Alimentação e pandemia

Publicado na edição 428 do Jornal do Sol 

Um saldo positivo está sendo observado em relação à alimentação mais saudável e a pandemia. Durante o período de isolamento as pessoas tiveram mais tempo para comprar e preparar suas refeições. Com a diminuição do ritmo de trabalho a preocupação em manter-se saudável aumentou e incluíram em suas refeições mais frutas, legumes, leguminosas e menos alimentos processados.

A pesquisa em questão é o Estudo NutriNet Brasil, iniciativa do Nupens/USP (Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo), que foi gestada durante o desenvolvimento do projeto temático financiado pela Fapesp "Consumo de alimentos ultraprocessados”. Os dados são muito recentes e necessitam de mais estudo, mas, a hipótese é de que, por conta do isolamento social, as pessoas passaram a fazer as refeições em casa e a preparar sua própria comida.

Com a retomada do trabalho pela maior parte da população e em breve as aulas presenciais a mensagem que fica é para que bons hábitos que foram adquiridos permaneçam na rotina:

  • Fazer dos alimentos in natura ou minimamente processados a base da sua alimentação.
  • Utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades no preparo das refeições.
  • Planejar o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece.
  • Ser crítico quanto a mensagens e dados sobre alimentação em propagandas.
  • Limitar o consumo de alimentos processados e evitar o consumo de alimentos ultraprocessados.
  • Priorizar o aproveitamento integral dos alimentos, utilizando cascas, talos e sementes que possuem alto valor nutritivo.
  • Manter-se hidratado, consumir dois litros de água por dia.
  • Praticar atividade física.
  • Valorizar os bons momentos da vida.

Vamos tirar proveito deste período de aprendizado tão difícil.

Saúde a todos!


Maria Luiza dos S. Cardoso é nutricionista especialista em obesidade e emagrecimento

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