar uma plataforma, de baixo custo, para monitorar o consumo e a geração em tempo real, e que possa ser usada em residências no futuro, aliada a outras tecnologias. É possível, com esse acompanhamento instantâneo dos equipamentos, entender como, quando e onde a energia está sendo consumida e, a partir dessas informações, criar consciência para mudar hábitos e economizar. A eficiência energética é uma forma de reduzir os gastos e ajudar a preservar o meio ambiente”, afirma a gerente de Eficiência Energética da Coelba/Neoenergia, Ana Christina Mascarenhas.

Foi desenvolvido um protótipo para ser instalado próximo ao medidor de energia e, conectado à rede Wi-Fi da residência, transmitir as informações de consumo para um sistema criado pela startup. Esses dados são analisados instantaneamente e de forma automatizada. No projeto, foi desenvolvida também uma interface amigável para disponibilizar as informações ao consumidor de forma mais fácil, tanto no computador quanto no celular, através de um aplicativo.

É possível saber, por exemplo, em que período do dia acontece o maior consumo do imóvel e conhecer os gastos dos equipamentos de forma desagregada, como, por exemplo, descobrir quanto do uso total vem do ar-condicionado, da geladeira ou do chuveiro elétrico. Com a análise dos dados, a solução pode ainda disponibilizar dicas de eficiência energética a partir do perfil de consumo de cada usuário.

Os testes foram iniciados em novembro de 2020. A startup foi selecionada no Desafio Nova Energia, uma parceria entre as distribuidoras da Neoenergia e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) para incentivar o desenvolvimento de soluções inovadoras em eficiência energética, em três áreas: redução do consumo de energia, geração distribuída e novas tecnologias educacionais.

A Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), empresa da Neoenergia, é a terceira maior distribuidora de energia elétrica do país em número de clientes e a sexta em volume de energia fornecida, sendo a maior do Norte-Nordeste. Presente em 415 dos 417 municípios baianos, a Coelba tem uma área de concessão de 563 mil quilômetros quadrados, com mais de 6 milhões de clientes (mais de 15 milhões de habitantes).


Fonte: Ascom Noenergia

Bahia Mineração vence leilão da Ferrovia Oeste-Leste

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Ministério da Infraestrutura leiloaram, na manhã de quinta-feira, 08/04/21, a subconcessão do trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que se estende por 537 quilômetros entre as cidades bainas de Ilhéus e Caetité. A vencedora foi a empresa Bahia Mineração S.A (Corretora Itaú), com um lance de R$ 32,730 bilhões. O certame aconteceu na B3 (antiga BM&FBovespa), em São Paulo/SP, e apenas uma proposta foi apresentada.

A expectativa é que a subconcessão da Fiol vai permitir a criação de 55 mil empregos diretos, indiretos e efeito-renda ao longo da concessão.  O traçado da Fiol 1 passa por  Ilhéus, Uruçuca, Aureliano Leal, Ubaitaba, Gongogi, Itagibá, Itagi, Jequié, Manoel Vitorino, Mirante, Tanhaçu, Aracatu, Brumado, Livramento de Nossa Senhora, Lagoa Real, Rio do Antônio, Ibiassucê e Caetité.

De acordo com o Governo da Bahia, houve um grande esforço para retomar a obra, de responsabilidade da União, por entender a importância do equipamento para o desenvolvimento econômico do estado. A ganhadora ficará responsável pela finalização do empreendimento e operação do trecho, em uma concessão que vai durar por 35 anos, totalizando R$ 3,3 bilhões de investimentos. Desse total, R$ 1,6 bilhão será utilizado para a conclusão das obras.

O trecho 1 já tem 80% pronto. Com o trecho 2, com previsão de conclusão em 24 meses até Barreiras, a ferrovia funcionará como um corredor de escoamento de minérios do sudoeste baiano e da produção agrícola que vem do oeste, levando toda esta carga para o Porto Sul.  Com a construção da Ponte Salvador-Itaparica, o acesso entre a capital e o porto terá ainda redução de 100 Km no trajeto.

De acordo com o presidente da Companhia Baiana de Produção Mineral (CBPM), Antonio Carlos Tramm, a mineração, através da Bahia Mineração (Bamin), vai garantir a carga inicial da Fiol. “Se considerarmos as jazidas minerais já localizadas e identificadas na região de Caetité, além de todo o trabalho de prospecção que a companhia está fazendo nos 100 Km no entorno dos trilhos, mais o transporte da produção do agronegócio que virá de Barreiras, vamos ver que rapidamente haverá necessidade de ampliar a sua capacidade de transporte. Os trilhos da ferrovia vão facilitar também a implantação de internet via fibra óptica nos 30 municípios que ela cruza”.

A expectativa é de que a Fiol 1 comece a operar em 2025, transportando mais de 18 milhões de toneladas de carga. Além do minério de ferro produzido na região de Caetité, serão escoados, alimentos processados, cimento, combustíveis, soja em grão, farelo de soja, manufaturados, petroquímicos e outros minerais. A operação inicial já deve contar com pelo menos 16 locomotivas e mais de 1.400 vagões. Além de Ilhéus e Caetité, um terceiro pátio será instalado no município de Brumado.

O projeto total da Ferrovia de Integração Oeste-Leste prevê ainda mais dois trechos: a Fiol 2, entre Caetité/BA e Barreiras/BA, com obras em andamento, e a Fiol 3, de Barreiras/BA a Figueirópolis/TO, que aguarda licença de instalação por parte do Ibama. Um corredor de escoamento que terá um total de 1.527 quilômetros de trilhos, ligando o porto de Ilhéus, no litoral baiano, ao município de Figueirópolis/TO, ponto em que a Fiol se conectará com a Ferrovia Norte-Sul e o restante do país.

"Mais um dia de vitória. A Fiol será uma locomotiva de desenvolvimento da Bahia e agora vai rodar, carregando minério, soja, melhorando as condições de Ilhéus à Caetité - que vai se transformar em uma grande cidade em função da mineração -, além de Barreiras, um dos principais polos do agronegócio no estado. Essa ferrovia trará ainda mais progresso", afirmou o vice-governador João Leão, secretário de Desenvolvimento Econômico.


Com informações da Secom ANTT e Secom Governo da Bahia - Foto: Eloi Corrêa - Governo da Bahia

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Brasil ultrapassa meio milhão de consumidores com energia solar

Usina fotovoltaica instalada em telhado pela Hitec Energia Solar

O Brasil acaba de ultrapassar a marca de meio milhão de unidades consumidoras com geração distribuída solar fotovoltaica. Os consumidores residenciais, com usinas instaladas em telhados e pequenos terrenos, estão no topo da lista, concentrando mais de 70% das usinas. O levantamento é da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).

Para a entidade, a fonte fotovoltaica é estratégica na recuperação econômica, com imenso potencial de geração de empregos, renda e atração de novos investimentos ao País. “A energia solar terá função cada vez mais estratégica para o atingimento das metas de desenvolvimento econômico do País, sobretudo neste momento, para ajudar na recuperação da economia após a pandemia, já que se trata da fonte renovável que mais gera empregos no mundo”, aponta o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia.

A pesquisa realizada pela associação apontou que os consumidores residenciais são hoje 73,6% do total de usinas instaladas. Em seguida, aparecem as empresas dos setores de comércio e serviços (16,6%), consumidores rurais (7,0%), indústrias (2,4%), poder público (0,4%) e outros tipos, como serviços públicos (0,03%) e iluminação pública (0,01%).

Em potência instalada, os consumidores residenciais também lideram o uso da energia solar fotovoltaica, com 38,9% da potência instalada no País, seguidos de perto por consumidores dos setores de comércio e serviços (37,8%), consumidores rurais (13,2%), indústrias (8,8%), poder público (1,2%) e outros tipos, como serviços públicos (0,1%) e iluminação pública (0,02%).

Desde 2012, a geração distribuída a partir da fonte solar já representa mais de 4,6 gigawatts de potência instalada operacional, sendo responsável pela atração de mais de R$ 23 bilhões em novos investimentos ao País, agregando mais de 140 mil empregos acumulados no período, espalhados pelas cinco regiões nacionais.

 As cerca de 500 mil unidades consumidoras recebem créditos de energia de mais de 400 mil sistemas conectados à rede, que proporcionam economia e sustentabilidade para a sociedade. A tecnologia solar fotovoltaica já está presente em mais de 5 mil municípios e em todos os estados brasileiros. Entre os cinco municípios líderes na solar distribuída, estão Cuiabá (MT), Uberlândia (MG), Rio de Janeiro (RJ), Teresina (PI) e Fortaleza (CE), respectivamente.

 Levantamento histórico feito pela ABSOLAR mostra que, nos últimos doze meses, foram adicionadas mais de 249 mil novas unidades consumidoras com geração distribuída da fonte solar no Brasil, ou seja o número de unidades dobrou em comparação com o período anterior.

“Nos últimos cinco anos, a geração distribuída solar teve um crescimento médio superior a 200% ao ano no Brasil. Esse desenvolvimento trouxe benefícios para quem tem e para quem não tem solar em casa”, comenta o presidente do Conselho de Administração da entidade, Ronaldo Koloszuk.

Embora tenha avançado nos últimos anos, o Brasil - detentor de um dos melhores recursos solares do planeta - continua com um mercado ainda muito pequeno em geração distribuída, já que possui mais de 86,3 milhões de consumidores de energia elétrica e menos de 0,6% faz uso do sol para produzir eletricidade.


Fonte: Thiago Nassa - Foto: Hitec Energia Solar

Projeto incentiva empreendedorismo feminino na região

 

As artesãs da Costa do Descobrimento vão aprender a construir seus plano de negócios e receber

orientações sobre marketing, finanças, serviços e divulgação de sua marca

O Instituto Mãe Terra e o Instituto Sociocultural Brasil Chama África, em parceria com o Sebrae, estão promovendo formação profissional para o desenvolvimento de plano de negócio junto a mulheres empreendedoras da Costa do Descobrimento. A iniciativa prevê 16 encontros semanais entre março e agosto, na sede do Projeto Vila Criativa, em Santo André, distrito de Santa Cruz Cabrália, para orientar e capacitar mulheres na definição das estratégias de seus negócios, desde o produto até sua comercialização.

De acordo com Gisele Porto, coordenadora do Núcleo de Promoção de Economia Solidária, o objetivo é dar visibilidade à importância que as mulheres têm nos papéis que elas desempenham diante das iniciativas comerciais em geral. “Atendemos 20 empreendimentos em 2019/20, distribuídos nos oito municípios da costa, num processo de capacitação, orientação, desenvolvimento de produtos, certificação e pesquisa de mercado; e nesse percurso, a gente percebeu a força das mulheres nas comunidades agrárias, que eram a maioria; bem como nas associações, cooperativas, com o papel de agregar pessoas, acolher, dar suporte e como uma empreendedora, no sentido de ousadia da mudança, da pesquisa”, diz.

Segundo a coordenadora, “quando as mulheres empreendem com seus maridos e familiares, acabam ficando em segundo plano e não têm acesso à renda que elas próprias produzem”.  A escolha por mulheres de iniciativa foi, conforme diz Gisele, para fortalecê-las. Dentre as comunidades representadas estão assentamentos de Eunápolis, costureiras de Itapebi e artesãs em Porto Seguro. Gisele afirma que o projeto conta com parceria do Sebrae, já que o objetivo é desenvolver planos de negócios em cinco empreendimentos de mulheres nestas comunidades.

Os 16 encontros são participativos e propõem orientação e capacitação no campo operacional, financeiro, marketing e tudo mais que envolve lançamento de produto. “Vamos fazer visitas a negócios solidários bem sucedidos, pesquisa dos produtos que vão se prospectar e, no final, uma rodada de negócios com potenciais compradores”, informa a coordenadora.

Os resultados esperados são a valorização dos produtos que existem na costa, a identidade local, a diversidade desconhecida pelo turista e até mesmo pelo morador. “As pessoas não sabem que a gente tem comunidades marisqueiras incríveis, assentamentos com mulheres que conhecem a tradição da mandioca e querem inovar, veganos, agroecológicos, com bagagem adquirida na experiência, conscientes”. Para identificação do trabalho, já foi criado até um selo: “Mulheres da Costa”. A ideia é que “independentemente dos produtos individuais ou comunitários, as mulheres que tenham coisas muito bacanas para vender, possam se agregar a esse movimento de valorização da mulher de nosso território”, diz Gisele. O Instituto Mãe Terra está colocando no ar uma plataforma sobre economia solidária, onde serão divulgados os novos empreendimentos.

De acordo com Mirian Silva, o Instituto Sociocultural Brasil Chama África, parceiro no projeto, que sempre lutou pela política de economia solidária e, enquanto entidade que valoriza o fazer do artesão, não pôde ficar de fora. “Eu sempre acreditei na força das mulheres como potências. Principalmente na área do artesanato. Com as feiras que construímos em Cabrália e Santo André, emociona ver o brilho nos olhos dessas mulheres que fazem com as mãos o processo de emancipação financeira”.

Prefeitura de Cabrália faz ressarcimento de inscrições para concurso municipal

Os candidatos que fizeram inscrições para o concurso público nº 03/2019, para os cargos de agente de combate a endemias e agente comunitário de saúde, do quadro de pessoal da Prefeitura Municipal de Santa Cruz Cabrália, devem solicitar o ressarcimento da taxa de inscrição.

Para isso, o candidato deve acessar o site: www.ifepbr.org.br => Concurso da Prefeitura de Santa Cruz Cabrália => Acompanhamento => entrar com CPF e senha => Escolher a inscrição => clicar na na opção "Devolução da Taxa de Inscrição" => preencher os dados solicitados => imprimir o comprovante da solicitação.

Os candidatos têm o prazo de 60 dias corridos, a contar do dia 05/02/21, para solicitarem a devolução do valor pago à título de inscrição. O valor da taxa bancária é descontado.


Fonte: Ascom PMSCC