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+1 # Covid-19 e liberação do comércioJúlio César Cardoso 26-06-2020 22:15
"Ninguém, sinceramente, gostaria de estar no lugar de prefeitos e governadores para administrar, agradando a gregos e troianos, o comportamento da população e o funcionamento dos estabelecimentos comerciais, escolas etc, diante da gravidade da Covid-19.
Encontrar o ponto de equilíbrio - eis a questão – que atenda ao interesse das fontes produtoras de riquezas responsáveis pelo mercado de trabalho sem comprometer as medidas recomendadas pelas autoridades mundiais de saúde no combate ao coronavírus, é uma questão desafiadora ainda sem solução.
Liberar as atividades sem pareceres técnicos dos profissionais da saúde favoráveis, quando a doença ainda está em escala ascendente, representa uma grande irresponsabilidade.
Sem a colaboração efetiva da população, as consequências de agravamento da epidemia tendem a se estender no tempo, comprometendo a rede pública de saúde, como também a privada, sem condição de dar pronto atendimento aos doentes.
A situação é gravíssima. Nos últimos cinquenta anos, qual foi a epidemia que ceifou tantas vidas, em tão curto espaço de tempo? Segundo o Ministério da Saúde, em 26 de fevereiro ocorreu o primeiro caso de coronavírus no Brasil.
É relevante registrar que só no Brasil mais de 1,2 milhão de pessoas já foram infectados e mais de 54 mil indivíduos foram a óbitos, em tão pouco tempo.
Atentem: 54 mil vidas perdidas por coronavírus representam populações inteiras de muitas cidades, ou um estádio do Maracanã repleto de torcedores.
Ou você é daqueles empedernidos, recalcitrantes, que não acreditam na doença e compartilham a falsa ideia de que se trata apenas de uma gripezinha badalada pela mídia interessada em derrubar o governo, mesmo diante de evidente quadro dantesco de multidão de enfermos e mortos no planeta?
Ou você só irá se conscientizar da doença quando alguém de sua família mais próxima – pai, mãe, filho, filha, esposa, esposo etc – for atingida e estiver no sufoco de não encontrar hospital e aparelho respirador para amenizar a agonia moribunda?
Se, por meios pedagógicos, são impossíveis convencer a população dos cuidados contra o coronavírus - relaxamento no uso de máscaras ou usá-las de forma inadequada, aglomeração de pessoas em qualquer ambiente etc-, só resta como alternativa, para minimizar a proliferação da doença, a adoção de medida radical e desagradável: multar os transgressores e sujeitá-los às demais cominações legais."
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0 # ComprometimentoMárcia Gomes 24-06-2020 17:16
"Eu, como turista e com intenção de viajar para Porto Seguro, espero que todos os envolvidos e dependentes do turismo, tenham consciência e comprometimento em fazer dar certo essa abertura das atividades turísticas, constantes no Decreto 10.867/20.
Respeitar as regras, com responsabilidade, só trará benefícios à cidade, pois conquistar esta abertura e lá na frente regredir é mostrar imaturidade e falta de entendimento da importância que o turismo tem no sustento de famílias inteiras, numa cidade como Porto Seguro."
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0 # Liberdade de ofensasFernando Rizzolo 18-06-2020 17:47
“Uma das características da nossa Constituição de 1988 é a determinação da liberdade de expressão, principalmente nos incisos IV e IX do artigo 5º. Poderíamos dizer que foi um grande avanço, pois vínhamos de um regime militar em que a censura estabelecia o cerceamento do livre expor das ideias. Contudo, uma observação deve ser avaliada em um contexto não apenas político, mas na esfera social em que se davam as relações interpessoais nos últimos anos do regime de exceção até os dias de hoje.
Para nos aprofundarmos no conceito social muito influenciador a partir dos anos 80, temos que traçar duas vertentes, uma na esfera cultural, na qual se esboçava a liberdade de não mais aprisionar as crianças em uma educação mais rígida ou mais antiga, seguindo os novos preceitos da psicologia, que preconizava liberdade em excesso às crianças, e outra ampliada pela televisão, que, através das novelas, mostrava jovens desrespeitando seus pais e até contestando sua educação. Na época, costumava-se dizer de forma jocosa que ‘os psicólogos defendiam que todos problemas dos jovens eram advindos da educação dada pelos pais’, jargão que se utilizava para justificar inclusive no inconsciente coletivo dos pais que foram reprimidos, ou tiveram uma ‘educação antiga’, que as regras mudaram, que o caminho certo para a felicidade futura dos filhos era deixá-los fazer o que quisessem, para não serem ‘traumatizados’.
Criamos, assim, uma geração de mimados, inseguros, contestadores sem fundamentos, que, com o advento da Constituição de 1988, que consagra a liberdade de expressão, tiveram seu comportamento legitimado por nada menos que a Carta Magna.
Foi assim que, ao surgir um governo de direita, que faz uso de palavrões, xingamentos e propõe o politicamente incorreto, ocorreu uma explosão que subverte preceitos constitucionais, levando ao desrespeito por parte dos jovens da geração nascida a partir dos anos 70 com relação aos mais velhos.
E é com esse pensamento, com essa reflexão político-social que engloba todo um histórico de desrespeito às instituições, aos pais, aos que pensam diferente, que a direita canalizou essa força histórica de educação não opressiva para a novidade explosiva: culpar a esquerda, desrespeitar as instituições, xingar autoridades e até ameaçar membros do Supremo Tribunal Federal, guardião da Constituição, último baluarte da defesa do Estado Democrático de Direito.
Nessa ‘balbúrdia’ generalizada, foi necessária então uma investigação por parte do STF sobre as fake news, uma vez que todos sabemos que o STF é composto por pessoas de notável saber jurídico, defensores da Constituição, juristas renomados que se dedicam ao labor da manutenção do devido processo legal e que jamais poderiam ser ameaçados, ultrajados, desrespeitados, num verdadeiro atentado à democracia do nosso país.
Portanto, quando alguém grita na frente da casa de um ministro ou de uma autoridade, como se dizia antigamente, ‘a culpa é dos psicólogos, pois não podemos contrariar as crianças’. Com todo respeito aos psicólogos e sublinhando aqui que não concordo com essa afirmação leviana que se fazia outrora não só no Brasil, pois talvez seja ela mesma o motivo de o Brasil precisar hoje se sentar no divã e iniciar um processo de ‘livre associação’, obviamente não a tal associação criminosa, tão em moda nesse nosso pobre país.”
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0 # TSE julga chapa Bolsonaro/MourãoPercival Puggina 09-06-2020 16:37
“Estabilidade política? Conheço só de ouvir dizer. Os períodos menos inseguros ou operando com alguma estabilidade, desde que observo a política brasileira em meus 75 anos, têm sido momentos de transição para uma instabilidade vindoura, certa como o inverno gaúcho que se aproxima. Em analogias gastas pelo uso, temos experimentado ‘bolhas’ de estabilidade, efetuado voos de galinha. São períodos durante os quais material explosivo vai sendo acumulado nas relações políticas e sociais e permanece à espera de uma ignição. Ou de um alfinete que acabe com a bolha. Ou de uma receita que precise da galinha.
O atual período de instabilidade, por exemplo, iniciou no ano de 2013 com os ‘vinte centavos’ nas passagens de ônibus e, de lá para cá, resistiu a todos os discursos que se empenharam em fazer crer que o Brasil era um reino de príncipes perfeitos, solidez institucional e convicção democrática lavrada em granito. Não vou chover nesse charco, mas já são sete anos de crise.
Quero avançar mais na questão da instabilidade, da qual o momento presente enche o palco com atores políticos institucionais e extra institucionais que brincam de Salomé querendo a cabeça de Bolsonaro. Mesmo aqueles congressistas viajantes no eterno trem da alegria do centrão, que se aproximam do presidente, gostariam de vê-lo pelas costas, não se metendo nos seus negócios, pois era assim - que diabo! - que a banda vinha tocando desde 1985.
Não bastasse isso, começam a chegar ao plenário do Tribunal Superior Eleitoral ações que tratam da cassação da chapa Bolsonaro/Mourão na eleição de 2018. São cinco oportunidades para derrubar o governo. Cinco! Fico imaginando a dificuldade do cidadão, que foi às urnas e decidiu com seu voto aquele pleito, em entender como as campanhas eleitorais podem estar sendo revisitadas e reexaminadas um ano e meio depois! Como se sabe, em presença de alguma ilegalidade grave, a chapa será cassada e nova eleição, convocada. Se uma decisão assim ocorrer antes do fim deste ano, haverá nova eleição na Terra Brasilis; se depois, a eleição será indireta pelo Congresso. Ou seja, será presidente quem construir maioria com o centrão...
O TSE já se defrontou com uma ação assim, há exatos três anos, quando julgou a chapa Dilma/Temer acusada de grave ilegalidade. A presidente fora cassada pelo Senado (31/08/2016) e o mandato de Temer iria até 31 de dezembro de 2018. Com a nação em suspense, o TSE decidiu decidir; se absolvesse a chapa, Temer completaria o ano e meio de mandato restante; se a condenasse, haveria eleição de um novo presidente pelo Congresso. O ministro Herman Benjamin, relator do caso, estava tão convicto da culpa da coligação que dramatizou assim a situação: "Quero dizer que tal qual cada um dos seis outros ministros que estão aqui nessa bancada, eu como juiz me recuso ao papel de coveiro de prova viva". Contados os votos, foram dados quatro pela absolvição e três pela condenação. Por um voto Temer se manteve na presidência da República.
Tudo de acordo com a Constituição. O que está mais errado é nosso sistema de governo que coloca todas as fichas na eleição de uma pessoa, e o modelo institucional que lhe dá o poder com uma das mãos e tira com a outra. Também isso, como quase tudo no sistema, é ótimo para quem gosta de viver perigosamente. Eu não gosto.”
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0 # SolidariedadeMárcia Gomes 04-06-2020 19:52
"Sou do Rio de Janeiro e não vejo a hora de poder viajar para Porto Seguro e curtir muito esta cidade. Quero me solidarizar com os moradores de que tudo que está sendo feito é necessário para que as coisas voltem ao normal.
Força galera!! Em breve, se Deus quiser, estaremos aí curtindo essa paisagem linda, esta cidade alegre e bela."
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0 # Combate às fake newsAlexsandro Ribeiro 04-06-2020 19:44
“Não é perseguição ou censura à liberdade de expressão, mas sim a contundente luta contra a indústria das fake news. As ações do Supremo Tribunal Federal (STF), as denúncias de entidades da sociedade civil, e até as medidas tomadas por pequenos grupos digitais são respostas necessárias contra um mal que vem contaminando a saúde da boa informação.
A tecnologia e os meios de comunicação são as lentes que usamos para contemplar a realidade do mundo. A quantidade imensa de acontecimentos diários relevantes para nossa vida e a importância de ter uma boa filtragem e seleção dos fatos, a distância entre onde eles ocorrem e onde vivemos são fatores que reforçam nossa dependência dos meios. Quando interesses escusos e quadrilhas começam criminosamente a alterar o grau ou opacidade desta lente e vidas entram em risco, é importante entender a gravidade de uma curtida e de um compartilhamento na rede.
A distorção de valores se acentua no desabafo presidencial de que a imprensa que o defende é perseguida. Se defende, não é imprensa. Este não é o papel do jornalismo, defender interesses de indivíduos, mas sim o de lutar pela verdade e atender ao interesse público. Esta mesma ideia patrimonialista da imprensa e dos meios é que respalda a ideia de que o que me conforta ou o que me reafirma é que é a verdade. O resto, é plano de “esquerdalha” para dominar o mundo. Neste enredo ficcional, o que não é ilusão é o resultado de reenviar para seus pares um vídeo mentiroso ou uma “notícia” que distorce a realidade.
Não há inocência no compartilhamento de um vídeo que causa o linchamento e a morte de uma mãe de família, no boato que faz com que idosos caiam na lábia de quadrilhas e percam a pouca aposentadoria que recebem, nas fake news que fazem com que as pessoas se automediquem e se exponham à morte, na mentira que desonra a imagem de indivíduo e causa o suicídio.
Os exemplos reais da brutalidade são muitos, e estão ao acesso de qualquer pesquisa na internet. Não é só uma brincadeira quando coloca a ciência e o campo da saúde em descrédito, promovendo um cenário de desinformação que ceifa a vida de milhares de pessoas. Também não é válido ou moralmente defensável só porque concordamos ou por ser vantajoso em uma discussão na internet. O “reenvio” irresponsável é um gatilho que destrói os sonhos e a vida de famílias.
É contra este tipo de abominação e contra quadrilhas das fake news, que curiosamente mantêm relações escandalosas e execráveis com grupos que estão em diversos governos, que são urgentes medidas reais de coação e combate. Questionável ou não, do ponto de vista jurídico a competência do STF para deflagrar investigação sobre o tema, fato é que ação escancara os agentes públicos, os atores e influenciadores digitais e os financiadores que estão coadunados com a desinformação e com os interessados em tirar proveito do caos promovido com as fake news.
Na prática, o que se reforça é que o direito de se manifestar não corre longe à obrigação de se responsabilizar pelo discurso que opera. Além disso, se para uns a medida atende interesses corporativos para responsabilizar quem macula a imagem de uma das mais importantes instituições democráticas do país, para outros, o mérito também reside em dar cara, nome e endereço eletrônico de quem cria a desinformação e mantém e alimenta a rede de robôs que propaga fake news.
Da mesma forma, mas com ferramentas distintas, vemos surgir ações na sociedade civil como a Sleeping Giants, que vem desvendando uma das faces mais absurdas das estratégias de alimentação do mercado das fake news, que é sua forma de sustento. Sites que surgem com a única função de promover a desinformação são financiados por grandes empresas, algumas delas, pasmem, de administração pública, como o caso do Banco do Brasil.
A simples ação de ir às redes sociais e publicar nas páginas destas empresas que elas estão financiando fake news tem gerado um impacto imenso na rede, e atacando na fonte das quadrilhas. Absurdo, em meio a isso, é perceber, no caso do Banco do Brasil, um esforço do governo, a partir da secretaria de comunicação, e de familiares da presidência, em remar contra a maré e continuar “aplicando” recurso público nestes sites de propagação de mentiras.
A única coincidência entre a deflagração dos inquéritos do STF e das denúncias da Sleeping Giants é a simultaneidade. De resto, são medidas que, quer seja no seio do poder público judiciário quer seja na sociedade civil, demonstram que a guerra contra as fake news e as quadrilhas que atuam em meio ao caos da desinformação não pode ficar apenas no discurso, e deve ganhar ares de concretude. O resultado imediato e palpável, neste momento, é o de fazer recuar os que acham que podem escrever e compartilhar o que bem entendem na rede sem que a Polícia Federal bata na porta das suas casas às tanta de uma manhã qualquer; ou ainda que as empresas que se preocupam com a imagem institucional retirem o respaldo financeiro dos sites de desinformação.
Num amanhã possível, o resultado que se espera é que a repercussão promova uma legislação mais efetiva para criminalizar tais atos, e que a sociedade deixe de enfrentar com normalidade o compartilhamento de “notícias falsas”. Em alusão ao mote da campanha presidencial dos EUA na década de 1990, que escancarava o eixo importante daquela disputa de urna, "It's the economy, stupid", a tônica da atualidade em meio à pandemia de desinformação é “É o combate às fake news, estúpido!”
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0 # Salvem os médicos!Marli Lima Rabelo 03-06-2020 18:35
"Minha cirurgia foi feita aí no HRDLEM, dia 17/02/20. Fui muito bem tratada. Dr George e equipe são pessoas maravilhosas! Por favor, paguem os médicos!"
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+1 # Ajuda aos animaisOng Anjos dAjuda 28-05-2020 17:11
"A Ong Anjos d'Ajuda, estabelecida em 2013 em Arraial d'Ajuda, existe com o objetivo principal de proteger os animais de maus tratos e abandono. Para isso acontecer, tentamos agir combatendo a alta taxa de natalidade de animais que já estão abandonados, cruzando livremente nas ruas. Essa Ong, entidade sem fins lucrativos e composta por moradores de Arraial e parceiros voluntários nas áreas vizinhas (Vale Verde, Trancoso, Porto Seguro) está buscando apoio para seguir com suas atividades.
A Ong vem organizando diversos mutirões de castração onde cerca de 100 animais são castrados por dia, além de convênios com algumas clínicas veterinárias e com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) onde conseguimos castrar mais alguns animais mensalmente. Nossos esforços têm sido reconhecidos pela comunidade arraiana, que observa uma redução do número de animais abandonados.
No presente momento, com a pandemia do Covid-19, todos os funcionários da Secretaria da Saúde estão sendo solicitados para atuar em diversos setores na contenção da propagação do coronavírus, bem como no tratamento de casos suspeitos e positivos. Com isso, as cirurgias de castração animal estão suspensas. Nós entendemos a situação emergencial que estamos vivendo, mas temos que olhar o quadro completo. Se as fêmeas em cio continuarem a cruzar, todo o nosso trabalho vai se perder. Cada fêmea que cruza produz de 5 a 10 filhotes a cada 6 meses. Infelizmente, a Ong não possui recursos financeiros para custear a castração em clínicas veterinárias.
Assim, viemos requerer a população os devidos cuidados para que consigamos reduzir a proliferação de animais nas ruas e evitar a fome de animais errantes além de solicitar ajuda à população através dos seguintes pontos:
- Toda fêmea em cio deve permanecer presa, longe de machos para evitar a gestação indesejável. Lembrem-se de que os mutirões de castração estão suspensos. Se for possível, leve seu animal para castrar nas clínicas particulares;
- A população deverá notificar a Ong quando observar uma cadela em cio na rua. Vamos fazer o possível para retirá-la da rua e levá-la para castração em clínica particular;
- Pedimos a todos que nos ajudem comprando nossas rifas ou doando recursos em prol das castrações. Como os eventos estão suspensos, não podemos organizar almoços e jantares beneficentes, bingos, festa junina e outros, onde angariamos recursos para as castrações. No momento, nossa maior fonte de arrecadação são as rifas que divulgamos através da nossa página do Facebook (Ong Anjos d’Ajuda). Graças a vários voluntários, recebemos as seguintes doações para rifar nos últimos tempos: um celular, aromatizador de varetas, mala de viagem, vestido, pizza etc.
- Pelo menor número de restaurantes e barracas abertas, vários animais perderam seus locais de alimentação. Assim, coloquem uma vasilha limpa com água fresca e ração na rua, em local sombreado;
- Na possibilidade de cada um, deixem pago no pet shop de sua preferência, 1 kg ou mais de ração para a Ong em Arraial d’Ajuda. Nós contamos com o apoio de todas as lojas de ração na cidade e recolhemos essa ração para repassar aos nossos colaboradores que alimentam cães de rua ou que dão lar temporário;
- Como não possuímos canil ou abrigo específico, contamos com parceiros que cedem suas casas (lares temporários) e cuidam dos animais resgatados (em sua maioria, cães e gatos), até que se recuperem, sejam esterilizados e encaminhados para adoção. Para viabilizar a estruturação de áreas em dois lares temporários na zona rural de Arraial, tornando-as seguras para seguirem com o trabalho de resgate e cuidado de animais, estamos aqui humildemente solicitando o auxílio de materiais de construção.
Listamos o material de que necessitamos. Caso alguém possa nos doar algum desses itens podem entrar em contato conosco: 15 telas de plástico que imitam cerâmica (1,0 x 2,30); tela verde de 50 metros x 1,5m de altura; 500 blocos de cimento; 13 sacos de cimento; 10 sacos de filito; 20 mourões de eucalipto de 2,50 metros; tela de alambrado grosso (verde ou natural prata), de 2m de altura: 180 metros; tela de alambrado verde, 1,50m de altura: 10 metros; mourões de eucalipto tratado, de 2,20m de altura, espessura mínima de 8 a 10 cm: 75 unidades; areia: 1,0 m3.
Contamos com a ajuda da população para dar continuidade a nossas ações. Qualquer ajuda é bem-vinda. Muito obrigado."
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0 # Uso da cloroquinaSociedade Brasileira de Cardiologia 23-05-2020 19:09
“O Ministério da Saúde, no âmbito de suas atribuições, publicou novas orientações para tratamento medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico de COVID-19, infecção causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).
A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) não recomenda o uso da Cloroquina e Hidroxicloroquina associada, ou não, a Azitromicina, enquanto não houver evidências científicas definitivas acerca do seu emprego.
No entanto, para os pacientes que optarem pela realização do tratamento, orienta que, desde que resguardada as condições sanitárias necessárias para minimizar o risco de contágio de profissionais de saúde e outros pacientes, que sejam realizados eletrocardiogramas a fim de avaliar a evolução do intervalo QT, de forma a subsidiar o médico quanto a pertinência de se persistir no tratamento. Para tanto, a Telemedicina pode ser uma alternativa viável para suportar essa iniciativa.
Por fim, a SBC, com base em seus propósitos sociais estará sempre à disposição para contribuir com as autoridades sanitárias do país na adoção de políticas públicas de interesse da sociedade brasileira”.
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+1 # Comunicado Axé MoiAssessoria de Imprensa Axé Moi 21-05-2020 00:28
“Caros amigos. Desde o dia 20 de março o Complexo de Lazer Axé Moi, assim como todos os restaurantes e barracas de praia de Porto Seguro, está fechado temporariamente, em cumprimento do decreto da Prefeitura Municipal de Porto Seguro. O fechamento faz parte do conjunto de medidas para inibir o crescimento da pandemia do Covid 19.
O Axé Moi está preparado para retomar suas atividades, assim que passar essa pandemia e quando as autoridades julgarem seguro. Voltaremos levando alegria a todos os nossos clientes, como fazemos há mais de 25 anos. Até breve!”
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0 # Violência contra jornalistaFederação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão 18-05-2020 22:06
“No Domingo, 17/05/20, durante cobertura no Palácio do Planalto, em manifestações de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, a jornalista Clarissa Oliveira foi atingida na cabeça por uma bandeira do Brasil, carregada por uma das manifestantes. Além disso, os populares presentes no ato voltaram a atacar verbalmente os profissionais de imprensa que realizam seus trabalhos.
A Fenaert lamenta profundamente os ataques, repudiando toda e qualquer atitude que prejudique a coleta e apuração de informações relevantes e de interesse público. Reitera também o compromisso com a segurança e integridade dos profissionais de imprensa, que desempenham papel fundamental durante a cobertura da pandemia mundial de coronavírus e seus desdobramentos políticos, econômicos e sociais.”
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0 # As eleições municipaisGaudêncio Torquato 11-05-2020 16:34
"Coisa inédita: teremos eleições este ano para as prefeituras e câmaras de vereadores e o grande evento parece coisa sem importância. Compreensível. O Covid-19, esse bichinho invisível, joga todos os outros temas no baú do esquecimento. É claro que, um pouco mais adiante, o pleito estará na mesa dos candidatos, eis que se trata de construir a base do edifício político, composta por 5.570 prefeituras e cerca de quase 60 mil vereadores.
Que não haja dúvidas. As eleições se darão este ano, mas não na data marcada de 4 de outubro, pois os candidatos e seus cabos eleitorais ainda estarão se recuperando do caos pandêmico, sendo mais provável pensar em 15 de novembro. Será uma campanha mais rígida em muitos aspectos, a começar pelo fim das coligações proporcionais. Ou seja, não veremos vereador sendo puxado pela força dos votos somados de parcerias entre siglas.
O termo rigidez se aplica a outros aspectos. No campo dos recursos financeiros, por exemplo. O dinheiro mais curto exigirá campanhas objetivas, sem rodeios, equipes restritas, sem a parafernália das mobilizações do passado. A campanha encontrará um eleitor com posicionamentos diferentes da moldura tradicional.
Qual seu perfil? Difícil apontar todos os componentes que influenciarão o sistema cognitivo das pessoas, mas é possível pinçar valores que permearão as escolhas. A começar pela carga de sentimentos sofridos no desenrolar da pandemia que assolou o país, cuja extensão poderá chegar ao final do ano. Esse danado de vírus veio para ficar. Todos, uns mais, outros menos, carregarão as marcas do susto, do medo, da angústia, da depressão, cujos efeitos impregnarão o nosso modus vivendi. Até nossas crianças continuarão a recordar os angustiantes tempos em que tinham de usar máscaras.
Como esta bagagem emotiva se fará presente no instante em que eleitoras e eleitores estarão diante da urna eletrônica? Provável resposta: escolher o perfil que melhor traduza o resultado da equação Custo x Benefício. Resultado que não significa dinheiro, bens materiais, apesar de ainda abrigarmos um contingente que vota sob esta teia. Refiro-me a outro tipo de valor: qualidade, seriedade, zelo, preparo, disposição, compromisso, inovação, despojamento, simplicidade, modéstia, coragem, contra os velhos padrões, avanço. P. S. O capitão Bolsonaro foi eleito com essas bandeiras e está mostrando ser da velha guarda. Até sua conduta no comando da luta contra a pandemia será lembrada.
Quem pode encarnar esse acervo? Qualquer cidadã ou cidadão que, sob a equação Custo x Benefício, seja a(o) mais próxima(o) do eleitor. Este posicionamento valerá tanto para o voto no prefeito(a) ou no vereador(a). Constatação: é forte a impressão de que as mulheres serão bem votadas. Ganharam bom espaço na expressão de dor em corredores de hospitais e filas nas ruas. Mas o mais endinheirado não será necessariamente o eleito ou o mais votado. Pobres, ricos, feios e bonitos, jovens e maduros, homens e mulheres estarão no tabuleiro, jogando com as pedras da mesma oportunidade.
O que pretendo dizer é que, na campanha municipal deste ano, as desigualdades diminuem, elevando a probabilidade de vermos uma limpeza geral na galeria dos retratos que ali se veem há décadas.
E o que dizer? Primeiro, evitar o óbvio ululante, do tipo de promessas mirabolantes de grandes obras, essa tradição que sai de maneira artificial da boca de candidatos. O momento exigirá criatividade. Que significa encontrar formas simples, diretas, críveis, objetivas, para dizer as coisas. Governar juntos, por exemplo, mas isso não pode ser transmitido com a carcomida locução. O candidato deve ter uma plataforma de conselhos de bairros e comunidades, maneiras de acionar frequentemente esse mecanismo (via agenda de encontros), enfim, demonstrar que efetivamente quer administrar sob o princípio da democracia participativa.
No mais, ouvir o vento do tempo. Ele passa todos os dias por nós. Traz recados. Suave ou forte, exibe em nossos sentidos o retrato da emoção e da razão do povo. Meu saudoso pai, todos os dias, da calçada onde se sentava para conversar com os amigos, às 19 horas, aprumava o faro para sentir o jeitão do tempo. Olhava para o Nascente, via barras de cores nas nuvens, jogava sua impressão para os ouvintes e arrematava: “amanhã, não, mas depois de amanhã vai chover. E fulano não é bom de voto”.



Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação - Twitter: @gaudtorquato
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0 # Nota de pesarSecretaria de Cultura e Turismo de Porto Seguro 02-05-2020 19:18
“A Secretaria de Cultura e Turismo (Sectur) e o Conselho Municipal de Desenvolvimento do Turismo (CMDT), vem por meio dessa, expressar as condolências aos familiares, principalmente à esposa Tatiana e os filhos Pedro e Guilherme, e dos amigos, pelo passamento de William Gama, morador há trinta anos de Arraial d’Ajuda, hoteleiro, participante do trade e cidadão ativo na comunidade, sendo inclusive, presidente da Sociedade Amigos do Arraial de Nossa Senhora d'Ajuda, entre 2016 e 2019.
William era um dos defensores e ajudou a proteger, a desenvolver e foi responsável pela apresentação de um novo projeto urbanístico do Parque Central no distrito. Neste momento de dor, a Secretaria e o CMDT se solidarizam com seus familiares ratificando o voto de pesar pela grande perda e agradecem a dedicação e trabalho prestado à comunidade.”
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+1 # Desafios do isolamento socialReginaldo de Souza Silva 20-04-2020 16:55
“A pandemia já provocou a morte de 118.966 mil pessoas por todo o mundo, 23.577 nos EUA, 17.756 na Espanha, 20.465 na Itália, com cerca de 1.912.923 milhão de casos oficialmente diagnosticados em 193 países.
Segundo o ministro da saúde, as fases mais duras do coronavírus no Brasil serão nos meses de maio e junho. Temos 23.430 casos confirmados e 1.328 mortes pelo COVID-19, com uma taxa de letalidade de 5,5%. Números subestimados, pois não temos testes na maioria das cidades brasileiras e as que têm é o mínimo!
Vários desafios devem ser superados para garantirmos um isolamento social, visando evitar e/ou diminuir as contaminações e por consequência a redução no número de mortes. Alguns desafios como: a falta (de quantidade da estrutura hospitalar e de atendimento na maioria dos municípios brasileiros, de equipamentos de prevenção aos profissionais e pacientes em número adequado e nas regiões e locais que mais necessitam); o uso político (as divergências de quem deve falar, quais caminhos a seguir, o presidente, o ministro, governadores, prefeitos, o comércio, as indústrias, os “líderes” religiosos?); as condições efetivas da população (muitas casas sem infraestrutura adequada ou mínima para manter a família por 24 horas, espaço físico, água, gás, comida, falta de condições econômica para sobrevivência); a convivência e as relações sociais por 24 horas no mesmo espaço (o estresse, o esgotamento, as atividades junto as crianças, jovens e idosos, a cultura das relações sociais).
Agrava-se a situação em cidades com um número expressivo de pessoas que vivem e sobrevivam nas ruas, muitas dependentes de álcool e drogas ou mesmo em situação de risco. A saúde mental deve ser uma das preocupações, pois estudos mostram que mesmo entre as pessoas consideradas saudáveis, o isolamento social crônico traz consequências negativas como risco desenvolver doença coronária, demência, solidão, (social isolation and loneliness in older adults: Opportunities for the health care system. Washington: National Academies of Sciences, Engineering, and Medic, 2020) apud https://revistapesquisa.fapesp.br/2020/04/06/desafios-do-isolamento/.
Segundo, a ONU, as medidas restritivas aumentaram a possibilidade de violência. Precisamos combater e garantir especialmente, os direitos humanos de crianças, adolescentes e mulheres, que tem o aumento do fardo com o trabalho doméstico. Conforme dados boletim ANESP 05/04/20 países como China, França constataram o aumento de denúncias de casos de violência. Muitas vezes, a presença do violador pode constranger a vítima de fazer a denúncia ou buscar ajuda.
O maior desafio é: como manter as pessoas em casa? É comum a veiculação pelas mídias de jogos de futebol, festas, mercados, padarias, feiras, supermercados, grandes redes, portas de bancos, loterias, locais de lazer cheio de pessoas, a grande maioria, sem nenhuma proteção, não respeitando as distancias etc. As pesquisas e o acompanhamento social são tão importantes quanto o papel dos profissionais da saúde, pois são as práticas, as culturas sociais, que mantém ou podem romper com práticas danosas a sociedade.
O maior desafio para garantirmos o isolamento social é conscientizar toda a população para permanecer em casa e sair quando for estritamente necessário. A importância da realização de atividades físicas, ainda que em espaços adaptados na própria casa; o uso das tecnologias para as interações online tais como: um dia da família se encontrar, jogos coletivos entre as crianças e jovens, cultos familiares, ou orações em grupo; troca de receitas, estabelecer rotinas diárias de preparo dos alimentos, limpeza e manutenção da casa, TV., leituras, fazer compras básicas a sobrevivência etc. Pensar em todos é mais do que pensar apenas em uma pessoa ou minha família. Neste momento, “um por todos e todos por um”.
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0 # Denúncia de desmatamentoAline Gomes 17-04-2020 19:13
"Absurdo! Como está todo mundo preocupado com o coronavírus, ninguém está vendo que o pessoal está vindo de fora e destruindo a última mata atlântica que temos na cidade. Do lado do Atacadão, fecharam a mata com madeira para ninguém ver e estão cortando a mata toda. Estão aproveitando que estamos trancados e estão destruindo o que é nosso. Cadê a polícia? Onde estão a prefeitura e o Ministério Público? Nós não podemos deixar!"
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0 # Campanha SolidáriaMarcelo Guimarães do Amaral 15-04-2020 15:55
“É com grande alegria que agradeço a todos os colaboradores, muitos deles anônimos, que estão ajudando na Campanha Solidária liderada pelo Rotary e seus parceiros. Uma verdadeira de ação de cidadania e de amor pelo seu próximo. Nós, da Casa Dia, agradecemos de coração as doações recebidas. Eu, Marcelo Amaral, em nome de todos os internos e em nome do fundador desta Casa e atual presidente, Flávio Dias. A todos nosso muito obrigado”.
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0 # Pesquisa eleitoralUemerson Florêncio 08-04-2020 14:34
“Em diversas partes do mundo, quando se tratam de eleições, você pensa inevitavelmente na chamada corrida eleitoral. Mas jamais se pode esquecer de um movimento estratégico tão importante de efeitos práticos: a pesquisa eleitoral. Afinal, o eleitor tem as suas expectativas, desejos, sonhos e suas percepções sobre os diversos cenários políticos e que devem ser monitorados de forma técnica, imparcial e discreta por meio desta ferramenta competitiva.
A pesquisa eleitoral tem múltiplas finalidades, mas o grupo de interesse deve fazê-la dentro de um conjunto de propósitos vinculados ao objetivo da campanha e da marca ou legado que deseja deixar na história de vida daqueles eleitores que lhe credibilizaram o voto. Entre alguns objetivos deste movimento estratégico, pode-se destacar:
Acompanhar o grau de aceitação ou rejeição quanto a força de um nome – buscar saber como está colocado no ranking de nomes da corrida ou em evidência determinados candidatos ou líderes não competidores;
Mensurar o grau de influência de uma dada liderança política ou não, esta pessoa pode ter um poder extraordinária mas se você subestimar pode ter sérias surpresas;
Avaliar a gestão pública com métricas ponderáveis e estratégicas – o mandato corrente tem ou teve a chance de colocar em práticas muitos projetos políticos, mas não se permitiu por qualquer outro objetivo, daí terá aberto diversas brechas para serem atacadas por parte dos seus adversários;
Monitorar zonas hostis ou amistosas – há regiões de clara oposição por motivos diversos (apoio declarado a outro candidato, oposição ideológica, religiosa, pessoal entre outros).
Garantir a análise de PFOA (potencialidades, fragilidades, oportunidades e ameaças) – se você não se conhece e não conhece o seu território de combate, seus adversários e as suas chances de vitória certamente se surpreenderá com seus próprios equívocos;
Gerar ou revisar os posicionamentos estratégicos no campo do marketing, a serem adotados ou já realizados durante os movimentos internos – da sua equipe ou fora dela em campo;
Assegurar durante o percurso, o reconhecimento da realidade e propor ações táticas que geram vantagem competitiva sem a necessidade de parar outras ações (este momento é completo e delicado quando não é bem orquestrado, recomenda-se monitoramento nos moldes da Khalifa Business);
Construir discursos sólidos e coerentes junto aos diversos públicos (eleitorado);
Acompanhar os passos críticos e bem sucedidos dos adversários (forças contrárias ou grupos de pressão) ao seu projeto político durante a campanha;
Melhorar suas performances, resultados e movimentos junto aos seus eleitores;
Transformar adversários em aliados, entre outros.”
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0 # Coronavírus e contratos de locaçãoMarcelo Bertoldi 07-04-2020 15:54
"A Lei do Inquilinato possibilita que, ordinariamente, tanto locador quanto locatário pleiteiem a revisão do valor do aluguel, desde que ultrapassados ao menos 3 anos de contrato e sempre que se verifique que tal valor não condiz mais com aquele praticado pelo mercado. Como é previsível que nesse período de tempo possa haver alterações nos valores locatícios, o legislador previu essa possibilidade. Essa regra é absolutamente essencial para que as relações locatícias se desenvolvam com estabilidade e previsibilidade.
Por outro lado, não existe na lei de locação a previsão de revisão diante de fatos inesperados e que tragam para uma das partes uma desproporção abrupta quanto à obrigação assumida contratualmente, como na atual situação vivenciada em decorrência da pandemia do coronavírus.
Não obstante, deve prevalecer a exceção da teoria da imprevisão e da onerosidade excessiva, aplicável aos contratos em geral, que se dá justamente naqueles casos em que se verifica a ocorrência de algo inusitado, completamente surpreendente e que, por conta disso, faz com que o cumprimento do contrato acabe por não ser possível ou então gere a uma das partes um sacrifício desproporcional.
Fácil perceber a possibilidade de isso ocorrer quando se trata de locação de imóvel comercial. Naquela hipótese em que o empreendimento empresarial tiver que reduzir substancialmente sua atividade ou até mesmo fechar o estabelecimento por um período razoável de tempo, superior a 30 dias, em decorrência da pandemia, não há dúvida de que o pagamento de aluguéis em período em que o imóvel, em decorrência de fato inesperado e alheio à vontade das partes, trará ao locatário uma onerosidade excessiva. Diante disso, razoável que locador e locatário encontrem uma medida adequada de redução do valor locatício, de forma a que essa onerosidade seja compartilhada entre ambos.
Caso esse consenso não seja possível, terá o locatário à sua disposição a via judicial, com o manejo de uma ação revisional fundada na teoria da imprevisão."
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+2 # IrresponsabilidadeFrancisco Cancela 01-04-2020 18:31
“O sangue das mortes da pandemia não sairá com álcool em gel. Entidades empresariais de Porto Seguro, seguindo a linha irresponsável e criminosa do antipresidente #Bolsonaro, defendem a retomada das atividades econômicas da cidade. Sem nenhum parâmetro científico ou orientação sanitária adequada, reivindicam a reabertura gradual do comércio e do turismo.
Ignoram que, no cenário mais otimista de recente estudo divulgado pela Universidade Imperial de Londres, com medidas de restrição precoce, a pandemia vai infectar 11 milhões de brasileiros, sendo necessária a hospitalização de mais de 70 mil indivíduos e quase 50 mil mortes. Sem as medidas restritivas, as projeções falam na morte de mais de 1 milhão de pessoas no Brasil.
Esquecem que a maioria da população da cidade não tem os planos de saúde que eles possuem e nem tem condições de ir se tratar numa UTI de um grande hospital em São Paulo. O povo vai ter que ir para UPA e disputar de forma injusta as poucas vagas de UTI do Hospital Luís Eduardo Magalhães.
Antes de se preocupar com a retomada da economia, os empresários poderiam exigir do poder público (unicipal, estadual e federal) medidas reais para garantir os empregos e suas empresas sem colocar a vida das pessoas em risco, como isenção fiscal, suspensão do pagamento da dívida pública, subsídio na folha de pagamento, entre outros.”
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-1 # Carta à gestão municipalEmpresários do turismo e comércio 01-04-2020 18:26
“O Movimento dos Empresários do Turismo e Comércio de Porto Seguro, com o apoio da CDL, da Associação Comercial, da ABIH e da UNI (União de Líderes Empresariais), esclarece, perante a Opinião Pública e à prefeitura do município, as reivindicações e preocupações relativas às condições de bem estar geral de nossa população para preservação da dignidade social, neste momento tão crucial sem precedentes. A preocupação não objetiva somente as ações referentes a saúde, e sim, a apreensão e insegurança em relação aos empregos, à estabilidade das empresas, à subsistência e segurança das famílias e a manutenção da dignidade humana.
Compreende-se a importância do combate ao coronavírus Covid-19 como sendo extremamente necessário, diante da situação peculiar que prejudica a saúde pública e social. Entende-se, de forma coletiva, que o decreto de fechamento dos comércios e proibição de atividades turísticas, da maneira que foi editada, já está gerando transtornos e prejuízos sociais incalculáveis, tais como: desemprego, falência das empresas de diversos setores, falta de assistência bancária à população, salários sem condições de serem quitados e demais prejuízos que incentivam o desvio dos padrões de dignidade humana, a exemplo do aumento do número de roubos, arrombamentos, assaltos, violência doméstica entre outros.
O principal pleito é fomentar gradativamente a reabertura do comércio local, em conformidade com a gestão municipal, reiniciando o giro econômico do município e reduzindo os impactos citados. Cada empresa passa a ser responsável unitária sobre o bem estar e as condições de trabalho das suas equipes, inclusive com penalidades em caso de aglomerações.
Em seguida, limitar a uma programação mínima para que o turismo volte a atuar, apresentando projetos de incentivo e captação de clientes, atraindo-os para que direcionem o olhar ao nosso destino. Os hotéis e estabelecimentos foram obrigados a fechar as portas devido a restrição de acesso às praias, proibição de abertura de bares e restaurantes, impedimento de realização dos roteiros turísticos, inviabilizando qualquer ação comercial de recuperação turística no momento. A gestão municipal, amparada pelo governo Estadual e Federal, deverá elaborar um plano de ação focada em combater o real caos já fixado em Porto Seguro.
Todos os setores da sociedade se unem, em esforços, para compartilhar experiências em busca das melhores soluções que minimizem os efeitos desta crise. Portanto, propõe-se ao Poder Público Municipal, em caráter emergencial, a promoção de um amplo debate junto aos empresários, direcionando alternativas eficazes, dentro das normas estabelecidas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e Ministério da Saúde, que possibilite o retorno gradual do comércio e turismo da região.
Certos de que o Poder Público é consciente, sensível e solidário a tais ameaças que assolam toda a população, com o objetivo de reduzir os impactos negativos na economia da região, diante da quarentena e obrigatoriedade de fechamento dos estabelecimentos, deste meio, solicitamos uma reunião para organização planejada da reabertura do comércio na data do dia 06 de abril de 2020, alinhado com a gestão pública municipal.”
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0 # Crime contra a humanidadeDaniel Marques 31-03-2020 18:40
“Revoltante, o Governo Federal gastar sem licitação R$ 4,8 milhões em uma campanha genocida chamada “O Brasil não pode parar”. Todos os países do mundo adotaram a quarentena como forma de evitar mortes, disseminação do vírus e superlotação de hospitais. Campanha publicitária só poderia ser realizada em casos extremos e para alertar sobre perigos do coronavírus, nunca para causar mais mortes.
A Câmara e o Senado Federal deveriam considerar o abaixo-assinado feito pelo deputado David Miranda com quase um milhão de assinaturas pedindo o impeachment do presidente Bolsonaro para salvar o Brasil e votar essa matéria com a mesma rapidez que tiveram com a ex-presidente Dilma Roussef. Por outro lado, Justiça Federal está atuando para punir os excessos de qualquer instituição e deveria fazer valer a conduta tipificada no Artigo 268 do Código Penal: “Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa com pena de detenção de um mês a um ano, e multa, e até passível de denúncia como crime de guerra. Sociedade brasileira aguarda uma resposta.”
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0 # Apelo do turismoGrazielle Ueno Maccoppi 31-03-2020 18:12
“Em tempos incertos de trágico afastamento social e isolamento domiciliar, um dos setores econômicos que mais sofre com as medidas de prevenção e contenção do Covid-19 é o turismo. Estamos falando de um setor responsável por cerca de 10% do Produto Interno Bruto Mundial e que de forma imediata praticamente parou. O setor passou a assumir diretamente as consequências do fechamento dos aeroportos e das fronteiras mundo afora. Sofre com a abrupta interrupção do seu fluxo normal, com o congelamento das vendas e com o enfrentamento dos cancelamentos generalizados em toda a sua cadeia produtiva.
Ainda é incipiente pensar em alternativas que solucionem os problemas do setor, no entanto, destaca-se em meio a tantos desafios o surgimento de um movimento de conscientização direcionada aos consumidores. Em todo o mundo existem campanhas de informação sobre a crise enfrentada pela propagação da pandemia no turismo desde o inicio de 2020, quando surgiram os primeiros casos da doença.
A Organização Mundial do Turismo (OMT), agência vinculada a Organização das Nações Unidas para o Turismo, tem disseminado campanhas de conscientização na cadeia turística em larga escala. No Brasil, iniciativas semelhantes surgiram com a Associação Brasileira das Agências de Viagens e tem se propagado a todos os envolvidos no turismo. A proposta caminha em consonância com a OMT que tem a intenção de levar ao conhecimento do público as conseqüências negativas do cancelamento das viagens e a orientação de promover a remarcação dos serviços já adquiridos.
A idéia central é informar amplamente o consumidor sobre a importância das viagens já compradas ou planejadas para que o setor consiga superar a crise. Neste sentido, qualquer cancelamento dos serviços turísticos já adquiridos gera sérias consequências para toda a cadeia produtiva comprometendo diretamente o futuro do setor. Com esta ação, os empresários esperam sensibilizar o viajante sobre o momento crítico que o setor enfrenta e o cenário de desafios que deverá ser encarado em breve.
Mais uma vez a informação se configura como uma aliada fundamental para o enfrentamento do momento. A informação sobre a remarcação das viagens em detrimento ao cancelamento é um apelo à sensibilização dos turistas em ampla escala. Neste sentido, ações imediatas já foram tomadas pelas companhias aéreas com a isenção de custos para remarcação das passagens nacionais ou internacionais, outros setores trabalham na mesma orientação. Os ajustes de datas e a dilatação dos prazos de remarcação para até um ano são providenciais para que as pessoas aguardem a passagem do estado de emergência e sigam se protegendo adequadamente neste período.
Frente a tantas adversidades ainda é complicado vislumbrar ações positivas, mas elas surgem em todo o mundo. Em um momento como este, se observa como máxima a participação coletiva e o espírito solidário inerentes do ser humano e que por inúmeras razões foram sendo desprezadas ano após ano, geração após geração. Enquanto acompanhamos os esforços dos organismos sanitários e de saúde para contenção dos casos da doença, o espírito de fortalecimento comunitário tem demonstrado que a base da informação e da empatia pode gerar uma comunicação mais assertiva e solidária.
A comunidade do setor segue encorajando os empresários a enfrentar as dificuldades e buscar soluções conjuntamente. Que tenhamos serenidade para enfrentar juntos o desafio da saúde e da sobrevivência e que estejamos fortalecidos e engajados para agir na reciprocidade e no respeito amplo aos recursos do planeta e com o outro.”
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0 # Aterro sanitárioMarcelo Sampaio 31-03-2020 17:59
"Se a prefeitura e o Governo do Estado estão procurando uma nova área para o aterro, porque não estudam a ideia de criar uma empresa de reciclagem de metal, plástico e vidro? Além do lixo orgânico, que poderia ser utilizado como energia para a própria usina, e, além de gerar empregos, diminuiria consideravelmente o impacto ambiental."
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0 # Escolinha do VitóriaVilson Willamis Barbosa de Araújo Segundo 30-03-2020 15:54
“Thiago, eu já treinei com você e já treinei na escolinha Barcelona, de Adson. Quem fala é Chote. Eu era goleiro eu peço que você me dê essa chance de ser goleiro. Por que daqui pra frente quero ser um goleiro profissional e poder orgulhar minha mãe... Desde já agradeço.”
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0 # Turismo na mão do STFRepresentantes do trade turístico 28-03-2020 19:13
“Dia 27 de março de 2020, foi impetrada uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI 6357) visando a concessão de liminar autorizando que o governo gaste mais do previsto em suas leis orçamentárias. Se a liminar for concedida pelo relator, ministro Alexandre de Moraes, será possível que o governo edite a famigerada Medida Provisória liberando gastos em políticas públicas visando assegurar os empregos no setor de turismo.
Segundo a Advocacia Geral da União, a medida impactará entre R$ 15 a 20 bilhões em gastos não previstos na Lei de Diretrizes Orçamentárias. O pedido visa abrir uma exceção ao que prevê a Lei de Responsabilidade Fiscal, de modo a resguardar recursos para a crise pandêmica e suas altíssimas repercussões sociais.
O turismo, por outro lado, clama pela decisão monocrática do ministro (liminar), tendo em vista que foi o setor mais impactado pela crise do Covid-19. A decisão poderá sair logo, logo, já que os autos já estão conclusos para decisão.
Resta apenas a análise do ministro relator. Em caso de demora para a autorização do pedido da AGU, o governo não poderá editar a Medida Provisória que, segundo o trade turístico, é vista como a salvação da total falência do setor. Por crise de receitas, estima-se que, a partir de segunda-feira, a hotelaria e o setor de lazer terão que fazer mais de 100 mil demissões.”

Associação das Empresas de Parques de Diversões do Brasil (ADIBRA)
Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH)
Brazilian Luxury Travel Association (BLTA)
Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA)
Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB)
Resorts Brasil (Associação Brasileira de Resorts)
Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (SINDEPAT)
União Nacional de CVBx e Entidades de Destinos (UNEDESTINOS)
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0 # Reembolsos de passagensVanessa Laruccia 26-03-2020 20:33
“Com a publicação da Medida Provisória 925/20 em 19/03/20 passaram a vigorar as novas regras de reembolsos e remarcações de passagens aéreas decorrentes do agravamento da pandemia da Covid-19. Para a melhor compreensão, insta esclarecer que se tratam de ‘medidas emergenciais’, conforme disposto no artigo 1º: ‘Esta Medida Provisória dispõe sobre medidas emergenciais para a aviação civil brasileira em razão da pandemia da Covid-19’.
O prazo de 12 meses foi delimitado pelo artigo 3º, conforme segue: ‘O prazo para o reembolso do valor relativo à compra de passagens aéreas será de doze meses, observadas as regras do serviço contratado e mantida a assistência material, nos termos da regulamentação vigente’.
Ademais, ainda no mencionado artigo 3º, tem-se que as regras foram delimitadas nos parágrafos primeiro e segundo, vejamos: §1º ‘Os consumidores ficarão isentos das penalidades contratuais, por meio da aceitação de crédito para utilização no prazo de doze meses, contado da data do voo contratado’, e § 2º ‘O disposto neste artigo aplica-se aos contratos de transporte aéreo firmados até 31 de dezembro de 2020’.
Pois bem, para delimitar o quanto necessário visando a correta implantação da MP, tem-se que um TAC - Termo de Ajustamento de Conduta foi firmado em 20/03/20 entre as companhias aéreas, Secretaria Nacional do Consumidor, órgão do Ministério da Justiça e também da Segurança Pública.
Em síntese, as companhias aéreas terão o prazo de até 12 meses para a devolução ao consumidor adquirente, em relação aos importes de passagens aéreas adquiridas até 31 de dezembro de 2020, independentemente do cancelamento ou não do voo, de modo que a adesão ao crédito para que seja utilizado futuramente é a maneira mais simplificada, desde que conveniente ao adquirente .
Ademais, no referido TAC restou-se ajustado que a aquisição compreendida entre o período de 01/03/20 até 30/06/20, as companhias aéreas deverão remarcar sem qualquer imposição de penalidade de multa e exigir outros custos adicionais, desde que por única vez, guardando relação com os destinos de origem e a validade do bilhete de 01 (um) ano, a contar da data da compra.
Entretanto as demais definições da MP abrangem as passagens aéreas adquiridas até 31/12/20. Assim, o momento é de cautela global, cabendo oportunamente ao consumidor optar pela alternativa que melhor lhe convier, sendo que para o próximo trimestre não estão recomendando, devendo-se adiar para remarcação futura.
Também é importante ressaltar que o consumidor poderá cancelar ou remarcar as passagens através do site, aplicativos ou por intermédio do agente de turismo, conforme o caso, sendo que a maioria dos setores continuam prestando serviços através de atendimentos remotos.
O certo é que, os direitos individuais e coletivos deverão ser resguardados, de modo que eventuais violações e abusos nas relações de consumo devem ser imediatamente registrados, para a oportuna discussão judicial cabível, se não houver solução extrajudicial.
Por fim, recomenda-se seguir as orientações oficiais que estão sendo atualizadas e divulgadas diariamente, a fim de evitar notícias falsas e atuações de golpistas e oportunistas, não devendo fornecer qualquer informação à terceiros que não esteja envolvido diretamente na relação em questão.”
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0 # Fundo eleitoral e coronavírusDaniel Marques 24-03-2020 21:21
“Se fôssemos um país sério e comprometido com a sobrevivência de sua população, o Governo mudaria a destinação dos R$ 2 bilhões destinados ao fundo eleitoral para a contenção do coronavírus e para o orçamento do SUS. Um deputado federal mineiro estará apresentando um projeto nesse sentido no Congresso Nacional. Mas somente com a pressão da sociedade ele será sancionado. Ressaltando que esses R$ 2 bilhões são suficientes para finalizar as 10 obras paradas dos hospitais regionais no Estado de Minas Gerais e finalizar outros hospitais em todo o país.
Será uma aberração inominável permitir que mais inocentes morram, apenas para patrocinar inútil propaganda política. Lembrando que esse dinheiro já está disponível e previsto no orçamento e não será uma caridade, mas um investimento para a sobrevivência dos políticos e seus eleitores.”
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0 # Consulado italianoUlisse Baggi 19-03-2020 14:59
“Informo que, devido à situação da difusão do Covid-19 e à medida divulgada pela Polícia Federal, que suspendeu o atendimento ao setor de imigração; e devido às medidas divulgadas pela Prefeitura de Porto Seguro que reduzem o funcionamento das atividades de atendimento ao público, este escritório de correspondente consular atenderá somente por e-mail , ou por telefone 73-3288-0580. Pessoalmente, só em casos de emergência.
Contando com a vossa compreensão,
Atenciosamente
Correspondente consular honorário da Itália em Porto Seguro"
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+1 # Não julgueAdilson Negreiros 16-03-2020 18:08
“João e Maria vinham de famílias abonadas. Conheceram-se na universidade. Quando terminaram a faculdade, João – advogado – foi trabalhar no jurídico da empresa do pai. Maria formou-se em arquitetura e, bem cedo, começou a mostrar suas habilidades como decoradora.
Eles se amavam. Situação financeira bem resolvida, casaram-se. Lua de mel em países da Europa. Na volta, vida que segue: trabalhar. Mas a vida lhes sorria. Quando do terceiro ano de casados, de comum acordo, começaram a pensar em um filho. O dever de casa eles faziam – até com bastante frequência. Mas cadê o Tarcísio? Cadê a Luiza Helena? Passou-se um ano – o quarto de casados – e nada de Maria ficar grávida.
Esqueceram momentaneamente o filho e foram cuidar da viagem. Queriam conhecer um país exótico, escolheram a Costa do Marfim, na África. Logo no segundo dia naquele país, estavam passando por um mercado público, fato inusitado aconteceu: uma menininha preta, vestido surrado, desgarrou-se da mãe e veio, correndo, em direção aos dois. Maria, num impulso, tomou a menina nos braços. E a criança parece ter gostado daquele colinho amigo: em contraste com a pele preta, um sorriso branquinho iluminou o rosto da criança. Rápido qual relâmpago, a ideia perpassou pela cabeça de Maria:
- Que linda criança, João! Vamos tentar adotar?
- Se é o seu desejo. . . – murmurou o marido.
A mãe apareceu. Conversaram em francês (o idioma daquele país). Não havia tanta burocracia como no Brasil. Resultado: a criança viajou com os novos pais. Ironia: foi aqui no Brasil que o casal teve que contornar as maiores dificuldades. De cunho preconceituoso, como por exemplo:
‘Por que não adotaram uma criança branca?’
‘Com tantas crianças pobres, aqui, por que não adotaram uma brasileira?’
Uma das maiores temeridades do ser humano é exatamente essa: fazer julgamento precipitado, sem conhecer, amiúde, os fatos. Como explicar para essas pessoas que ‘foi Deus que colocou a menina no meu colo?’. Como explicar para esses donos da verdade que eles não adotaram uma criança de pele negra? Eles adotaram uma criança, pois, perante Deus somos todos iguais, da mesma cor.
Como Maria não engravidava, um ano depois voltaram àquele país. Desta vez, com um único intuito: adotar uma segunda criança, o Tarcísio. Um irmãozinho para a Luiza Helena. Conseguiram. Três meses após a volta, Maria comunicou, para alegria de todos, que estava grávida."
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+1 # Coronavírus e o cancelamento de passagensLéo Rosenbaum 14-03-2020 18:11
"O mundo está vivenciando uma epidemia do novo coronavírus, detectada em dezembro passado na cidade de Wuhan, na China. O impacto da doença tem afetado a economia como um todo e não poderia ser diferente no turismo. Passageiros e agências de viagens têm se organizado no sentido de minimizar prejuízos e atender a todos de maneira clara, transparente e responsável.
Mas, o que diz a legislação que rege o setor caso o passageiro queira cancelar a passagem por conta da Covid-19? De acordo com a regulamentação da ANAC o passageiro pode desistir da compra, sem qualquer ônus (reembolso integral), em até 24 horas após o recebimento do comprovante da passagem aérea, e desde que a compra ocorra com 7 dias ou mais de antecedência à data do voo. Caso a compra tenha sido feita por meios eletrônicos, o Código de Defesa do Consumidor prevê que o passageiro tem até 7 dias para solicitar o cancelamento.
De acordo com a lei, quando solicitado o reembolso, as companhias aéreas têm que efetuar o pagamento ao passageiro em até 7 dias, contados a partir da data da solicitação e este reembolso será feito ao responsável pela compra da passagem e seguirá o mesmo meio de pagamento utilizado no momento da compra, ou seja, pagamentos feitos via cartão de crédito, a empresa tem até 7 dias para enviar o crédito para a operadora do cartão.
Agora, nos casos em que o pedido de cancelamento da passagem ocorrer após 7 dias da compra, mas com antecedência hábil para que a companhia aérea possa revender os bilhetes, firmou-se o entendimento com base em decisões do TJ/SP do STJ que as companhias aéreas devem reembolsar o bilhete, mesmo se tratando de passagens promocionais, retendo valores de 5% a 20% a título de taxas administrativas, dependendo da particularidade de cada caso.
Os casos de epidemia, como a atual do coronavírus, também seguem a mesma lógica, ainda que numa primeira vista seja considerado como um evento de força maior, que excluiria a responsabilidade da companhia aérea pelos prejuízos.
Para ilustrar, na época da epidemia do H1N1, o TJ/SP (Apelação Cível 0017080-71.2010.8.26.0019) julgou um caso de cancelamento de passagens e pacotes turísticos, entendendo que não é razoável exigir que a empresa aérea devolva a integralidade dos valores pagos pelos requerentes, sendo cabível a retenção do valor correspondente à multa de 20% prevista contratualmente. Entretanto, a cobrança de penalidades adicionais depende de prova do efetivo pagamento pela empresa aos fornecedores internacionais.
Apesar de que a companhia aérea poderia alegar caso fortuito e/ou de força maior que seriam excludentes de sua responsabilidade no caso destas epidemias, a circunstância ensejadora das viagens não pode ser atribuída a qualquer das partes, muito menos ao consumidor.
Importante, também, avaliar, que a 3ª Turma do STJ (REsp 1595731/RO, Quarta Turma, DJe 01/02/2018) recentemente se posicionou quanto a prejuízos do consumidor no cancelamento de viagens e pacotes turísticos, ilustrando que “não se mostra possível falar em perda total dos valores antecipadamente pagos por pacote turístico, sob pena de se criar uma situação que, além de vantajosa para a empresa de turismo (fornecedora de serviços), mostra-se excessivamente desvantajosa para o consumidor”, razão pela qual “deve-se, assim, reconhecer a abusividade da cláusula contratual em questão, seja por subtrair do consumidor a possibilidade de reembolso, ao menos parcial, da quantia antecipadamente paga, seja por lhe estab elecer u ma desvantagem exagerada”.
Por fim, o STJ declarou-se que o cancelamento de pacote turístico contratado constitui risco do empreendimento desenvolvido por qualquer agência de turismo, não podendo esta pretender a transferência integral do ônus decorrente de sua atividade empresarial a eventuais consumidores.
Por fim, é sempre importante lembrar que existe uma desigualdade evidente na relação das cias aéreas e os consumidores, que é a parte vulnerável. Portanto, aqueles que se sentiram prejudicados no momento de cancelar ou adiar uma viagem por conta do Coronavírus devem procurar os órgãos especializados em defesa do consumidor e se o problema não for resolvido, deve recorrer ao Judiciário para reaver seus direitos.”
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+1 # Telefonia robóticaVladimir Cunha 14-03-2020 17:51
“Que mundo mais sem graça este de agora. Tudo robotizado na telefonia. Tu liga ou recebe uma chamada e um robô fala contigo. Digite o número 1, digite o 2 para isso, o 3 para aquilo. E quando recebe uma cobrança, o que é natural e provável vivendo numa sociedade de consumo, a robô lhe informa com aquela voz eletrônica, não registramos o pagamento da fatura x. Digite o que você quer fazer. 1 para parcelar. 2 para pagar à vista...
Antes era mais emocionante. Tu falavas para o interlocutor, geralmente uma mulher de boa voz, que estava com dificuldade momentânea de cumprir este compromisso vencido, que estava desempregado ou no subemprego, contava tua vida para a telecobradora e acabava agendando para mais 30 dias, com juros, é claro, a conta.
Muito diferente de hoje. Era bom dia pra cá, boa tarde pra lá, depois boa noite, passe bem, desculpe o transtorno, quero cumprir este e demais compromissos, tudo de bom, Deus lhe abençoe.
Era diferente mesmo. Não dá para falar para um robô dificuldades humanas: desemprego, depressão, câncer na família, alcoolismo, abandono, preguiça, problemas de logística, mudança de endereço etc. O robozinho não capta estes sentimentalismos e manda tu teclar na opção que mais convém. Convém a ele, o sistema financeiro, é obvio. Como falar de Deus e fé em dias melhores para o robozinho do outro lado da linha? Impossível tarefa.
Mas é assim mesmo, vida moderna, século XXI, correria, ninguém mais tem tempo, principalmente tempo para os outros, mas tempo para si todos acham uma brecha. O egoísmo e a fragilidade da maioria das relações são impressionantes. O mercenarismos dos contatos torna a vida muito vulgar, volátil, obscena, fútil, recheada de mentiras que escondem medos profundos da mente.
Até quando vamos viver para o nada?
O tempo passa e tu te encontras velho, cheio de rugas na frente do espelho, se fazendo perguntas e buscando respostas muitas vezes ludibriantes. E em nome de alguma utopia tu mente pra ti mesmo o quanto é feliz em ter passado toda a vida no mesmo lugar para chegar ao fim de décadas com uma casa tua, um carro teu, uma mulher tua, com os filhos criados e trabalhando, seguindo o processo milenar civilizatório.
Depois dos robôs, o que será que vão inventar para a comunicação dos humanos?
Só Deus e os pesquisadores sabem.”
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+1 # Poluição e coronavírusJeblin Abraão 09-03-2020 15:38
“O poder público tem que fazer um intervenção rápida nesta queima do lixão, pois o ar poluído pela fumaça da queima de um sem número de resíduos é perfeito para agravar problemas pulmonares de idosos, crianças e portadores de doenças respiratórias. Isto é ideal para, em associação com o corona vírus, causar um quadro de letalidade desnecessário. O município e o estado têm que intervir imediatamente apagando este incêndio”.
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+1 # Esquecidos no hospitalMarco Bressan 05-03-2020 12:27
“Há cinco dias estou à espera de uma pequena cirurgia no pé no hospital Luiz Eduardo Magalhães. É compreensível e correto que, não sendo um problema tão grave, outras pessoas tenham a prioridade no atendimento. Porém, justo porque não é uma questão tão urgente é absurdo que eu, mais outros internados, sejamos obrigados a ficar num quarto com temperatura média acima de 35º, do meio-dia até à meia-noite, sem nenhum ventilador para amenizar a temperatura. E também sem ter acesso a cadeiras de rodas ou muletas para tentar de ‘fugir’ dessa área sufocada.
A falta de material cirúrgico atrasa o andamento das cirurgias, mas obrigar pacientes que, se estão no hospital, e evidentemente não passam bem, sofram temperaturas impossíveis sem que possam se defender, isso é tortura. Teria mais mil motivos para reclamar: baratas nos quartos e outros, mas sempre fui atendido bem pelo pessoal do hospital, por isso não compreendo o porquê de tanto descaso. Custa tanto assim um ventilador de teto?”
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+1 # Picuinhas e o coronavírusDaniel Marques 04-03-2020 16:29
“Incompreensível que o Governo Federal, senadores e deputados ignorem a epidemia de coronavírus que assola o mundo e prefiram disfarçar o caos iminente com inúteis picuinhas políticas. Diversos países estão com prejuízos humanos e financeiros gigantescos por conta do vírus e estudos comprovaram que o vírus pode sobreviver por nove dias em diversas superfícies mantendo sua capacidade de contaminar outras pessoas.
Nosso governo e autoridades parecem acreditar que essa nova doença é igual as demais, que só matam pobres e excluídos, por isso não adotam protocolos extremos para impedir a entrada de proliferação do vírus no Brasil. Até quando a sociedade suportará ser ludibriada por quem ganha os mais altos salários e benefícios para conduzir o país?”
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+1 # Médicos de antigamenteHumberto Pinho da Silva 27-02-2020 18:58
"Quando nas derradeiras décadas do século passado, escrevi num periódico portuense, crônica sobre os médicos, comparei os atuais aos de outrora – do tempo da minha meninice.
Entre os vários pareceres que, então recebi, um foi do professor doutor José Ruiz Almeida Garrett (médico), tecendo oportunas considerações com as quais concordei quase na totalidade.
Asseverava então, nesse artigo, que o médico-sacerdote quase se perdeu na socialização da medicina. Os médicos tornaram-se funcionários. O que chamamos: “medico da família” não passa de técnico, que atende indiferente a milhares de doentes; doentes que o não escolheram, nem foram escolhidos.
Antigamente, o médico não “dispensava” os doentes, como hoje muitos o fazem, para os hospitais, se podia realizar o tratamento no consultório ou em visita domiciliária. Ainda conheci esses homens excepcionais, verdadeiros sacerdotes. Cuidavam do doente, da família, e quantas vezes preocupavam-se ainda com os seus problemas financeiros, procurando obter emprego, se estavam desempregados.
Um desses, era o velho dr. Pedrosa - meu médico de criança - que morava em Gaia. Levantava-se frequentemente em plena noite para acudir a doente gravemente enfermo, que aflito o chamava pelo telefone. Mas, nem só o dr. Pedrosa Júnior se preocupava com as dificuldades dos seus doentes. O mesmo fazia o pediatra dr. Ferreira Leite. Extenuado, por dia de intenso e árduo trabalho, nunca recusava sua presença na casa dos doentes, mesmo em plena noite, de madrugada.
E o bondoso dr. Rocha Paris, e mais recentemente, o dr. Salvador Ribeiro, ao realizarem visitas domiciliarias, muitas vezes, deixavam debaixo da receita a quantia necessária para adquirirem os medicamentos prescritos.
Compreendo, como observou o prof. Doutor José Garrett, que a medicina socializou-se; e ainda bem, como era desejo do dr. Eugénio Fontes – personagem fictícia de: “Olhai os Lírios do Campo”, do grande gaúcho Érico Veríssimo –, homem bom e grande humanista.
Mas foi pena que esses antigos médicos, tão humanos, tenham desaparecido quase para sempre. Foi pena… Não eram apenas médicos. Eram amigos, companheiros presentes nas horas difíceis dos seus doentes, deixando sempre palavras tranquilas, animadoras e confortantes. Verdadeiros e dedicados sacerdotes da medicina.”
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0 # Preços abusivosFlavio Lopes da Costa 03-02-2020 22:00
"São um absurdo os valores impostos pelos donos destes estabelecimentos à beira-mar. O Procon deveria intervir, pois os donos destes estabelecimentos nem moram no Brasil, grande parte. A tendência deste modelo de negócio é afundar, pois até um navio afunda com um furo no seu casco."
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+1 # Construa pontes, derrube murosAdilson de Negreiros 29-01-2020 18:16
“Se você não sabe fazer um amigo, pelo menos não faça um inimigo. Seja sensato! O planeta já está até aqui de violência, desentendimento e mortes. Construa pontes entre você e o seu próximo, ao invés de construir muros. Pontes atraem, aproximam pessoas de boa vontade. Muros isolam, afastam você do seu mundo. Precisamos da humildade, da tolerância e da compreensão de todos para almejarmos um mundo melhor.
Construir pontes é fácil, e você pode fazê-las de mil maneiras diferentes: com um simples sorriso, com um sincero ‘eu te amo’, ou ainda com um ‘eu gosto de você’ para aquele seu amigo de todas as horas. Pode construir pontes sendo compreensivo, sendo amável, um cavalheiro, enfim.
A humanidade está construindo mais muros do que pontes? Ao que parece, sim. Os homens brigam, se desentendem. Impera o mal, a covardia e a maldade. Homens matam por causa de um celular, por causa de míseros dez reais.
Crianças já chegam sem vida aos hospitais, com hematomas e sinais de agressão por todo o corpo. E quando me refiro a crianças, são seres, um com dois anos de vida, outro um recém-nascido, com apenas dois meses. Onde está a centelha divina, inerente a cada ser humano, que agride um recém-nascido até a morte?
Mais e mais crimes contra a mulher. Parece que os homens sem alma estão em conluio – um conluio sinistro – para agredir e assassinar mais e mais mulheres. Nunca se cometeu tantos feminicídios no Brasil quanto nos dias de hoje.
Um crime por motivo de ambição, de vingança, ciúmes, até que é razoável. Desde sempre existiu e vai existir. Mas, mulher ser agredida e morta porque pediu licença para passar, queria levar a vida sozinha? E morreu. Elas morrem todos os dias, às centenas. É muita ignorância.
Aquele que sistemática, continuamente agrediu verbal ou fisicamente a companheira (esposa ou namorada), não se admire se, agora, ela quer ir embora. Quer liberdade, paz. Ninguém gosta de agressões, falta de respeito e ameaças.
Mergulhamos em um tempo de banalização da morte. Qualquer motivo mais corriqueiro é o suficiente para agredir e matar. Amor é a palavra que, definitivamente, foi riscada do dicionário. Perdão, paz, idem, idem. E o que dizer das crianças que recém desembarcam neste planeta turbulento e já são enviadas de volta, lá para o céu?
Vou terminar essa mensagem com uma frase do saudoso poeta Vinicius de Morais. Tem tudo a ver: ‘A vida é a arte do encontro embora haja tanto desencontro pela vida’.”
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+1 # Importunação de vizinhoZelinda Teixeira Batista 27-01-2020 19:38
“Sou aposentada, tenho 70 anos e moro em Porto Seguro há 45. Moro na Rua Manoel Dias, no bairro Lagoa Grande (Areião). Construí minha casa neste endereço, no terreno que ganhei quando era varredora de rua. Na época, comprei material aos poucos para fazer a casa, e também ganhei alguns sacos de cimento. Hoje, faz 37 anos que moro na minha casa, que construí com muito sacrifício.
Há seis anos sofro com vizinhos que me importunam jogando pedra no meu telhado. Quando passo para ter acesso à minha porta, nunca sei o que pode vir de lá. Já fomos à justiça para tentar resolver o problema mas não resolveu nada. E eles falam que não fazem nada de errado. Eles moram no local há mais de 20 anos. É uma família grande.
Eu quero a palavra paz. E não vou sair da minha casa. Quero paz e amor. Eles têm que respeitar os meus direitos como eu respeito o deles.”
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0 # Fila no INSS envergonha o BrasilJúlio César Cardoso 23-01-2020 17:29
“A vergonhosa fila no INSS, testemunhada por todos nós, é o retrato de um Brasil dominado pela má administração política aqui reinante há muito tempo. É a demonstração categórica da forma irresponsável como os governos conduzem áreas públicas importantes, minadas de indicações políticas.
Agora, se aqueles que padecem nas filas em busca de seus direitos fossem todos políticos, a situação de operosidade do instituto decerto seria bem outra. Este é um país de difícil solução, que ainda vai se arrastar por muitas décadas para tratar com dignidade os seus concidadãos. Entra governo, sai governo e o desrespeito com os beneficiários da previdência social continua o mesmo.
Noutro país, que prima pelas instituições e respeita os seus contribuintes, jamais um instituto da responsabilidade de um INSS trataria com tanta negligência os seus beneficiários. É muito cômodo para os ‘ilustres’ membros do governo virem tergiversar, alegando que a estrutura do INSS está defasada e que precisa de tempo para se adequar. Só que isso não vem de hoje, e o órgão não pode prejudicar, sob pretexto algum, direitos de qualquer trabalhador, pois assim agindo está se apropriando de dinheiro dos segurados.
Por outro lado, é muito confortável ao presidente do INSS, Renato Vieira, e ao secretário da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, virem afirmar que a situação da fila do INSS só deve ser absolutamente regularizada em seis meses. É aquele negócio: ‘pimenta nos olhos dos outros é refresco’. Só que neste ínterim, certamente, muitos falecerão sem receber o que têm direito.
Por isso, o Brasil está muito longe de ser considerado uma nação séria. País que é comandado pela corja política incompetente – preocupada apenas com os seus interesses, interesses de parentes e amigos – e que só se dá conta do caos nas instituições públicas depois de eclodir o problema.”
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+1 # 28 anos de Jornal do SolMiguel Cunha 15-01-2020 17:20
“Parece que foi ontem quando chegou em minhas mãos o Jornal do Sol número 01, em 1991. O tempo passa e hoje leio com muita satisfação a edição número 415, que marca os 28 anos do trabalho maravilhoso iniciado pelos então jovens Alex e Hilda. Ao longo dessas décadas, eles transformaram em realidade, com credibilidade, amor e persistência, este meio de comunicação fiel e autêntico. Leio com muita atenção todas as notícias, inclusive as propagandas.
Hoje quero parabenizar os colunistas do Jornal do Sol, em especial o artigo “A elegância da alma”. Parabéns Mariana Guerra, que foi verdadeiramente elegante em seu texto. Congratulo também todos que contribuem para o fortalecimento deste importante meio de comunicação da Terra Mater do Brasil, os colunistas Antônio Tamarri, Maria Luiza e o Chef Caio Silva; a redatora Alexandra Soares; os leitores que participam do Trombone; e os anunciantes e assinantes, fundamentais para que o Jornal do Sol possa continuar existindo ainda por muito e muito tempo! Feliz Ano Novo!”
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+1 # Exemplo comunistaDaniel Marques 06-01-2020 19:57
“Excelente o trabalho desenvolvido nos dois governos de Flávio Dino do PC do B no Maranhão, fazendo exatamente o oposto do que dizem sobre os comunistas e permitindo uma vida digna para o povo. Com os velhos políticos, aquele era um dos Estados mais atrasados e miseráveis do Brasil. Os partidos comunistas e socialistas que as raposas da política criticam, são os menos envolvidos em corrupção e os que mais defendem os pobres, a natureza, os animais e os excluídos da sociedade.
Tais políticos vermelhos já sabem que a riqueza e o desenvolvimento devem ser uma consequência de um povo com poder de compra ao invés de servir apenas para aumentar os lucros dos milionários. Uma pena que a péssima educação do eleitor brasileiro o impede de eleger Flávio Dino presidente do Brasil. Nunca tivemos um presidente comunista e essa é a melhor e única chance, mesmo que para isso tenhamos que suportar Luciano Huck como seu vice."
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0 # Mudanças para o ISSCaio Bartine 10-12-2019 17:48
"No fim do dia 02/12/19, os deputados aprovaram por 312 votos a 1 o projeto que transfere a competência da cobrança do Imposto Sobre Serviço (ISS) do município onde fica a sede da empresa para aquele onde o serviço é prestado. De acordo com o Projeto de Lei Complementar (PLP) 461/17, a previsão é que haja um prazo de três anos para a transição, a partir de 2020. O texto ainda voltará a ser debatido no Plenário da Câmara pelo fato de haver 11 destaques ao relatório final. Após esta análise, ele precisará ser aprovado no Senado, ainda em 2019, para que entre em vigor no prazo previsto.
A mudança tem impacto direto nas finanças dos municípios, aumentando a arrecadação para as cidades menores. A regra cria uma dificuldade para as empresas que atuam em âmbito nacional, como administradoras de cartão de crédito, forçadas a lidar com diferentes legislações. Essas companhias passarão a recolher o tributo em todas as cidades em que atuam, e não mais apenas no município onde têm sede, como ocorre hoje.”
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+1 # Prescrição penalJúlio César Cardoso 10-12-2019 17:03
“A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida pela senadora Simone Tebet (MDB-MS), aprovou a PEC que torna o feminicídio imprescritível, a exemplo do crime de racismo. A pedido da senadora Simone, o estupro também foi incluído na lista de crimes imprescritíveis, tornando, assim, o texto da senadora Rose de Freitas (Podemos-ES) mais amplo. O texto segue para votação em dois turnos no plenário.
O instituto da prescrição penal, ao meu sentir, favorece o infrator. Não podemos legislar no casuísmo, no seletivo, elegendo alguns crimes como imprescritíveis, tais como feminicídio, estupro, racismo etc. Nenhum crime sujeito ao devido processo legal poderia ser objeto de prescrição. Isso é um entendimento lógico que qualquer iletrado intui.
Recentemente, os jornais noticiaram que o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, para minimizar o impacto da derrubada da prisão em segunda instância no STF, propôs à Câmara e Senado Federal frear a prescrição de processos de natureza política até o fim de julgamento de recursos em tribunais superiores.
A imprescritibilidade deveria abranger todos os crimes e principalmente os praticados por políticos na vigência de mandatos: corrupção, lavagem de dinheiro, peculato, fraude, desvio de verbas públicas, improbidade administrativa, recebimento de propinas etc. Quantos políticos processados já foram beneficiados pela prescrição das penas? Muitos.
No Brasil, as chances de um político investigado se livrar de um processo judicial sem ser julgado é muito grande e dobra quando a pessoa completa 70 anos. Por outro lado, as chicanas jurídicas promovidas por bancas advocatícias muito bem pagas para protelar o julgamento de processos são bastante conhecidas. E tudo isso tem de ser mudado a bem da moralidade pública, revogando o instituto da prescrição penal.
A título ilustrativo, certa feita um professor de Direito Penal fez um comentário sobre a prescrição. Disse ele que ao visitar um amigo (juiz) num tribunal observou, na sala do juiz, que sobre várias pilhas de processos estavam anotadas algumas datas. Então, o professor perguntou ao juiz o que significavam aquelas datas. E ele respondeu que se tratava das datas das prescrições, visto que os processos não seriam examinados a tempo por falta de condições humanas."
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0 # Instituições de confiançaAdilson M. de Negreiros 26-11-2019 15:53
"Dados da Pesquisa CNT - Exame mostram quais as instituições que os brasileiros mais confiam. Veja na relação abaixo:
Corpo de Bombeiros, 81 pontos; igrejas, 71 pontos; Forças Armadas, 63 pontos; Polícia Federal, 55 pontos. Depois, pela ordem, vem as menos votadas: meios de comunicação, empresas, polícia, poder Judiciário e outras. Por último, na confiança dos brasileiros, eles, os políticos, com míseros 17 pontos. E ainda tem gente que confia neles.
Bombeiros é aquela instituição sempre ao lado da pessoa, da vida, da ordem. Que monta um verdadeiro aparato para salvar um bebê, ou às vezes, para simplesmente salvar um bichinho de estimação. Estão sempre arriscando suas vidas para evitar um incêndio ou em outras situações de perigo. Bombeiros é a entidade que todos conhecem, pela sua bravura. E que todos respeitam.
As igrejas estão bem no alto no patamar da pirâmide, em razão da fé. O povo brasileiro é religioso, e essa segunda colocação não tem nada de surpreendente. São muitas as religiões, por isso são muitas as igrejas. Mas o Deus de todas elas é um só.
Forças Armadas, na concepção do povo, é a instituição que tem por finalidade vigiar nossas fronteiras, salvaguardar nossas riquezas e proteger a nação de eventuais conflitos, ou mesmo, se for preciso, ir para a guerra. A Polícia Federal ganhou a confiança do povo quando, através investigações da Lava Jato, colocou uma porção de políticos corruptos atrás das grades.
Falando em políticos, a eles um último comentário, mesmo porque estão em último lugar na simpatia do povo. Em Porto Seguro, pouco tempo atrás, eles presentearam a população com um “presente” nada edificante: a Zona Azul, com valores e regras absurdas, diferentes de tudo o que existe em outras cidades do país. E o que mais admira nessa história repulsiva: um monte de vereadores - 17 - e ninguém para protestar. Ninguém para denunciar o escândalo. Foi o protesto da população e a intervenção do Ministério Público Estadual que fez a Prefeitura voltar atrás.
É por essas e outras que, salvo raras exceções, as pessoas não gostam de políticos. Faltam hospitais, escolas, postos de saúde, falta tudo neste nosso Brasil, e vocês sabem o motivo. Câmara de Vereadores por exemplo. Pra quê?"
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0 # Alerta da Uesc à populaçãoUniversidade Estadual de Santa Cruz 30-10-2019 18:38
“Desde o final do mês de agosto diversas manchas de óleo (petróleo cru) têm aparecido nas praias do nordeste brasileiro. No Estado da Bahia, as últimas informações (30/11) apontam óleo atingiu desde o litoral Norte do Estado até à região de Abrolhos, com identificação de camadas espessas de óleo no mar, poluindo praias, estuários e manguezais, já sendo considerado o maior acidente ambiental da Bahia. Na Costa Cacau, Sul da Bahia, as manchas já atingiram vários munícipios, impactando recursos hídricos, biológicos e a economia local.
A Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) se solidariza com a comunidade local e informa que está mobilizando seus recursos técnicos e humanos para apoiar ações de informação, monitoramento e mitigação dos impactos sociais e ambientais nas áreas atingidas.
O petróleo e seus derivados possuem substâncias químicas com diferentes graus de toxicidade, com destaque para os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (hpa). Em nossas atividades cotidianas podemos ficar expostos, em diferentes situações e concentrações, como no manuseio de solventes, postos de combustíveis ou mesmo acidentes com estes produtos.
Porém, no caso do petróleo cru liberado em grandes quantidades no ambiente, tanto a diversidade, como a concentração destas substâncias pode atingir níveis muito elevados, com a presença centenas de compostos químicos como os hidrocarbonetos aromáticos e alifáticos, além de outras substâncias como metais. Quando este material entra em contato com a água, o ar e a luz reage, liberando substâncias parte destas substâncias, algumas muito tóxicas, que podem provocar danos severos à saúde de pessoas, animais e plantas.
Riscos à saúde
Os vapores orgânicos liberados para a atmosfera se inalados podem provocar dificuldade para respirar, provocar dor de cabeça, náuseas e confusão mental. A ingestão acidental pode causar dores abdominais, vômito e diarreia. O contato com a pele pode provocar irritação, dermatites ou queimaduras.
Trabalhadores, gestantes, crianças e idosos são os grupos de maiores riscos para intoxicação aguda ou crônica. Gestantes e crianças NÃO devem participar de atividades voluntárias para limpeza das praias.
Portanto, NÃO entre em contato com o material, evite manipular ou permanecer próximo às manchas. Faça fotos, vídeos e encaminhe para a Marinha, o Corpo de bombeiros, o Ibama, o Inema ou a prefeitura municipal, que irão destinar equipe ao local para tomar as devidas providências.
Se houver contato com o material, a orientação é utilizar óleo de cozinha para facilitar a remoção e lavar o local com água corrente e sabão, até remover todo o material da pele. Em caso de mal estar, reação alérgica, ou ingestão incidental, procure um serviço de saúde.
Neste momento de incertezas, não é possível afirmar que seja seguro entrar na água, uma vez que muitos componentes solúveis do petróleo permanecem mesmo após a retirada do óleo. Banhos e demais atividades devem ser evitados.
Se encontrar animal contaminado (vivo ou morto) não toque no animal. Entre em contato Imediatamente com o Ibama para receber as instruções de acordo com a situação. No caso de interesse em participar como voluntário de uma ação, procure grupos já organizados, que irão orientar e fornecer os equipamentos de proteção individual necessários.
Para mais orientações procure:
- Centro Informações e Assistência Toxicológicas Da Bahia (Ciatox-BA/Ciave) tel. 0800 284 4343
- Corpo de Bombeiros – tel. 193
- Inema Unid. Ilhéus – 73 3689 1086/Itabuna – 73 3215 5472
- Ibama 073 3632-7065 - 0800 618 0080
- Marinha do Brasil – 185”
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0 # Contenção do óleoConsórcio Nordeste 30-10-2019 18:03
“Manchas de óleo nos convocam à ação: o Brasil não pode esperar mais! O Nordeste vem sofrendo, desde o dia 30/10/19, com um crime ambiental sem precedentes que não vem, no entendimento dos Dirigentes Estaduais de Meio Ambiente do Nordeste, organizações da sociedade civil, centros de pesquisa e pelo Ministério Publico Federal, sendo combatido e mitigado como deveria pelo Governo Federal e seus órgãos competentes.
Infelizmente trata-se da maior tragédia ambiental dos mares em toda a nossa história. Com praias, estuários, manguezais, ribeirinhos e populações profunda e terrivelmente afetados, é urgente que haja mobilização de recursos financeiros, políticos e científicos para a imediata retirada do óleo de nossas praias e para barrar a chegada de novas manchas ao nosso litoral.
O que eram ‘apenas’ manchas de petróleo que atingiram a costa da Paraíba, logo se tornaram o maior desastre ambiental da costa brasileira. Até então, nossos Estados já retiraram do mar ou das praias mais de 5 mil toneladas do óleo. Foram atingidos 9 estados, mais de 100 municípios, e quase 300 localidades e pelo menos 14 unidades de conservação numa faixa que se estende por 2.500 Km. Tais áreas constituem ecossistemas de rica biodiversidade e berçários da vida marinha, sendo fonte de renda para mais de 144 mil pescadores artesanais, pequenos comerciantes e importante polo turístico nacional.
Para enfrentar tamanha tragédia, o Consórcio Nordeste entende que é preciso colocar em operação o PNC - Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por óleo, que até o momento não fora totalmente efetivado. Isso só se dará de forma concreta se o Governo Federal se dispuser a uma gestão integrada da crise com total transparência nos dados e ações, inclusive com apoio da marinha brasileira, universidades e demais pesquisadores para a definição de metodologias para identificação da origem do óleo e efetivo monitoramento dos impactos a longo prazo.
Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste Consórcio Nordeste Papel fundamental nessa arquitetura de combate a tal crime deve ser cumprido pelo CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente, que até o momento não se reuniu nem fora convocado. Exige-se, portanto, que o CONAMA se reúna em caráter extraordinário e de urgência, dada a delicada situação do país. A participação de representantes de governos e da sociedade civil é fundamental para o conhecimento e enfrentamento de todos os aspectos da situação.
Alertamos, ainda, que é preciso orientar municípios e Estados na destinação adequada dos resíduos coletados para evitar contaminação posterior, inclusive estimulando o aproveitamento desse óleo na chamada bioeconomia. Da mesma forma, centros de pesquisa científica precisam ser fortalecidos e apoiados a fim de buscarmos soluções e compreendermos o tamanho da tragédia.
O Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste, em acordo com as leis que o conceberam e por ser resultado dos governos e sociedade dos 9 (nove) Estados que o compõem, dedica-se na articulação de todos os esforços de seus entes consorciados, inclusive criando um grupo de trabalho para acompanhamento permanente, troca de informações, ações conjuntas e busca de investimentos para mitigação dessa tragédia.”
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0 # Marinha e manchas de óleoAscom Comando do 2º Distrito Naval 22-10-2019 18:14
"Desde o início de setembro, o Brasil combate uma nova ameaça, a contaminação por óleo no litoral do Nordeste. O evento é inédito na história do País, pela extensão geográfica da incidência e pela duração no tempo. Cerca de 2.250 km de extensão de nossas costas foram atingidas, em algum momento nesse período. O óleo cru, que sabemos não ser produzido ou processado no Brasil, causa grande impacto em nossa biodiversidade e traz prejuízos socioeconômicos às localidades atingidas.
Os incidentes de poluição por óleo no litoral do Nordeste foram acompanhados pela autoridade Marítima desde o início, por intermédio da Diretoria de Portos e Costas e dos Comandos do 2º, 3º e 4º Distritos Navais, em particular pelas Capitanias dos Portos, Delegacias e Agências. Navios e aeronaves da Marinha do Brasil foram direcionados ao esforço de busca das manchas ainda no mar, para prevenir a chegada ao continente, mesmo sabendo da dificuldade da missão, pois a poluição se difunde abaixo da superfície do mar e não é detectável por imageamento satélite e esclarecimento visual, aflorando apenas muito próxima à costa. Os diversos esclarecimentos aéreos realizados pela sempre presente Força Aérea Brasileira, IBAMA e a própria Marinha assim têm demonstrado.
A Marinha do Brasil tem consciência de sua responsabilidade e da importância da sua contribuição. A instituição está integrada ao Grupo de Acompanhamento e Avaliação, ora estabelecido no Comando do 2º Distrito Naval, somando esforços com o IBAMA, ANP e a Defesa Civil, desempenhando as atribuições de Coordenador Operacional, por intermédio do Comando de Operações Navais.
Em 18 de outubro, após um dia intenso de muito trabalho, conseguimos recuperar importantes praias turísticas do litoral pernambucano, minimizando os danos ao meio-ambiente. Agentes do IBAMA, ICMBio, PETROBRAS, dos estados e municípios, voluntários, marinheiros e fuzileiros navais integraram-se no esforço de limpeza de praias nos litorais da Bahia, Alagoas e Pernambuco, desde o alvorecer até depois do pôr do Sol. O esforço coordenado desses órgãos, a despeito das dificuldades, e a ação de voluntários já recuperaram a maioria das praias, coletando mais 525 toneladas de resíduos, os quais precisarão ser adequadamente destinados, conforme a orientação técnica da Autoridade Ambiental.
Paralela e simultaneamente à coordenação e execução das ações de resposta, a Autoridade Marítima brasileira também trabalha para elucidação dessa grave ocorrência, mobilizando seus especialistas na Diretoria de Portos e Costas, no Centro Integrado de Segurança Marítima, no Centro de Hidrografia da Marinha e no Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira.
A investigação em andamento também conta com imprescindível colaboração de universidades, centros de pesquisa, Polícia Federal, além de Participação da Marinha do Brasil no Incidente de Poluição Ambiental no Litoral do Nordeste do Brasil instituições estrangeiras, como a Organização Marítima Internacional, a Guarda Costeira dos EUA, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica do Departamento de Comércio dos EUA, dentre outras. Apesar de toda a complexidade que caracteriza esses terríveis incidentes – verdadeira agressão criminosa ao País, a Marinha está inteiramente comprometida com a elucidação dos fatos.
No momento, em todo o litoral brasileiro, registra-se apenas a região de Cabo de Santo Agostinho-PE com resíduos de óleo, com ações de resposta em andamento. Pelo desconhecimento da origem do incidente, não se pode determinar por quanto tempo ainda persistirão as ocorrências de manchas no litoral do Nordeste, apesar de todo o esforço desenvolvido nesse sentido. Por isso, é fundamental que as equipes mobilizadas permaneçam alertas, para a pronta atuação. A Marinha do Brasil e seus integrantes seguem firmes no propósito de cumprir suas obrigações e conscientes da importância de sua contribuição para a sociedade brasileira."
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0 # Qual polícia para o Brasil?Reginaldo de Souza Silva 14-10-2019 16:20
“O Relatório da Human Richts whach 2019 revela que no ano de 2017 tivemos cerca de 64 mil homicídios, 4.539 mulheres foram assassinadas no Brasil, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e mais de 1,2 milhão casos de violência doméstica estavam pendentes nos tribunais, 367 policiais em serviço e de folga foram mortos. Policiais em serviço e fora de serviço mataram 5.144 pessoas, 20% a mais do que em 2016. A violência praticada e a que estão expostos, o estresse, conflito institucional, assédio moral levou, em 2018, a 104 suicídios, segundo anuário de Segurança Pública 2018.
No Brasil temos 812.564 presos, segundo o Banco de Monitoramento de Prisões, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Desta população, 41,5% (337.126) são presos provisórios – ainda não condenados. Em todo o país há 366,5 mil mandados de prisão pendentes de cumprimento, sendo (94%) de procurados pela Justiça. Os demais estão foragidos.
Em 2018 eram 704.395 presos para uma capacidade total de 415.960, um déficit de 288.435 vagas e, considerando os presos em regime aberto e os que estão em carceragens da Polícia Civil, o número passa de 750 mil. Menos de 15% dos presos têm acesso a oportunidades educacionais ou de trabalho; e, nos centros socioeducativos abrigavam 24.345 adolescentes em conflito com a lei em muitas unidades que se assemelham ao tratamento e estrutura de presídios.
Mais de 140 repórteres foram intimidados, ameaçados e, em alguns casos, fisicamente agredidos durante a cobertura das eleições 2018, concluiu a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Centenas de professores são agredidos pela violência policial no Brasil em protestos e lutas em defesa da qualidade da educação, pela não redução de direitos sociais da população, por democracia e respeito.
Constata-se o desrespeito às pessoas com deficiência, aos indígenas, quilombolas, moradores de morros, favelas e bairros periféricos. Dezenas de casos de ameaças e ataques contra lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros. Conflitos relacionados ao meio ambiente e à terra. Política interna e externa reforçando a xenofobia, a violação dos direitos humanos, como por exemplo, a diplomacia brasileira em relação à Venezuela, valorização do uso de armas e exportação das mesmas reforçando conflitos internacionais.
Parafraseando Erthal e Haidar, precisamos de uma nova polícia. Esta é ineficaz e herda e mantêm vícios e valores da ditadura militar, autoritarismo, arbitrariedade e violência extrema. Seus valores, quantidade ao invés de qualidade, violência com o uso ilegítimo ético e moral da força, despreparada para servir o cidadão e não à guerra, intervir e mediar conflitos. A quem interessa este modelo de polícia? Cópia frustrada auxiliar e reserva das Forças Armadas!
Que polícia para o Brasil? Segundo Cavalcante, 2019, vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, a população quer crimes solucionados com provas irrefutáveis, investigações bem-sucedidas, refutando as ações condenáveis e ineficientes. Nosso modelo colonial e concepção de polícia são do século XIX a serviço do Estado e não da sociedade, os comandos das Policias Civil e Militar disputam o poder em ministérios e nos executivos estaduais.
Exemplos de eficiência da polícia temos em vários países do mundo, refletindo respeito ao cidadão, organização, formação adequada com apoio das ciências e de profissionais das várias áreas como psicologia, física, história, antropologia, matemática e sociologia. A polícia não terá sucesso sem um perfil adequado dos profissionais, formação inicial e continuada, nível mínimo de escolaridade médio e superior, crescimento profissional por mérito, equipamentos modernos, carreira única, salários dignos, respeito a hierarquia e, principalmente a cada homem e mulher em serviço. Policiais são seres humanos e não robôs para cumprir unicamente ordens! Precisam garantir sempre sua saúde mental e física.
A falsa ilusão de disciplina tem levado políticos inescrupulosos, comandantes de polícias, governadores e presidente a atribuir às polícias funções que não são delas, como se fossem salvadoras da pátria. Agora coordenam programas de rádio, fazem campanhas diversas, dirigem escolas etc.
O que falta mesmo é cumprirem a função constitucional conferida a elas: ‘Art. 144 - é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio; § 4º ... civil - as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares; § 5º Às militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública. Qual polícia para o Brasil?”
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0 # FeminicídioAdilson M. de Negreiros 10-10-2019 16:15
"Em entrevista, o secretário de Segurança explicava: os índices de criminalidade estão caindo. Em todas as áreas: roubos, assaltos, roubo de carros, de carga, e até nos homicídios o índice está caindo. E fez a ressalva: só não estamos conseguindo conter o crime de feminicídio.
E a conclusão é óbvia, o Secretário nem precisou expor a razão: esse tipo de crime - hediondo, covarde - via de regra é praticado dentro de casa e, o mais das vezes, dentro da casa da própria vítima. O que dificulta sobremodo o trabalho da polícia de evitar a tragédia.
Nos crimes de roubos e homicídios a polícia de grandes cidades, como Salvador por exemplo, na medida do possível, até que está fazendo um bom trabalho: policiamento ostensivo nas ruas - o que inibe a ação dos bandidos - e estrutura moderna para o trabalho investigativo. O cidadão ainda se sente inseguro, mas a realidade é crua: o universo da bandidagem é grande, e a tendência é que fique cada vez maior.
O feminicídio, ao contrário, é praticado dentro de casa, do apartamento ou na zona rural. Para o covarde - namorado ou marido da vítima - nada mais adequado do que um cenário como esses, isolado, para perpetrar a sua covardia
Mortes anunciadas vão continuar acontecendo. Tereza, Luiza, Maria de Lourdes, Iracema e milhares de outras foram mortas porque queriam o fim da relação. Foram mortas porque se recusaram ser agredidas, violentadas, violadas, em seus direitos mais elementares.
Estupradas, mutiladas, assassinadas por namorados ou maridos, mulheres morrem e vão continuar morrendo, barbaramente, todos os dias no Brasil. E quase sempre, como frisei, em lugares ermos. Longe dos olhos do mundo e, principalmente, da polícia.
Esses anti-heróis, todos da mesma índole assassina e covarde, são os tais com “coragem” para matar mulheres indefesas. O raciocínio de todos - absolutamente todos - é o mesmo: não aceitam o término do relação. “Se você não for minha, não será de mais ninguém”.
Sabem que vão destruir a família - mãe, pai, irmãos, parentes da vítima - e também destruir sua própria vida. Mas não estão nem aí. A razão deles é cega. O bom senso, zero. Resumo da insensatez: mais um corpo que cai. E mais um facínora que vai para trás das grades.
Inseguro, frouxo, doentiamente ciumento. O machismo irracional impediu que ele percebesse: aos poucos, foi construindo um muro - alto, intransponível - entre ele e a companheira. Mulher nenhuma quer um valentão ao seu lado. Ela quer um companheiro na acepção do termo. Um homem com quem conversar, com quem trocar ideias, carinhos. Com quem fazer amor."
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0 # Tempo com as criançasVerônica de Souza Santos 24-09-2019 14:14
"Olhar para as crianças é o que nos salva! Este é um daqueles textos que apresentam ramificações no seu desenrolar, por se tratar de um assunto que não cabe exclusivamente nesta coluna, mas que daria temáticas para edições e edições de jornal.
Confesso que o propósito que me coloquei, ao escrevê-lo, pode não ser atendido ao final, mas vale a reflexão, que é o nosso maior objetivo aqui.
A semana passada foi para mim uma das mais atribuladas que tive neste ano de 2019. Minha realidade não é muito diferente de muitas mulheres negras deste país. Eu sou mãe, dona de casa, servidora pública, tenho um doutorado em andamento, atuo em diversas frentes como conselhos municipais, entidades sem fins lucrativos etc. Não se trata de uma tarefa fácil ter que dar conta, e com zelo, de todas as atividades a que me proponho. A maior e mais importante delas, a meu ver: ser mãe.
Num dos dias mais cheios da minha semana, havia uma atividade na escola dos meus filhos. São dois. Um menino e uma menina. Um ano e três meses de diferença de idade entre ambos. A atividade proposta era da turma do meu menino, o mais velho.
Nesse dia, eu dava aula desde às sete da manhã, mas não abria mão de estar presente na atividade dele no horário marcado, o qual para minha felicidade estava disponível na minha agenda. Por se tratar de duas crianças pequenas ainda (4 e 3 anos), eu e meu companheiro não abrimos mão de, quando não juntos, um ou outro participar dos momentos que constroem o processo educacional escolar deles.
O meu pequeno está no grupo 4 e neste ano já começou o processo de decodificação de fonemas e signos linguísticos com a sua professora. A atividade, uma prática de letramento, consistia em duas histórias infantis: O soldadinho de chumbo, conto de fadas escrito por Hans Christian Andersen, e teve sua primeira publicação em 1838; e O lobo e os sete cabritinhos, uma fábula publicada pelos irmãos Grimm.
Todo o projeto tivera, a meu entender, sido construído com base em as crianças aprenderem sobre a história, os personagens, sensações e performances objetivas e subjetivas: uma proposta interessantíssima para crianças que estão iniciando o seu processo de letramento. A culminância do projeto era justamente eles apresentarem as histórias, contando ao público (nós, pais e responsáveis!) aquelas narrativas à sua maneira. Isto envolvia as expressões, a tentativa de atender a um arranjo temporal e mais uma série de constatações que proporcionam às crianças o interesse pelos livros, leitura e toda a sua desenvoltura cognitiva. Participar desse processo é fundamental para nós e para os pequenos. E foi aí a minha surpresa!
Sei da dificuldade que tive de estar ali, pois naquele dia era mais “fácil” estar do que para meu companheiro. E sei que a mesma dificuldade o é para muitos outros pais, mas também sei como poucos percebem e, por isso, não se esforçam tanto para estar presentes a estes momentos. E digo por ser grata à ancestralidade em acompanhar ao máximo as atividades dos meus filhos e ver que muitos não apresentam o mesmo interesse ou não percebem a real necessidade que é invocada ao estar perto deles nestas horas. E isso é tão necessário a eles!
Vi crianças ali que queriam participar, contando as histórias, expressando-se, absorvendo os personagens, mas a ansiedade de ver se seu pai, ou sua mãe, ou alguém seu conhecido estivesse perto era muito maior. E a frustração ainda mais cruel. Vi-os chorar por não ter tido essa presença alimentada. Entristecer ao perguntar à professora pela mãe ou pai não estar ali e até a nos perguntarem se estávamos ali para vê-los.
São alguns minutos! São alguns minutos que fazem uma diferença gritante. Porque, nesses tempos, como disse no título, em que a educação está sendo açoitada, atacada, envolver nossos filhos num processo tão mágico quanto fundamental é algo crucial. E o processo de leitura é mais do que o grande trabalho realizado pelas professoras, é também uma pequena mostra nossa de que a gente está feliz com o passo que ele está dando.
Ressalto, como professora de nível médio e superior, estudiosa na questão do letramento, o papel pioneiro, fundamental e grandioso que NÃO É reconhecido pela massa e é realizado pelas professoras que movimentam a paixão dos nossos pequenos pelas letras e pelos números nos seus primeiros anos escolares. A “tia”, como meu pequeno a chama e que não cito aqui o nome por não ter permissão, mas quem sabe que sou muito grata e homenageio, desenvolve um trabalho mais que desbravador. Um trabalho especial e, ao mesmo tempo, muito significativo para eles.
Sei que minha condição de dar a meus filhos acesso aos livros por termos uma quantidade significativa de livros em casa faz uma diferença particular. Mas sei mais ainda que a atenção dada a eles é, sem sombra de dúvida, muito mais importante. E esta atenção é aquele tempo que ficamos no celular, na televisão e que, mesmo sabendo da nossa necessidade de lazer, devemos levar em conta a necessidade de afeto que eles requerem. Se fazemos isso hoje, amanhã colheremos indivíduos sadios psicologicamente, menos alienados, mais parceiros. Uma vez que lhe damos atenção, que nos relacionamos diretamente com ele, por meio de oportunidades como estas propostas pela escola, garantiremos que no futuro eles oxigenarão as relações pessoais e profissionais com respeito, solidariedade, cuidado e zelo com o outro, qualidades/necessidades de que tanto carecemos hoje em nosso meio.
Portanto, pai, mãe, familiar, sei do quanto a atribulação diária nos impede de sermos mais atentos com eles, mas é só uma questão de nos reeducarmos diante do que consideramos importante, quando muitas vezes é supérfluo. Agindo assim, logo encontraremos uma horinha para brincar com eles, jogar bola, brincar de boneca, ouvi-los, RES-PEI-TAR o seu direito de crescerem sadios e vivos. Olhar para nossos pequenos é uma forma de olhar para as nossas mais importantes produções, olhar para nós mesmos. Se fizermos isso, estamos, sem dúvida alguma, redirecionando as velas de um barco que tem naufragado no mar da vida e impedido que muitos tenham um percurso de sucesso, com menos estigmas, menos transtornos e mais valorização."
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0 # Obrigado, Jornal do Sol!Hallily Suzzah 24-09-2019 13:51
"Agradeço de coração a importância que vocês estão dando à minha trajetória. Me faz sentir honrado! Principalmente por eu ser praticamente filho de Porto Seguro."
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0 # Ponte Salvador - ItaparicaKadu Torres 18-09-2019 16:40
"Salvador, primeira capital do Brasil, pode ter uma ponte que vai gerar muitas vantagens. Porto Seguro, cidade onde o Brasil nasceu, não. Onde está a querência dos órgãos responsáveis?"
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0 # “H” maiúsculoAdilson de Negreiros 27-08-2019 17:07
“Existem passagens tão marcantes e nostálgicas na vida que a gente não esquece, jamais. Essa aqui é uma delas. Na minha rua só existiam casas. Até parece que o progresso ainda não havia chegado ali, porque nas ruas próximas se erguiam edifícios altos, de 15, 20 ou mais andares.
O portão da minha casa era imediatamente ao lado do portão dos meus vizinhos André e Maria Clara. Excelentes vizinhos e pais amorosos, sempre carinhosos com os filhos e sempre presentes. Eu era solteiro, então, mas aprendi muito com eles.
Tinham três filhos: Márcia de cinco anos, Rafael estava completando três naquele dia, e a caçulinha, cujo nome me esqueço, ainda não completara um aninho. Como éramos vizinhos muito próximos, eu vivia me encontrando tanto com os pais quanto com as crianças. Um vínculo muito edificante e prazeroso nasceu ali. Me considerava um privilegiado por ser amigo de pais e filhos tão especiais.
Para do aniversário de Rafael, fui convidado. Havia diversas mães com seus respectivos filhos e a algazarra era geral. Tomava o meu whisky em um dos cantos da sala, ao lado do anfitrião, André, apreciando a alegria das crianças. Maria Clara, a mãe do aniversariante, não parava um minuto, ultimando os preparativos para o “Parabéns a você”.
Foi nesse momento que uma das mães, filha nos braços, alto e bom som para que todos ouvissem, perguntou para a menina:
- O que você vai ser quando crescer, Juliana?
- Médica! – Respondeu a filha, graciosa e pausadamente.
Logo outra mãe não se fez por esperar. Também com o filho nos braços, indagou:
- Diga para eles, Leonardo. O que você vai ser quando crescer?
- Engenheiro – respondeu o menino, sem hesitação.
Uma terceira mulher se aproximou de André. Ele estava com Rafael – o aniversariante - no colo e a tudo assistia. Aquela senhora, que deveria ser mãe de uma das crianças ali presentes, perguntou a ele, André, pegando na mão do menino:
- O que esse garoto vai ser quando crescer?
Ana Clara, atarefada, mas ouvidos bem atentos foi quem respondeu:
- Ele vai ser um filho bom, carinhoso e um cidadão de bem.
Houve um huuum de aprovação. Mas a mulher, não satisfeita, voltou a perguntar para o pai, agora num tom mais baixo;
- O que o Rafael vai ser quando crescer?
- Homem! – ele respondeu, com a firmeza de quem sabia o que estava dizendo.
- Mas como homem, André, se Rafael já é um homenzinho? E bem bonito!
- Você acha, Andréa, que para ser homem basta ter bigode, vestir calça comprida e falar grosso?
Para incredulidade dos convidados e da própria esposa, ele indagou:
- E os feminicidas, os estupradores e os traficantes, você acha que eles são homens?
Ele mesmo conclui:
- Não, Andréa, não são homens nem com 'h' minúsculo. Eles são a escória, o bagaço da sociedade."
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+1 # Agradecimento ao Jornal do SolSérgio Couto 26-08-2019 16:51
“Temos que agradecer ao Jornal do Sol que vem acompanhando nosso Grupo da Ordem dos Músicos da Bahia, nossas dúvidas, metas e vontades de transformar a gestão da cultura do município em algo bem mais justo e digno. E, quanto à nossa classe dos músicos, estamos nos preparando para que, mesmo sem apoio do governo, algo que buscamos e almejamos, possamos ser respeitados. Estamos nos organizando. Obrigado, Jornal do Sol.”
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0 # Prisão preventivaRogério Cury 23-08-2019 19:56
“Num Estado Democrático de Direito, a liberdade deve estar garantida como anteparo do cidadão e, em hipótese alguma, pode sofrer violações indevidas, frutos de decisões genéricas, violadoras do princípio da motivação das decisões judiciais, sob pena de instalar-se um regime de exceção. Em especial, a prisão preventiva deve ser avaliada com extrema cautela e aplicada, de fato, como a extrema e ultima ratio.
Malgrado a criação das cautelares diversas, com a entrada em vigor da Lei 12.403/2011, e a criação (ainda que demorada) da audiência de custódia (Resolução 213/2015–CNJ), a decretação da prisão preventiva continua seguindo padrões alarmantes e desproporcionais, ignorando-se tratados internacionais, dos quais o Brasil é signatário, além do próprio entendimento dos Tribunais Superiores. Não por outra razão, referidos tribunais encontram-se constantemente abarrotados com ações impugnativas de habeas corpus que, no mais das vezes, concedem no todo (para revogar a cautelar) ou em parte (para substituir a cautelar por outra(s) menos gravosa) o writ.
Importante ressaltar que a preventiva, com muita frequência, vem sendo substituída pelas cautelares diversas, o que é comemorado por muitos. Contudo, se faz necessária uma reflexão técnica sobre o tema. Sendo a medida cautelar gênero das quais são espécies a preventiva e as cautelares diversas, é certo que todas demandam o binômio necessidade/adequação.
Em outras palavras, a base comum para a decretação da prisão preventiva ou das cautelares diversas é a necessidade. E justamente nesse ponto que ousamos dizer que há manifesto equívoco, que decorrem em especial das recorrentes decisões judiciais que revogam a prisão preventiva, sob o fundamento da inexistência da garantia da ordem pública, da ordem econômica, da conveniência da instrução criminal e da aplicação da lei penal, ou seja, afastando a necessidade da medida cautelar, mas aplicando as cautelares diversas.
Ora, se o Poder Judiciário afasta o requisito ‘necessidade’ (art. 312, CPP) para a revogação da prisão preventiva, naturalmente afasta a própria cautelaridade ou, ao menos, os requisitos previstos em lei para a sua aplicação, presentes no artigo 282 do CPP. De fato, ausente a ‘necessidade’ de preventiva (e aqui vale lembrar que não estamos tratando da proporcionalidade/adequação), inevitavelmente nenhuma outra cautelar diversa (art. 319, CPP) poderá ser aplicada.
Entendemos assim que as cautelares diversas da prisão só devem ser aplicadas, ainda que em substituição à prisão preventiva, caso esteja presente o periculum libertatis. Nesse contexto, torna-se inconcebível a revogação da prisão preventiva - ao argumento de que não estão presentes os requisitos do artigo 312 do CPP -, e a decretação de cautelares diversas, sobretudo porque, no ponto, também estariam afastados os requisitos do artigo 282, I do CPP, que possui a mesma base legal.
Para além do aspecto excepcional, há que se considerar ainda que as medidas cautelares devem ser revistas frequentemente, cabendo ao Judiciário reapreciar sua necessidade e proporcionalidade, avaliando sua revogação ou relativização.

Nesse sentido, o protocolo I da Resolução 213/2015 – CNJ confirma igualmente a natureza temporária das cautelares diversas, bem como reconhece que a monitoração eletrônica é a medida mais grave, não podendo ultrapassar o período de seis meses.
O quadro reflete, infelizmente, a usual aplicação de medidas cautelares pessoais, de toda a ordem, sem a preocupação de revisitação quanto a manutenção de sua necessidade e/ou (re)adequação, matéria que devemos refletir e discutir com mais profundidade no Brasil, para que assim tenhamos o cumprimento integral de todas as normas internas, além daquelas previstas em tratados e convenções internacionais.”
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0 # Convite Roda de DiálogoInstituto Sociocultural Brasil Chama África 17-08-2019 13:20
“O Instituto Sociocultural Brasil Chama África, em parceria com o Coletivo de Terreiros da Costa do Descobrimento tem a honra de convidar para a Roda de Diálogo com os Povos de Terreiros da Costa do Descobrimento, com o debate trazendo o tema Ancestralidade e Tradição de Matriz Africana, levando a religiosidade matriz africana a uma dimensão maior, além da prática litúrgica dos ritos de fé. A vivência dessa tradição forma o “ethos”, incorporando o legado da ancestralidade africana, incluindo língua, música, cosmovisão, perspectiva cultural expressão corporal, técnica de comunicação, o corpo literário de herança intelectual transmitindo oralmente entre gerações.
Será no dia 23 de agosto, das 10h às 17h, no Unzo de NKosi Raiz Amburaxo Casa de Pai Junior, Rua Trancoso, Porto Seguro. Em pauta estarão: articulação com a Suppir, Setur, Sepromi, Secult, institucionalização dos terreiros, escuta da experiência do Terreiro Matamba Tombenci de Ilhéus, com Marinho Santos e organização da Terreirada 2019.”
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+2 # Restinga de Santo AndréProjeto Maré e Instituto Géa 16-08-2019 15:26
“A vegetação de restinga rasteira protege as encostas da erosão, regula o avanço das marés e é o ambiente primordial para a segurança dos ninhos das tartarugas marinhas. A restinga é classificada como Área de Preservação Permanente (APA) protegida por lei ambiental (Resolução Conama nº 303/2002 e Lei Federal nº 11428/2006) e não pode ser arrancada, modificada, pisada e/ou servir de apoio para mobiliário ou áreas de sombra.
Principalmente após as altas marés de julho, as ramas finais da restinga merecem todo nosso cuidado, pois dessa preservação depende sua recuperação. As ramas finais podem parecer “mortas”, mas devem ser preservadas até a plena recuperação da vegetação.
Se você tem uma propriedade à beira mar, cuide para que a restinga à frente seja bem conservada. Essa é uma responsabilidade prevista por lei. Se você aluga sua casa, informe seus inquilinos sobre esses cuidados, pois podem não ter previamente esse conhecimento. Se você tem um empreendimento à beira da praia, cuide para que seus funcionários estejam bem orientados e que estas informações sobre preservação estejam afixadas em local visível.”
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+1 # Pequenos detalhes!Reginaldo de Souza Silva 03-08-2019 16:21
"O que é a vida? Diariamente centenas ou milhares de vida em todo o mundo são tiradas, muitas sem nenhum motivo aparente. Outras não são valorizadas! Em um mundo em que o ter vale mais do que o ser, em que a aparência vale mais do que a essência, onde os valores, a ética não tem mais sentido, são mutáveis, dependem da hora e do momento.
Todas as manhãs milhões de pessoas se dirigem ao ambiente de trabalho buscando os recursos necessários para a sua sobrevivência. Muito(a)s os fazem em áreas, ocupações que não lhes dão prazer, é apenas um meio de sobrevivência. Outro(a)s através dos estudos acreditam que podem mudar de vida, auferir mais lucros, encontrar um sentido na vida.
Como explicar que buscamos a felicidade e muitas vezes levamos a maldade, propiciamos tristezas? A barbárie chegou a um limite que a vida, a fé, a esperança viraram mercadoria. Cada um tem a que pode pagar!
Buscar o sentido da vida significa buscar o que nos traz sentido, porque lutamos, para quem! Como compreender a falta de um simples, sorriso, de um bom dia ou boa noite, de um obrigado, de uma desculpa, de um compartilhamento de sofrimentos? Pequenos detalhes!
Na vida homens matando, violentando mulheres, assassinando filhos, mães, pais e amigos! No trabalho uma competição, uma falta de ética, será o adoecimento social? A desvalorização da vida?
Para muito(a)s um bom dia ao porteiro, a empregada, ao motorista,ao padre, pastor, pai de santo, rezadeira quando saímos de casa e chegamos em nosso trabalho, um sorriso do(a)s filho(a)s, um abraço, um aperto de mão, um até mais e até mesmo evitar sofrimentos e dividir a dor de muito(a)s que até desconhecemos!
Mas, como dizem: a vida não pode parar! Um pequeno abraços no esposo(a), na companheira, um obrigado, bom dia, boa noite, conte comigo! Um biscoito, um suco, uma água, uma fruta, uma flor, uma passagem de ônibus, um apenas ouvir o que pensa e sente o colega de trabalho, de estudo, da luta diária!
Tenho observado que pequenos detalhes ao comemorar o aniversário, ao se despedir de quem amamos por não trabalhar mais conosco, não viver mais esta vida, não compartilhar as desavenças da vida, as ideias, as concepções políticas, religiosas, de opção sexual e de vida!
Porque envelhecemos não significa que perdemos o valor! Jovens que encaram a vida como apenas a busca do sucesso! Direções, Chefias, coordenações que não buscam propiciar um ambiente saudável e harmonioso, cada um é apenas uma peça no tabuleiro!
Chegamos a um momento da vida social que muitos tratam pessoas com problemas mentais como seres descartáveis, como caso de policia. Famílias os abandonam, outras acreditam que é um problema específico daquela família, daquela pessoa!
Cada um dá o que pode e o que quer! Jamais saberemos plenamente o quanto podemos dar, não apenas objetos, estes podem ser descartáveis! Amor, respeito, solidariedade, partilha, sentir a dor e a alegria do outro. Ao receber com todo o carinho um doce, um bolo e responder não estão bons, está “solado”! Muitas vezes nossas vidas não estão boas no ambiente de trabalho, de estudo, da família, social e religioso. Podem ser apenas Pequenos detalhes!"

Prof. Dr. Reginaldo de Souza Silva é coordenador do Núcleo de Estudos da Criança e do Adolescente - NECA/UESB
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0 # Amazônia e os politicamente expostosAcelino Bastos 31-07-2019 22:00
Estamos vivendo a Era que preenchemos o vazio com “nada.” Na politica brasileira não é diferente, a polaridade se limita a troca de farpas.
De um lado criou-se figuras míticas, que precisam ser retroalimentadas de proezas para que a sociedade brasileira não descubra que são personagens, eles não existem. Do outro lado encontramos uma oposição irresponsável e truculenta, que está aposta para bloquear qualquer coisa que não leve sua logomarca.
A Amazônia ganhou por estes dias destaque na mídia nacional quando o Ministro da Educação Abraham Weintraub, em férias, jantava com sua família na paradisíaca praia de “Alter do Chão”, próxima a cidade de Santarém/PA, quando passou a ser instigado por um grupo de estudante, houve bate-boca.
Ai está o cerne da questão, até onde termina o Ministro e começa o cidadão Abraham Wintraub; as Pessoas Politicamente Expostas no Brasil não podem se dar ao luxo de serem pessoas comuns como acontece nos países desenvolvidos, que podem se misturar ao povo, apanhar metrô, ônibus, comer em restaurantes, fazer uma selfie. O outro fato que chamou a atenção dos brasileiros, foi a fala do Presidente Bolsonaro: “ O Brasil é uma virgem que todo tarado de fora quer...”, ao falar sobre a Amazônia.
Todos nós sabemos que ele, Bolsonaro, não faz uso de nenhum filtro ao falar, não faz porque não quer, não vejo humildade neste gesto, ao contrário enxergo essa postura com um profundo desatino, tipo, “falo o que eu quiser, não gostaram?, se lixem”. Qualquer frase, palavra de uma Pessoa Politicamente Exposta como ele, pode significar menos convênios, parcerias, bloqueio de verbas internacionais a serem aplicadas na conservação da própria região.
Sr. Presidente, como caboclo amazônico que sou, posso lhe garantir, a Amazônia não é mais virgem há muito tempo; agora não se demonstra soberania nacional devastando. Os grandes projetos trazidos para o pulmão do mundo, geraram poucos empregos e tributos, deixaram somente enormes crateras.
Monoculturas devastaram grandes áreas, concentram renda em poucas pessoas e comprometeram o solo. A saída é o agronegócio e a cultura extrativista sustentável, o uso racional do solo, aplicando novas técnicas e tecnologia, diminuindo a necessidade de vastas áreas, produzindo muito mais.
Só como exemplo, uma árvore centenária, transpira mais de 1.000 litros em único dia, agora imagine milhões delas, bilhões de todos os tamanhos, diâmetros. Os rios voadores como são conhecidos esses vapores, tem influência nas chuvas, na produção de alimentos em todo o Planeta Terra.
A Amazônia é do Brasil, mais do que isso, ela é patrimônio da humanidade.
Acelino Bastos é advogado, bancário aposentado e professor
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+1 # Literatura e vidaVerônica de Souza Santos 19-07-2019 18:34
“Inauguro a escrita em colunas de jornais falando de uma das artes que mais me movem: a literatura. Eu, que leciono há quase dez anos, carrego comigo o ledo engano de que aqueles que mais se dispõem a tecer críticas sobre a literatura soubessem da pluralidade que a envolve. Ledo engano: eu disse!
Numa reunião de inestimável apreço, ouvi e fiquei horrorizada com um dito conhecedor da literatura, ao expressar que “essa coisa de ‘literatura negra’, ‘literatura marginal’, ‘literatura feminina’ eram puras invenções! Será que eu ouvi bem? Ouvi. Ouvi e não tive reação para retrucar. Não por falta de argumentos, mas por perceber que não valia a pena debater com alguém que não estava disposto a dialogar e entender a questão.
No entanto, esta ocorrência me levou a pensar que aquele indivíduo não era o único no planeta que pensasse de tal maneira. As pessoas, quando se fecham para a possibilidade de aprender, mais estão ratificando o desinteresse em quebrar tabus e preconceitos do que a saber que a ciência é plural e viva.
Ensinar literatura é uma tarefa que vai além de colocar na cabeça das pessoas que Machado de Assis é o melhor, que Castro Alves é o maior de todos os poetas, que escritora igual a Cecília Meirelles não tem! Todos esses nomes que aqui citei pertencem a um cânone literário e este pertence a um rol de escolhas que tem remetente muito bem definido: a classe dominante.
Esta mesma classe apaga grandes nomes da nossa história como Carolina de Jesus, Daniel Mundurucu, Cassandra Rios, Eliane Potiguar, dentre outros. Essa mesma elite se ocupou de abreviar a vida de Lima Barreto condicionando-o a não fazer parte de uma Academia Brasileira de Letras porque ele escrevia para o povo, porque ele inaugurou a ideia de que os excluídos, subalternizados deveriam ocupar o espaço de protagonista.
Aproximo-me de Lima quando ele lembra uma Bruzundanga preocupada apenas com a estética parnasiana. Aproximo-me de Conceição Evaristo, quando em seus becos de memória, ela descreve o caminho percorrido pelas minhas (e de muitas outras mulheres negras!) insubmissas lágrimas. Nós que somos o útero desse mundo. Aproximo-me de Sojourner Truth quando ela, muito antes de Marx, nos coloca como o útero da humanidade: o que seria de Cristo sem a intervenção de uma mulher?
Essa mesma classe ainda hoje se surpreende com a foto encontrada recentemente de Machado de Assis: será que o alto poder intelectual do reconhecido bruxo do Cosme Velho não poderia estar contido no corpo de um homem preto e de fenótipos tão pouco finos? Talvez tudo isso doa a quem me ler mais pela dificuldade de reconhecer seus preconceitos do que pela incapacidade de abrir-se para o entendimento do que seja literatura. Os verdadeiramente estudiosos da literatura sequer acreditam em escolas literárias e sabem muito bem o porquê de seu uso.
Voltemos para os bancos escolares, da vida e entendamos que a literatura é tão plural que se permite ser traçada de todas as maneiras, por todos os grupos, por todos os indivíduos. Não nos falta conhecimento, (sei de muitos que, como eu, pregam a pluralidade literária e a defendem no plano teórico da questão!), falta o entendimento de que essa não aceitação beira as vértices do preconceito que impedem de aceitar que algo tão sofisticado possa estar em todos os lugares independente de classe, raça, gênero, credo ou da nossa vã filosofia!”
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+1 # Fake newsCondes-Fotós Imago Lab 19-07-2019 18:05
"Mais de 2,3 bilhões! Esse número gigantesco equivale a quantidade de internautas que utilizam a rede social Facebook mensalmente, segundo dados divulgados pela empresa, em 2018. Além da rede social, seu império também contempla as plataformas WhatsApp, Instagram e Messenger, ultrapassando o número de 2,6 bilhões de usuários. Portanto, em questão de segundos, bilhões de pessoas postam e compartilham um número quase incontável de informações. Todavia, se é impossível controlar tamanha expansão de dados, também é impossível conter as inverdades compartilhadas.
Uma pesquisa divulgada pelo Kantar Media, em 2018, constatou que as mídias sociais são a fonte de notícias com menor confiança do público, apenas 33% de aprovação. Apesar disso, em 2016, uma pesquisa do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT) ressaltou que as informações falsas, as chamadas fake news, têm 70% mais chance de viralizar que as notícias verdadeiras. Assim, embora muitos não confiem nas redes sociais, simplesmente, eles repassam aquilo que recebem, apesar de não estar certos de sua veracidade, nem ao menos de saber seu conteúdo. É o que afirma o resultado de outra pesquisa, também de 2016, divulgada pelo Instituto Nacional da França, segundo a qual 59% dos links compartilhados no Twitter não foram sequer nem clicados.
“Embora um bom número de internautas não confie nas mídias sociais, muitos acabam compartilhando determinadas informações, não por acreditarem no que divulgam, mas pelo desejo de que aquilo seja verdade. Afinal, muitas vezes, a notícia falsa é, simplesmente, espetacularizada e manipulada de acordo com os desejos do público; explicando-se, assim, a propagação de tantas fake News pelas redes”, disse o pesquisador e especialista em imagens há mais de 30 anos, o professor doutor Jack Brandão.
Ele acredita que a fotografia tem um papel fundamental nesse processo: “Pelo fato de a imagem fotográfica ser um ‘registro’ de determinado acontecimento, somos impelidos a acreditar que se trata de uma cópia fiel da realidade: fomos induzidos a acreditar nisso há mais de um século! Esquece-se, porém, de que aquilo que temos é apenas um outro acesso ao mundo real, agora via câmera. Assim, acreditar na verdade fotográfica é puro engano, afinal tais imagens podem ser editadas, descontextualizadas, recortadas, sem que nos atentemos para tais detalhes. Com as mídias digitais, esse abismo se dilata cada vez mais; pois, com a internet, pensa-se que é possível conhecer o mundo pela tela, mas se esquece de que tudo não passa de construções imagéticas elaboradas segundo a visão de seus autores”, ressalta Jack Brandão.
Para a jornalista e mestra em Ciências Humanas, Mariana Mascarenhas, pesquisadora do processo de comunicação, “toda e qualquer notícia divulgada jamais será uma representação do fato ocorrido, pois há uma série de fatores a serem considerados, como a intenção de quem divulga a informação, o olhar de quem apurou a notícia, as estratégias de manipulação, entre outros fatores. Todavia, embora sejam constatações óbvias, muitas vezes, nos esquecemos de tudo isso diante da nossa ‘ânsia’ em acreditar naquilo que é compartilhado. Da mesma forma que o escritor coloca suas impressões no texto, mesmo que implicitamente, o fotógrafo traz para a imagem registrada suas intenções e assim o público nunca terá contato com a realidade em si. Assim, é possível espetacularizar a notícia ou a imagem, torná-las mais emocionantes. Afinal, o que é mais atraente, a publicação de uma discussão entre um casal de famosos que, de fato, possa ter ocorrido, ou uma fake news que divulgue uma agressão entre os dois? Certamente a segunda opção gerará mais audiência”.
Percebe-se, dessa maneira, que conter a propagação de fake news é uma tarefa cada vez mais difícil, pois não se trata apenas de ser enganado, mas de querer acreditar e compartilhar a informação falsa, mesmo ciente de sua inverdade.”
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+5 # Estado soberano ou povo submissoAlessandro Souza de Limar 18-07-2019 15:40
"Agora tudo fica claro, notório e evidente aos olhos do público, as sérias divulgações que o site The Intercept Brasil vem divulgando. Em sua página oficial, o site introduz aos seus fiéis e estimados internautas uma série de diálogos comprometedoras do então atual Exmo. ministro da Justiça e também diretor da Polícia Federal (Sérgio Moro), em conluio com o procurador do Ministério Público (Deltan Dellagnol), desmobilizando a defesa do réu na Operação Lava Jato, operação esta que ficou mundialmente conhecida.
Por lei isto jámais pode acontecer num processo. Acusação e juiz se articulando no processo que envolve o ex-presidente Lula na Operação da Lava Jato. As sérias agressões e uma vasta ruptura de direitos sociais e civis, garantias que foram pactuadas em nossa Carta Magna. A imparcialidade, improbidade do Juiz Sérgio Moro, feriu grosseiramente a isonomia do poder jurisdicional do país. A atuação do então ministro da Justiça (um verdadeiro ator produzido pelo Grupo Globo de televisão) foi abusiva e arbitrária no processo em que a acusação (Ministério Público) auferiu a ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Lula).
‘Tudo e qualquer preso’, Claro. Um verdadeiro espetáculo, uma verdadeira telenovela em horário nobre, televisionado para milhões de pessoas e com duração de filmes sem precedentes, que ultrapassam horas de produções hollywoodianas. Embora o ex-presidente nunca estivesse negado a se apresentar na Justiça do País, presidente este que passou a faixa presidencial com mais de 88% de aprovação dos seus eleitores.
Documentos e/ou provas fraudados sem nenhum compromisso com a verdade, sem quaisquer apurações de sua concretude ou da verdadeira materialidade dos fatos, em acusação que hoje se tornaram uma falácia para os quatros cantos do mundo. Busca de depoimentos, condução coercitiva, delações premiadas de condenados que foram beneficiados pelos seus algozes/carrascos e que não tem nenhum compromisso com a verdade.
Visando a redução da pena, falam o que o MP queria ouvir juntamente com o juiz-político. Enfim, uma série de práticas que estão colocando em xeque as atitudes dos dois órgãos envolvidos. Divulgações de conversas de um (a) presidente (a) da república que nem se quer deveriam ter seu telefone grampeado. Neste caso aqui, quero dizer que o juiz, ao divulgar quaisquer conteúdos confidências que põe em risco a segurança nacional, causando conflitos na sociedade, é crime de segurança interna colocando o povo brasileiro em situação de vulnerabilidade.
Como pode um juiz agir de modo incompatível do que se pede hoje? Pois o referido juiz tinha a pretensão de causar a discórdia entre os cidadãos brasileiros. E não foram só esse os crimes ou abusos que o ministro Sérgio Moro cometeu. Pois ainda quero acreditar que ainda temos instituições sérias com o compromisso com a democracia e que seus membros regidos pela isonomia seguem o ordenamento jurídico, administrativos em cada respectivo órgão.
Dias depois, o Sergio Moro (juiz do processo que o MP instaurou contra Lula), aceitou um cargo público e então foi nomeado ministro da Justiça, por conseguinte diretor da Polícia Federal do governo Bolsonaro, de um governo claramente fascista, sexista, homofóbico e promíscuo, que usa a religião e religiosos como massa de manobra para cobrir o golpe militar, para cobrir sua farsa, uma verdadeira cópia do Adolf Hitler. O Hitler era inteligente e estratégico, ao contrário do Jair Messias Bolsonaro. Este é o presidente a quem o Moro se aliou (filiou-se).
A atitude do Exmo. Ministro vai de encontro aos seus discursos enquanto juiz e à sua inserção perante o julgamento do processo que envolve o processado Luiz Inácio Lula da Silva. Ora, sua imparcialidade foi questionada por diversas instituições do país, uma vez que um juiz de Direito, em plena atividade, não agiu de maneira coerente e compatível com os princípios jurídicos vigentes regulatórios. Mas as ações do então ministro foram de um ator político, isso que ele sempre foi. Todas as suas ações estão sendo submergidas sob um lamaçal. Pois não merecem ter considerações. Suas atividades estão sendo sucumbidas pelos rejeitos que a Vale despejou sob a cidade de Brumadinho e Mariana situadas no estado de Minas Gerais. São as de que me recordo neste momento.
Importante salientar ao povo que, este Estado Brasileiro também é a terra do 'bandido' e ex- senador Aécio Neves da Cunha, aquele que articulou o pedido de Impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, juntamente com seu companheiro, ex-deputado Eduardo Cunha. Ambos agora gozam das mordomias carcerárias, verdadeiros 'condomínios' construídos com verbas dos cofres públicos para bandidos de colarinho branco.
Do fundamento: da incidência e dos abusos cometidos do pelo então ministro da justiça Sérgio Moro, sob o Arts. 134, 135 e 137 do Código Processo Civil que alude a imparcialidade do juiz responsável pelo processo que diz: 'inseparável da figura do juiz é o seu caráter de órgão imparcial. Situado entre e acima das partes, condição primeira é que o juiz exerça atividades na relação processual com integral e manifeste imparcialidade. Pressuposto, pois, da relação processual é a imparcialidade do juiz. Nesse sentido se diz que o órgão judicante deve ser subjetivamente capaz. A incapacidade subjetiva do juiz afeta substancialmente a relação processual. E é ele subjetivamente incapaz, porque suspeito de parcialidade nos casos dos artigos acima supracitados.'
O Art. 134 diz respeito a imparcialidade do juiz, isto é, aquelas hipóteses em que ele, mais do que suspeito de parcialidade, está em situação fora de dúvida ou se apresenta como fora de dúvida. Nessas hipóteses, o juiz está impedido, quer dizer, proibido de exercer funções no processo. Já o Art. 135 do referido Código, tratando propriamente da suspeição, aponta aquelas situações em que 'se reputa fundada a suspeita de parcialidade do juiz'. Quer dizer, achando-se o juiz numa dessas situações, a presunção é a de que ele é suspeito de parcialidade.
Obs: reza dito dispositivo: 'Reputa-se fundada a suspeita de parcialidade do juiz, quanto: I – amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes; II – alguma das partes for credora ou devedora do juiz, de seu cônjuge ou de parente destes, em linha reta ou na colateral até o terceiro grau; III – herdeiro presuntivo, donatário ou empregador de alguma das partes; IV – receber dádivas antes ou depois de iniciado o processo, aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa, ou ainda subministrar meios para atender às despesas do litígio; V – interessado no julgamento da causa em favor de uma das partes.
Desta forma, portando, quero aqui apenas reforçar tudo que já é de conhecimento dos magistrados, bem como da população brasileira e de todo o resto do mundo. Termos em que se pede e espera a toda ordem jurídica legal, o afastamento, a exoneração, a cassação do mandato do 'falso' juiz Sergio Moro agora atual ministro da Justiça, bem como a do procurador Deltan Dellagnol. Neste sentido, priorizem ritos admitidos por lei, sendo assim, a comunidade dos magistrados brasileiros já se manifestaram publicamente sobre atitudes arbitrárias do Exmo. Ministro.
Esperamos ainda que todos os poderes (Ministério Público Federal, Tribunal Regional Federal, Supremo Tribunal Justiça, Supremo Tribunal Federal Procuradoria Geral da República, Ordem dos Advogados do Brasil, Conselho Nacional de Justiça, dentre outros) passem a praticar investigações, julgando de modo imparcial e com isonomia, sem quaisquer tipos de interferências, seja, pessoais e políticas. Do contrário caro eleitor nunca existiu democracia e que se ela existe é efêmera, uma farsa onde a oligarquia usa a seu favor de maneira que permitam a manipular o povo brasileiro. Quem comanda os legisladores são as grandes corporações e o dinheiro ('o mecanismo'). O real passa por Brasília em malas pretas ou nas cuecas dos políticos corruptos lobistas. Mas a trama meus caros, quero dizer, o sistema de corrupção não existe apenas na Câmara de Deputados ou no Senado Federal, a corrupção está também no judiciário. Novidade? Não, não é. Mas não deixe isso se naturalizar."
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0 # Movimento negro, racismo e povos indígenasJúlio César Cardoso 20-06-2019 01:27
“Com todo o respeito – porque agora temos de ter muito cuidado com o que falamos para não sermos tachados de racistas e preconceituosos –, pergunta-se: por que só à comunidade negra o Legislativo Federal abre as suas portas para receber movimentos em prol de seus direitos e conquistas, enquanto a comunidade indígena, a verdadeira dona e titular deste país, é relegada e não tem o mesmo tratamento dos governos e políticos?
Dívida com os negros quem tem é a família portuguesa (imperial) que aqui se estabeleceu trazendo cativos esses seres indefesos, e não os brasileiros cá nascidos. Dívida pretérita, na realidade, temos, porém, com a comunidade indígena, que jamais deveria ser abandonada pelos governos e políticos. Nenhum indígena poderia ficar fora de seu habitat sem a proteção dos governos e políticos, pois este, sim, representa o autêntico titular da nação e que continua sendo expulso de suas reservas.
A comunidade afro-brasileira merece todo o respeito. Mas temos uma dívida muito maior com os povos indígenas, que também precisa ser reparada. Afinal, são os nossos indígenas os genuínos brasileiros de nossas terras muito antes de os negros aqui adentrarem. Os donos naturais das terras brasileiras, os indígenas, jamais poderiam viver em situação de miséria e marginalizados nas grandes cidades. Por exemplo, é comum testemunhar-se a marginalização de povos Kaingáng no Rio Grande do Sul, Santa Catarina etc.
O presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, senador Paulo Paim (PT-RS) declarou que “persiste na sociedade um racismo estrutural que delimita o acesso da população negra a uma efetiva cidadania”. Mas sobre os povos indígenas o senador silencia e não se preocupa, porquê?"
Júlio César Cardoso
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0 # Greve em CabráliaPrefeitura de Santa Cruz Cabrália 18-06-2019 17:20
"A greve anunciada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais - Sinsppor, pega o governo municipal de surpresa e tende a dificultar o relacionamento entre município e sindicato, por causar quebra no elo confiança que vinha sendo construído. Desde o início da sua gestão, o atual chefe do Executivo Municipal tem aberto as portas de seu gabinete para a entidade, na legítima tentativa de buscar soluções para as questões que afligem a categoria, numa clara manifestação de respeito à sua representatividade e aos seus anseios.
Seguindo, assim, uma linha de ação absolutamente oposta àquela adotado pelo ex gestor, que não aquiesceu a nenhuma demanda ao longo dos oito anos do seu mandato. A entidade não pode perder de vista os avanços já alcançados nesta gestão. Já em 2017, rompendo um jejum de 14 anos, o município concedeu reajuste salarial de 10,67%, referente à data base de 2015.
Em 2018, firmou acordo para pôr fim à demanda judicial que buscava corrigir perdas salariais acumuladas ao longo de exercícios anteriores, decorrendo daí a edição da Lei nº 603/2018, que, aproveitando a oportunidade, acolheu outro anseio da instituição sindical referente à reforma do quadro de cargos, promovendo diversas correções.
E em 2019, seguindo ainda o acordo judicial, o município vem cumprindo com a quase totalidade das obrigações assumidas. Tudo isso, sem deixar de lado a concessão do reajuste salarial de 6,7%, conferido à categoria, referente ao exercício de 2019.
Desse modo, considerando as conquistas alcançadas nesta gestão e o franco apoio sempre dispensado pela Administração às demandas dos servidores do município, não nos parece sensata, e muito menos se revela adequada, a deflagração de movimento grevista em razão do atraso na elaboração do Plano de Cargos e Salários do Poder Executivo. Esperamos que o bom senso prevaleça.”
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+1 # AutoconhecimentoAugusto Monteiro 31-05-2019 19:08
“Quero lhe fazer uma pergunta. E você não tem nenhuma obrigação em me responder. Apenas questione-se. Quem é você? Sabe aonde pode chegar?
Acredito eu que você já fez inúmeras vezes este questionamento. E sei muito bem que a resposta não é tão simples. E se eu te disser que nascemos puros como um vaso e todo o recipiente é preenchido por centenas de milhares de influências que nos moldam conforme os desejos e anseios dos outros. E o que de fato é importante para elevar nosso potencial é deixado de lado. Levamos boa parte da vida tentando ser igual a tudo o que nos influencia, ao invés de buscar nos conhecer de verdade.
Veja bem: a sociedade lhe molda conforme seus interesses, o governo, as religiões, a cultura, as crenças, a mídia e até mesmo os esportes. Nem tudo o que o mundo está fazendo será benéfico para seu crescimento. Muitas vezes é preciso se dedicar um pouco mais a você. Mudar os paradigmas que lhe mantém no estado em que se encontra agora. São tantos, mas, diariamente, pessoas estão se libertando das amarras das influências alheias.
Exemplo disso são os nossos pais que nos amam. Agora pare um pouco e reflita comigo. Eles passam boa parte da nossa vida tentando criar uma cópia deles mesmos. Isso porque eles nos devotam um amor incondicional. Agora, imagine o que o resto do mundo não é capaz de fazer com você.
No entanto, é muito mais cômodo continuar nesta bolha em que me encontro do que tentar o novo. O novo reporta ao desconhecido. O seu horizonte será sempre o mesmo, caso não o veja de uma nova perspectiva. Você poderá passar a vida inteira buscando se conhecer, mas, lembre-se, uma jornada de mil milhas começa com apenas um passo.
O seu autoconhecimento não tem preço. Por isso, invista em você e se influencie por tudo aquilo que for benéfico a sua vida. Não se permita prender às correntes dos pensamentos que atrasam sua vida.”
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0 # Marinha agradeceTenente Ferreira 27-05-2019 15:42
Gostaria, em nome da Delegacia da Capitania dos Portos de Porto Seguro agradecer a toda direção e equipe do Jornal do Sol pela divulgação do concurso. Aproveito para expressar toda nossa estima pela referida empresa."
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0 # STR de BelmonteJoão Milton Santos 20-05-2019 18:07
“Os pequenos agricultores e trabalhadores rurais de Belmonte vêm, há mais de três anos, enfrentando dificuldades com o fechamento do STR de Belmonte. Necessidades essas como deslocamento para outras cidades para resolver demandas burocráticas do dia a dia, sem falar da representação sindical com direitos e deveres não sendo utilizados pela categoria.
Desde que a sede própria desapareceu e o STR de Belmonte mudou para o endereço residencial de um diretor, que o atendimento não existe. Nós, da oposição, estamos nos organizando em reuniões desde julho de 2017 no sentido de resolver esta demanda. Demos buscas no cartório para saber da situação do sindicato e, infelizmente, o que encontramos foram várias irregularidades.
Tivemos acesso ao estatuto da entidade, que vem sendo descumprido no que diz respeito, principalmente, à convocação das eleições livres e abertas para o conhecimento de toda a sociedade. Neste sentido, encaminhamos uma representação acompanhada de um abaixo-assinado e de vários anexos do cartório ao Ministério Público do Trabalho de Belmonte no mês de abril mostrando as irregularidades da atual diretoria e pedindo uma intervenção no sentido de resolver essa situação. Estamos aguardando o posicionamento deste órgão público competente."
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0 # ParabénsOrlando Sulz Filho 08-05-2019 17:57
"Confirmo a renovação da assinatura do Monte Pascoal Praia Hotel. Parabéns pelo trabalho jornalístico que o Jornal do Sol faz em nossa região. Abraços."
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0 # Empregos no meio ruralDaniel Marques 03-05-2019 19:57
“Foi divulgado um aumento expressivo na taxa de desemprego no Brasil no mês de março, entretanto, essa taxa deveria abranger o meio rural e a produção agropecuária. Moro em área rural e falta mão de obra para cuidar das lavouras, mesmo pagando um salário melhor do que anos anteriores, registro em carteira e benefícios.
O governo federal deveria propor medidas para atrair a população para o meio rural e assim diminuir o desemprego, aumentar a produtividade agrícola e a geração de renda. É inconcebível que as pessoas prefiram viver em dificuldade nas cidades mas não tenham motivação para trabalhar no campo e possuir qualidade de vida.”
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0 # Seguimos trabalhando...Projeto Maré 03-05-2019 16:28
“Em nossa praia de Santo André da Bahia, entre outubro e junho de cada ano acontece o período de desova e nascimento de tartarugas marinhas. Nesta época, a mais quente do anos, milhares de tartarugas voltam às mesmas praias onde nasceram anos atrás para de reproduzir.
As fêmeas fazem duas ou mais desovas, dependendo da espécie a que pertencem. Nosso Projeto Maré trabalha pela proteção da vegetação da restinga e das tartarugas marinhas que desovam e nascem na praia de Santo André. E é nesse extenso período de desovas e nascimentos que temos o maior trabalho, especialmente porque boa parte desse período coincide com a alta temporada de verão e aumento do fluxo de frequentadores à praia e, também, com diversas festas comemorativas.
Diariamente, é feito por Vevé Freitas, Kinha Freitas e colaboradores eventuais o monitoramento da praia para identificação, cercamento e acompanhamento protetivo dos ninhos. Nosso biólogo Odair Schneider sempre a postos, faz a supervisão técnica de nosso trabalho.
As horas mais frias, pós anoitecer e até a madrugada, são as preferidas pela tartaruga mãe para desovar devido ao fato de o sol e a areia não estarem tão quentes. Mas isso tem apresentado variação ao longo dos anos, sendo observados nascimentos em horas variadas do dia.
O período de incubação varia de 45 a 60 dias, dependendo do calor do sol. As tartarugas filhotes têm mais chance de sobrevivência quando os ovos eclodem antes do amanhecer, pois assim chegam mais facilmente ao mar, logo depois de nascer.
Luz na praia, lixo e degradação da vegetação da restinga são grandes inimigos das tartarugas mães e filhotes. A luz causa desorientação desses animais em sua rota de deslocamento. Mantenha a praia escura! A vegetação de restinga oferece a estabilidade ideal para preservação dos ninhos. Conserve a restinga! Lixo plástico, muitas vezes, é confundido com algas e ingerido pelas tartarugas, causando sua morte. Mantenha a praia e oceano limpos!
Estamos numa Área de Proteção Ambiental (APA Santo Antônio). Respeite as normas e leis ambientais para construção, operação e uso da praia.
Unidos cuidamos melhor!”
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0 # Trabalho que dignifica e mataMauro Felippe 30-04-2019 18:39
“’O trabalho dignifica o homem’. Quem nunca ouviu essa frase? A sentença é realmente verdadeira. Além de prover o sustento, trabalhar contribui para o bem estar e a saúde mental dos indivíduos. Mais ainda: promove a realização pessoal, o sentimento de utilidade e contribui para a construção da autoconfiança. No entanto, para que o trabalho verdadeiramente dignifique é preciso equilíbrio.
Durante a chamada Revolução Industrial, no Século XIX, os trabalhadores exerciam suas funções sob condições degradantes. Sem direitos, com jornadas que ultrapassavam 12 horas diárias, sem segurança, em condições insalubres e com salários baixíssimos, frequentemente, esses empregados sofriam acidentes nos locais de trabalho ou eram acometidos por problemas de saúde.
Em Chicago, as péssimas condições de trabalho levaram funcionários a se mobilizarem e organizarem uma série de protestos em 1º de maio de 1886. As manifestações persistiram nos dias seguintes, mas foi no dia 4 que tomaram visibilidade mundial. Durante o protesto que acontecia na Praça Haymarket, uma bomba explodiu, matando manifestantes e policiais. Após a explosão, a polícia abriu fogo contra os manifestantes e o movimento dos trabalhadores passou a ser duramente reprimido. No mesmo dia, muitas trabalhadoras também foram assassinadas em um mesmo local, fato este em foco até os dias de hoje. Assim, nascia o 1º de Maio, Dia Mundial do Trabalho.
No Brasil, segundo a historiadora Isabel Bilhão, as primeiras manifestações trabalhistas datam de 1891 e se colocaram a favor da república recém-instaurada no País. As manifestações exaltavam a classe trabalhadora, além de oferecerem apresentações musicais, disparo de fogos de artifício e passeatas.
Apesar disso, foi no governo de Getúlio Vargas que o 1º de Maio passa a ter grande importância, principalmente, por conta do projeto político que visava a aproximação com a classe trabalhadora. Os eventos enfatizavam valores cívicos e de ordem, além de servirem como palanque para os discursos de GV e anúncio das medidas tomadas pelo Governo em prol da classe, como o Decreto da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), férias remuneradas e o salário mínimo.
Apesar dos avanços, a classe trabalhadora, hoje, ainda enfrenta diversos desafios. De acordo com Jeffrey Pfeffer, professor de comportamento organizacional da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, anualmente, estima-se que o trabalho seja a causa da morte de 120 mil pessoas por ano só em solo estadunidense.
Já no Brasil, os dados da Previdência Social apontam que, de janeiro a setembro de 2018, 8.015 licenças (benefícios) por comportamentos obtidos no serviço e transtornos mentais foram concedidas pelo INSS. Um aumento de 12% em comparação com o mesmo período no ano anterior. Ainda, o Brasil continua sendo um dos campeões mundiais em acidentes de trabalho, principalmente os com morte. Portanto, é verdade sim, que o trabalho dignifica, mas sem garantias, direitos e, principalmente, equilíbrio, ele também mata.”
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0 # Entulho na praiaSiegfried Michel 26-04-2019 17:26
“Bom dia ao responsável do Farol da Praia Restaurante! Ontem, ao chegar à praia onde sempre vamos para curtir e descansar perto da Ponta Grande, encontramos uma situação, no mínimo, desanimadora. O restaurante semi demolido, lixo para todos os lados. Nítido sinal de abandono, para não dizer outras coisas.
Não sabemos o motivo mas, como moradores, pedimos gentilmente que remova todo entulho e lixo que ali ficou por conta do resto do prédio. Aceite nossa opinião e devolva aquela praia, ao mínimo, com a qualidade de antes. Da forma como está oferece grandes riscos a quem gosta daquela praia para caminhar e descansar. Esperamos que nos retorne com fotos novas!”
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0 # Cabrália desvalorizadaVereador Xêpa 23-04-2019 16:11
“Um município tão rico culturalmente, mas que carece de ferramentas e estratégias para a valorização da diversidade cultural e acompanhamento da gestão pública em cultura. Mais um ano sem chegança, bicharada, cordão de caboclo, engenho, sacizada, terno de reis, réplica da primeira missa, auto do descobrimento... Manifestações tradicionais da comunidade que não se veem mais pelas ruas como antigamente e que perderam espaço para um outro tipo de cultura, não democrática, que não inclui os moradores da cidade e que podemos chamar de "cultura para turista ver".
Não podemos esquecer, é claro, de citar a ausência de uma política de valorização do artesanato e da culinária local, elementos ricos em qualidade e diversidade, que carregam em si a essência do nosso município. Foi levando tudo isso em consideração que eu, vereador Xêpa, reivindiquei a criação do Conselho Municipal de Cultura de Santa Cruz Cabrália. Neste mês de abril completa um ano em que foi interrompido o processo das pré-conferências (que já estavam em andamento, protagonizadas pela sociedade civil).
Está na hora de retomar a criação dessa ferramenta de participação social na gestão pública, imprescindível para o levantamento das principais reivindicações da cultura e representatividade das diversas áreas do nosso município, além de contribuir para o fortalecimento da autoestima da classe artística. Aproveito o momento para também incentivar a criação do Conselho Municipal de Esporte e Lazer.”
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0 # Planejando a aposentadoriaFlávia Rosa 25-03-2019 17:54
“O aumento da expectativa de vida dos brasileiros se torna um desafio para aqueles que estão prestes a se aposentar, mas que ainda não iniciaram um planejamento financeiro depois que deixarem de trabalhar.
De acordo com uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Banco Central do Brasil (BCB), entre os que não fazem qualquer tipo de plano financeiro para a aposentadoria, 36% alegam não sobrar dinheiro no orçamento e 18% atribuem à ausência de um plano ao fato de estarem desempregados.
Confira essas dicas:
Considere o INSS apenas como uma parte - Tenha uma cartela de opções para sua aposentadoria, pois o benefício do INSS provavelmente será incapaz de manter seu padrão de vida atual. Previdência Privada é ótimo para quem não consegue poupar sem uma prestação a pagar. Há também os investimentos em Tesouro Direto, LCI/LCA ou CDB. Alugar o imóvel é uma boa opção. Evite financiar um imóvel para alugar se o valor do aluguel não cobrir a parcela com os juros.
Evite a poupança, que, no geral, rende menos do que a inflação, ou seja, seu dinheiro passa a valer menos, pois os preços aumentam mais do que o patrimônio. E, por fim, verifique a relação tempo x quanto poupar. Quanto mais tarde começar a juntar, mais dinheiro deverá economizar por mês para sua aposentadoria."
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0 # Destemperos de togaPercival Puggina 21-03-2019 13:31
“Em julho de 2014, um destacado cientista coreano da área de nanotecnologia anunciou haver desenvolvido, com sua equipe, um pequeno sensor cutâneo para medir as emoções do portador. Ao fazer o anúncio, arrematou: ‘no futuro, as emoções serão consideradas informações biométricas, como pressão arterial e temperatura’.
Não sei a quantas anda, hoje, o trabalho do Dr. Yong-Ho-Cho. Na ocasião, aquilo me fez pensar em algo mais sofisticado, possivelmente ao alcance do longo braço da tecnologia por vir. Refiro-me a um sensor ambiental de emoções. O aparelhinho ficaria sobre a mesa de reuniões e as luzes de seu painel passariam a exibir a qualidade e a intensidade das emoções emitidas pelos presentes. Tal conhecimento permitiria, por exemplo, saber se naquele ambiente emocional o tempo gasto na reunião seria produtivo ou não, indicando a necessidade de mudanças de ânimo.
O leitor destas linhas talvez esteja a atribuir-me intenções invasivas e totalitárias. Nada mais distante da realidade, porém. Peço-lhe calma, portanto. Apenas acompanhe o raciocínio e conheça, primeiro, o que me motivou a escrever hoje, partindo daquelas reflexões de inspiração coreana.
Sou telespectador frequente das reuniões do STF. Elas superam em interesse, utilidade e importâncias a maior parte de nossas emissoras de TV no horário da tarde. Não raro, diante do que vejo quando a câmera, estática, filma o colegiado e capta suas expressões fisionômicas; diante do que ouço e percebo no vocabulário, fraseado e tom de voz dos senhores ministros; diante do sentido explícito ou implícito daquilo que dizem; diante da retórica, dialética e erística empregadas, fico pensando no que estaria sendo captado pelo aparelhinho que a equipe do Dr. Cho poderia vir a desenvolver. Quais luzes acenderiam, e com que intensidade?
No olho e no ouvido, percebo manifestações de orgulho, vaidade, ciúme, inveja, ira, lisonja, arrogância e presunção. Raramente, e de poucas cadeiras, capto sinais virtuosos de anseio por justiça, benignidade, conexão com o interesse público e sua proteção, amor, fé e – por que não? - humildade.
E você, leitor? Num momento em que o STF e vários de seus ministros nos surpreendem com decisões cuja derradeira consequência é a impunidade e a debilitação da Lava Jato, parece importante ressaltar a relevância do Supremo pelo que faz, pelo que não faz e pelo que deveria fazer. O Estado de Direito e a democracia precisam dessa instituição. Por isso, seus membros deveriam, urgentemente, pensar sobre si mesmos, sobre seus sentimentos, e sobre o modo como a nação, soberana, os vê.
Sim, a nação os vê. O tal aparelhinho medidor de sentimentos e emoções existe na vida real. Ele opera pela percepção de milhões de pessoas em todo o país diante das sessões do STF transmitidas pela TV e pelas manifestações públicas dos senhores ministros. Essa percepção, infelizmente, capta muitos sentimentos incompatíveis com o bom exercício da missão institucional e, raramente, nobreza efetiva. Não é incomum que o STF decida contra a opinião pública, pois é uma corte constitucional. Mas deveria ser incomum um tribunal emitir sinais tão pouco virtuosos.”
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0 # Funil da EducaçãoMarcelo Gallo 11-03-2019 14:10
“O Brasil evoluiu consideravelmente no acesso das crianças ao ensino fundamental. Conforme dados do Ministério da Educação, em 1980, 80,1% das crianças de sete até 14 anos estavam na escola. Em 2011, o percentual era de 97,6%. Avançamos na universalização do ensino, mas continuamos com graves problemas na evasão escolar e na qualidade da aprendizagem.
Temos muitas informações para exemplificar a precariedade da nossa situação atual, mas para ser objetivo, vou citar apenas o levantamento feito pelo Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo - SARESP, divulgado no dia 12 de fevereiro deste ano. Alguns dados informados: os alunos do 9º ano chegam com defasagem de três anos em matemática; apenas 14,2% dos alunos do 9ª ano apresentam o conhecimento adequado de matemática e somente 25,6% na língua portuguesa. Para os alunos do 3º ano do ensino médio, 45% não apresentam capacidade de interpretação de texto, um absurdo, considerando que estamos tratando de jovens, que teoricamente deveriam cursar uma faculdade no próximo ano.
Chegamos então no tópico referido no título deste artigo. Há um funil no processo educacional brasileiro, também conhecido pelo termo "evasão escolar", que vai deixando milhões de jovens pelo caminho, que acabam com baixa qualificação educacional, pouca ou nenhuma empregabilidade, excluídos do processo produtivo e da inclusão social gerada pelo trabalho e renda. Frequência escolar das crianças entre seis e 14 anos, 96,9%; frequência escolar dos adolescentes entre 15 e 17 anos, 68,4% e frequência escolar dos jovens entre 18 e 24 anos, 23,2%. Perceberam o funil?
No Brasil, conforme números do Ministério da Educação, apenas 18% dos jovens entre 18 e 24 anos estão em um curso de nível superior. Nos países ricos, a média é de 74%, conforme relatório da UNESCO.
Para um Brasil melhor, temos que ter como estratégia de País uma educação de melhor qualidade, mais acessível, atraente e que consiga despertar nos jovens o interesse pela continuidade de seus estudos, tendo como consequência uma maior qualificação, empregabilidade e geração de renda.”
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0 # Transporte aéreo clandestinoShailon Ian 14-02-2019 17:01
“O Brasil ficou mais triste e menos crítico. Milhões de brasileiros acostumados a ouvir a voz do jornalista Ricardo Boechat todas as manhãs, com suas análises precisas, não tiveram a companhia do apresentador no seu trajeto até o trabalho. Aos 66 anos, Boechat faleceu em um acidente de helicóptero na cidade de São Paulo, no dia 11/02/19.
Helicóptero em que ele não poderia estar embarcado, tivessem os regulamentos aeronáuticos vigentes sido seguidos, pois a empresa contratada não tinha permissão para efetuar fretamentos com transporte de passageiros, ou seja, o que estava acontecendo era um transporte aéreo clandestino, sem o conhecimento de Boechat, claro.
O transporte aéreo clandestino se dá quando um proprietário de uma aeronave vende um voo sem as devidas autorizações para fazê-lo. Muitos veem isso como um zelo burocrático, mas na prática as estatísticas de acidentes mostram outra coisa. Os regulamentos aeronáuticos variam para operações privadas, de táxi aéreo e aviação comercial (as que envolvem grandes aeronaves), sendo cada vez mais restritivas, e as estatísticas mostram que o maior número de acidentes e mortes acontecem exatamente entre as operações privadas, onde também está o transporte aéreo clandestino.
Um táxi aéreo é obrigado a cumprir com uma série de requisitos adicionais de segurança, desde treinamento para seus tripulantes até requisitos de contratação, e uma aeronave para voar como um táxi aéreo, não raro, necessita de equipamentos adicionais que não são exigidos numa operação privada.
Assim, não é coincidência o maior número de acidentes entre os aviões privados, e não é mera burocracia exigir a certificação de um táxi aéreo para se vender fretamentos. É respeito pela vida humana.”
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0 # Água acabando?Juliana Baladelli 12-02-2019 16:54
“Uma boa notícia: não, a água não está acabando. Não existe um “ralo” por onde a água saia do planeta Terra. Mas a água disponível para o consumo humano, em qualidade e quantidade suficiente, essa sim pode entrar em extinção.
A demanda por água doce está aumentando e ela está ficando mais escassa, com menor qualidade, como relatou recentemente a Unesco. A mudança do clima está provocando maior impacto no ciclo hidrológico, com eventos climáticos extremos mais frequentes, causando enchentes e alagamentos em diversas regiões, assim como estiagens e dificuldade no acesso à água em outras. A falta de água representa um risco econômico, riscos à segurança alimentar e à saúde humana. A água pode ficar cada vez mais cara e seu acesso mais restrito, provocando conflitos de interesse e disputa pelo seu uso.
As metas estabelecidas pelo Brasil no Acordo de Paris incluem a restauração de 12 milhões de hectares de floresta. Em termos de adaptação à mudança do clima e pensando na natureza como solução, saber onde plantar esses 12 milhões de hectares faz uma grande diferença. A restauração ecológica é uma forma muito estratégica de usar os recursos naturais para atingir as metas globais e melhorar a qualidade de vida da população brasileira, especialmente considerando o aumento de resiliência às mudanças climáticas e a retenção de sedimentos que chegariam aos rios, com melhoria da qualidade hídrica e conservação da biodiversidade por meio do estabelecimento de corredores ecológicos.
O relatório da Unesco denominado “Soluções baseadas na Natureza para a gestão da água”, lançado em 2018, aponta a combinação de infraestrutura verde e cinza como opção para redução de custos e redução geral de riscos. A implementação de Soluções baseadas na Natureza para a gestão de inundações – que garantam a infiltração de água na terra e reduzam o escoamento superficial de água – é totalmente coerente com a criação de parques lineares, estratégia defendida pela Fundação Grupo Boticário para adaptação de municípios aos impactos causados por chuvas extremas.
Estudos lançados nos últimos meses, com a participação da instituição, apontam que o investimento em infraestrutura natural promove a retenção dos sedimentos que chegariam até os rios, reduzindo assim os custos de tratamento de água, além de aumentar a vida útil do manancial, retardando em muitos anos a necessidade de buscar outras fontes de abastecimento. Resultados semelhantes foram observados nas bacias do Cantareira, em São Paulo; Guandu, no Rio de Janeiro; e do Rio Vermelho, em Santa Catarina.
O investimento na natureza traz benefícios relacionados ao controle de enchentes e aumento de resiliência que se estendem a outras localidades. Tal estratégia, representaria custos evitados na ordem de quase R$2 milhões de reais por ano aos catarinenses. Em São Paulo, a recuperação florestal de 4 mil hectares e a preservação das áreas naturais existentes levaria a uma redução de R$ 219 milhões em custos com o tratamento de água ao longo de três décadas.
Isso porque a natureza não vê fronteiras: os benefícios de uma área preservada podem ser sentidos a quilômetros de distância. O relatório da Unesco também aborda esse conceito de integralidade dos serviços ecossistêmicos, mostrando que a chuva que abastece a Bacia do Rio da Prata vem da evapotranspiração da Bacia Amazônica.
É preciso lembrar que as soluções baseadas na natureza trazem ainda benefícios adicionais, como o sequestro de carbono, que reduz os gases de efeito estufa na atmosfera e os impactos da mudança do clima, maior desafio que a nossa sociedade terá de enfrentar nas próximas décadas. A implantação de ações baseadas na infraestrutura natural permitem a expansão de habitats para a biodiversidade, combatendo as duas principais causas de pressão sobre a biodiversidade apontadas pela Convenção da ONU sobre Biodiversidade, que são a degradação de habitats e a mudança do clima.
As soluções baseadas na natureza dependem de ecossistemas saudáveis e somente a proteção dos ambientes naturais garante que poderemos contar com a natureza para nos ajudar a ter melhor qualidade de vida nos próximos anos. A biodiversidade depende de nós para que seja preservada, porém nós dependemos ainda mais da biodiversidade para garantir a vida no planeta, tal como conhecemos. Essa é outra boa notícia: só depende de nós mudar a forma como tratamos a natureza e o quanto poderemos contar com as soluções que ela nos oferece!”
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0 # Taxa SelicMiguel Torres 08-02-2019 15:35
"O excesso de conservadorismo do Copom (Comitê de Política Monetária), em sua primeira reunião após Jair Bolsonaro assumir o governo, nos mostra, ao manter novamente a taxa Selic inalterada, e em patamar elevado, que o novo governo vai seguir prestando um desserviço à classe trabalhadora e à sociedade brasileira.
Diante da decisão de manter pela sétima vez consecutiva a taxa Selic, só podemos crer, infelizmente, que a política econômica continuará sendo a mesma adotada pelo governo anterior, ao atender única e tão somente aos interesses dos banqueiros e dos grandes especuladores.
Reiteramos que o governo, ao adotar uma política econômica que, por um período de alguns meses, reduziu os juros no estilo “conta-gotas” e, nas últimas reuniões, decidiu por conservar a taxa nos atuais 6,5% ao ano, não ajuda em nada a combater de forma eficaz o desemprego.
A taxa Selic continua extremamente proibitiva e, mais uma vez, o Brasil, em razão do excessivo conservadorismo daqueles que dirigem a economia do País, deixa escapar a oportunidade de apostar todas as suas fichas no setor produtivo.
Esperamos que o governo, nas próximas reuniões do Copom, adote uma política contundente de redução da taxa Selic, para que assim tenhamos um maior investimento no setor produtivo e, consequentemente, novos postos de trabalho formais sejam gerados, a informalidade seja reduzida e volte a fazer com que o Brasil retome, a passos largos, o caminho rumo ao seu desenvolvimento pleno."
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0 # Taxação de vale-refeiçãoAntonio Neto 19-01-2019 12:01
“A Coordenação Geral de Tributação, da Receita Federal, determinou que ‘o auxílio-alimentação pago mediante tíquetes-alimentação ou cartão-alimentação integra a base de cálculo das contribuições sociais previdenciárias a cargo da empresa e dos segurados empregados’. Com a medida, o Programa de Alimentação do Trabalhador, instituído pela Lei 6.321/76 e regulamentado pelo Decreto 05/1991, fica ameaçado, uma vez que a Receita impõe caráter salarial ao benefício, taxando as empresas em 20% e os trabalhadores, em 8%.
Criado com o objetivo de melhorar as condições alimentares e nutricionais dos trabalhadores de baixa renda, o PAT cria condições para o aprimoramento da saúde, além de contribuir para a diminuição das doenças relacionadas à nutrição e à alimentação. Beneficia 20,9 milhões de trabalhadores; destes, 17,7 milhões ganham menos de cinco salários mínimos. São quase 270 mil empresas incluídas no programa.
Além disso, segundo o próprio Ministério do Trabalho, extinto pelo governo de Jair Bolsonaro, o Programa é essencial para o Brasil pois melhora a capacidade e a resistência física dos trabalhadores; reduz a incidência e a mortalidade de doenças relacionadas a hábitos alimentares; proporciona maior integração entre trabalhadores e empresa, com a consequente redução das faltas e da rotatividade; gera aumento na produtividade e a qualidade dos serviços; promove e educação alimentar e nutricional, divulga e conceitos relacionados a modos de vida saudável e fortalece as redes locais de produção, abastecimento e processamento de alimentos.
Além de ameaçar o bem-estar dos trabalhadores, num programa fundamental para a manutenção de sua saúde, a medida onera a folha salarial, o que, consequentemente, diminuirá o pagamento do benefício por parte das empresas e causará prejuízo ao setor de alimentação. Nessa esteira, estabelecimentos que exercem sua atividade baseada no comércio de alimentos, como os restaurantes, sofrerão também as consequências da decisão.
A Receita Federal prejudica o trabalhador e a economia. A partir do momento em que ela taxa o vale-refeição e alimentação do trabalhador, toda uma cadeia que depende desse benefício entrará em colapso. Esse benefício não tem natureza salarial, e por isso não pode sofrer incidência de contribuições. O departamento jurídico do Sindpd e da CSB está estudando os detalhes da medida para buscar, se necessário na Justiça, a revogação da decisão.”
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0 # AgroserviceOrlando Paggiaro 13-01-2019 16:32
Gostei desse jornal.
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0 # Parabéns ao Jornal do SolMiguel Euna 26-12-2018 17:47
"Acompanho com muita alegria e satisfação a evolução do Jornal do Sol. Desde seu primeiro número até este momento em que comemoramos suas 400 edições. Testemunha, com grande confiabilidade, todas as notícias e assuntos, tratados com muita seriedade e confiança, de Porto Seguro e do Brasil. Informação com confiabilidade é o lema do nosso querido Jornal do Sol.
Quero parabenizar também os anunciantes que, em grande número, participam com fidelidade deste jornalismo e amor a este meio de comunicação. Meus votos de muito sucesso, com um Feliz Natal e um Ano Novo com grandes realizações!"
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0 # Contas aprovadasEvaí Fonseca 21-12-2018 16:03
“Foi divulgado através do portal do Tribunal de Contas dos Municípios do estado da Bahia (TCM-BA) o resultado do processo N° 03832e18, o qual aprova as contas referentes ao ano de 2017 da Câmara Municipal de Porto Seguro. Tal resultado demonstra claramente a lisura com que os trabalhos foram realizados, com a boa gestão dos recursos públicos, bem como do setor organizacional do órgão.
O trabalho teve como princípios a transparência e a ética, por respeito a cada eleitor que depositou sua confiança em cada eleito. A partir do ano em questão foram implementadas na Casa diversas melhorias, tais como implementação da Escola Legislativa, instalação do ponto biométrico, instalação de lixeiras para coleta seletiva do lixo, acessibilidade, sinalização dos gabinetes, incentivos aos funcionários, arborização e otimização das dependências da Câmara, sistematização da recepção, identificando assim todos que visitam a Casa, modernização do conteúdo online disponível no website oficial, redução das licitações, ampliação do plenário, com instalação do painel eletrônico que trouxe clareza às votações além de modernizar o sistema de geração de atas, projetos, requerimentos e indicações aprovados, dentre outras.
Fico bastante satisfeito e tenho certeza que o trabalho foi realizado da melhor forma possível. Não foram fáceis esses dois anos, onde tentamos mudar um sistema vigente há anos. Por vezes houve uma resistência que é natural, mas com determinação, cuidado e respeito emplacamos nosso modelo de gestão. Esse resultado do Tribunal de Contas dos Municípios anula qualquer tentativa de ataque daqueles que, por motivos escusos, tentaram denigrir nossa gestão.”
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0 # Aquecimento globalDaniel Marques 18-12-2018 14:16
“Aquecimento global é uma realidade que a maioria das pessoas finge não acreditar, mas já sofrem seus efeitos, desde a proliferação de pragas, como escorpiões e baratas, até a escassez hídrica e incêndios, entre outros problemas.
Infelizmente, os pobres, que menos contribuem para o aquecimento, são os primeiros a sentirem esses efeitos, visto que os ricos, maiores consumidores de recursos naturais e poluidores, vivem em bolhas climatizadas, seja em seus carros, casa, no trabalho ou em shoppings centers, somente sentindo efeitos do calor quando vão à praia ou à piscina.
O planeta chegou ao limite de exploração de recursos naturais e exposição aos gases de efeito estufa, portanto, é imprescindível que haja uma conscientização individual na diminuição do consumo e emissão de poluentes, sendo essa a única maneira de deixaremos um planeta habitável para nossos filhos.”
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0 # Mudança, sim. Retrocesso, nãoMonica Lupatin 18-12-2018 14:02
"Há algumas décadas, o país era uma promessa e, se olharmos o caminho percorrido até aqui, constatamos que ainda há muito por fazer para que as belezas e riquezas deste país deixem de ser apenas referências de postais e traduzam-se em dignidade e qualidade de vida no dia a dia de nossa gente.
Do ponto de vista social, contudo, é inegável que andamos para frente. Minorias passaram a ser enxergadas, consideradas. Grandes - e boas - lutas foram travadas para que as pessoas todas fossem respeitadas independentemente de cor, gênero, religião ou qualquer outra característica ou escolha pessoal. Todos têm o direito de viver ‘no meio’. Passamos a compreender - ou, no mínimo, estamos mais próximos desta compreensão - que não há o ‘diferente’, simplesmente porque não há o ‘igual. Todos somos únicos. E essa convivência harmoniosa entre todos, além de ser um direito, é que dá cor à vida.
A luta das pessoas com deficiência também viveu essa realidade. Se, em 2008, a ratificação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU foi uma demonstração de que ‘entendemos o recado’ do que era preciso fazer, o sancionamento da Lei Brasileira da Inclusão (LBI), em 2015, foi um passo concreto na busca de um Brasil mais inclusivo. Assim, fazer os 127 artigos da LBI acontecerem na prática é fundamental como próximo passo agora.
Outro dado a comemorar é a inclusão das pessoas no mercado de trabalho. Até 2015, último período de dados disponíveis da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), havia cerca de 403 mil pessoas empregadas pela Lei de Quotas. Levando-se em conta que o Brasil tem cerca de 45 milhões de pessoas com deficiência, isto é pouco. Contudo, considerando-se que este número tendia a zero 15 anos atrás e, ainda, considerando-se a falta de educação inclusiva das gerações que hoje estão em idade economicamente ativa, há, sim, razões para festejar.
A busca pelo cumprimento da Lei de Cotas fez muito mais do que apenas incluir as pessoas no mercado de trabalho. Elas foram incluídas também na sociedade, nas ruas, nas baladas, nos restaurantes, nas universidades. Na medida em que as pessoas são inseridas no mercado de consumo, elas são vistas, entendidas e respeitadas como consumidoras e há, então, uma quebra de preconceito gerada da forma mais simples e óbvia que pode ocorrer numa sociedade capitalista: a do poder econômico!
Nesta mesma linha, as isenções fiscais dos veículos 0 KM foram responsáveis por movimentar a economia e ampliar vendas num mercado que vem sofrendo muitas mudanças e ameaças. Essas isenções acabam permitindo que um número maior de pessoas tenha acesso a um automóvel garantindo, assim, mobilidade e o direito de ir e vir, num país que ainda tem falta de acesso adequado em vias e transporte público.
Não menos importante, o programa Viver sem Limite, anunciado pelo governo federal em 2011, estabeleceu um Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Entre as várias iniciativas, há que se destacar a oferta de casas acessíveis para famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil (com plantas adaptadas de acordo com a deficiência de seu comprador) a partir da integração ao Programa Minha Casa, Minha Vida e, especialmente, a criação do BB Acessibilidade, um programa de microcrédito do Banco do Brasil destinado ao financiamento de bens e serviços para auxiliar a acessibilidade, independência motora, autonomia e segurança para a pessoa com deficiência - fundamental se considerarmos que praticamente todas as ajudas técnicas das quais as pessoas precisam devem ser adquiridas por elas próprias, sem qualquer ajuda do Estado.
O fato é que caminhamos bastante, e para a frente. Mas sabemos que a estrada ainda é longa. O importante, então, é percorrê-la com determinação e sem conversões. Na direção correta. Sem desvios. É o caminho da efetiva inclusão social que precisamos. Queremos as crianças todas na mesma escola, as pessoas todas nos mesmos bares e cinemas. Queremos que as entradas e saídas sejam as mesmas para todos. Queremos pessoas sendo contratadas por suas habilidades e não por suas deficiências. Queremos, enfim, ter o direito de conviver com as pessoas todas, juntas e misturadas.
Chegará o dia em que não serão mais necessários tantos estudos para se definir o melhor termo para ‘enquadrar’ as pessoas numa determinada ‘categoria de gente’. Não serão necessárias tantas datas ‘comemorativas’" ou de luta. Não serão necessárias cotas. Mas para que esse dia chegue, é fundamental que mantenhamos nossas Secretarias e Conselhos, para a garantia de políticas públicas que elevem as pessoas com deficiência, garantindo-lhes equiparação de oportunidades, espaço, dignidade e respeito.
A Abridef está pronta e motivada para colaborar. E com a bússola na mão."
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0 # O trabalho no futuroDaniel Medeiros 11-12-2018 14:05
“Vivemos na era das incertezas. Essa expressão tornou-se comum não porque as incertezas tenham passado a existir só agora, mas porque se multiplicaram exponencialmente nas últimas décadas. Como sabemos, nunca tivemos certeza de nada, exceto da morte. Agora, nem isso. Já se fala em escaneamento da consciência, uma espécie de pendrive que seria conectado a um andróide e permitiria que vivêssemos e vivêssemos long time. Ficção Científica? Não. A ficção tornou-se o nome do que ainda não foi realizado e não mais do fantasioso e do mirabolante. E todas as mudanças mudarão as pessoas e as coisas em volta delas. Como entender e participar desse mundo?
É fato que há 30, 40 anos, quando pensávamos no futuro, apareciam na tela de nossa imaginação não mais do que umas seis ou sete possibilidades de trabalho: médico, engenheiro, advogado, militar, funcionário do Banco do Brasil ou de algum cartório, motorista de ônibus ou ajudador do pai na loja (lembrando que astronauta e arqueólogo eram profissões desejadas em um tempo ainda mais remoto).
Agora, o problema é que, diante da mesma pergunta, são dezenas as profissões possíveis, muitas das quais ainda nem têm nome, outras conhecemos de ouvir falar mas não sabemos exatamente quais habilidades seriam necessárias para exercê-las: energias renováveis, inteligência artificial, manipulação genética, robótica, internet das coisas etc e tal. Jovens miram perplexos o horizonte dos próximos anos e se perguntam: vai ter lugar para mim?
Tudo vai sendo virado de cabeça para baixo e as tradições que ancoraram tantas práticas sociais, conceitos e valores do mundo do trabalho, rapidamente vão se tornando obsoletas. Isso gera um desconforto, quando não um sentimento de revolta. Mas a saída continua a ser uma só: buscar entender as mudanças em vez de maldizê-las. Quanto maior a compreensão do que está acontecendo, maiores as chances de assumir um protagonismo nesses novos tempos. E então, o que está acontecendo? Como um jovem de hoje pode ter chance de uma boa colocação profissional no mundo de amanhã?
Em primeiro lugar, compreendendo que precisa aprender o tempo todo e precisa se comunicar com todo mundo. Ou seja: a ideia de ‘estar formado’ em algo, de ‘ter feito seus estudos’ em tal lugar, de ‘ter terminado a escola’ em tal ano, não tem mais nenhum futuro. Viver é aprender permanentemente e da maneira mais heurística possível. Heurística? É, trata-se do aprendizado que leva ao aprendizado, do questionamento constante e do uso intensivo da imaginação, da criatividade, do pensamento disruptivo. Disruptivo? Sim, refere-se ao pensamento que rompe com o padrão da normalidade, que rastreia novos paradigmas, que está sempre atento para outras maneiras de associação, composição, reorganização dos fatos e dos saberes.
Além de aprender o tempo todo, é preciso também poder se comunicar com todo mundo. Daí a importância de dominar as linguagens: línguas estrangeiras, linguagem da programação, mas também a linguagem social do network, a linguagem emocional das negociações, a linguagem afetiva das parcerias. Em resumo: conectividade e capacidade de tradução. Esses são os dois pilares do trabalho no futuro.
A escola, em algum momento, vai precisar contribuir para essa reconstituição de saberes, rompendo com a ideia de que há coisas que precisam ser aprendidas porque são coisas importantes. Não é assim que funciona. Tudo o que precisa ser aprendido não é importante por si, mas porque tem um papel no processo de transformação constante do mundo.
A linguagem matemática é fundamental, assim como a compreensão histórica ou o conhecimento dos seres vivos, mas apenas na medida em que estão inseridos no contexto da descoberta, que é o lugar da problematização; da justificação, que é onde se analisam os dados e apresentam-se as conclusões; e da aplicação, quando esses conhecimentos agem como ferramentas de transformação da realidade.
Assim, pensar uma escola a partir de cases, de questionamentos, de problematizações, associando diversas disciplinas com diferentes mentes de diversas idades, estimulando a formulação de hipóteses, sendo rigoroso na apresentação e verificação dos dados, premiando o esforço, a criatividade e o espírito de equipe - são os passos para colocar a escola no lugar de relevância para as exigências desse tempo que é o de olhar o horizonte e não enxergar o que há, mas imaginar o que haverá lá. Um tempo cujo futuro será uma invenção do presente.”
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0 # Natal solidárioProjeto A Nossa Casa 11-12-2018 13:35
“Nós, do Projeto A Nossa Casa, atuamos há 13 anos em Porto Seguro dando suporte a crianças e adolescentes em vulnerabilidade social. Estamos aqui para pedir doações de brinquedos novos (1 brinquedo novo) para entregar no encerramento deste ano de 2018 e contamos com seu apoio em fazer uma criança feliz neste Natal. Desde já agradecemos.”
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+2 # Violência contra a criançaReginaldo de Souza 10-12-2018 17:20
“Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, (CF/88/ECA/90) mas, na realidade brasileira, ela é manifestada nas relações de poder e de gênero, questões culturais, faltas de mecanismos de proteção, no medo de denunciar, na ineficiência dos órgãos de atendimento e na certeza de impunidade.
Retrata uma população de 70% das vítimas de estupro no país, agravado entre 1980 e 2013 pela violência letal nas mortes por acidente de transporte, suicídio e homicídio de 689.627. Os negros morrem proporcionalmente quase três vezes mais do que brancos. Em 2013, na população de até 17 anos de idade, a taxa de homicídios de brancos foi de 4,7 e a de negros, 13,1 por 100 mil (FLACSO/PNUD, 2015).
Em 2014 foram registradas cerca de 12 mil mortes por causas externas na faixa etária de 5 a 17 anos, sendo 3,5 mil, de 5 a 14 anos e mais de 8 mil, de 15 a 17 anos, (CADÊ? Brasil 2016). Em relação a suicídios, há um significativo crescimento, 397 mortes em 2008, em 2014, 505 mortes, das quais 146, de 5 a 14 anos e 359, de 15 a 17 anos, quase dois suicídios por dia em 2014. A prevenção exige articulação intersetorial, interdisciplinar e multiprofissional, com a coparticipação do Estado, da sociedade e da família.
Há que se refletir sobre o comportamento dos policiais ao abordarem adolescentes de baixa renda, negros, LGBT ou que cometeram atos infracionais, o uso de algemas, a não prestação de informações sobre a situação e seus direitos, o não encaminhamento imediato ao local previsto legalmente (delegacia especializada); a não garantia do direito à identificação dos responsáveis por sua prisão; práticas de abuso de autoridade e o uso constante da violência, ferindo o direito ao respeito da inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral do adolescente; o recolhimento daqueles em situação de rua pelos profissionais de segurança pública, inclusive de forma repressiva, sem flagrante de ato infracional, pelo simples fato de estarem desacompanhados.
Crianças e adolescentes com deficiência têm seus direitos violados diariamente no ambiente escolar. Há 602.439 matriculados na rede pública de educação, equivalendo a 1,68%. Temos um cenário de 125.701 escolas públicas que não possuíam acesso ou banheiros adaptados, 73,72% na área urbana e 95,98% na área rural, agravados pela deficiência no atendimento psicopedagógico.
Há violência, preconceito e discriminação com a população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Relatório do MDH, em 2012, registrou 10 mil violências relacionadas a esta população, muitas sequer denunciadas. Agrava-se com as violações daqueles pertencentes a povos e comunidades tradicionais: indígenas, quilombolas, ciganas, ribeirinhas, povos e comunidades - de terreiro, de matriz africana e aquelas em situação de rua -, nos leva a pensar: Como garantir o direito à convivência familiar e comunitária?
O trabalho infantil com sérias consequências ao desenvolvimento físico, biológico e psicológico, contrários à legislação nacional e às Convenções 138 e 182 da OIT, representa 2,7 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos, (79 mil na faixa etária de 5 a 9 anos), 13% maior que 2014. Precisamos reconfigurar e fortalecer os CREAS e CRAS, integrados aos serviços e políticas de saúde, educação, esporte, cultura, lazer, direitos humanos etc.
Há violação dos direitos nos meios de comunicação com conteúdo violento e pornográfico a que são expostos de forma indiscriminada. Há também a intolerância religiosa por meio de publicações agressivas e ofensivas em websites, redes sociais etc.
Há fatores que impedem a garantia de direitos: nem sempre são ouvidos. O desconhecimento dos seus direitos, a não informação do devido processo legal, a ausência de advogados/defensores públicos para a defesa qualificada, a revitimização, os direitos violados, passam por vários órgãos de atendimento, procedimentos inadequados que promovem a exposição da vítima, flagrante violação de outros direitos.
A crescente judicialização dos direitos leva à morosidade no andamento dos processos. Varas de Infância e Adolescência, não possuem profissionais em número suficiente. A prática da Justiça Restaurativa é um importante instrumento para resolução de conflito, apesar da inexistência de defensorias públicas em todo o território nacional para promover o acompanhamento e garantia dos direitos.
E nos leva a refletir: existe escuta qualificada das vítimas de violência? Porque não há políticas integradas com foco na prevenção de violência contra crianças e adolescentes? Como enfrentar a violência no ambiente escolar, em instituições de acolhimento e no sistema de atendimento socioeducativo? Em épocas de uso massificado de equipamentos eletrônicos e acesso à internet: O que fazer para garantir o uso seguro das novas tecnologias da informação e comunicação social?
Como subsídio, as políticas a serem elencadas nas conferências municipais, estaduais e nacional dos Direitos das Crianças e Adolescentes, cada município e estado deve combater o preconceito e assegurar o acesso à justiça e às garantias legais sem discriminação de qualquer natureza.”
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0 # Violência domésticaAss. Social PSeguro 27-11-2018 17:11
“Não há sentido para a violência, mas é através dos nossos sentidos que ela pode ser percebida. Visão, audição, tato nos permitem constatar que uma pessoa está vivenciando uma situação de agressão. Quando falamos em violência doméstica há uma realidade mais dolorosa: dentro de quatro paredes é onde se inicia a maioria dos ataques. Segredos bem casados que muitas vezes são ignorados devido ao silêncio da vítima, medo de denunciar ou a velha máxima que em briga de marido e mulher não se mete a colher.
A exposição ‘Entre sem bater’ foi um convite à sociedade para sentir e entrar num ambiente onde as paredes escondem o que, na verdade, deveriam proteger: a violência contra a mulher. A programação do evento teve a estruturação de uma casa, especialmente montada para o visitante interagir com o ambiente e observar como o lar pode esconder muitas das violências domésticas.
Foi um convite a deixar que os sentidos apurem uma realidade que podemos e devemos mudar; e descobrir que o perigo mora nos pequenos detalhes. Uma série de ações tem envolvido a comunidade para estar atenta e levantar a bandeira de proteção. A informação é um dos pilares para essa conquista.”
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0 # Temer sanciona aumentoBeatriz Campos 27-11-2018 17:05
“Ilusão dos quase três milhões de brasileiros que assinaram o ‘Veta Temer’, contra o aumento abusivo de mais de 16% aos ministros do STF e a PGR, dado pelo Congresso, e que dará um rombo de R$ 6 bilhões nas contas públicas para 2019. Temer acaba de sancionar. Não nos esquecendo que, ao descer a rampa, Temer estará sem foro privilegiado. Então, agradando a justiça, quem sabe seu processo sobre o Porto de Santos, ficará esquecido em qualquer gaveta de lá, esperando que ele morra, dada sua idade avançada, deixando seus descendentes milionários? Ainda bem que esse Brasil dos ‘Temers da vida’ está com os dias contados.
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+2 # A música modernaJoão Cássio 26-11-2018 17:15
No final dos anos 80 e começo dos 90, antes mesmo de ser asfaltada a Avenida Esperanto, onde morava, em Promissão/SP, o rádio tocava canções que enchiam de fantasia o imaginário de nós, crianças: “Pegar carona nesta calda de cometa, ver a Via Láctea, estrada tão bonita” (Lindo Balão Azul, Guilherme Arantes), “Pra Lua: a taxa é alta, pro Sol: identidade. Mas já pro seu foguete viajar pelo universo, é preciso meu carimbo dando o sim sim, sim, sim. O seu Plunct Plact Zum Não vai a lugar nenhum!” (Carimbador Maluco, Raul Seixas).
A gente não sabia direito que significava essa coisa de universo, cometa, espaçonave – até hoje ninguém sabe ao certo –, mas essas canções foram a semente que hoje, no meu caso, ajudou a despertar o fascínio pelos mistérios que viajam pelo céu, os mistérios infinitos da vida. O Universo, onde se incluem não apenas as estrelas e as nebulosas mas também o próprio ser humano, é a obra-prima do Criador, uma obra viva, em constante movimento, à qual devemos estar sempre abertos a aprender e a nos expandir. A partir desse fascínio, passei a me abrir para astrologia, ufologia, viagem astral, enfim, assuntos que me inspiraram canções e trouxeram amigos que também ouviram Raul Seixas e Guilherme Arantes.
Mas vamos falar sobre bundas e instinto sexual, assuntos muito mais importantes, não é mesmo? Pelo menos, é o que parece por boa parte da música que chega massivamente às pessoas... Porém, a música está longe de ser mera diversão. Uma vez absorvida, se insere na consciência e passa a ser possibilidade de ação na vida prática. Tudo o que a gente faz de forma não instintiva está baseado no que está na nossa consciência, no nosso imaginário. Por isso, no caso da música, por exemplo, quanto maior a amplitude de temas, ritmos, melodias e harmonias uma pessoa tiver acesso, maior será o seu repertório de ações e, consequentemente, maior o seu raio de liberdade imaginativa.
Nos anos 90, década que abrangeu da minha infância à adolescência, existia uma gama considerável de estilos que tocavam nas rádios. Além das músicas infantis, tocava-se ostensivamente o sertanejo de Leandro & Leonardo, o rock dos Raimundos e do Charlie Brown Jr., o reggae do Cidade Negra, a lambada de Beto Barbosa, o pagode do Raça Negra, o samba do Fundo de Quintal, o axé de Netinho (da Bahia), o funk de Claudinho e Buchecha, as românticas de José Augusto, sem contar as baladas e a Dance Music internacionais e também as remanescências como Belchior e o próprio Raul Seixas...
Por mais que se pudesse questionar a qualidade das letras e a qualidade musical em comparação às décadas anteriores, havia uma diversidade estilística e temática abrangente. Nas duas últimas décadas, salvas as exceções de praxe, a produção nacional veiculada nas grandes rádios é majoritariamente dentro do sertanejo dito "universitário" e do funk, com temáticas que ressaltam bebedeira, sexo descompromissado e curtição. Não quero julgar os profissionais que tiram seus sustentos desses estilos, mas não se pode negligenciar a seguinte questão do ponto de vista filosófico e cultural: que tipo de comportamento está gerando o imaginário de pessoas que ouvem apenas esse tipo de música?
A arte não é apenas diversão, ela toca diretamente a alma das pessoas e seu uso para fins meramente mercadológicos afeta diretamente o destino de um povo. Por que não são tocados mais os artistas que trazem mensagem que contemplam os mistérios da vida, que questionam os rumos da sociedade, que falam de amor com sutileza e profundidade? Onde estão os novos Belchiores, Raul Seixas, Bob Dylans?
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0 # Coelba não atendeSolange Roque 19-10-2018 17:01
“Sou consumidora da Coelba, no estado da Bahia, e nós estamos há 15 dias sem o sistema de autoatendimento. Ou seja, a Coelba não presta serviço nem atendimento à comunidade, muito menos aos nossos usuários. Na hora de pagar nossas contas, que estão em dia, pelo menos as minhas, elas existem. Fora disso, a agência Coelba/Porto Seguro não presta serviços à comunidade há mais de 15 dias. Não consigo fazer a transferência de titularidade do meu imóvel pelo site. Nós gostaríamos de ter uma posição do responsável, mas aqui a gente não consegue nada. Tive na agência cinco vezes e não consigo ser atendida. Tentei ligar pela ouvidoria e só completa se for telefone fixo. Não tenho. Quero registrar o total desrespeito dessa empresa em fornecer atendimento a seus consumidores.”
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0 # Papel do professorDaniel Medeiros 11-10-2018 17:28
“Recordo-me da primeira mão levantada na minha aula. Isso foi há trinta anos. Eu falava sobre o Egito e não sabia mais que um punhado de informações decoradas. Um aluno no fundo da sala levantou a mão no momento em que eu descrevia as fases da evolução política do Egito Antigo: Antigo Império, Médio Império, Novo Império, Renascimento Saíta... ‘Pois não?’ Meu coração se acelerou. E se ele me perguntasse sobre algum faraó desse período saíta que eu sequer sabia por que se chamava assim? Hoje sei que se relaciona à capital estabelecida em Saís, neste período, como antes havia sido em Tebas, por exemplo. Olhei fixamente para ele e repeti: ‘pois não?’ E ele disparou: ‘professor, o que o senhor sabe sobre os satélites?’
Foi um susto e, ao mesmo tempo, um alívio. Saís, satélite, algum mecanismo de associação disparou na mente do meu aluno distraído e, tomado pela súbita dúvida, perguntou-me. Não me recordo o que respondi, mas, por muitos anos, esquecido de mim e da minha fragilidade, usei esta história como um exemplo da falta de preparo dos estudantes. Não percebia que meus esquemas de ‘Antigo Império, Médio Império etc’ não faziam o menor sentido para aqueles jovens e adultos de Supletivo que, cansados de seus trabalhos, iam para a aula em busca de um diploma exigido para seus sonhos de ascensão social.
Mas, de repente, em meio ao meu diálogo para surdos, com meus esquemas mal decorados, uma palavra ecoou diferente aos ouvidos deste jovem aluno e despertou uma velha (ou nova) curiosidade sobre satélites, este objeto mágico – na verdade um artefato humano altamente sofisticado, fruto de gerações de esforços e pensamentos, que transmite ondas de TV de um lado a outro do mundo quase instantaneamente, permitindo-nos assistir a coisas da China ou da Alemanha, ao vivo!
Onde ele teria ouvido falar de satélites? Na televisão? Em alguma conversa de trabalho? Teria, ao ouvir falar, feito que cara? De entendido? Ou já teria assumido antes esta dúvida, expondo-se corajosamente? E o que eu – que até hoje não sei como os satélites funcionam, nem sei se é correto chamar ‘ondas’ de televisão e muito menos como se dá a ‘mágica da transmissão ao vivo’ – devo ter respondido? Provavelmente devo ter alertado ao jovem aluno que a pergunta dele não guardava nenhuma relação com o conteúdo da aula e que, portanto, não era pertinente, desmerecendo qualquer resposta. É, devo ter cometido um crime destes.
Hoje reflito sobre essas memórias já desgastadas e percebo como essa minha profissão precisa ser repensada. O que faz de um professor um professor? Por que e em que medida ele pode ser útil? Um professor de jovens como eu sou ainda hoje, o que sabe da juventude que o ouve? Que escolhas deve fazer para exercer sua profissão frente a estes jovens do século XXI?
Sempre fui um decidido fã da cultura ocidental e dos arquétipos que o Ocidente desenvolveu ao longo dos séculos, forjando conceitos de primeira ordem, de caráter estruturante dos nossos discursos mais solenes: ‘democracia’; ‘família’; ‘trabalho’; ‘futuro’. Sempre acreditei que esses conceitos precisavam ser perpetuados e os ‘problemas’ atuais estão relacionados à nossa incapacidade de fazer valer uma escola que não ensina esses conceitos básicos de nosso projeto civilizacional.
Não sei como acreditei tanto tempo nisso. Sei que, felizmente, fui ficando velho e mais perspicaz. A escola é uma lugar de vivência e não de ensino desses conceitos. Encerrar dezenas de jovens em carteiras enfileiradas, exigir silêncio e ameaçar punições e lembrar provas com poderes de aprovar ou não e depois escrever ‘democracia’ no quadro é quase uma piada de mau gosto. Mas é assim que fazemos, muitos, durante décadas.
A escola é espaço público de construção de valores estruturantes para o mundo dos jovens e não mais para o nosso mundo que, felizmente, morrerá conosco. Não temos uma função, no sentido de cumprir um requisito para um fim. Temos um papel, de acompanhar, estimular, encorajar a construção desses estatutos para esse mundo do qual nos despediremos com lágrimas de felicidade ou de decepção.
Tudo o que chamamos de ‘alienação’, ‘despreparo’, ‘falta de interesse’ dos jovens é mais um estímulo que uma crítica. Para construírem esse mundo novo, devem se alienar do nosso. Se se apegarem só ao que está aí, não construirão um mundo novo, mas um remendo do velho. É fato que devem beber da fonte que forja tudo, o passado, mas eles serão os ferreiros, não nós.
O despreparo é a condição da juventude. Lembram da nossa? Ou somos uma geração que já sabia tudo na juventude? E éramos igualmente educados, comportados, aplicados, formais e silenciosos como queremos que eles sejam? É fato que podemos falar em escalas, mas não falamos disso. Dizemos: “a que ponto chegou! Assim não dá. Essa geração não tem limites!’ Mas qual é o ponto tolerável? Qual limite é aceitável? E mesmo esse ponto tolerável, esse limite aceitável, admitimos como um sinal de compreensão e abertura para o diálogo?
A falta de interesse, que é o desejo de estar junto, é reflexo dessa nossa mania de exercer função voltada aos fins e acreditarmos que os fins que os jovens devam almejar é o que nós determinamos e não o que eles vão escolher. O mundo será deles e não nosso. E não há muito do que se orgulhar do que estamos deixando para dizer a eles que devem ‘cuidar bem’ da nossa herança. Se ficarmos apenas nos quesitos ar, árvore e água, devemos, isto sim, muito mais desculpas do que exigências.
Sempre associei minha profissão a um ‘sacrifício’. Horas e horas em sala, fora as leituras, as provas, as atividades burocráticas. E as reuniões pedagógicas! Nunca conheci um professor que me dissesse: “Uau, que bacana a programação dessa semana pedagógica! Vamos aprender bastante, não?”.
Faço parte de uma classe de profissionais que se sente sacrificada. A recompensa – o que é, ao mesmo tempo, incrível e paradoxal – vem do carinho dos alunos, do sucesso deles, da lembrança da nossa existência na vida deles. Deles, dos mesmos jovens que criticamos e acusamos de ‘despreparados para o futuro’. Como se houvesse uma fórmula para o futuro. E pior: como se soubéssemos que fórmula é essa!
Lamento, 30 anos depois, da resposta que não lembro ter dado ao jovem do supletivo que queria saber sobre satélites. ‘Eu não sei responder isso a você, meu jovem’. Mas eu deveria ter estimulado sua busca e ajudado a buscar, indicando alguma referência. Meu papel é ajudar na construção das pontes. Minha função não é a de levantar barreiras. A escola deve ser um lugar de acolhimento. As provações, a vida já garante de sobra. Nosso papel é o de compreender que interesse é construção árdua e paciente e que não se impõe; compreender que autoridade é o que se reconhece em outro e não o que se estabelece a priori; compreender que preparo é uma palavra que morreremos tentando. E que futuro, ora, o futuro é a promessa que fazemos de estarmos juntos em parte do caminho. Por isso educar é um compromisso, uma promessa que se faz juntos. E o futuro passa a existir quando decidimos juntos essa partilha do tempo e do esforço por construir pontes e traduções de um mundo cujo sentido nós damos.
Esse é o papel da minha profissão. Professor. Com muita satisfação.”
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0 # A escolha dos parlamentaresMario Mello 05-10-2018 19:36
“Estamos a poucos dias das eleições e é notório que muitas pessoas já escolheram em quem votar para presidente, mas e para deputados federais e senadores? Que tal gastar um pouco dessa energia, de debates políticos para presidenciáveis nos demais cargos políticos?
Já passou da hora de tirar um tempo para pesquisar propostas de deputados e senadores, porque um país não é governado somente pelo presidente. É preciso colocar esforços também nos outros cargos. O senador é um agente político eleito para um mandato de 8 anos por meio de eleições diretas. Um senador representa um Estado da Federação – ou Unidade Federativa – e compõe o parlamento. O deputado federal, a princípio, é um representante eleito pelo povo para ocupar a Câmara, tendo como atribuições legislar e fiscalizar.
As informações estão disponíveis, a internet está cheia de informações, existem vários aplicativos que ajudam na hora da escolha. Existem até aplicativos que auxiliam no acompanhamento do trabalho desses políticos, como o Poder do Voto, que tem como objetivo proporcionar ao eleitor brasileiro maior clareza da representação política e auxiliar na construção do debate político saudável e do acompanhamento voto a voto dos parlamentares.
É diante dessas ferramentas que é possível ver com mais clareza quais candidatos são competentes e melhor preparados para liderar a nação. Existem muitos políticos honestos e capacitados à disposição da escolha do eleitor, basta enxergá-los e dar um voto de confiança.
Hoje não tem desculpa. O que os eleitores precisam fazer é priorizar seu tempo e conseguir estudar a melhor forma de construir um país melhor. O Brasil tem cura, só depende de você.”
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0 # Adiamento do horário de verãoDany Oliveira 05-10-2018 18:12
“A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) vê com profunda preocupação o adiamento do início do horário de verão no Brasil para 18/11/18, ao invés de 04/11/18, como planejado anteriormente. ‘Essa mudança, feita em prazo muito curto terá sérias consequências para milhões de passageiros que já compraram passagens ou fizeram planos, já que as companhias aéreas terão que reajustar os horários de voos e de conexão. Também interrompe o planejamento da malha de mais de 50 companhias aéreas, domésticas e internacionais, que operam no Brasil. Solicitamos ao Ministérios da Casa Civil, Transportes, Minas e Energia, à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e à Secretaria de Aviação Civil (SAC) reconsiderar essa mudança e iniciar o horário de verão como originalmente previsto, em 04/11/18’.”
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+1 # O fracasso da educação na BahiaReginaldo de Souza 01-10-2018 17:03
"O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB revelou o que o Governo da Bahia, insiste em não enxergar a catástrofe educacional. De acordo com os dados, a Bahia ficou com 3 pontos no Ensino Médio, abaixo da meta que era de 4,3. No Ensino Fundamental, do 6º ao 9º ano, o índice foi o mesmo de 2015: 3,7 pontos. Na Avaliação Nacional da Alfabetização 2016 ficamos com o sexto pior resultado, com 73% dos alunos insuficientes em leitura e 55% não atingiram os índices esperados para escrita.
Na avaliação da Educação Básica 2017, em Português, as notas somaram 242 pontos, menor que a nota considerada adequada pelo MEC (300 pontos). Atrás da Bahia está apenas o Estado do Pará. Em Matemática, as escolas estaduais somaram 243 pontos. A nota adequada é 350 pontos. Entre os últimos colocados, ficamos à frente do Amapá (242) e do Pará (237). Comparando os últimos dois anos, apresentamos queda de dois pontos, tanto em Português quanto em Matemática. Além da Bahia, outros nove estados ficaram abaixo da média.
No discurso dos governantes, tudo está sendo feito para melhorar a catástrofe pedagógico-educacional. Não basta elaborarmos o projeto político pedagógico de nossas escolas burocraticamente. Precisamos levar em consideração para qual sociedade, que cidadão homem e mulher queremos formar e qual educação vamos adotar. Educação não é mercadoria conforme é tratada pela BNCC.
A Base Nacional Comum Curricular da Educação Infantil e Ensino Fundamental (BNCC) homologada no dia 20/12/17, ‘define o que todos os alunos têm o direito de aprender e será referência para a (re)elaboração dos currículos em todas as redes e escolas do País, visando à formação humana integral e a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva’. Tem como marcos legais a CF/88, a LDB 9394/96, as DCNs e o PNE 2014. Grande parte das referidas legislações não é cumprida com qualidade e compromisso social.
Com o discurso de que a BNCC foi elaborada de forma ‘democrática’ através de 27 seminários estaduais, 12 milhões de contribuições (de professores, especialistas, associações científicas etc), ela estabelece o que os alunos devem aprender; exige docentes melhor preparados, valorizados e condições de trabalho adequadas para garantir aprendizagens alinhadas a realidade do século XXI, implicando na (re)elaboração do currículo da rede de ensino, formação de professores e gestores escolares para trabalhar o conteúdo em sala de aula (repensando planejamentos, avaliações internas, nacional, estaduais e municipais etc.
Entre as pseudo mudanças e avanços está a garantia de 10 competências assim distribuídas: Conhecimento: sobre o mundo físico, social, cultural e digital, valorizar e utilizá-los, entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar com a sociedade etc. Pensamento científico, crítico e criativo, exercitar a curiosidade intelectual, utilizar as ciências com criticidade e criatividade, investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções.
Repertório cultural: valorizar as diversas manifestações artísticas e culturais.
Comunicação: utilizar diferentes linguagens, expressar-se e partilhar informações, experiências, ideias, sentimentos.
Cultura digital: compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de forma crítica, significativa e ética.
Trabalho e projeto de vida: valorizar e apropriar-se de conhecimentos e experiências.
Argumentação: com base em fatos, dados e informações confiáveis.
Autoconhecimento e autocuidado: conhecer-se, compreender-se na diversidade humana e apreciar-se, cuidar de sua saúde física e emocional, reconhecendo suas emoções e as dos outros.
Empatia e cooperação: exercitando o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, respeitar e promover o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade, sem preconceitos de qualquer natureza.
Responsabilidade e cidadania: agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação.
Estas competências serão trabalhadas nas diversas áreas de conhecimento: Linguagens, Matemática, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Ensino Religioso.
O que precisamos questionar é: como desenvolver tais competências com docentes sem a formação necessária, desvalorizados e sem condições de trabalho adequadas? Como envolver a família e a sociedade no processo educacional, com a redução da meta do PIB de 10% (PNE 2014) para 7% e nunca atingida? Como garantir a qualidade com dirigentes municipais desqualificados para gerir a política educacional, utilizando empresas privadas e editoras para definir quais os rumos, metodologias e recursos para a educação transformada em mercadoria? O resultado continuará a ser o fracasso e uma catástrofe pedagógico-educacional."
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0 # Nota de lamentoVereador Xêpa 21-09-2018 20:09
“No dia 19/09/18, na sessão da Câmara, dos 11 vereadores eleitos pelo povo, somente três votaram a favor de dois Projetos de Lei que visam beneficiar toda a comunidade: Xêpa, Luciano e Indiara.
O Projeto de Lei de incentivo à cultura e o Projeto de Lei que regulamenta a obrigatoriedade do transporte escolar gratuito para os estudantes universitários, ambos de autoria do vereador Xêpa, foram reprovados na sessão por oito votos contra e três a favor.
Alguns vereadores alegaram não ter recebido os Projeto de Lei, mesmo com os mesmos tendo sido lidos na Ordem do Dia e entregues em cada gabinete há mais de um mês. Ambos os passaram por todo o trâmite legal da Câmara de Vereadores, inclusive pela Comissão de Justiça.
O Jurídico da Casa, de última hora, entrou com uma recomendação sugerindo a ilegalidade dos projetos devido à criação de despesas para o Poder Executivo. Os argumentos utilizados não foram suficientes e tentamos até o final argumentar, citando exemplos de outras cidades que aprovaram tanto a Lei de Incentivo à Cultura quanto a Lei da Obrigatoriedade do Transporte Universitário Gratuito via Poder Legislativo. Ou seja, era algo totalmente possível de ser aprovado caso os vereadores da base do atual gestor não tivessem votado contra.
O vereador Xêpa deixou claro, a todo momento, que não estava “inventando a roda”, mas sim lutando para tornar Cabrália uma cidade que prioriza a qualidade de vida e o respeito por seus moradores. Infelizmente as políticas a longo prazo, que asseguram os direitos dos cidadãos a terem acesso à cultura, a educação e a mobilidade urbana, parecem não interessar ao atual gestor.
Há algumas semanas, Xêpa comentou o quão forte tem sido a mão do Poder Executivo dentro da Câmara de Vereadores. Entendemos o que isso quer dizer. Como em uma Casa Democrática a maioria vence, dessa vez o povo perdeu.
Atualmente, quase todas as capitais do país e centenas de cidades com realidade parecida com a nossa possuem a Lei de Incentivo à Cultura sancionada, inclusive em algumas dessas cidades a lei foi proposta via Legislativo.
A regulamentação do transporte escolar universitário não cria uma nova despesa, pois o mesmo já é oferecido pelo Poder Executivo de nossa cidade. O Projeto de Lei tem o intuito de regulamentar essa situação, respaldando os estudantes.
É urgente que o município se adeque à nova realidade das políticas públicas educacionais universitárias na nossa região. Hoje, nós temos um número crescente de jovens cursando a universidade e garantir, tanto o transporte quanto a qualidade do mesmo, é uma forma de fomentar o crescimento da economia, da cultura e da educação de Santa Cruz Cabrália a médio e longo prazo. Agradecemos a todos que compareceram na sessão de ontem.”
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+2 # Desafios à educação infantilReginaldo de Souza 19-09-2018 14:08
“O resultado da luta por uma educação de qualidade no Brasil está expresso em vários documentos - Constituição de 1988, LDB 9394-96, Plano Nacional de Educação de 2014 e, mais recentemente, na BNCC da educação infantil e ensino fundamental. Documento de caráter normativo que define o conjunto de aprendizagens essenciais que todo(a)s o(a)s aluno(a)s devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica, a fim de assegurar seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento.
Na Educação Infantil - creche 0 a 3 anos e, pré-escola 4 a 5 anos, entre eles estão: conviver com crianças e adultos, em pequenos e grandes grupos, utilizando diferentes linguagens, ampliando o conhecimento de si e do outro, o respeito em relação à cultura e às diferenças entre as pessoas, brincar de diversas formas, em diferentes espaços, tempos e parceiros (crianças e adultos), ampliando e diversificando seu acesso a produções culturais, seus conhecimentos, sua imaginação, criatividade e, experiências emocionais, corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais.
Em época de ataque à democracia e apologia à violência, como garantir: o direito de participar ativamente, com adultos e outras crianças, tanto do planejamento da gestão da escola e das atividades propostas pelo educador quanto da realização das atividades da vida cotidiana, a escolha das brincadeiras, dos materiais e dos ambientes, desenvolvendo diferentes linguagens e elaborando conhecimentos, decidindo e se posicionando, explorar movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores, palavras, emoções, transformações, relacionamentos, histórias, objetos, elementos da natureza, na escola e fora dela, ampliando seus saberes sobre a cultura, em suas diversas modalidades (as artes, a escrita, a ciência e a tecnologia, expressar-se como sujeito criativo e sensível, suas necessidades, emoções, sentimentos, dúvidas, hipóteses, descobertas, opiniões, questionamentos) por meio de diferentes linguagens? E conhecer-se e construir sua identidade pessoal, social e cultural, constituindo uma imagem positiva de si e de seus grupos de pertencimento, nas diversas experiências de cuidados, interações, brincadeiras e linguagens vivenciadas na instituição escolar e em seu contexto familiar e comunitário.
As professoras e gestores precisam estar atentos aos campos de experiência e aos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento: eu, o outro e nós, corpo, gestos e movimentos, traços, sons, cores e formas, escuta, fala, pensamento e imaginação. E aos 4 e 5 anos, espaços, tempos, quantidades, relações e transformações.
Portanto, as atividades desenvolvidas em sala de aula devem refletir o planejamento à luz das competências gerais, campos de experiências, objetivos de aprendizagem e desenvolvimento e habilidades.
Secretários municipais de educação, gestores de estabelecimentos de ensino, de universidades e instituições que formam professore(a)s, a partir de sua realidade e pressupostos da BNCC, precisam refletir sobre: quais as principais implicações para a educação? Que tipo de mudança traz para a prática do(a) professor(a) em sala de aula? Como inserir as 10 competências voltadas ao desenvolvimento humano integral no dia a dia do ensino da educação infantil?
Quais princípios precisam ter o(a)s professore(a)s para garantir a democracia, participação e inclusão? Valorização do conhecimento e das culturas. Desenvolvimento integral, compromisso ético, político e estético. Respeito a diversidade, dignidade, equidade, justiça e honestidade, estar atento às necessidades físicas, emocionais e cognitivas, assegurar que todas as crianças aprendam etc.
Em tempos de negação dos direitos e valorização dos profissionais da educação, da falta de condições e infraestrutura de trabalho, o desafio está lançado...”
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0 # Segundo SolÁtila Alexandre 17-09-2018 14:47
“João Emanuel Carneiro, pelo respeito à sua trajetória que reúne sucessos inquestionáveis na dramaturgia, é que lhe dirigimos esta carta aberta.
Algumas religiões vivem momentos de perplexidade. Se, de um lado, são fantásticas as conquistas da humanidade, por outro, vemos em todo o mundo, homens, mulheres, e até crianças, exibindo sua face mais cruel, através das diversas faces do fanatismo, muitas delas, alimentadas pelo preconceito religioso.
O fanático não reflete. Para ele, uma notícia, ou quem sabe, um capítulo de novela, por exemplo, dispara, dentro dele, os mais selvagens e intolerantes sentimentos. Ele crê em verdades absolutas, para as quais não se admite contestação.
No capítulo da última 2ª feira na novela de sua autoria, ‘Segundo Sol’, é atribuída a uma personagem má a representação de uma ‘fezinha’, com a exibição de ‘oferendas’ à entidades, após ser mandante de um homicídio. No mesmo capítulo, alguém foge e se esconde num terreiro de candomblé. Isso tudo se passa em Salvador, Bahia, reduto de nossa ancestralidade e das raízes afro-brasileiras.
João Emanuel Carneiro, você foi extremamente infeliz nesse capítulo. Porque reforça, injustamente, a percepção negativa de entidades de luz que representam caminho, movimento e vida. Foi um retrocesso, João Emanuel. E que atinge todo o esforço dos seguidores de matrizes africanas, que acreditam no amor ao próximo, rejeitando qualquer tipo de sentimento ruim.
É muita intolerância religiosa, João Emanuel. E seu capítulo desta última 2ª feira estimulou os fanáticos religiosos. A gente tem lutado muito para que todas as religiões sejam respeitadas e que os intolerantes sejam penalizados por seus delitos. A Decradi, a Delegacia de Crimes Raciais e Combate à Intolerância, criada por nós, foi aprovada e transformada em realidade, justamente por causa do clima absurdo de intolerância em todo o país.
João Emanuel, talvez você não imagine o prejuízo causado pelo capítulo de ontem, escrito por você. Brasileiros perdem seus templos religiosos todos os meses devido à ignorância daqueles que confundem falta de caráter com fé inabalável. Você tem como corrigir isso. É um autor talentoso, reconhecido em todo o país como um dos melhores dramaturgos brasileiros."
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0 # Marcas e palavras genéricasValdomiro Soares 13-09-2018 16:49
“Imagine criar um produto tão revolucionário que, no futuro, seu nome não será apenas dele, mas sim um sinônimo para uma ação, uma classe ou até mesmo o nome de uma categoria de mercadoria? Podemos citar inúmeras marcas registradas que viraram sinônimos para seus produtos no Brasil como Isopor, Gilette, Band-aid, Bombril, Sucrilhos, Xerox e até mesmo Catupiry.
Nos Estados Unidos, palavras como estas costumavam ser protegidas por lei, até que alguns tribunais consideraram os termos genéricos e retiraram seus direitos de marca, como aconteceu com o celofane e a aspirina. Atualmente, a Google é quem está na mira da Suprema Corte americana.
Em prol de websites próprios, em 2016, David Elliott e Chris Gillespie apresentaram uma petição para utilizar a palavra ‘google’ em seus domínios. Isto ocorre porque nos EUA, o termo é sinônimo de “pesquisa na internet”. Contudo, para a justiça, a utilização da palavra seria violação dos direitos da marca.
Vale ressaltar que a lembrança do consumidor é fator importante na hora de inserir a sua marca no mercado. Com uma dose certa de publicidade, aderência e versatilidade, ela pode perdurar por gerações na ‘boca do povo’. Afinal, quem nunca ouviu falar do Cotonete ou da SuperBonder? Outras palavras bastante utilizadas para descrever a haste flexível e a cola instantânea.
Registrar sua marca corretamente perante a lei pode oferecer muitas vantagens semelhantes a estas. Neste caso específico do Google, a justiça não concedeu a perda dos direitos sobre o nome para a empresa, mas, caso tivesse concedido, muitos se aproveitariam da força do termo no mercado para gerar publicidade para seus próprios produtos.
Até julho deste ano, dados do Boletim mensal de Propriedade Industrial do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), informaram que as solicitações de registros de marcas alcançaram 18.266 pedidos. Por isto, esteja atento ao que a justiça oferece para proteger seu negócio. Registre sua marca, verifique perante aos órgãos responsáveis quais medidas precatórias tomar.
O futuro é incerto somente se você não souber exatamente o que está fazendo no presente. Sua marca é seu bem mais precioso, cuide daquilo que você construiu.
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0 # Conduta nas eleiçõesVeracel Celulose 11-09-2018 12:06
“Em função do ano eleitoral e campanhas políticas em curso, a Veracel Celulose esclarece que há mais de uma década não apoia candidaturas políticas, seguindo o que preconiza seu Código de Conduta e antecipando a legislação eleitoral vigente. Também não disponibiliza recursos, espaço ou sua imagem para promover interesses políticos pessoais ou partidários.
De mesma forma, nenhum colaborador pode realizar, em nome da empresa, contribuição em valor, bens ou serviços para campanhas ou causas políticas. A Veracel respeita o direito individual de seus colaboradores de se envolver em assuntos cívicos e a participar do processo político. Porém, tal participação deve ocorrer em seu tempo livre e à sua própria custa. Nessa situação, o colaborador deve tornar claro que as manifestações são suas e não da Veracel.”
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0 # Vacinação obrigatóriaLuiz Carlos Borges 10-09-2018 13:28
“As notícias sobre campanhas de vacinação e seus resultados revelam sistematicamente que as metas não vêm sendo atingidas. Esse fato gera natural preocupação na saúde pública devido ao recrudescimento de doenças existentes e reaparecimento de outras que pareciam erradicadas. Além disso, há o surgimento de doenças novas que, igualmente, merecem atenção em termos preventivos. Até alguns tipos de gripes têm registrados casos fatais, segundo recentes informações. Dados oficiais revelam baixa cobertura nas regiões; no Sudeste, que apresenta o melhor desempenho registrado, não mais do que 77% do público-alvo foram cobertos.
Sem dúvida, há uma espécie de conspiração contra a mobilização pela saúde pública. Inacreditavelmente, há pessoas e grupos com ideias antivacinação que pelas redes sociais disseminam conceitos estapafúrdios que vão de crenças religiosas a posições ideológicas. Esses grupos criam mitos e boatos, como sobre a imunização contra a gripe, de que a vacina faz com que a pessoa fique gripada, quando na verdade ela previne infecções e pode salvar muitas vidas. Esta realidade tem feito que os médicos se mostrem vigilantes e dediquem mais tempo para o convencimento sobre a importância da imunização preventiva.
A vacinação é o meio de enfrentar o problema e isso depende de campanhas sociais, chamamento e efetivas ações. Se as campanhas não estão produzindo os resultados esperados devem ser revistas e reestudadas para se saber onde estão as falhas. Ultimamente, foram deflagradas campanhas contra poliomielite, sarampo, febre amarela, dengue, influenza, entre outras, com baixo nível de imunização, o que é preocupante. No chamado dia D de vacinação contra sarampo e poliomielite o Ministério da Saúde informou que a cobertura ficou em torno de 40% do público-alvo e a mobilização foi estendida até o final do mês.
Essa dificuldade de resposta positiva não é problema atual, mas deve ser enfrentado com criatividade e rigor. Quando assumi o Ministério da Saúde, em 1987, ainda havia casos de poliomielite, principalmente no Nordeste. A população se mostrava refratária ao chamamento para comparecer aos postos de saúde. Foi necessário desenvolver uma campanha maciça, até o Exército colaborou indo às casas para vacinar a população e as metas foram cumpridas. Mas era preciso estimular a vacinação em todo o país. Então, o Ministério promoveu concurso nacional para criar um ícone, um personagem que influenciasse principalmente crianças. Surgiu a figura do “Zé Gotinha”, até hoje mantida, mas ultimamente muito pouco utilizada. Na época, o Brasil se tornou modelo em vacinação e a pólio foi erradicada. Em dezembro de 1987 assinei a portaria criando a figura do “Zé Gotinha”.
Atualmente a poliomielite é ameaça constante e somente pode ser barrada com imunização. De acordo com dados oficiais há risco de retorno da doença e mais de 300 cidades estão abaixo da meta preconizada para vacinação, o que levará à formação de bolsões de pessoas não vacinadas, possibilitando, assim, a reintrodução do poli vírus e do sarampo.
O Ministério da Saúde reconhece que há dificuldade em cumprir as metas e foi feito novo alerta para a gravidade da situação. Na sequência, campanhas foram realizadas sem modificação do quadro.
Tenho notado que as campanhas acabam prorrogadas, por não alcançarem as metas previstas, há casos em que até sobram vacinas em alguns municípios. Parece que há desinteresse da população, das famílias, e as doenças vão se alastrando. Entendo que se campanhas educativas e de conscientização não estão surtindo efeito desejado, que sejam obrigatórias. Há que se buscar formas e meios para isso e estabelecer punição de pais e responsáveis que se mostrarem desinteressados ou omissos, algo como suspensão de benefícios sociais ou mesmo multa pecuniária. Não será nenhuma arbitrariedade, pois se trata de saúde pública, do bem estar da população.
Para outras situações que colocam em risco especialmente crianças, como em educação e questões sociais, há instrumentos legais para chamar à responsabilidade e até punições previstas. Por que não adotar salvaguardas semelhantes quando se refere à saúde física? Somente a possibilidade de punição já seria suficiente para inibir eventuais omissões de responsáveis.
Não é admissível que doença que se supunha erradicada reapareça e que as endêmicas sigam a crescer, fazendo vítimas, causando preocupação e a passividade continue. Os riscos são evidentes. A possibilidade de algumas doenças graves que já haviam sido eliminadas no Brasil voltarem a atingir a população é uma realidade preocupante. Diante da ameaça do retorno do sarampo e da poliomielite, que podem ser prevenidas a partir da vacinação, os dados de cobertura vacinal no País se mostram abaixo da meta. É evidente a importância de manter a vacinação em dia para evitar essas doenças e suas sequelas.
Enfermidade não é apenas quadro patológico que afeta a população, contamina também a produção laboral e onera o sistema de saúde pública. A vacina é a melhor forma para evitar o retorno de doenças eliminadas e para atacar as que estão assediando a população. É na saúde que mais vale a máxima de que é melhor prevenir do que remediar. Imunização vacinal é o caminho preventivo - todavia, com seriedade, responsabilidade e se necessário com rígida obrigatoriedade.”
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0 # Incêndio Museu NacionalDaniel Marques 10-09-2018 13:14
“Entre todos os descasos do governo brasileiro, o sucateamento e consequente incêndio no museu nacional que havia completado 200 anos é um crime contra a humanidade e uma afronta a memória de D. João, à família imperial portuguesa que ali residiram e a todos os brasileiros. Nos últimos anos reduziram drasticamente as verbas para a manutenção do museu e o resultado foi transformar em cinzas mais de 20 milhões de peças de um acervo que contava a história do Brasil, da colonização portuguesa e de outros povos do mundo. Tal prejuízo inestimável, impagável e irreparável poderia ter sido evitado se houvesse um sistema contra incêndio semelhante ao existente na inútil e ineficiente Câmara dos Deputados ou no Senado Federal. Urge uma intervenção da ONU e das Nações Amigas para impedirem novos desastres evitáveis até em situação de guerra, porém corriqueiros no Brasil atual. Até quando assistiremos nossos bens materiais, imateriais e vidas perdidas para manutenção de uma casta milionária que sobrevive às custas da miséria e da destruição de nossa rica nação?”
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0 # Invasões em áreas privadasBené Gouveia – Sec. 09-01-2018 14:42
“De agosto até agora, o Governo do Estado e Polícia Militar não conseguiram a reintegração de posse, porque o processo vai para Salvador e só depois que retorna é que faz a reintegração. Isso é muito danoso, é muito ruim. Nós fizemos o nosso papel. A Secretaria de Meio Ambiente certifica que houve crime em área privada, mas até agora não houve reintegração. Eu gostaria que o crime ambiental fosse coagido de forma mais rápida, ou seja, que reintegração de posse fosse feita de forma mais rápida, para que aquilo não continuasse.”
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0 # Nova sede e 13º dos vereadoresJulio Cezar Varnier 09-01-2018 14:40
“País quebrado, cofres do Estado vazios, cidade sem dinheiro, e ouvimos nos botecos e nas rodas os entendidos em política e finanças falarem que os vereadores querem o décimo terceiro, que querem fazer uma nova sede, com custo aproximado de R$ 3.000.000,00.
Ouvindo isto e se confirmado for, chegamos à conclusão que em Porto Seguro a crise do Brasil não aconteceu, não acontece e nem vai acontecer. Se nós podemos pagar R$ 13.000,00 por mês a cada vereador (salário), sem contar as mordomias que devem ter, se nós podemos pagar 13º, se nós podemos fazer prédio novo de perto de 3 milhões de reais, certamente não temos crise.
Quantos em empreendimentos comerciais, hotéis, pousadas, restaurantes, barracas de praia, advogados e outras profissões medianas, seus proprietários conseguem tirar do caixa todo mês R$ 13.000,00 e ainda pagar impostos, funcionários, manutenção etc? Quantos conseguem? Será que 10 % dos empreendimentos conseguem esta façanha? Vereador é profissão? Por que entram uma vez na Câmara e nunca mais querem sair? Quais as mordomias que cada vereador tem?
Onde estão as instituições da cidade, como OAB, CDL, Associação Comercial, Observatório, Sindicato dos Hotéis e Restaurantes e outros, que ninguém se pronuncia? Tudo acontece e a sociedade nunca é consultada? Onde está a nossa cidadania?
Agora é a hora da mudança! Governos Municipal, Estadual, Federal e Câmara de Vereadores não produzem dinheiro. Quem produz dinheiro é o empresário, o plantador, o fazendeiro. E pagam seus impostos para governos gerirem bem o mesmo.
Não posso eu mesmo votar em meu benefício. Não podem vereadores votar em seu próprio benefício, sem escutar quem os paga. Eles não são patrões. São funcionários de quem trabalha na cidade. Temos que mudar esta cartilha de que “tudo podem e nada acontece”.
Aonde estamos, sociedade organizada da cidade? Até quando vamos bater palmas iguais a cordeirinhos amestrados?
Nossa cidade vive do turismo. Sem turismo teremos um problema social gigantesco, e a cidade não tem dinheiro para investir no turismo. Não conseguimos arrumar a passarela, não conseguimos instalar um teleférico da Cidade Histórica até Centro do Arraial d’Ajuda, não conseguimos um pier, uma marina; não conseguimos receber navios de cruzeiro, não conseguimos fazer um pórtico na cidade, não conseguimos fazer um calçadão do Centro até a Barraca do Gaúcho, com ciclovia, e para caminhada, pista mão única e volta pelo telégrafo, não conseguimos fazer um camelódromo! Tudo por falta de dinheiro! Mas, então, por que a Câmara, em vez de fazer prédio, não devolve o dinheiro que sobra para a Prefeitura, e se notabiliza como “os anos em que mais os vereadores devolveram verba para a cidade”? E a cidade investe no turismo, que vai trazer receita para todos.”
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0 # Presente de NatalIrapuam Negreiros 09-01-2018 14:40
“O melhor Natal que uma empresa do porte do Cambuí pode oferecer é ser politicamente correta, cumprir a legislação pertinente e disponibilizar instalações sanitárias decentes para os seus clientes. Espero que isso possa ser realizado em 2018.”
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0 # Comentário pertinenteJeferson Morgado 09-01-2018 14:39
"Perfeito o comentário do Julio Cezar, no trombone Nova sede e 13º dos vereadores."
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0 # Voto em BrancoPercival Puggina 09-01-2018 14:37
“Pesquisa do Instituto Paraná informa que quase a metade dos eleitores 47,3% para ser exato pretende votar em branco ou anular o voto para deputado federal na eleição parlamentar do ano que vem.
Não é uma beleza? O sujeito, por todos os motivos, está decepcionado com nossa representação política e convencido de que a maioria dos eleitores brasileiros é composta de irresponsáveis que só elegem filhos do capeta. Enojado por tanta safadeza, gostaria de ver todos longe do Congresso e presos. Qual sua reação? Faz beicinho, pega seus caminhõezinhos e vai embora dizendo que não brinca mais. Vai votar em branco, num gesto tão proveitoso quanto um chute na parede.
No entanto, é das pessoas conscientes da má qualidade de nossa representação parlamentar que se esperaria uma reação racional, capaz de promover a eleição de pessoas melhores, mais qualificadas. Ao eleitor indignado, o bom senso recomenda um chá de maracujá para acalmar, um bom período de observação da cena política no seu entorno, a análise dos nomes mais qualificados e o subsequente empenho pessoal para eleição, em 2018, do candidato escolhido.
Se, ao contrário, esses eleitores ficarem em casa, não entrarem na fila para votar, a única certeza possível em relação à próxima legislatura é a de que a quota de filhos do capeta será muito maior. E nossos amigos de beicinho estarão, queiram ou não, na fila dos que vão pagar a conta. Os que se lambuzaram junto com os corruptos e os que a eles venderam seus votos continuaram povoando o covil de ladrões. Só os indignados, os decepcionados e os que se julgam impotentes podem fazer diferença.
Atenção! Olha a ficha caindo! A campanha pelo voto em branco só não é patrocinada pela organização criminosa que devastou o país porque há quem, desinformado das consequências, faça a campanha por ela, afastando das urnas os eleitores de que os bons candidatos precisam.”
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