Editorial edição 403

Há cerca de três anos, uma bomba caiu sobre Porto Seguro e explodiu nas redes sociais, quando o juiz federal Alex Schramm ordenou a demolição das barracas de praia Axé Moi e Tôa Tôa, as duas maiores da Orla Norte. Em entrevista exclusiva ao Jornal do Sol, o juiz contou que apesar de radical, naquele momento a medida era necessária, já que havia sido selado um acordo não apenas com as duas, mas incluindo os 52 empreendimentos situados à beira-mar e que não estava sendo cumprido.

“Fui acusado de querer acabar com os empregos em Porto Seguro”, comentou o juiz. Na verdade, mais que buscar o cumprimento da lei, o magistrado teve a sensibilidade de perceber a importância dessas estruturas não apenas para garantir o sustento das famílias, mas para a própria sobrevivência da atividade turística. Ou seja, na sua visão, as barracas são fundamentais como um dos mais relevantes atrativos do destino, porém, mais importante que as próprias barracas, é a preservação do patrimônio histórico, paisagístico e ambiental.

Segundo ele mesmo, muitos desses empresários pareciam estar desperdiçando uma oportunidade histórica de corrigir os erros, amenizar os impactos e se readequar às exigências da lei. Pois bem, com o prazo prestes a expirar e com o fantasma da demolição voltando a rondar as praias, diversas barracas conseguiram aprovar seus projetos e iniciar as obras, que poderão inaugurar um modelo de ocupação inédito no país. Mas até o final dessa novela, muitas ondas ainda vão rolar nessas paragens.

Como sempre, o Jornal do Sol vem acompanhando atentamente esse e outros assuntos que mexem com a vida e alma da nossa cidade, como a possibilidade de construção de um novo aeroporto, que bate à nossa porta; a discussão sobre o Plano Diretor, fundamental para estabelecer parâmetros urbanos que assegurem a qualidade de vida dos filhos nativos e adotivos e dos visitantes dessa terra abençoada; a má qualidade dos serviços e do transporte público.

Temas que estamos tratando nesta edição de fim de ano e tantos outros, que após 27 anos de jornalismo profissional, responsável e independente, não nos cansamos de denunciar, defender, criticar, elogiar, informar, nos emocionar. Assim, chegamos ao final de mais um ano, com a certeza de que nossa luta se tornou vitoriosa, porque encontramos sempre pessoas especiais para compartilhar conosco essa jornada.  Por isso mesmo, o momento de agradecer, a Deus, nossos colaboradores, anunciantes, leitores e parceiros dessa intrépida caminhada. Feliz 2019 para todos nós!
 

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