Bahia inicia projeto de integração da pecuária com plantio florestal

A Bahia iniciou a implantação do sistema de Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF), que tem entre os benefícios a diversificação da atividade e fonte de renda dos produtores baianos, além do impacto positivo no meio ambiente. Para viabilizar o projeto, uma Unidade de Referência Tecnológica (URT) começa a ser concretizada em uma fazenda no município de Teodoro Sampaio, no centro norte do estado. O potencial da Bahia neste sistema de integração foi assunto de um workshop no dia 09/05/19 realizado no auditório da Secretaria da Agricultura do Estado (Seagri), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A primeira URT em implantação na Bahia será numa área de 15 hectares da Fazenda Caçada. No local, 30 bezerros recém-desmamados serão criados em meio às árvores de eucalipto. Um estudo será conduzido pela Embrapa sobre os benefícios e resultados obtidos no decorrer do experimento, que vai até a fase de corte das árvores para aproveitamento da madeira. Uma área com as mesmas características de extensão será mantida (área testamento), mas sem árvores, para que seja feito um comparativo ao longo do experimento.

O secretário da Agricultura do Estado, Lucas Teixeira, destaca que a produção de carne bovina livre do carbono é um dos benefícios alcançados com esta iniciativa. “A Bahia irá implantar quatro URTs para mostrar ao produtor como funciona. Essa é uma tecnologia sustentável, onde conseguimos obter carne bovina livre do carbono. É uma ação de sustentabilidade no campo". Segundo o secretário, a partir da implantação é possível conseguir, junto às agências de fomento, a liberação de recurso com foco na área de Agricultura de Baixo Carbono.

Assessoria técnica

A implantação da URT em Teodoro Sampaio terá o apoio da Embrapa, que vai oferecer o serviço de assessoria técnica durante três anos, além de coletar dados sobre a evolução do sistema na região. A zootecnista Fabiana Villa Alves, da Embrapa Gado de Corte, explica que “a URT é uma das formas que a Embrapa encontra de transferir as tecnologias usadas dentro dos nossos centros para o meio rural. A implantação do ILPF é o meio utilizado para efetivar essa troca. Para os animais, há um aumento de produtividade, pois, com a existência das árvores, conseguimos oferecer um conforto térmico, por exemplo, e isso impacta na qualidade da carne produzida nessa fazenda”. 

Proprietário da Fazenda Caçada, o pecuarista Emílio Azevedo comenta a expectativa após a implantação do ILPF. “A Embrapa nos apresentou os resultados que já foram obtidos em outros estados e, por já ter uma vivência com outras ações de preservação ambiental, decidimos implementar aqui. A expectativa é que, ao fim do ciclo do eucalipto, possamos ter uma renda adicional com a colheita do eucalipto”.

Demanda

O diretor-executivo da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal, Wilson Andrade, pontua que o ILPF também atende uma demanda do mercado por madeira. "A atividade florestal representa o atendimento a uma demanda por madeira natural, já que todos nós consumimos esse produto. A Bahia, nesse caso, tem muito a fazer, já que 80% da madeira consumida aqui ainda vem de outros estados, apesar da elevada produtividade que temos com plantio de eucalipto no estado. Devemos aproveitar o lançamento do ILPF na pecuária da Bahia para que fazendeiros e produtores tenham uma renda adicional na sua atividade e atenda também a preocupação global com as mudanças climáticas que afetam a todos nós”.


Fonte: Ascom GOVBA - Fotos: Camila Souza

Estudantes baianos desenvolvem método para tratamento de água

O trabalho de pesquisa de estudantes baianos da região de Ilhéus e Itabuna tem trazido resultados práticos quando o assunto é oferecer água de qualidade para a população. É o que revela o professor Franco Amado, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), responsável pelo Laboratório de Materiais e Meio Ambiente (Lamma), que conta com pesquisas, como o Projeto Água Limpa Sempre. O projeto tem conseguido eliminar impurezas das águas baianas, como em casos nos municípios de Bom Jesus da Lapa, Ilhéus e Itabuna.

Responsável por iniciar as pesquisas entre os anos de 2000 e 2001, o professor Franco Amado explica que a máquina utilizada na Uesc pode tratar até dois mil litros por hora. “Se pensarmos que uma família de quatro pessoas utiliza 500 litros por dia, então uma máquina consegue tratar por hora o que quatro famílias consomem durante o dia”. Ele ressalta que atualmente não consegue tratar água de uma cidade inteira, mas de comunidades com 20 a 30 famílias.

Para maximizar o processo de tratamento da água, auxiliando, inclusive, a resolver problemas de contaminação em cidades baianas, o pesquisador afirma que é possível acoplar várias máquinas ou produzir uma maior. “Já existe sistema similar operando para tratamento de efluente, que é para tratar a água que sai das indústrias, como a de celulose. Podemos aumentar a escala da máquina para resolver esse tipo de problema”.


O investimento em pesquisas, como a desenvolvida pelos estudantes da Uesc, pode, segundo o professor Franco Amado, auxiliar a resolver um problema comum nas águas distribuídas para diversas cidades baianas, que é o acúmulo de agrotóxico. “Na Bahia, nós conseguimos desenvolver pesquisa de ponta, com pouco de recurso, sem precisar importar soluções. O agrotóxico pode ser totalmente cancerígeno, então é um risco grande para a população. Teríamos que conhecer melhor cada caso, mas podemos tratar esse problema sim”.As pesquisas realizadas pelos estudantes da Uesc já tiveram resultados práticos no tratamento de água de poço no município de Bom Jesus da Lapa e na própria cidade de Ilhéus. “Em Bom Jesus da Lapa havia problema com excesso de flúor. Pegamos essa água e conseguimos tratar e remover o flúor da água. Outro problema que a gente resolveu foi na época da seca aqui na região, quando a água do mar estava invadindo o rio e deixando salobra a água para consumo”, lembra.

Método água limpa

A máquina utilizada no Projeto Água Limpa Sempre funciona pelo método de separação por membranas (PSM) através de eletrodiálise. São alternativas de tratamento para remover contaminantes críticos e permitir a produção de água potável e para tratar efluentes (industriais e domésticos) e produzir água com qualidade para reuso. Entre os PSM, as membranas de filtração com diferentes tamanhos de poros, permitem remover desde sólidos e sais dissolvidos até metais, microrganismos e vírus, pela aplicação de um gradiente de pressão, de forma a produzir uma corrente de permeado (tratada) e outra de rejeito (concentrada). A eletrodiálise é uma alternativa que utiliza membranas íon-seletivas ao invés de porosas, que são capazes de separar os contaminantes quando se aplica corrente elétrica, resultando em um grande volume de água tratada (diluído), e um volume menor, concentrado de contaminantes.


Fonte: Ascom/Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti)

Conjunto Eólico Umburanas entra em operação na Bahia

A ENGIE Brasil Energia anunciou, no dia 25/04/19, que o Conjunto Eólico Umburanas, localizado nos municípios baianos de Umburanas e Sento Sé, recebeu autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para entrar em operação comercial completa. A empresa investiu R$ 1,8 bilhão no empreendimento, formado por 18 parques eólicos.

Nos últimos 10 anos, mais de R$ 15 bilhões foram investidos no estado neste segmento e criados mais de 40 mil empregos diretos na fase de construção dos 157 parques que estão funcionamento. “Cada parque que entra em operação é uma conquista para Bahia, pois os bons ventos trouxeram desenvolvimento, emprego e renda, em especial para o nosso semiárido. No ranking dos cinco maiores municípios baianos, Sento Sé ocupa o primeiro lugar em geração de energia, com mais de 1.199 MW de capacidade instalada”, afirma o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, João Leão.

O Conjunto Eólico Umburanas possui 144 aerogeradores e acrescenta 360 MW à potência instalada total da companhia. No Brasil, se somados os outros empreendimentos do grupo, a ENGIE possui mais de 10 mil MW de potência instalada. “A geração eólica é a fonte de energia que mais cresceu no Brasil nos últimos anos. A ENGIE, como líder no setor privado de energia, tem acompanhado essa tendência. Concluímos o Conjunto Umburanas em tempo recorde, mostrando a eficiência da empresa na implantação de seus empreendimentos”, diz o diretor-presidente da ENGIE Brasil Energia, Eduardo Sattamini.

De acordo com a empresa, entre o início das obras civis, em novembro de 2017, e a entrada em operação comercial do primeiro parque, em janeiro de 2019, foram somente 13 meses. Em 2019, em apenas quatro meses, todos os 18 parques eólicos foram colocados em operação comercial, um feito inédito para a empresa.

Para o diretor de Geração da ENGIE Brasil Energia, José Luiz Laydner, os fatores decisivos para a eficiência e velocidade na execução das obras foram o comprometimento da equipe e o apoio irrestrito das demais áreas da empresa. “Temos um time forte, que faz a gestão de projetos em todos os seus aspectos, trabalhando com autonomia e de forma integrada”, destaca o diretor.

Umburanas forma com o Conjunto Eólico Campo Largo I (326,7 MW), em operação comercial desde dezembro, o maior cluster eólico já feito pela ENGIE no Brasil, com investimento total de R$ 3,5 bilhões. Prevista para o segundo semestre, a segunda fase do Conjunto Campo Largo, integralmente viabilizada por contratos vendidos pela ENGIE no mercado livre de energia, vai agregar 360 MW de capacidade ao Sistema Interligado Nacional, levando o cluster da ENGIE na Bahia a alcançar mais de 1 GW de capacidade instalada.

Parque Industrial

Além dos parques de geração de energia espalhados pelo sertão, onde se localiza grande parte do potencial do estado, a Bahia tem um parque industrial voltado para produção de equipamentos, consolidando o território baiano como principal polo nacional na fabricação de componentes.

A cadeia produtiva possui seis grandes empreendimentos instalados: GE/Alstom, Siemens/Gamesa, Nordex/Acciona, Torrebras, Torres Eólicas do Nordeste (TEN) e Wobben Windpower. Juntas somam investimentos de R$ 704 milhões, geram 1,3 mil empregos e beneficiam os municípios de Juazeiro, Jacobina, Camaçari e Simões Filho.


Fonte: Secom Gov Ba - Foto: ENGIE Brasil Energia

 

Bahia inicia 1ª etapa da vacinação contra a Febre Aftosa em 2019

Com um rebanho de 10 milhões de cabeças de gado, a Bahia está livre da Febre Aftosa há 22 anos, recebendo o status de Zona Livre da Aftosa, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), nos últimos 18 anos de forma consecutiva. Para dar continuidade aos resultados positivos, no dia 1º/05/19, foi iniciada a 1ª etapa de vacinação contra a doença em 2019, destinada para todos os bovinos e bubalinos, independente da faixa etária. Além de vacinar, o produtor deve declarar todo o rebanho para a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).

"A meta é a vacinação de todo o rebanho da Bahia, porque a manutenção desse status de Zona Livre da doença é muito importante para a nossa economia, é o que garante para o importador a qualidade do produto que a gente exporta. É um esforço conjunto do setor produtivo com o Governo do Estado para alcançar esse objetivo. É importante lembrar que os produtores devem aproveitar para declarar outros animais como equídeos, ovinos, caprinos, suínos, aves e peixes", explicou o coordenador do Programa de Febre Aftosa da Adab, Antônio Maia.

Ainda de acordo com o coordenador da Adab, "a novidade para este ano é a redução da dose da vacina dos atuais cinco mililitros para dois mililitros. Isso ajuda a diminuir o impacto de lesões causadas por reações à vacina, e a gente vai ter ganho de produtividade no abate, com menos perda de carcaça dos animais. Também foi retirada da composição a substância Saponina, apontada por alguns especialistas como a causa dessas lesões".

O produtor deverá adquirir as vacinas em uma revendedora autorizada, loja de produtos agropecuários, devidamente cadastrada na Adab apresentando CPF ou CNPJ para emissão da nota fiscal. O período vacinal é de 1º a 31/05 e é necessário declarar a vacinação junto à Adab pela internet (www.adab.ba.gov.br) ou nos postos da agência distribuídos pelo Estado em até 15 dias.

O não cumprimento desses procedimentos nos prazos determinados poderá acarretar na aplicação de penalidades ao produtor. Os proprietários que não vacinarem o rebanho durante o período da campanha, e não fizerem a declaração serão multados no valor de R$ 53,00 por cabeça não vacinada e R$ 160,00 por propriedade não declarada, ficando impedido de vender ou transportar o rebanho.

Erradicação

A febre aftosa é uma doença viral, altamente contagiosa, que afeta animais de casco fendido, como os bois, búfalos, cabras, ovelhas e porcos. Pode ser transmitida principalmente pelo contato entre os animais doentes e sadios. O vírus pode ser transportado pela água, ar, alimentos, pássaros e pessoas que entrem em contato com animais doentes.

A enfermidade provoca restrições sanitárias e comerciais ao estado e ao país, desvalorização no preço da arroba, desemprego no setor frigorífico e pode causar embargos comerciais a outros produtos, como o farelo de soja, frutas e exportação de carne de frango e suína, além de grande impacto social e econômico. Apesar de a doença ter sido erradicada na Bahia no ano de 2000, a vacinação ainda é mantida. A próxima etapa no trabalho prevê a eliminação da vacinação em 2021.

Declaração via web

No site da Adab, inserindo o login e senha, o produtor terá acesso à tela da declaração, onde irá gravar a evolução do rebanho, informar os nascimentos e mortes, e declarar o rebanho existente e vacinado. Além disso, o sistema permite consultas à Ficha Sanitária e a emissão da Guia de Trânsito Animal - GTA, desde que o produtor cadastre antes, junto à Adab, um valor pré-pago para emissão da GTA.

O produtor que ainda não dispuser da senha de acesso ao sistema, deve se dirigir à Adab no território, munido do Documento de Identidade e CPF; comprovante de residência; e documento que comprove a titularidade da propriedade; conforme estabelecido na Portaria ADAB N° 115/2014. No caso de arrendatário, apresentar o Contrato de Arrendamento, Aluguel de Pasto, Comodato ou Parceria.

Mais informações estão disponíveis no tutorial online existente na parte superior da própria tela de vacinação ou entrando em contato com a equipe de suporte do Sistema, pelos números (71) 3116-7861/7824/8427.


Fonte: Secom Governo da Bahia - Fotos: Alberto Coutinho

 

Governo baiano acompanha caso de trabalhadores resgatados na região Sul da Bahia

A Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) do Governo do Estado acompanha o caso dos 10 trabalhadores venezuelanos resgatados de situação de trabalho análogo à escravidão, no dia 18/04/19, no município de Itabuna, região Sul do Estado. Uma equipe técnica da Coordenação de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Combate ao Trabalho Escravo (CETP) da SJDHDS fará o atendimento às vítimas.

"Vamos avaliar e estudar a maneira mais adequada de acolhimento dessas vítimas, que estavam atuando de maneira análoga à escravidão, sem direitos e condições adequadas para o exercício das atividades. Nosso objetivo é proteger a vítima neste primeiro momento", afirmou o coordenador do CETP/SJDHDS, Admar Fontes.

O resgate de trabalhadores é resultado de um trabalho conjunto, desenvolvido pela SJDHDS, Policia Federal, Superintendência Regional do Trabalho, Defensoria Pública da União, Ministério Público do Trabalho e Prefeitura Municipal. A força-tarefa que abriga os órgãos busca garantir direitos e preservar vidas.

Além da prevenção e atendimento às vítimas, a Coordenação desenvolve um trabalho de repressão ao crime organizado e elaboração de uma série de programas sociais para acolher as vítimas. A SJDHDS atua também com ações preventivas, priorizando a informação, sensibilização, mobilização da sociedade em geral sobre as diversas maneiras de enfrentar o tráfico de pessoas e trabalho escravo, além de oferecer capacitação para o enfrentamento.


Fonte: Ascom Gov Ba

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