Comunidade marítima recebe orientações sobre a Operação Inverno

No dia 17/06/19, a Delegacia da Capitania dos Portos em Porto Seguro promoveu reunião com o Conselho de Assessoramento, com a presença do secretário municipal de Meio Ambiente, João Barbosa Góes Filho e representantes da comunidade marítima de Porto Seguro e de Santa Cruz Cabrália.

O capitão de corveta, Julio Amaral, falou sobre a Operação Inverno, que será realizada no período de 20/06 a 15/09/19, nos litorais dos Estados da Bahia e Sergipe, sob a coordenação do Comando do 2º Distrito Naval. Serão intensificadas ações de presença, educativas e conscientização dos navegantes pela Marinha, já que, nesse período de inverno, com o aumento do índice pluviométrico e a chegada das frentes frias, deverá haver um reforço de atenção por parte dos navegantes quanto às condições climáticas e o estado do mar.

Na oportunidade, foi feita uma apresentação sobre segurança da navegação e salvaguarda da vida humana no mar pelo capitão, que destacou a importância da atuação conjunta entre a Marinha, Município, representantes das Marinas, empresas e entidades náuticas e colônias de pescadores, a fim de potencializar as ações em proveito da segurança dos navegantes.

O gerenciamento costeiro também fez parte da pauta da reunião. Foi levado ao conhecimento da comunidade marítima as ações que vêm sendo empreendidas em parceria com o Município e a Câmara de Vereadores, e colhidas sugestões a serem encaminhadas ao Executivo Municipal para serem avaliadas as viabilidades de inclusão no projeto de lei que tramita no Legislativo sobre o plano de uso e ordenamento costeiro.


Fonte: Ascom Marinha - DelPSeguro

Veículos são principais responsáveis pela poluição do ar em centros urbanos

No dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente que tem como tema a poluição do ar, escolhido pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) alerta que a questão no Brasil é um desafio. Isso porque as principais fontes de emissão de poluentes nas regiões metropolitanas são móveis: carros, ônibus, caminhões e motos. Somando-se a isso, nem todo brasileiro pode saber o que respira, já que apenas 12 unidades da federação têm alguma informação acerca da qualidade do ar.

Atualmente, sete poluentes são regulados no país por seus reconhecidos danos à saúde, ou seja, devem ser acompanhados pelo poder público: fumaça, partículas totais em suspensão (PTS), partículas inaláveis (MP10), partículas inaláveis finas (MP2,5), dióxido de enxofre (SO2), dióxido de nitrogênio (NO2), monóxido de carbono (CO) e ozônio (O3). “A diminuição da poluição é um desafio em centros urbanizados devido ao grande volume de carros. Principalmente para alguns poluentes que sua formação é complexa, como o material particulado e o ozônio”, alerta Beatriz Sayuri Oyama, pesquisadora do IEMA.

Os governos estaduais e distritais são responsáveis pelo monitoramento da qualidade do ar e, das 27 unidades da federação, ele é feito pelo: Distrito Federal, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, Bahia, Mato Grosso do Sul e Sergipe -  sendo que não há informação sobre a continuidade do monitoramento realizado por esses dois últimos estados. Vale ressaltar que as maiores redes de monitoramento se concentram na Região Sudeste do país, e as regiões metropolitanas dos demais estados que possuem monitoramento dificilmente aparentam ter uma cobertura adequada para acompanhamento da qualidade do ar. Assim, parte da população segue sem saber o que respira.

A falta de conhecimento sobre as fontes poluidoras também é outro desafio. Os dados sobre quais são as fontes, os poluentes e suas quantidades emitidas; quando essas emissões ocorrem são informações essenciais para qualquer medida de gestão do problema de poluição. Esses dados são compilados e apresentados em Inventários de Fontes Poluidoras do Ar, contudo há pouca informação disponibilizada.

Quem emite tanta poluição

As emissões veiculares são comuns em regiões densamente povoadas, uma vez que o aumento da quantidade de veículos está relacionado ao aumento da população. E o que fazer para controlar uma frota de veículos. Para evitar esse tipo de emissão, medidas focando principalmente na melhoria de tecnologias e na promoção do uso de combustíveis mais limpos têm sido tomadas por meio do Programa de Controle de Emissões Veiculares (PROCONVE).

Dividido em etapas, o programa foi desenhado em 1986 e até hoje tem suas fases atualizadas pelo CONAMA. Em lugares em que o monitoramento da qualidade do ar é suficiente para acompanhar medidas para redução de poluentes, como é o caso da cidade de São Paulo, a diminuição de alguns poluentes, tais como CO e NO2, está associada às melhorias trazidas pelo PROCONVE.

Porém, a queda na concentração de alguns poluentes não é notada, como no caso do material particulado e do ozônio. O material particulado é emitido pelo processo de queima dos combustíveis, também pelo desgaste dos componentes do carro como pneus e freios e da própria pista, além de sofrer processos na atmosfera que alteram sua composição química. Já o ozônio se forma por meio de reações químicas de outros poluentes lançados na atmosfera na presença da luz do sol. “Neste caso, a melhoria de tecnologias e combustíveis, embora extremamente necessária, parece atingir um limite no impacto da melhoria da qualidade do ar”, conta Oyama.

O que os olhos não veem, o corpo sente

Os efeitos à saúde dos chamados poluentes atmosféricos estão relacionados ao agravamento de doenças respiratórias, cardiovasculares e neurológicas, especialmente em crianças e idosos. Estudos indicam a correlação entre a exposição a alguns poluentes e a ocorrência de diferentes tipos de câncer.

A poluição atmosférica também afeta os ecossistemas. A deposição dos poluentes nas plantas pode levar à redução da sua capacidade de fotossíntese provocando, por exemplo, queda da produtividade agrícola. A acidificação das águas da chuva e a contaminação dos recursos hídricos, dos biomas aquáticos e do solo também são consequências.

Como enfrentar o problema

Uma das maneiras de se combater a poluição do ar é investindo em transporte público de qualidade, eficiente e que use combustíveis mais limpos. Na cidade de São Paulo, por exemplo, em 2013 foram implementadas faixas exclusivas de ônibus que permitiram que estes trafegassem a maiores velocidades. Assim, o tempo de viagem foi reduziu e, consequentemente, os poluentes originados da emissão veicular também diminuíram. Afinal, velocidades médias mais elevadas fazem com que os veículos consumam menos combustível e emitam menos poluentes. Reduzir o uso de automóveis e promover e usar o transporte ativo como praticar a caminhada, andar de bicicleta ou patinete também são maneiras de se evitar a poluição do ar. Ar mais limpo pode ser sinônimo de qualidade de vida.


Fonte: Iema

Cidade Histórica recebe 2º Festival de Aves

Começou no dia 30/05/19, o segundo Festival de Aves na Cidade Histórica. Até o dia 01/07 serão desenvolvidas atividades de educação ambiental, observação de aves em vida livre, exposição fotográfica e muito mais. A entrada é franca.

O festival tem o objetivo de sensibilizar sobre a importância da conservação da natureza, usando as aves livres como principal atrativo. "É uma forma lúdica de envolver a população local e os turistas que visitam a região para que eles também se tornem defensores dessa causa", explica Priscilla Sales, coordenadora do evento e analista ambiental da Veracel.

São mais de 90 mil hectares de Mata Atlântica preservados na região e mais de 360 espécies de aves na natureza. "Ter a Cidade Histórica como campo para essas atividades é de extrema alegria e mostra a versatilidade e riqueza do nosso principal espaço histórico cultural de Porto Seguro", diz o secretário de Cultura e Turismo de Porto Seguro, Paulo Cesar Magalhães.

O Festival é uma realização da RPPN Estação Veracel, ICMBio MMA, Parque Nacional do Pau Brasil, RPPN Rio do Brasil e UFSB, com apoio da Secretaria de Cultura e Turismo de Porto Seguro, Best Western Shalimar, Associação Despertar e IPHAN. A programação pode ser acessada no link http://www.veracel.com.br/blog/noticias/2o-festival-de-aves-de-porto-seguro-lazer-e-informacao-para-a-conservacao-do-meio-ambiente/.

Coral Vivo tem programação especial para crianças no Mês do Meio Ambiente

Vídeo 360º projetado em óculos de realidade virtual com imagens do Recife de Fora

será lançado no Dia do Oceano, 8 de junho, sábado, em Arraial d’Ajuda

Cinema, contato com organismos marinhos e instrumentos de pesquisa, bate-papo, jogos, brincadeiras e passeio ao Recife de Fora fazem parte da programação que o Projeto Coral Vivo irá oferecer para as crianças no Mês do Meio Ambiente. As atividades lúdicas e gratuitas serão realizadas em diferentes pontos da Costa do Descobrimento. “A ideia é que as famílias levem as crianças para participar das diferentes atividades e visitas monitoradas nos ambientes recifais e de praia da região”, sugere a bióloga Thais Melo, coordenadora regional de Comunicação e Sensibilização do Coral Vivo, que é patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Será lançado no dia 8 de junho, Dia dos Oceanos, em Arraial d’Ajuda (BA), vídeo 360º projetado em óculos de realidade virtual com cenas do Parque Natural Municipal do Recife de Fora.

Com o tema “Meio Ambiente – E nós com isso?” serão promovidas atividades lúdicas para levar o público a refletir sobre as interferências do cotidiano das pessoas na saúde do meio ambiente. Os biólogos Leandro Santos e Thais Melo desenvolveram, por exemplo, uma brincadeira “Lenço Atrás” com informações inspiradas no livro “Meio Ambiente: E eu com Isso? – Um Jeito Leve e Divertido de Entender a Questão Ambiental”, de Nurit Bensusan. Também será usado o jogo “Poseidon – O que está em Jogo Neste Jogo”, da mesma autora.

A ação “Ciência para Crianças: Descobrindo a Vida Marinha com o Coral Vivo” irá ocorrer no dia 1º de junho, sábado, às 9h, na Vila de Santo André, Sul da Bahia. O ponto de encontro é a Vila Criativa, na Avenida Beira-Rio, 22. Como os pesquisadores realizam seus estudos científicos? Os participantes serão divididos em cinco grupos e irão se revezar num circuito com diferentes atividades. Junto à equipe do Coral Vivo vão conhecer os organismos da meiofauna que ficam na areia, observá-los na lupa, e conhecer como são coletados os dados abióticos, como a temperatura e a salinidade da água. Irão experimentar também como é o uso do respirador do mergulho de cilindro no mar, entre outras curiosidades usadas no dia a dia das pesquisas científicas. A equipe do Projeto Maré irá mostrar como são monitorados os ninhos de tartaruga na região, e serão apresentados detalhes de embarcação por meio do Veleiro Oyá. É sugerido que as crianças estejam com traje de banho, calçado que possa molhar, boné, protetor solar, e água. Para participar, basta chegar no início da ação, às 9h.

No dia 2 de junho, domingo, às 8h, será promovida a atividade “De Olho no Mar e na Maré: Visita ao Recife de Coroa Vermelha”. A proposta é conhecer os organismos marinhos, observando o comportamento com as contribuições da equipe do Projeto Coral Vivo. É importante levar água, boné, protetor e calçado que possa molhar. O ponto de encontro é a Cabana Ponta dos Corais da Paulista, na Praia de Coroa Vermelha.

Já no Dia do Meio Ambiente, 5 de junho, quarta-feira, será oferecido gratuitamente um passeio ao Parque Natural Municipal do Recife de Fora, em Porto Seguro. Para concorrer à vaga, é preciso enviar desenho ou poesia ou redação com o tema “Meio Ambiente – E nós com isso?” e estar matriculado em escola pública entre o 6º ano do Ensino Fundamental e o final do Ensino Médio, na Costa do Descobrimento. Essas inscrições devem ser feitas até o dia 3, às 14h, pelo e-mail adm.bahia@coralvivo.org.br ou WhatsApp (73) 9100-1372, enviando junto ao trabalho: nome completo, idade, escola pública que está matriculado, nome e telefone do responsável que irá acompanhar no passeio. A equipe do Coral Vivo irá ligar para os selecionados e as vagas são limitadas.

O biólogo do Coral Vivo, Leandro Santos, apresentará no dia 3, segunda-feira, às 13h30, no Sesc de Porto Seguro a palestra com o tema "Os ODS e o que sobra para os nossos mares", sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Essa mesma palestra será apresentada por ele no dia 5 de junho, quarta, às 13h, no 1º Festival do Conhecimento Sociobiológico, na Ilha dos Aquários, em Porto Seguro, com entrada gratuita. Em seguida, às 15h, desenvolverá a dinâmica “Encontro Marcado. Rios, mar e nós com isso?”, junto aos estudantes que estarão no Festival.

Já no Dia Mundial dos Oceanos, 8 de junho, as atividades ocorrem no Salão Paroquial da Igreja Nossa Senhora d’Ajuda. Será lançado o vídeo 360º com imagens do Recife de Fora, e o público irá assisti-lo por meio de óculos de realidade virtual. Das 17h às 20h, serão exibidos filmes e promovidos bate-papo, jogos e brincadeiras. Às 20h, serão exibidos dois documentários do Coral Vivo e da Cinemar, fazendo parte da Mostra Itinerante do Festival de Cinema de Trancoso: “Vida nos Recifes” e “O Homem e Os Recifes”. Esses documentários serão exibidos também no dia 28 de junho, sexta-feira, na ONG Caraíva Viva, como parte da Mostra Interativa. Na escola da Aldeia Indígena Pataxó de Barra Velha, as atividades com o tema “Meio Ambiente – E nós com isso?” serão realizadas no dia 29, sábado. Já no dia 6 de julho, sábado, às 16h, serão oferecidos para as crianças contação de histórias e jogos na BibliotecAjuda, em Arraial d’Ajuda.

Atividades fechadas em escola municipal e ONG

No dia 1º de junho, sábado, a equipe do Coral Vivo vai participar do 1º Dia de Ação Social Família e Escola, na Escola Municipal Filogônio Santos Alcântara, no bairro Guaiu, em Santa Cruz Cabrália. As atividades serão levadas também para a Associação Filhos do Céu, em Arraial d’Ajuda, que atende crianças no contraturno escolar, no dia 4, terça.

Fórum Ambiental da Bacia de Santos

A Rede Biomar, composta pelos projetos Albatroz, Baleia Jubarte, Coral Vivo, Golfinho Rotador e Tamar, irá participar do Fórum Ambiental da Bacia de Santos: Reflexões sobre o Lixo no Mar. Ele irá ocorrer em junho, na Petrobras, no Valongo Santos (SP), e serão apresentadas as principais ações da Rede Biomar sobre o tema em mesa redonda. Além disso, eles estarão com exposição. O Coral Vivo levará o vídeo 360º projetado em óculos de realidade virtual com imagens do Recife de Fora, além de vídeo institucional, fotografias e publicações recentes, por exemplo. A coordenadora geral, Flávia Guebert, e a coordenadora de Educação e Políticas Públicas, Teresa Gouveia, estarão presentes.

Sobre o Projeto Coral Vivo

O Projeto Coral Vivo trabalha com pesquisa, educação, políticas públicas, comunicação e sensibilização para a conservação e a sustentabilidade socioambiental dos ambientes coralíneos do Brasil. É realizado por 14 universidades e institutos de pesquisa, e é o coordenador executivo do PAN Corais. Tem base e centro de visitantes no Arraial d'Ajuda Eco Parque, em Porto Seguro (BA). O Coral Vivo integra a Rede Biomar, junto com os projetos Albatroz, Baleia Jubarte, Golfinho Rotador e Tamar, patrocinados pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Além disso, o Coral Vivo tem o co-patrocínio do Arraial d’Ajuda Eco Parque.


Fonte: Ascom Coral Vivo

Série de vídeos apresenta no Dia da Biodiversidade espécies marinhas ameaçadas

O Dia Internacional da Biodiversidade é celebrado em 22 de maio. No Brasil, projetos socioambientais de diferentes regiões estão mobilizados numa ação coletiva de divulgação em prol da conservação de biomas e espécies de fauna e flora presentes no país, algumas ameaçadas de extinção. A ação “Juntos pela Biodiversidade” poderá ser conferida nas mídias sociais de 14 projetos: Albatroz, Baleia Jubarte, Coral Vivo, Golfinho Rotador, Ilhas do Rio, Mantas do Brasil, Meros do Brasil, Toninhas, Pinípedes do Sul, Ponta de Pirangi, Rebimar, Tamar, Uçá e Viva o Peixe-Boi Marinho, patrocinados pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

Por meio de vídeos, cada projeto de conservação marinha lançará um convite para outro projeto falar sobre as espécies com as quais trabalha, abordando curiosidades, status de conservação, as principais ameaças e o que esperam para o futuro. Eles serão publicados a partir das 8h30 do dia 22 de maio nas redes sociais de cada projeto, acompanhados de #JuntospelaBiodiversidade.

Na mesma data, o Projeto Coral Vivo irá veicular nas suas redes sociais, ao meio dia, o resultado do Concurso Cultural Biodiversidade Pra Pequenos. Participam crianças da Bahia e do Espírito Santo, com aproximadamente 6 anos, e que residem no entorno de seis projetos socioambientais: Apães Delicatessen, Baleia Jubarte, CO² Manguezal, Coral Vivo, Tamar e Uruçu Capixaba. Elas foram envolvidas por vídeos e curiosidades e, posteriormente, estimuladas a desenhar a experiência e a contar em vídeo. O ganhador na classificação geral irá ganhar um passeio para avistar baleia com um acompanhante, com todas as despesas pagas, e os cinco mais votados irão receber kit com brindes promocionais. O Coral Vivo desenvolveu a ação na Associação Filhos do Céu, em Arraial d’Ajuda (BA). Será usada nas redes sociais #BiodiversidadePraPequenos.

O termo “biodiversidade” é definido como um conjunto de todas as espécies de seres vivos existentes na biosfera. De acordo com informações do Ministério do Meio Ambiente, o Brasil detém a maior biodiversidade do planeta. O país possui mais de 20% do número total de espécies da Terra. São 8,5 milhões de quilômetros quadrados formados por diferentes biomas: Floresta Amazônica (maior floresta tropical úmida do mundo); Pantanal (maior planície inundável); cerrado de savanas e bosques; caatinga de florestas semiáridas; campos dos Pampas; e a floresta tropical pluvial da Mata Atlântica. Além disso, o Brasil possui uma costa marinha de 3,5 milhões km², que inclui ecossistemas como recifes de coral, dunas, manguezais, lagoas, estuários e pântanos. Esses biomas e ecossistemas abrigam as mais variadas espécies de flora e fauna, algumas ameaçadas de extinção, a exemplo do peixe-boi marinho, das toninhas, do albatroz, do peixe mero e de algumas espécies de corais.

Exposição apresenta Rede de Conservação Águas da Guanabara

Entre os participantes da ação conjunta #JuntospelaBiodiversidade, estão os projetos Coral Vivo, Ilhas do Rio, Meros do Brasil e Uçá, que também integram a Redágua – Rede de Conservação Águas da Guanabara – juntos com o Projeto Guapiaçu Grande Vida. Por meio de exposição fotográfica no Parque das Águas, em Niterói (RJ), eles apresentam espécies e paisagens que fazem parte de suas pesquisas e ações educativas voltadas para a recuperação e preservação da Baía de Guanabara e entorno, no Rio de Janeiro. Ficará em cartaz até o dia 14 de junho, das 8h às 18h de segunda a sexta, e entre 8h e 17h aos sábados, domingos e feriados. O endereço é Rua Professor Valdemir Alves Machado S/N.

Sobre os projetos de conservação marinha da Redágua

O Projeto Coral Vivo trabalha com pesquisa, educação, políticas públicas, comunicação e sensibilização para a conservação e sustentabilidade socioambiental dos ambientes coralíneos do Brasil. É realizado por 14 universidades e institutos de pesquisa e é o coordenador executivo do PAN Corais, que engloba 18 áreas do Maranhão a Santa Catarina e 52 espécies de peixes e invertebrados marinhos ameaçados de extinção. Tem base e centro de visitantes no Arraial d’Ajuda Eco Parque, em Porto Seguro (BA). O Coral Vivo integra a Rede Biomar, junto com os projetos Albatroz, Baleia Jubarte, Golfinho Rotador e Tamar, patrocinados pela Petrobras.

O Projeto Ilhas do Rio, criado em 2011 pela ONG Instituto Mar Adentro, possui três linhas de atuação: inventário da fauna e flora (marinha e terrestre), monitoramento ambiental (peixes, organismos bentônicos, aves, cetáceos, qualidade da água e capim-colonião) e educação ambiental através da divulgação de material audiovisual, palestras, exposições e coleção zoológica didático-científica. Além do MoNaCagarras (composto pelas ilhas de Palmas, Comprida, Cagarra e Redonda, bem como pelas ilhotas Filhote da Cagarra e Filhote da Redonda) estão sendo monitoradas as Ilhas Rasa, Tijucas, Maricás e, por fim, a Ilha Cotunduba, que acaba de ser incluída nesta nova fase do projeto. O projeto também iniciou uma pesquisa inédita na Lagoa Rodrigo de Freitas, para avaliar a conectividade genética entre os peixes da lagoa com os peixes das ilhas.

O Projeto Meros do Brasil está presente em nove estados brasileiros: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Pernambuco e Pará, e conta com a parceria de mais de 50 instituições.Atualmente, os meros são tidos como um símbolo de conservação e proteção dos ambientes costeiros e marinhos.

O Projeto UÇÁ é desenvolvido em quatro eixos temáticos: sustentabilidade, educação ambiental, pesquisa e democratização de informação. Atua em nove municípios: Maricá, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Magé, Guapimirim, Cachoeiras de Macacu, Teresópolis e Rio de Janeiro. É integrante da Rede Nacional de Manguezais (RENAMAN) e possui uma base avançada em Florianópolis (SC). Tem foco nos manguezais e na relação do homem com esse ecossistema.


Fonte: Influência Comunicação/Mercia Ribeiro Anselmo - Foto: Áthila Bertocini

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