PM apreende armas de fogo, animais abatidos e pássaros em cativeiro

Foram encontradas ainda armadilhas de caça e animais mortos na localidade, na região sul do Estado

Após uma denúncia, policiais militares do 2º Pelotão da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental – Porto Seguro (Cippa-PS) apreenderam 13 armas de fogo, aproximadamente 20 kg de caça, 24 pássaros e cinco armadilhas em um barraco no distrito de Água Branca, localizado entre os municípios de Itamarati e Ubatã.

Ao chegar ao local, foi informado à guarnição que uma pessoa de moto avisou ao infrator da chegada da equipe e ele conseguiu fugir. Após a apreensão de todo material, dando continuidade à ação, foram realizadas abordagens a veículos e transeuntes. Foram apreendidas ainda 24 gaiolas com pássaros da fauna silvestre nativa em árvores e fachada de residências, com indícios de cativeiro irregular. Nessas circunstâncias, não foi possível identificar os responsáveis.

Durante a ação foram apreendidos: 11 espingardas de fabricação artesanal; um rifle CBC, calibre 22, com numeração suprimida; uma espingarda 410 boret calibre 36; três tatus e um caititu abatidos; 24 gaiolas; sete canários terra; oito papa capins; um sabiá; um cardeal; sete chorões e cinco armadilhas para captura de animais silvestres.

Todo material foi apresentado na 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coopin) em Ilhéus e as aves, após análise, foram devolvidas à natureza em seu habitat natural.

“As ações de combate aos crimes contra a fauna são importantes missões desenvolvidas pela Cippa no cumprimento de sua missão, prevenindo e reprimindo as condutas lesivas ao meio ambiente”, ressaltou o comandante da Companhia, major Blanco.


Fonte: Ascom PM/BA

 

Preso no Prado traficante procurado pela Interpol

Wesley Evangelista Lopes, traficante Internacional incluído na lista da Organização Internacional e Polícia Criminal (Interpol), foi encontrado e preso na cidade de Prado, no sul da Bahia, no dia 31/08/19. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), ele era chefe de grupo que transportou 450 kg de cocaína no interior do Estado do Amazonas.

Ele estava em um imóvel alugado durante operação conjunta entre a Companhia de Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Mata Atlântica, 88ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Alcobaça) e a Polícia Federal.

Em abril de 2018, no Amazonas, o grupo que ele chefiava foi interceptado transportando quase meia tonelada de cocaína em um avião bimotor. Ele foi interceptado no aeroporto municipal de Carauari. Com ele, outras quatro pessoas foram presas, na ocasião.

De acordo com a PM, Wesley já havia pago antecipadamente três meses de aluguel. Na cidade do Prado, ele já estava havia um mês. O acusado foi encaminhado para à Polícia Federal, com delegacia em Porto Seguro, à disposição da justiça.


Fonte: Portal G1 Bahia - Foto: Divulgação/SSP-BA

Preso homem que assaltou, estuprou e atropelou mulher em Porto Seguro

A Polícia Militar prendeu Raffael Almeida Schettini, de 19 anos, acusado de roubar um carro Vectra GT preto e de sequestrar, estuprar e atropelar a mulher que estava no veículo. O crime aconteceu no dia 21/08/19 quando a mulher foi abordada pelo homem, que a obrigou a fazer uma transferência bancária via celular, segundo informação da PM.

Após o assalto, ele a levou para um lugar distante e a violentou. E, na tentativa de matar, atropelou a mulher, passando com o carro diversas vezes por cima dela. A vítima, uma empresária, está internada no hospital, e não sofre risco de morte.

Após denúncia, a polícia iniciou procura pelo criminoso, que foi avistado pela guarnição fugindo com o carro da vítima, placa EJU-9773, próximo ao antigo posto da Polícia Rodoviária Federal, na BR-367, e interceptado no distrito de Pindorama.

Com o criminoso foram encontrados dois celulares, um macaco usado para agredir a vítima, um galão de combustível, além de pertences e documentos da proprietária do veículo.


Fotos: 8º BPM

Polícia Militar aperta o cerco contra embriaguez ao volante

Venda de bebidas alcoólicas para menores também está na mira da PM

A Polícia Militar de Porto Seguro tem intensificado as ações de enfrentamento a importantes questões: a comercialização de bebidas para menores de 18 anos, proibida por lei; o uso de bebidas alcoólicas ao volante, passível de multa e detenção e a violência contra a mulher, que tem agora um programa especial de proteção. Nessa entrevista o comandante do 8º BPM, Tenente Coronel Anacleto França, fala das motivações para a intensificação desses trabalhos, numa cidade turística que cresce a cada dia, desafiando as normas vigentes e o gerenciamento de diferentes conflitos. “Não é porque vivemos numa cidade turística que a lei que trata da embriaguez ao volante não vai ser cumprida”, alerta.

O que o senhor acha do aumento de número de pontos para cancelamento da Carteira de Habilitação? Isso muda alguma coisa no trabalho de fiscalização de trânsito da polícia?

Na fiscalização de trânsito da polícia não. O que eu noto é que não há a efetiva suspensão do direito de dirigir, a cassação da Carteira de Habilitação pela perda dos pontos. Você conhece alguém que teve a carteira de habilitação suspensa, cassada? O importante é cumprir a lei. Com rigor. Talvez a questão não esteja no lapso de pontos e sim no lapso de tempo em que esses pontos são válidos, ou seja, um ano. Eu acho que essas regras mudaram para aquelas pessoas que vivem da atividade de motoristas e que viajam pelo Brasil, caminhoneiros, principalmente. Talvez a quantidade de pontos seja a forma que se conseguiu para que essas pessoas não sejam tão penalizadas.

Aumentou em Porto Seguro a fiscalização a motoristas embriagados?

A pessoa quando se embriaga, perde a consciência da licitude dos fatos. E o Estado tem que tutelar essa pessoa, que representa um perigo para a sociedade. Passamos a fiscalizar isso com base no seguinte: não é porque nós vivemos numa cidade turística e de beira de praia que a lei nesse aspecto não vai ser cumprida. É uma medida difícil, mas ela não pode funcionar em Salvador e não funcionar aqui.

Quais as áreas de maior fiscalização e uso do bafômetro?

Primeiro estamos trabalhando a educação, fazendo ações preventivas. Fomos em bares, fazendo o teste do bafômetro, principalmente em quem estava dirigindo, e vamos às praias. É um processo que está sendo construído. Já fizemos no Centro, Orla, Arraial d’Ajuda, prioritariamente à noite. Agora se intensificou porque nós temos uma série de medidas para serem adotadas. Tem um compêndio de leis para se cumprir e isso exige recursos, equipamentos para aferir, e pessoal a ser destinado especificamente para isso. Estabeleci como prioridade algumas outras ações que impactam mais. Essas ações de polícia são estratégias de governo: a redução dos homicídios, do número de roubos, e essas operações nós chamamos de garantia de lei e da ordem. É para levar à sociedade o entendimento de que não só o ladrão, o homicida vão ser punidos. A lei e a ordem são para todos.

E a fiscalização da comercialização de bebidas para menores?

Intensificou-se muito de algum tempo para cá. No ano passado nós tivemos a menor taxa de homicídios dos últimos 12 anos. Este ano estamos com uma redução de 57% em relação ao ano passado. Isso nos dá liberdade e espaço para atacar outras ações que são também importantes. Uma delas é o consumo de bebidas alcoólicas para menores. Porto Seguro recebe, no mês de outubro cerca de 40 mil jovens. Fora os que já estão aqui. Um menor, por lei, é tutelado pelo Estado, independente de onde venha. Não podemos ver esses menores chegarem à cidade e não tomar nenhuma medida reguladora de várias condutas. Foi um pedido da própria empresa, pedindo ajuda. E Porto Seguro não poderá ser mais uma cidade onde as pessoas vêm para fazer o que querem. Aqui é um lugar em que você se diverte e cumpre a lei. Ninguém pensa assim em Miami, ou em Paris.

Como a PM realiza essas fiscalizações?

Começamos essa ação pela Orla Norte porque temos uma demanda de 3.500 a 4.000 jovens menores por dia, que chegam, todos os dias em julho. Vamos acabar com a venda de bebidas alcoólicas a menores? Não, não vamos acabar.  Não temos condição efetiva de acabar, até porque isso precisa ser também uma consciência da sociedade. O que nós queremos é dizer que estamos atentos. Quem for punido, preso, não poderá alegar: “ah, não sabíamos”.

Quando começou, e como funciona o programa de proteção à mulher?

Começamos o programa Rede de Prevenção à Violência Contra a Mulher em novembro de 2018. O programa oferece atendimento preventivo até o acompanhamento das medidas protetivas. A PM tem um programa chamado Ronda Maria da Penha, reconhecido e premiado pela ONU. Uma viatura vai à residência, acompanha as medidas protetivas. Quando eu procurei saber da ronda, eu entendi que ela não atendia a emergência das mulheres. Atendia a mulher quando ela já havia sido agredida. E, então, eu tive uma ideia: nós temos que ter um mecanismo para que a mulher, quando ela liga para cá, que acione a polícia, ela já tenha a proteção, independente de ter a medida protetiva. O que fazer para que a violência não aconteça, ou, caso aconteça, que a resposta do Estado seja mais rápida? Não é esperar a Justiça, não.

Como a mulher que se sente ameaçada pode pedir ajuda?

Essa rede nasce do atendimento 190. Mulheres que têm medida protetiva e outras que sofrem violência e não têm, passam a ter o seu número de telefone cadastrado. A ideia é que essa mulher cadastrada, se ela ligou, foi registrada a ligação, então a viatura vai à casa dela, atende essa pessoa, onde pode estar acontecendo a violência ou na iminência, e então prevenimos a violência. A partir daí, a viatura produz um relatório circunstancial. Se o policial constatou que houve a violência, mas a mulher não quis ir fazer o exame, o boletim deve ser encaminhado à Delegacia de Atendimento à Mulher para que o delegado intime a mulher e o eventual agressor, mesmo que ela não queira. A partir daí, se desenvolve o processo criminal. Até a prisão e condenação ou estabelecimento de uma medida protetiva. Essas medidas protetivas são acompanhadas pela ronda. Ligamos para as mulheres, a viatura vai à casa delas e pergunta se está tudo bem, ou se está se sentindo ameaçada, se a medida está ou não sendo cumprida.

 Quantas mulheres são atendidas pelo programa de proteção à mulher em Porto Seguro?

200 mulheres. O critério para o atendimento foi o cadastramento junto ao CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), CRAM (Centro de referência de atendimento à Mulher) e as medidas protetivas. O volume de ocorrência é tão grande que nós não temos como dar vasão.

 

Homem acusado de golpe financeiro é preso no Arraial

Um homem acusado de aplicar golpe envolvendo esquema de pirâmide financeira com abrangência em todo país, foi preso em um resort em Arraial D´Ajuda, Porto Seguro, onde levava uma vida de luxo. Marcel Mafra Bicalho de 35 anos, é acusado de movimentar quase um R$ 1 bilhão nos últimos três anos dando golpes financeiros.

De acordo com a corporação, apurações apontaram que há vítimas que tiveram prejuízo superior a R$ 1 milhão com os golpes. O suspeito de liderar a quadrilha teria iniciado as atividades criminosas em Montes Claros, no Norte de Minas, onde fundou a “Mattos Investing” com o objetivo de captar investidores no setor de criptomoedas e mercado Forex.

Segundo informações divulgadas pela polícia, ele criou uma rede de captadores que prometia retorno dos investimentos a uma taxa de 30% a 100% ao mês, com aporte mínimo de R$ 1,5 mil.

Há cerca de um ano, a empresa desapareceu do mercado e o suspeito se escondeu dos credores de diversas regiões do país. No resort que morava, pelo aluguel de R$ 30 mil ao mês, homem contava com seguranças armados e chegou até mesmo a se isolar em uma ilha no Arraial d´Ajuda – distrito de Porto Seguro - em uma das fugas.

 


Fonte: Bahia Dia Dia – Fotos: Reprodução/Globo

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