Bandido mais perigoso de Porto Seguro morre em confronto com a polícia

Marvison Paula Gomes, “Marvinho”, morreu em confronto com a Polícia Militar no dia 26/01/16, no povoado de Pindorama. Ele era suspeito de envolvimento na morte do soldado da PM Denílson Rodrigues, baleado em maio de 2015, durante um assalto frustrado à agência dos Correios de São José da Vitória. Marvison chegou a ser preso, mas escapou do presídio e vinha sendo procurado pelas autoridades.

De acordo com a polícia, uma operação foi deflagrada no povoado com o objetivo de capturar o suspeito, que também era acusado de chefiar o narcotráfico em Pindorama. Encurralado pela polícia, Marvinho entrou numa casa e teria feito reféns uma mulher e uma criança de quatro anos. 

Após tentativa de negociação para libertação dos reféns, a polícia adentrou o imóvel  e alvejou Marvison. Ele foi levado para o Hospital Luís Eduardo Magalhães, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.

Um grupo supostamente ligado ao foragido ateou fogo num ônibus da Brasileiro e num caminhão guincho, em protesto contra a ação policial. 

A Polícia Militar informou que equipes da CIPE-Mata Atlântica e do 8° BPM, após longo trabalho de inteligência, localizaram Marvinson, que, segundo a corporação, era um dos mais perigosos bandidos de Porto Seguro. Segundo a PM, a ação foi  resultado de diversas diligências da chamada "Operação Milícia de Bravos", desencadeada após o assassinato do Soldado Denisson Rodrigues no dia 21 de maio de 2015, num assalto à Agência dos Correios na cidade de São José da Vitória.  
                   
“Marvinho era um dos bandidos mais procurados pela polícia do Sul da Bahia.  Aos seus 20 anos, marcados pela brutalidade de seus atos, já possuía uma extensa ficha criminal com histórico de diversos homicídios, roubo a fazendas, a veículos, a estabelecimentos comerciais, tráfico de drogas e extorsões. Haviam contra ele três mandados de prisão”, afirma a PM, salientando que Marvison era apelidado como " o Terror de Pindorama”, localidade onde morava,  chegando a  expulsar produtores rurais de pequenas fazendas ou obrigando-os a vender suas propriedades a preços irrisórios a seus comparsas, sob ameaça de morte.

Ainda segundo a PM, o último crime atribuído a Marvison teria ocorrido há cerca de 15 dias, no distrito de Barrolandia, em Belmonte, onde teria matado um desafeto na disputa pelo tráfico de drogas. “Na data de hoje, ao ser localizado pelo comando de inteligência da PM de Porto Seguro,  tentou fugir do cerco quando se deparou com policiais da CAEMA. Em seguida, homiziou-se numa residência mantendo uma mulher e seu filho de quatro anos como reféns por cerca de cinco horas. Diante de uma crescente ameaça de morte aos reféns e do insucesso de quase cinco  horas de negociação, os policiais invadiram o local libertando os reféns e ferindo o criminoso, que foi socorrido, mas chegou sem vida ao hospital. Ele portava uma pistola  de calibre restrito 9 mm”, diz a polícia, ressaltando que, no decorrer da negociação, Marvinho teria ordenado aos comparsas que incendiassem veículos na rodovia BR 367 e provocassem tumulto na comunidade para dificultar sua prisão. “Como resultado da operação, a  PM espera reduzir o número de delitos graves na região os quais tinham Marvinho como principal autor. Além disso, busca restabelecer a sensação de segurança naquela localidade”.


Fotos ônibus incendiado: Benedito Neto

Foto do susperito: www.bahiadiaadia.com

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