Energia elétrica ficou mais cara em abril

A conta de luz do baiano ficou mais cara no final do mês de abril. O aumento, segundo a Coelba deve-se ao reajuste médio de 6,22% nas tarifas, autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), responsável pela regulamentação do setor elétrico no país. No Arraial d’Ajuda, consumidores reclamaram dos valores absurdos cobrados nas contas de março, antes mesmo do reajuste.

O aumento de abril deixa cerca de 6 milhões de clientes da Coelba com as contas mais caras. Para os clientes cujo atendimento é em baixa tensão, inclusive residências, o reajuste médio foi de 6,67%. E para clientes como as indústrias e o comércio de médio e grande porte, atendidos em alta tensão, o reajuste foi de 5,09%. O resultado só foi notado pelo consumidor nas contas do mês de maio, mas no distrito Arraial d’Ajuda, em Porto Seguro, diversas reclamações foram registradas referentes às contas do mês de março.

“Minha conta veio absurdamente mais cara! Até olhei no valor do quilowatt, mas só um centavo mais caro. Não daria tanta diferença assim. Veio com R$ 400,00 a mais!”, disse um morador. O cliente teve que negociar o pagamento da conta, dividida em seis parcelas. “Aqui em casa também veio mais alta, 100% mais cara. Caí de costas!”, reclamou outro consumidor. Os questionamentos sobre a legalidade da cobrança tomaram conta da conversa, realizada em um grupo de WhatsApp. “A minha também foi uns 80% mais alta”, reclamou o terceiro cliente.

Ao perceber a sua conta mais cara sem razões aparentes, o cliente deve procurar a Coelba e registrar sua reclamação. Tal registro gera o protocolo que vai ser a base de todo o processo de investigação sobre motivação do aumento na conta. Ao se sentir lesado, mesmo após todas as etapas da reclamação cumpridas na concessionária de energia, o consumidor deverá procurar seus direitos na justiça. De acordo com o juiz Rodrigo Bonatti, titular da 1º Vara do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Porto Seguro, reclamações de concessionárias de energia, água e telefonia encabeçam, há bastante tempo, a lista dos processos mais comuns.


Matéria publicada na edição 407 do Jornal do Sol

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