Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar

Comentários   

0 # Convite Roda de DiálogoInstituto Sociocultural Brasil Chama África 17-08-2019 13:20
“O Instituto Sociocultural Brasil Chama África, em parceria com o Coletivo de Terreiros da Costa do Descobrimento tem a honra de convidar para a Roda de Diálogo com os Povos de Terreiros da Costa do Descobrimento, com o debate trazendo o tema Ancestralidade e Tradição de Matriz Africana, levando a religiosidade matriz africana a uma dimensão maior, além da prática litúrgica dos ritos de fé. A vivência dessa tradição forma o “ethos”, incorporando o legado da ancestralidade africana, incluindo língua, música, cosmovisão, perspectiva cultural expressão corporal, técnica de comunicação, o corpo literário de herança intelectual transmitindo oralmente entre gerações.
Será no dia 23 de agosto, das 10h às 17h, no Unzo de NKosi Raiz Amburaxo Casa de Pai Junior, Rua Trancoso, Porto Seguro. Em pauta estarão: articulação com a Suppir, Setur, Sepromi, Secult, institucionalização dos terreiros, escuta da experiência do Terreiro Matamba Tombenci de Ilhéus, com Marinho Santos e organização da Terreirada 2019.”
Responder | Responder com citação | Citar
+2 # Restinga de Santo AndréProjeto Maré e Instituto Géa 16-08-2019 15:26
“A vegetação de restinga rasteira protege as encostas da erosão, regula o avanço das marés e é o ambiente primordial para a segurança dos ninhos das tartarugas marinhas. A restinga é classificada como Área de Preservação Permanente (APA) protegida por lei ambiental (Resolução Conama nº 303/2002 e Lei Federal nº 11428/2006) e não pode ser arrancada, modificada, pisada e/ou servir de apoio para mobiliário ou áreas de sombra.
Principalmente após as altas marés de julho, as ramas finais da restinga merecem todo nosso cuidado, pois dessa preservação depende sua recuperação. As ramas finais podem parecer “mortas”, mas devem ser preservadas até a plena recuperação da vegetação.
Se você tem uma propriedade à beira mar, cuide para que a restinga à frente seja bem conservada. Essa é uma responsabilidade prevista por lei. Se você aluga sua casa, informe seus inquilinos sobre esses cuidados, pois podem não ter previamente esse conhecimento. Se você tem um empreendimento à beira da praia, cuide para que seus funcionários estejam bem orientados e que estas informações sobre preservação estejam afixadas em local visível.”
Responder | Responder com citação | Citar
+1 # Pequenos detalhes!Reginaldo de Souza Silva 03-08-2019 16:21
"O que é a vida? Diariamente centenas ou milhares de vida em todo o mundo são tiradas, muitas sem nenhum motivo aparente. Outras não são valorizadas! Em um mundo em que o ter vale mais do que o ser, em que a aparência vale mais do que a essência, onde os valores, a ética não tem mais sentido, são mutáveis, dependem da hora e do momento.
Todas as manhãs milhões de pessoas se dirigem ao ambiente de trabalho buscando os recursos necessários para a sua sobrevivência. Muito(a)s os fazem em áreas, ocupações que não lhes dão prazer, é apenas um meio de sobrevivência. Outro(a)s através dos estudos acreditam que podem mudar de vida, auferir mais lucros, encontrar um sentido na vida.
Como explicar que buscamos a felicidade e muitas vezes levamos a maldade, propiciamos tristezas? A barbárie chegou a um limite que a vida, a fé, a esperança viraram mercadoria. Cada um tem a que pode pagar!
Buscar o sentido da vida significa buscar o que nos traz sentido, porque lutamos, para quem! Como compreender a falta de um simples, sorriso, de um bom dia ou boa noite, de um obrigado, de uma desculpa, de um compartilhamento de sofrimentos? Pequenos detalhes!
Na vida homens matando, violentando mulheres, assassinando filhos, mães, pais e amigos! No trabalho uma competição, uma falta de ética, será o adoecimento social? A desvalorização da vida?
Para muito(a)s um bom dia ao porteiro, a empregada, ao motorista,ao padre, pastor, pai de santo, rezadeira quando saímos de casa e chegamos em nosso trabalho, um sorriso do(a)s filho(a)s, um abraço, um aperto de mão, um até mais e até mesmo evitar sofrimentos e dividir a dor de muito(a)s que até desconhecemos!
Mas, como dizem: a vida não pode parar! Um pequeno abraços no esposo(a), na companheira, um obrigado, bom dia, boa noite, conte comigo! Um biscoito, um suco, uma água, uma fruta, uma flor, uma passagem de ônibus, um apenas ouvir o que pensa e sente o colega de trabalho, de estudo, da luta diária!
Tenho observado que pequenos detalhes ao comemorar o aniversário, ao se despedir de quem amamos por não trabalhar mais conosco, não viver mais esta vida, não compartilhar as desavenças da vida, as ideias, as concepções políticas, religiosas, de opção sexual e de vida!
Porque envelhecemos não significa que perdemos o valor! Jovens que encaram a vida como apenas a busca do sucesso! Direções, Chefias, coordenações que não buscam propiciar um ambiente saudável e harmonioso, cada um é apenas uma peça no tabuleiro!
Chegamos a um momento da vida social que muitos tratam pessoas com problemas mentais como seres descartáveis, como caso de policia. Famílias os abandonam, outras acreditam que é um problema específico daquela família, daquela pessoa!
Cada um dá o que pode e o que quer! Jamais saberemos plenamente o quanto podemos dar, não apenas objetos, estes podem ser descartáveis! Amor, respeito, solidariedade, partilha, sentir a dor e a alegria do outro. Ao receber com todo o carinho um doce, um bolo e responder não estão bons, está “solado”! Muitas vezes nossas vidas não estão boas no ambiente de trabalho, de estudo, da família, social e religioso. Podem ser apenas Pequenos detalhes!"

Prof. Dr. Reginaldo de Souza Silva é coordenador do Núcleo de Estudos da Criança e do Adolescente - NECA/UESB
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Amazônia e os politicamente expostosAcelino Bastos 31-07-2019 22:00
Estamos vivendo a Era que preenchemos o vazio com “nada.” Na politica brasileira não é diferente, a polaridade se limita a troca de farpas.
De um lado criou-se figuras míticas, que precisam ser retroalimentadas de proezas para que a sociedade brasileira não descubra que são personagens, eles não existem. Do outro lado encontramos uma oposição irresponsável e truculenta, que está aposta para bloquear qualquer coisa que não leve sua logomarca.
A Amazônia ganhou por estes dias destaque na mídia nacional quando o Ministro da Educação Abraham Weintraub, em férias, jantava com sua família na paradisíaca praia de “Alter do Chão”, próxima a cidade de Santarém/PA, quando passou a ser instigado por um grupo de estudante, houve bate-boca.
Ai está o cerne da questão, até onde termina o Ministro e começa o cidadão Abraham Wintraub; as Pessoas Politicamente Expostas no Brasil não podem se dar ao luxo de serem pessoas comuns como acontece nos países desenvolvidos, que podem se misturar ao povo, apanhar metrô, ônibus, comer em restaurantes, fazer uma selfie. O outro fato que chamou a atenção dos brasileiros, foi a fala do Presidente Bolsonaro: “ O Brasil é uma virgem que todo tarado de fora quer...”, ao falar sobre a Amazônia.
Todos nós sabemos que ele, Bolsonaro, não faz uso de nenhum filtro ao falar, não faz porque não quer, não vejo humildade neste gesto, ao contrário enxergo essa postura com um profundo desatino, tipo, “falo o que eu quiser, não gostaram?, se lixem”. Qualquer frase, palavra de uma Pessoa Politicamente Exposta como ele, pode significar menos convênios, parcerias, bloqueio de verbas internacionais a serem aplicadas na conservação da própria região.
Sr. Presidente, como caboclo amazônico que sou, posso lhe garantir, a Amazônia não é mais virgem há muito tempo; agora não se demonstra soberania nacional devastando. Os grandes projetos trazidos para o pulmão do mundo, geraram poucos empregos e tributos, deixaram somente enormes crateras.
Monoculturas devastaram grandes áreas, concentram renda em poucas pessoas e comprometeram o solo. A saída é o agronegócio e a cultura extrativista sustentável, o uso racional do solo, aplicando novas técnicas e tecnologia, diminuindo a necessidade de vastas áreas, produzindo muito mais.
Só como exemplo, uma árvore centenária, transpira mais de 1.000 litros em único dia, agora imagine milhões delas, bilhões de todos os tamanhos, diâmetros. Os rios voadores como são conhecidos esses vapores, tem influência nas chuvas, na produção de alimentos em todo o Planeta Terra.
A Amazônia é do Brasil, mais do que isso, ela é patrimônio da humanidade.
Acelino Bastos é advogado, bancário aposentado e professor
Responder | Responder com citação | Citar
+1 # Literatura e vidaVerônica de Souza Santos 19-07-2019 18:34
“Inauguro a escrita em colunas de jornais falando de uma das artes que mais me movem: a literatura. Eu, que leciono há quase dez anos, carrego comigo o ledo engano de que aqueles que mais se dispõem a tecer críticas sobre a literatura soubessem da pluralidade que a envolve. Ledo engano: eu disse!
Numa reunião de inestimável apreço, ouvi e fiquei horrorizada com um dito conhecedor da literatura, ao expressar que “essa coisa de ‘literatura negra’, ‘literatura marginal’, ‘literatura feminina’ eram puras invenções! Será que eu ouvi bem? Ouvi. Ouvi e não tive reação para retrucar. Não por falta de argumentos, mas por perceber que não valia a pena debater com alguém que não estava disposto a dialogar e entender a questão.
No entanto, esta ocorrência me levou a pensar que aquele indivíduo não era o único no planeta que pensasse de tal maneira. As pessoas, quando se fecham para a possibilidade de aprender, mais estão ratificando o desinteresse em quebrar tabus e preconceitos do que a saber que a ciência é plural e viva.
Ensinar literatura é uma tarefa que vai além de colocar na cabeça das pessoas que Machado de Assis é o melhor, que Castro Alves é o maior de todos os poetas, que escritora igual a Cecília Meirelles não tem! Todos esses nomes que aqui citei pertencem a um cânone literário e este pertence a um rol de escolhas que tem remetente muito bem definido: a classe dominante.
Esta mesma classe apaga grandes nomes da nossa história como Carolina de Jesus, Daniel Mundurucu, Cassandra Rios, Eliane Potiguar, dentre outros. Essa mesma elite se ocupou de abreviar a vida de Lima Barreto condicionando-o a não fazer parte de uma Academia Brasileira de Letras porque ele escrevia para o povo, porque ele inaugurou a ideia de que os excluídos, subalternizados deveriam ocupar o espaço de protagonista.
Aproximo-me de Lima quando ele lembra uma Bruzundanga preocupada apenas com a estética parnasiana. Aproximo-me de Conceição Evaristo, quando em seus becos de memória, ela descreve o caminho percorrido pelas minhas (e de muitas outras mulheres negras!) insubmissas lágrimas. Nós que somos o útero desse mundo. Aproximo-me de Sojourner Truth quando ela, muito antes de Marx, nos coloca como o útero da humanidade: o que seria de Cristo sem a intervenção de uma mulher?
Essa mesma classe ainda hoje se surpreende com a foto encontrada recentemente de Machado de Assis: será que o alto poder intelectual do reconhecido bruxo do Cosme Velho não poderia estar contido no corpo de um homem preto e de fenótipos tão pouco finos? Talvez tudo isso doa a quem me ler mais pela dificuldade de reconhecer seus preconceitos do que pela incapacidade de abrir-se para o entendimento do que seja literatura. Os verdadeiramente estudiosos da literatura sequer acreditam em escolas literárias e sabem muito bem o porquê de seu uso.
Voltemos para os bancos escolares, da vida e entendamos que a literatura é tão plural que se permite ser traçada de todas as maneiras, por todos os grupos, por todos os indivíduos. Não nos falta conhecimento, (sei de muitos que, como eu, pregam a pluralidade literária e a defendem no plano teórico da questão!), falta o entendimento de que essa não aceitação beira as vértices do preconceito que impedem de aceitar que algo tão sofisticado possa estar em todos os lugares independente de classe, raça, gênero, credo ou da nossa vã filosofia!”
Responder | Responder com citação | Citar
+1 # Fake newsCondes-Fotós Imago Lab 19-07-2019 18:05
"Mais de 2,3 bilhões! Esse número gigantesco equivale a quantidade de internautas que utilizam a rede social Facebook mensalmente, segundo dados divulgados pela empresa, em 2018. Além da rede social, seu império também contempla as plataformas WhatsApp, Instagram e Messenger, ultrapassando o número de 2,6 bilhões de usuários. Portanto, em questão de segundos, bilhões de pessoas postam e compartilham um número quase incontável de informações. Todavia, se é impossível controlar tamanha expansão de dados, também é impossível conter as inverdades compartilhadas.
Uma pesquisa divulgada pelo Kantar Media, em 2018, constatou que as mídias sociais são a fonte de notícias com menor confiança do público, apenas 33% de aprovação. Apesar disso, em 2016, uma pesquisa do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT) ressaltou que as informações falsas, as chamadas fake news, têm 70% mais chance de viralizar que as notícias verdadeiras. Assim, embora muitos não confiem nas redes sociais, simplesmente, eles repassam aquilo que recebem, apesar de não estar certos de sua veracidade, nem ao menos de saber seu conteúdo. É o que afirma o resultado de outra pesquisa, também de 2016, divulgada pelo Instituto Nacional da França, segundo a qual 59% dos links compartilhados no Twitter não foram sequer nem clicados.
“Embora um bom número de internautas não confie nas mídias sociais, muitos acabam compartilhando determinadas informações, não por acreditarem no que divulgam, mas pelo desejo de que aquilo seja verdade. Afinal, muitas vezes, a notícia falsa é, simplesmente, espetacularizada e manipulada de acordo com os desejos do público; explicando-se, assim, a propagação de tantas fake News pelas redes”, disse o pesquisador e especialista em imagens há mais de 30 anos, o professor doutor Jack Brandão.
Ele acredita que a fotografia tem um papel fundamental nesse processo: “Pelo fato de a imagem fotográfica ser um ‘registro’ de determinado acontecimento, somos impelidos a acreditar que se trata de uma cópia fiel da realidade: fomos induzidos a acreditar nisso há mais de um século! Esquece-se, porém, de que aquilo que temos é apenas um outro acesso ao mundo real, agora via câmera. Assim, acreditar na verdade fotográfica é puro engano, afinal tais imagens podem ser editadas, descontextualizadas, recortadas, sem que nos atentemos para tais detalhes. Com as mídias digitais, esse abismo se dilata cada vez mais; pois, com a internet, pensa-se que é possível conhecer o mundo pela tela, mas se esquece de que tudo não passa de construções imagéticas elaboradas segundo a visão de seus autores”, ressalta Jack Brandão.
Para a jornalista e mestra em Ciências Humanas, Mariana Mascarenhas, pesquisadora do processo de comunicação, “toda e qualquer notícia divulgada jamais será uma representação do fato ocorrido, pois há uma série de fatores a serem considerados, como a intenção de quem divulga a informação, o olhar de quem apurou a notícia, as estratégias de manipulação, entre outros fatores. Todavia, embora sejam constatações óbvias, muitas vezes, nos esquecemos de tudo isso diante da nossa ‘ânsia’ em acreditar naquilo que é compartilhado. Da mesma forma que o escritor coloca suas impressões no texto, mesmo que implicitamente, o fotógrafo traz para a imagem registrada suas intenções e assim o público nunca terá contato com a realidade em si. Assim, é possível espetacularizar a notícia ou a imagem, torná-las mais emocionantes. Afinal, o que é mais atraente, a publicação de uma discussão entre um casal de famosos que, de fato, possa ter ocorrido, ou uma fake news que divulgue uma agressão entre os dois? Certamente a segunda opção gerará mais audiência”.
Percebe-se, dessa maneira, que conter a propagação de fake news é uma tarefa cada vez mais difícil, pois não se trata apenas de ser enganado, mas de querer acreditar e compartilhar a informação falsa, mesmo ciente de sua inverdade.”
Responder | Responder com citação | Citar
+4 # Estado soberano ou povo submissoAlessandro Souza de Limar 18-07-2019 15:40
"Agora tudo fica claro, notório e evidente aos olhos do público, as sérias divulgações que o site The Intercept Brasil vem divulgando. Em sua página oficial, o site introduz aos seus fiéis e estimados internautas uma série de diálogos comprometedoras do então atual Exmo. ministro da Justiça e também diretor da Polícia Federal (Sérgio Moro), em conluio com o procurador do Ministério Público (Deltan Dellagnol), desmobilizando a defesa do réu na Operação Lava Jato, operação esta que ficou mundialmente conhecida.
Por lei isto jámais pode acontecer num processo. Acusação e juiz se articulando no processo que envolve o ex-presidente Lula na Operação da Lava Jato. As sérias agressões e uma vasta ruptura de direitos sociais e civis, garantias que foram pactuadas em nossa Carta Magna. A imparcialidade, improbidade do Juiz Sérgio Moro, feriu grosseiramente a isonomia do poder jurisdicional do país. A atuação do então ministro da Justiça (um verdadeiro ator produzido pelo Grupo Globo de televisão) foi abusiva e arbitrária no processo em que a acusação (Ministério Público) auferiu a ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Lula).
‘Tudo e qualquer preso’, Claro. Um verdadeiro espetáculo, uma verdadeira telenovela em horário nobre, televisionado para milhões de pessoas e com duração de filmes sem precedentes, que ultrapassam horas de produções hollywoodianas. Embora o ex-presidente nunca estivesse negado a se apresentar na Justiça do País, presidente este que passou a faixa presidencial com mais de 88% de aprovação dos seus eleitores.
Documentos e/ou provas fraudados sem nenhum compromisso com a verdade, sem quaisquer apurações de sua concretude ou da verdadeira materialidade dos fatos, em acusação que hoje se tornaram uma falácia para os quatros cantos do mundo. Busca de depoimentos, condução coercitiva, delações premiadas de condenados que foram beneficiados pelos seus algozes/carrascos e que não tem nenhum compromisso com a verdade.
Visando a redução da pena, falam o que o MP queria ouvir juntamente com o juiz-político. Enfim, uma série de práticas que estão colocando em xeque as atitudes dos dois órgãos envolvidos. Divulgações de conversas de um (a) presidente (a) da república que nem se quer deveriam ter seu telefone grampeado. Neste caso aqui, quero dizer que o juiz, ao divulgar quaisquer conteúdos confidências que põe em risco a segurança nacional, causando conflitos na sociedade, é crime de segurança interna colocando o povo brasileiro em situação de vulnerabilidade.
Como pode um juiz agir de modo incompatível do que se pede hoje? Pois o referido juiz tinha a pretensão de causar a discórdia entre os cidadãos brasileiros. E não foram só esse os crimes ou abusos que o ministro Sérgio Moro cometeu. Pois ainda quero acreditar que ainda temos instituições sérias com o compromisso com a democracia e que seus membros regidos pela isonomia seguem o ordenamento jurídico, administrativos em cada respectivo órgão.
Dias depois, o Sergio Moro (juiz do processo que o MP instaurou contra Lula), aceitou um cargo público e então foi nomeado ministro da Justiça, por conseguinte diretor da Polícia Federal do governo Bolsonaro, de um governo claramente fascista, sexista, homofóbico e promíscuo, que usa a religião e religiosos como massa de manobra para cobrir o golpe militar, para cobrir sua farsa, uma verdadeira cópia do Adolf Hitler. O Hitler era inteligente e estratégico, ao contrário do Jair Messias Bolsonaro. Este é o presidente a quem o Moro se aliou (filiou-se).
A atitude do Exmo. Ministro vai de encontro aos seus discursos enquanto juiz e à sua inserção perante o julgamento do processo que envolve o processado Luiz Inácio Lula da Silva. Ora, sua imparcialidade foi questionada por diversas instituições do país, uma vez que um juiz de Direito, em plena atividade, não agiu de maneira coerente e compatível com os princípios jurídicos vigentes regulatórios. Mas as ações do então ministro foram de um ator político, isso que ele sempre foi. Todas as suas ações estão sendo submergidas sob um lamaçal. Pois não merecem ter considerações. Suas atividades estão sendo sucumbidas pelos rejeitos que a Vale despejou sob a cidade de Brumadinho e Mariana situadas no estado de Minas Gerais. São as de que me recordo neste momento.
Importante salientar ao povo que, este Estado Brasileiro também é a terra do 'bandido' e ex- senador Aécio Neves da Cunha, aquele que articulou o pedido de Impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, juntamente com seu companheiro, ex-deputado Eduardo Cunha. Ambos agora gozam das mordomias carcerárias, verdadeiros 'condomínios' construídos com verbas dos cofres públicos para bandidos de colarinho branco.
Do fundamento: da incidência e dos abusos cometidos do pelo então ministro da justiça Sérgio Moro, sob o Arts. 134, 135 e 137 do Código Processo Civil que alude a imparcialidade do juiz responsável pelo processo que diz: 'inseparável da figura do juiz é o seu caráter de órgão imparcial. Situado entre e acima das partes, condição primeira é que o juiz exerça atividades na relação processual com integral e manifeste imparcialidade. Pressuposto, pois, da relação processual é a imparcialidade do juiz. Nesse sentido se diz que o órgão judicante deve ser subjetivamente capaz. A incapacidade subjetiva do juiz afeta substancialmente a relação processual. E é ele subjetivamente incapaz, porque suspeito de parcialidade nos casos dos artigos acima supracitados.'
O Art. 134 diz respeito a imparcialidade do juiz, isto é, aquelas hipóteses em que ele, mais do que suspeito de parcialidade, está em situação fora de dúvida ou se apresenta como fora de dúvida. Nessas hipóteses, o juiz está impedido, quer dizer, proibido de exercer funções no processo. Já o Art. 135 do referido Código, tratando propriamente da suspeição, aponta aquelas situações em que 'se reputa fundada a suspeita de parcialidade do juiz'. Quer dizer, achando-se o juiz numa dessas situações, a presunção é a de que ele é suspeito de parcialidade.
Obs: reza dito dispositivo: 'Reputa-se fundada a suspeita de parcialidade do juiz, quanto: I – amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes; II – alguma das partes for credora ou devedora do juiz, de seu cônjuge ou de parente destes, em linha reta ou na colateral até o terceiro grau; III – herdeiro presuntivo, donatário ou empregador de alguma das partes; IV – receber dádivas antes ou depois de iniciado o processo, aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa, ou ainda subministrar meios para atender às despesas do litígio; V – interessado no julgamento da causa em favor de uma das partes.
Desta forma, portando, quero aqui apenas reforçar tudo que já é de conhecimento dos magistrados, bem como da população brasileira e de todo o resto do mundo. Termos em que se pede e espera a toda ordem jurídica legal, o afastamento, a exoneração, a cassação do mandato do 'falso' juiz Sergio Moro agora atual ministro da Justiça, bem como a do procurador Deltan Dellagnol. Neste sentido, priorizem ritos admitidos por lei, sendo assim, a comunidade dos magistrados brasileiros já se manifestaram publicamente sobre atitudes arbitrárias do Exmo. Ministro.
Esperamos ainda que todos os poderes (Ministério Público Federal, Tribunal Regional Federal, Supremo Tribunal Justiça, Supremo Tribunal Federal Procuradoria Geral da República, Ordem dos Advogados do Brasil, Conselho Nacional de Justiça, dentre outros) passem a praticar investigações, julgando de modo imparcial e com isonomia, sem quaisquer tipos de interferências, seja, pessoais e políticas. Do contrário caro eleitor nunca existiu democracia e que se ela existe é efêmera, uma farsa onde a oligarquia usa a seu favor de maneira que permitam a manipular o povo brasileiro. Quem comanda os legisladores são as grandes corporações e o dinheiro ('o mecanismo'). O real passa por Brasília em malas pretas ou nas cuecas dos políticos corruptos lobistas. Mas a trama meus caros, quero dizer, o sistema de corrupção não existe apenas na Câmara de Deputados ou no Senado Federal, a corrupção está também no judiciário. Novidade? Não, não é. Mas não deixe isso se naturalizar."
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Movimento negro, racismo e povos indígenasJúlio César Cardoso 20-06-2019 01:27
“Com todo o respeito – porque agora temos de ter muito cuidado com o que falamos para não sermos tachados de racistas e preconceituosos –, pergunta-se: por que só à comunidade negra o Legislativo Federal abre as suas portas para receber movimentos em prol de seus direitos e conquistas, enquanto a comunidade indígena, a verdadeira dona e titular deste país, é relegada e não tem o mesmo tratamento dos governos e políticos?
Dívida com os negros quem tem é a família portuguesa (imperial) que aqui se estabeleceu trazendo cativos esses seres indefesos, e não os brasileiros cá nascidos. Dívida pretérita, na realidade, temos, porém, com a comunidade indígena, que jamais deveria ser abandonada pelos governos e políticos. Nenhum indígena poderia ficar fora de seu habitat sem a proteção dos governos e políticos, pois este, sim, representa o autêntico titular da nação e que continua sendo expulso de suas reservas.
A comunidade afro-brasileira merece todo o respeito. Mas temos uma dívida muito maior com os povos indígenas, que também precisa ser reparada. Afinal, são os nossos indígenas os genuínos brasileiros de nossas terras muito antes de os negros aqui adentrarem. Os donos naturais das terras brasileiras, os indígenas, jamais poderiam viver em situação de miséria e marginalizados nas grandes cidades. Por exemplo, é comum testemunhar-se a marginalização de povos Kaingáng no Rio Grande do Sul, Santa Catarina etc.
O presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, senador Paulo Paim (PT-RS) declarou que “persiste na sociedade um racismo estrutural que delimita o acesso da população negra a uma efetiva cidadania”. Mas sobre os povos indígenas o senador silencia e não se preocupa, porquê?"
Júlio César Cardoso
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Greve em CabráliaPrefeitura de Santa Cruz Cabrália 18-06-2019 17:20
"A greve anunciada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais - Sinsppor, pega o governo municipal de surpresa e tende a dificultar o relacionamento entre município e sindicato, por causar quebra no elo confiança que vinha sendo construído. Desde o início da sua gestão, o atual chefe do Executivo Municipal tem aberto as portas de seu gabinete para a entidade, na legítima tentativa de buscar soluções para as questões que afligem a categoria, numa clara manifestação de respeito à sua representatividade e aos seus anseios.
Seguindo, assim, uma linha de ação absolutamente oposta àquela adotado pelo ex gestor, que não aquiesceu a nenhuma demanda ao longo dos oito anos do seu mandato. A entidade não pode perder de vista os avanços já alcançados nesta gestão. Já em 2017, rompendo um jejum de 14 anos, o município concedeu reajuste salarial de 10,67%, referente à data base de 2015.
Em 2018, firmou acordo para pôr fim à demanda judicial que buscava corrigir perdas salariais acumuladas ao longo de exercícios anteriores, decorrendo daí a edição da Lei nº 603/2018, que, aproveitando a oportunidade, acolheu outro anseio da instituição sindical referente à reforma do quadro de cargos, promovendo diversas correções.
E em 2019, seguindo ainda o acordo judicial, o município vem cumprindo com a quase totalidade das obrigações assumidas. Tudo isso, sem deixar de lado a concessão do reajuste salarial de 6,7%, conferido à categoria, referente ao exercício de 2019.
Desse modo, considerando as conquistas alcançadas nesta gestão e o franco apoio sempre dispensado pela Administração às demandas dos servidores do município, não nos parece sensata, e muito menos se revela adequada, a deflagração de movimento grevista em razão do atraso na elaboração do Plano de Cargos e Salários do Poder Executivo. Esperamos que o bom senso prevaleça.”
Responder | Responder com citação | Citar
+1 # AutoconhecimentoAugusto Monteiro 31-05-2019 19:08
“Quero lhe fazer uma pergunta. E você não tem nenhuma obrigação em me responder. Apenas questione-se. Quem é você? Sabe aonde pode chegar?
Acredito eu que você já fez inúmeras vezes este questionamento. E sei muito bem que a resposta não é tão simples. E se eu te disser que nascemos puros como um vaso e todo o recipiente é preenchido por centenas de milhares de influências que nos moldam conforme os desejos e anseios dos outros. E o que de fato é importante para elevar nosso potencial é deixado de lado. Levamos boa parte da vida tentando ser igual a tudo o que nos influencia, ao invés de buscar nos conhecer de verdade.
Veja bem: a sociedade lhe molda conforme seus interesses, o governo, as religiões, a cultura, as crenças, a mídia e até mesmo os esportes. Nem tudo o que o mundo está fazendo será benéfico para seu crescimento. Muitas vezes é preciso se dedicar um pouco mais a você. Mudar os paradigmas que lhe mantém no estado em que se encontra agora. São tantos, mas, diariamente, pessoas estão se libertando das amarras das influências alheias.
Exemplo disso são os nossos pais que nos amam. Agora pare um pouco e reflita comigo. Eles passam boa parte da nossa vida tentando criar uma cópia deles mesmos. Isso porque eles nos devotam um amor incondicional. Agora, imagine o que o resto do mundo não é capaz de fazer com você.
No entanto, é muito mais cômodo continuar nesta bolha em que me encontro do que tentar o novo. O novo reporta ao desconhecido. O seu horizonte será sempre o mesmo, caso não o veja de uma nova perspectiva. Você poderá passar a vida inteira buscando se conhecer, mas, lembre-se, uma jornada de mil milhas começa com apenas um passo.
O seu autoconhecimento não tem preço. Por isso, invista em você e se influencie por tudo aquilo que for benéfico a sua vida. Não se permita prender às correntes dos pensamentos que atrasam sua vida.”
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Marinha agradeceTenente Ferreira 27-05-2019 15:42
Gostaria, em nome da Delegacia da Capitania dos Portos de Porto Seguro agradecer a toda direção e equipe do Jornal do Sol pela divulgação do concurso. Aproveito para expressar toda nossa estima pela referida empresa."
Responder | Responder com citação | Citar
0 # STR de BelmonteJoão Milton Santos 20-05-2019 18:07
“Os pequenos agricultores e trabalhadores rurais de Belmonte vêm, há mais de três anos, enfrentando dificuldades com o fechamento do STR de Belmonte. Necessidades essas como deslocamento para outras cidades para resolver demandas burocráticas do dia a dia, sem falar da representação sindical com direitos e deveres não sendo utilizados pela categoria.
Desde que a sede própria desapareceu e o STR de Belmonte mudou para o endereço residencial de um diretor, que o atendimento não existe. Nós, da oposição, estamos nos organizando em reuniões desde julho de 2017 no sentido de resolver esta demanda. Demos buscas no cartório para saber da situação do sindicato e, infelizmente, o que encontramos foram várias irregularidades.
Tivemos acesso ao estatuto da entidade, que vem sendo descumprido no que diz respeito, principalmente, à convocação das eleições livres e abertas para o conhecimento de toda a sociedade. Neste sentido, encaminhamos uma representação acompanhada de um abaixo-assinado e de vários anexos do cartório ao Ministério Público do Trabalho de Belmonte no mês de abril mostrando as irregularidades da atual diretoria e pedindo uma intervenção no sentido de resolver essa situação. Estamos aguardando o posicionamento deste órgão público competente."
Responder | Responder com citação | Citar
0 # ParabénsOrlando Sulz Filho 08-05-2019 17:57
"Confirmo a renovação da assinatura do Monte Pascoal Praia Hotel. Parabéns pelo trabalho jornalístico que o Jornal do Sol faz em nossa região. Abraços."
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Empregos no meio ruralDaniel Marques 03-05-2019 19:57
“Foi divulgado um aumento expressivo na taxa de desemprego no Brasil no mês de março, entretanto, essa taxa deveria abranger o meio rural e a produção agropecuária. Moro em área rural e falta mão de obra para cuidar das lavouras, mesmo pagando um salário melhor do que anos anteriores, registro em carteira e benefícios.
O governo federal deveria propor medidas para atrair a população para o meio rural e assim diminuir o desemprego, aumentar a produtividade agrícola e a geração de renda. É inconcebível que as pessoas prefiram viver em dificuldade nas cidades mas não tenham motivação para trabalhar no campo e possuir qualidade de vida.”
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Seguimos trabalhando...Projeto Maré 03-05-2019 16:28
“Em nossa praia de Santo André da Bahia, entre outubro e junho de cada ano acontece o período de desova e nascimento de tartarugas marinhas. Nesta época, a mais quente do anos, milhares de tartarugas voltam às mesmas praias onde nasceram anos atrás para de reproduzir.
As fêmeas fazem duas ou mais desovas, dependendo da espécie a que pertencem. Nosso Projeto Maré trabalha pela proteção da vegetação da restinga e das tartarugas marinhas que desovam e nascem na praia de Santo André. E é nesse extenso período de desovas e nascimentos que temos o maior trabalho, especialmente porque boa parte desse período coincide com a alta temporada de verão e aumento do fluxo de frequentadores à praia e, também, com diversas festas comemorativas.
Diariamente, é feito por Vevé Freitas, Kinha Freitas e colaboradores eventuais o monitoramento da praia para identificação, cercamento e acompanhamento protetivo dos ninhos. Nosso biólogo Odair Schneider sempre a postos, faz a supervisão técnica de nosso trabalho.
As horas mais frias, pós anoitecer e até a madrugada, são as preferidas pela tartaruga mãe para desovar devido ao fato de o sol e a areia não estarem tão quentes. Mas isso tem apresentado variação ao longo dos anos, sendo observados nascimentos em horas variadas do dia.
O período de incubação varia de 45 a 60 dias, dependendo do calor do sol. As tartarugas filhotes têm mais chance de sobrevivência quando os ovos eclodem antes do amanhecer, pois assim chegam mais facilmente ao mar, logo depois de nascer.
Luz na praia, lixo e degradação da vegetação da restinga são grandes inimigos das tartarugas mães e filhotes. A luz causa desorientação desses animais em sua rota de deslocamento. Mantenha a praia escura! A vegetação de restinga oferece a estabilidade ideal para preservação dos ninhos. Conserve a restinga! Lixo plástico, muitas vezes, é confundido com algas e ingerido pelas tartarugas, causando sua morte. Mantenha a praia e oceano limpos!
Estamos numa Área de Proteção Ambiental (APA Santo Antônio). Respeite as normas e leis ambientais para construção, operação e uso da praia.
Unidos cuidamos melhor!”
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Trabalho que dignifica e mataMauro Felippe 30-04-2019 18:39
“’O trabalho dignifica o homem’. Quem nunca ouviu essa frase? A sentença é realmente verdadeira. Além de prover o sustento, trabalhar contribui para o bem estar e a saúde mental dos indivíduos. Mais ainda: promove a realização pessoal, o sentimento de utilidade e contribui para a construção da autoconfiança. No entanto, para que o trabalho verdadeiramente dignifique é preciso equilíbrio.
Durante a chamada Revolução Industrial, no Século XIX, os trabalhadores exerciam suas funções sob condições degradantes. Sem direitos, com jornadas que ultrapassavam 12 horas diárias, sem segurança, em condições insalubres e com salários baixíssimos, frequentemente, esses empregados sofriam acidentes nos locais de trabalho ou eram acometidos por problemas de saúde.
Em Chicago, as péssimas condições de trabalho levaram funcionários a se mobilizarem e organizarem uma série de protestos em 1º de maio de 1886. As manifestações persistiram nos dias seguintes, mas foi no dia 4 que tomaram visibilidade mundial. Durante o protesto que acontecia na Praça Haymarket, uma bomba explodiu, matando manifestantes e policiais. Após a explosão, a polícia abriu fogo contra os manifestantes e o movimento dos trabalhadores passou a ser duramente reprimido. No mesmo dia, muitas trabalhadoras também foram assassinadas em um mesmo local, fato este em foco até os dias de hoje. Assim, nascia o 1º de Maio, Dia Mundial do Trabalho.
No Brasil, segundo a historiadora Isabel Bilhão, as primeiras manifestações trabalhistas datam de 1891 e se colocaram a favor da república recém-instaurada no País. As manifestações exaltavam a classe trabalhadora, além de oferecerem apresentações musicais, disparo de fogos de artifício e passeatas.
Apesar disso, foi no governo de Getúlio Vargas que o 1º de Maio passa a ter grande importância, principalmente, por conta do projeto político que visava a aproximação com a classe trabalhadora. Os eventos enfatizavam valores cívicos e de ordem, além de servirem como palanque para os discursos de GV e anúncio das medidas tomadas pelo Governo em prol da classe, como o Decreto da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), férias remuneradas e o salário mínimo.
Apesar dos avanços, a classe trabalhadora, hoje, ainda enfrenta diversos desafios. De acordo com Jeffrey Pfeffer, professor de comportamento organizacional da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, anualmente, estima-se que o trabalho seja a causa da morte de 120 mil pessoas por ano só em solo estadunidense.
Já no Brasil, os dados da Previdência Social apontam que, de janeiro a setembro de 2018, 8.015 licenças (benefícios) por comportamentos obtidos no serviço e transtornos mentais foram concedidas pelo INSS. Um aumento de 12% em comparação com o mesmo período no ano anterior. Ainda, o Brasil continua sendo um dos campeões mundiais em acidentes de trabalho, principalmente os com morte. Portanto, é verdade sim, que o trabalho dignifica, mas sem garantias, direitos e, principalmente, equilíbrio, ele também mata.”
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Entulho na praiaSiegfried Michel 26-04-2019 17:26
“Bom dia ao responsável do Farol da Praia Restaurante! Ontem, ao chegar à praia onde sempre vamos para curtir e descansar perto da Ponta Grande, encontramos uma situação, no mínimo, desanimadora. O restaurante semi demolido, lixo para todos os lados. Nítido sinal de abandono, para não dizer outras coisas.
Não sabemos o motivo mas, como moradores, pedimos gentilmente que remova todo entulho e lixo que ali ficou por conta do resto do prédio. Aceite nossa opinião e devolva aquela praia, ao mínimo, com a qualidade de antes. Da forma como está oferece grandes riscos a quem gosta daquela praia para caminhar e descansar. Esperamos que nos retorne com fotos novas!”
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Cabrália desvalorizadaVereador Xêpa 23-04-2019 16:11
“Um município tão rico culturalmente, mas que carece de ferramentas e estratégias para a valorização da diversidade cultural e acompanhamento da gestão pública em cultura. Mais um ano sem chegança, bicharada, cordão de caboclo, engenho, sacizada, terno de reis, réplica da primeira missa, auto do descobrimento... Manifestações tradicionais da comunidade que não se veem mais pelas ruas como antigamente e que perderam espaço para um outro tipo de cultura, não democrática, que não inclui os moradores da cidade e que podemos chamar de "cultura para turista ver".
Não podemos esquecer, é claro, de citar a ausência de uma política de valorização do artesanato e da culinária local, elementos ricos em qualidade e diversidade, que carregam em si a essência do nosso município. Foi levando tudo isso em consideração que eu, vereador Xêpa, reivindiquei a criação do Conselho Municipal de Cultura de Santa Cruz Cabrália. Neste mês de abril completa um ano em que foi interrompido o processo das pré-conferências (que já estavam em andamento, protagonizadas pela sociedade civil).
Está na hora de retomar a criação dessa ferramenta de participação social na gestão pública, imprescindível para o levantamento das principais reivindicações da cultura e representatividade das diversas áreas do nosso município, além de contribuir para o fortalecimento da autoestima da classe artística. Aproveito o momento para também incentivar a criação do Conselho Municipal de Esporte e Lazer.”
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Planejando a aposentadoriaFlávia Rosa 25-03-2019 17:54
“O aumento da expectativa de vida dos brasileiros se torna um desafio para aqueles que estão prestes a se aposentar, mas que ainda não iniciaram um planejamento financeiro depois que deixarem de trabalhar.
De acordo com uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Banco Central do Brasil (BCB), entre os que não fazem qualquer tipo de plano financeiro para a aposentadoria, 36% alegam não sobrar dinheiro no orçamento e 18% atribuem à ausência de um plano ao fato de estarem desempregados.
Confira essas dicas:
Considere o INSS apenas como uma parte - Tenha uma cartela de opções para sua aposentadoria, pois o benefício do INSS provavelmente será incapaz de manter seu padrão de vida atual. Previdência Privada é ótimo para quem não consegue poupar sem uma prestação a pagar. Há também os investimentos em Tesouro Direto, LCI/LCA ou CDB. Alugar o imóvel é uma boa opção. Evite financiar um imóvel para alugar se o valor do aluguel não cobrir a parcela com os juros.
Evite a poupança, que, no geral, rende menos do que a inflação, ou seja, seu dinheiro passa a valer menos, pois os preços aumentam mais do que o patrimônio. E, por fim, verifique a relação tempo x quanto poupar. Quanto mais tarde começar a juntar, mais dinheiro deverá economizar por mês para sua aposentadoria."
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Destemperos de togaPercival Puggina 21-03-2019 13:31
“Em julho de 2014, um destacado cientista coreano da área de nanotecnologia anunciou haver desenvolvido, com sua equipe, um pequeno sensor cutâneo para medir as emoções do portador. Ao fazer o anúncio, arrematou: ‘no futuro, as emoções serão consideradas informações biométricas, como pressão arterial e temperatura’.
Não sei a quantas anda, hoje, o trabalho do Dr. Yong-Ho-Cho. Na ocasião, aquilo me fez pensar em algo mais sofisticado, possivelmente ao alcance do longo braço da tecnologia por vir. Refiro-me a um sensor ambiental de emoções. O aparelhinho ficaria sobre a mesa de reuniões e as luzes de seu painel passariam a exibir a qualidade e a intensidade das emoções emitidas pelos presentes. Tal conhecimento permitiria, por exemplo, saber se naquele ambiente emocional o tempo gasto na reunião seria produtivo ou não, indicando a necessidade de mudanças de ânimo.
O leitor destas linhas talvez esteja a atribuir-me intenções invasivas e totalitárias. Nada mais distante da realidade, porém. Peço-lhe calma, portanto. Apenas acompanhe o raciocínio e conheça, primeiro, o que me motivou a escrever hoje, partindo daquelas reflexões de inspiração coreana.
Sou telespectador frequente das reuniões do STF. Elas superam em interesse, utilidade e importâncias a maior parte de nossas emissoras de TV no horário da tarde. Não raro, diante do que vejo quando a câmera, estática, filma o colegiado e capta suas expressões fisionômicas; diante do que ouço e percebo no vocabulário, fraseado e tom de voz dos senhores ministros; diante do sentido explícito ou implícito daquilo que dizem; diante da retórica, dialética e erística empregadas, fico pensando no que estaria sendo captado pelo aparelhinho que a equipe do Dr. Cho poderia vir a desenvolver. Quais luzes acenderiam, e com que intensidade?
No olho e no ouvido, percebo manifestações de orgulho, vaidade, ciúme, inveja, ira, lisonja, arrogância e presunção. Raramente, e de poucas cadeiras, capto sinais virtuosos de anseio por justiça, benignidade, conexão com o interesse público e sua proteção, amor, fé e – por que não? - humildade.
E você, leitor? Num momento em que o STF e vários de seus ministros nos surpreendem com decisões cuja derradeira consequência é a impunidade e a debilitação da Lava Jato, parece importante ressaltar a relevância do Supremo pelo que faz, pelo que não faz e pelo que deveria fazer. O Estado de Direito e a democracia precisam dessa instituição. Por isso, seus membros deveriam, urgentemente, pensar sobre si mesmos, sobre seus sentimentos, e sobre o modo como a nação, soberana, os vê.
Sim, a nação os vê. O tal aparelhinho medidor de sentimentos e emoções existe na vida real. Ele opera pela percepção de milhões de pessoas em todo o país diante das sessões do STF transmitidas pela TV e pelas manifestações públicas dos senhores ministros. Essa percepção, infelizmente, capta muitos sentimentos incompatíveis com o bom exercício da missão institucional e, raramente, nobreza efetiva. Não é incomum que o STF decida contra a opinião pública, pois é uma corte constitucional. Mas deveria ser incomum um tribunal emitir sinais tão pouco virtuosos.”
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Funil da EducaçãoMarcelo Gallo 11-03-2019 14:10
“O Brasil evoluiu consideravelmente no acesso das crianças ao ensino fundamental. Conforme dados do Ministério da Educação, em 1980, 80,1% das crianças de sete até 14 anos estavam na escola. Em 2011, o percentual era de 97,6%. Avançamos na universalização do ensino, mas continuamos com graves problemas na evasão escolar e na qualidade da aprendizagem.
Temos muitas informações para exemplificar a precariedade da nossa situação atual, mas para ser objetivo, vou citar apenas o levantamento feito pelo Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo - SARESP, divulgado no dia 12 de fevereiro deste ano. Alguns dados informados: os alunos do 9º ano chegam com defasagem de três anos em matemática; apenas 14,2% dos alunos do 9ª ano apresentam o conhecimento adequado de matemática e somente 25,6% na língua portuguesa. Para os alunos do 3º ano do ensino médio, 45% não apresentam capacidade de interpretação de texto, um absurdo, considerando que estamos tratando de jovens, que teoricamente deveriam cursar uma faculdade no próximo ano.
Chegamos então no tópico referido no título deste artigo. Há um funil no processo educacional brasileiro, também conhecido pelo termo "evasão escolar", que vai deixando milhões de jovens pelo caminho, que acabam com baixa qualificação educacional, pouca ou nenhuma empregabilidade, excluídos do processo produtivo e da inclusão social gerada pelo trabalho e renda. Frequência escolar das crianças entre seis e 14 anos, 96,9%; frequência escolar dos adolescentes entre 15 e 17 anos, 68,4% e frequência escolar dos jovens entre 18 e 24 anos, 23,2%. Perceberam o funil?
No Brasil, conforme números do Ministério da Educação, apenas 18% dos jovens entre 18 e 24 anos estão em um curso de nível superior. Nos países ricos, a média é de 74%, conforme relatório da UNESCO.
Para um Brasil melhor, temos que ter como estratégia de País uma educação de melhor qualidade, mais acessível, atraente e que consiga despertar nos jovens o interesse pela continuidade de seus estudos, tendo como consequência uma maior qualificação, empregabilidade e geração de renda.”
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Transporte aéreo clandestinoShailon Ian 14-02-2019 17:01
“O Brasil ficou mais triste e menos crítico. Milhões de brasileiros acostumados a ouvir a voz do jornalista Ricardo Boechat todas as manhãs, com suas análises precisas, não tiveram a companhia do apresentador no seu trajeto até o trabalho. Aos 66 anos, Boechat faleceu em um acidente de helicóptero na cidade de São Paulo, no dia 11/02/19.
Helicóptero em que ele não poderia estar embarcado, tivessem os regulamentos aeronáuticos vigentes sido seguidos, pois a empresa contratada não tinha permissão para efetuar fretamentos com transporte de passageiros, ou seja, o que estava acontecendo era um transporte aéreo clandestino, sem o conhecimento de Boechat, claro.
O transporte aéreo clandestino se dá quando um proprietário de uma aeronave vende um voo sem as devidas autorizações para fazê-lo. Muitos veem isso como um zelo burocrático, mas na prática as estatísticas de acidentes mostram outra coisa. Os regulamentos aeronáuticos variam para operações privadas, de táxi aéreo e aviação comercial (as que envolvem grandes aeronaves), sendo cada vez mais restritivas, e as estatísticas mostram que o maior número de acidentes e mortes acontecem exatamente entre as operações privadas, onde também está o transporte aéreo clandestino.
Um táxi aéreo é obrigado a cumprir com uma série de requisitos adicionais de segurança, desde treinamento para seus tripulantes até requisitos de contratação, e uma aeronave para voar como um táxi aéreo, não raro, necessita de equipamentos adicionais que não são exigidos numa operação privada.
Assim, não é coincidência o maior número de acidentes entre os aviões privados, e não é mera burocracia exigir a certificação de um táxi aéreo para se vender fretamentos. É respeito pela vida humana.”
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Água acabando?Juliana Baladelli 12-02-2019 16:54
“Uma boa notícia: não, a água não está acabando. Não existe um “ralo” por onde a água saia do planeta Terra. Mas a água disponível para o consumo humano, em qualidade e quantidade suficiente, essa sim pode entrar em extinção.
A demanda por água doce está aumentando e ela está ficando mais escassa, com menor qualidade, como relatou recentemente a Unesco. A mudança do clima está provocando maior impacto no ciclo hidrológico, com eventos climáticos extremos mais frequentes, causando enchentes e alagamentos em diversas regiões, assim como estiagens e dificuldade no acesso à água em outras. A falta de água representa um risco econômico, riscos à segurança alimentar e à saúde humana. A água pode ficar cada vez mais cara e seu acesso mais restrito, provocando conflitos de interesse e disputa pelo seu uso.
As metas estabelecidas pelo Brasil no Acordo de Paris incluem a restauração de 12 milhões de hectares de floresta. Em termos de adaptação à mudança do clima e pensando na natureza como solução, saber onde plantar esses 12 milhões de hectares faz uma grande diferença. A restauração ecológica é uma forma muito estratégica de usar os recursos naturais para atingir as metas globais e melhorar a qualidade de vida da população brasileira, especialmente considerando o aumento de resiliência às mudanças climáticas e a retenção de sedimentos que chegariam aos rios, com melhoria da qualidade hídrica e conservação da biodiversidade por meio do estabelecimento de corredores ecológicos.
O relatório da Unesco denominado “Soluções baseadas na Natureza para a gestão da água”, lançado em 2018, aponta a combinação de infraestrutura verde e cinza como opção para redução de custos e redução geral de riscos. A implementação de Soluções baseadas na Natureza para a gestão de inundações – que garantam a infiltração de água na terra e reduzam o escoamento superficial de água – é totalmente coerente com a criação de parques lineares, estratégia defendida pela Fundação Grupo Boticário para adaptação de municípios aos impactos causados por chuvas extremas.
Estudos lançados nos últimos meses, com a participação da instituição, apontam que o investimento em infraestrutura natural promove a retenção dos sedimentos que chegariam até os rios, reduzindo assim os custos de tratamento de água, além de aumentar a vida útil do manancial, retardando em muitos anos a necessidade de buscar outras fontes de abastecimento. Resultados semelhantes foram observados nas bacias do Cantareira, em São Paulo; Guandu, no Rio de Janeiro; e do Rio Vermelho, em Santa Catarina.
O investimento na natureza traz benefícios relacionados ao controle de enchentes e aumento de resiliência que se estendem a outras localidades. Tal estratégia, representaria custos evitados na ordem de quase R$2 milhões de reais por ano aos catarinenses. Em São Paulo, a recuperação florestal de 4 mil hectares e a preservação das áreas naturais existentes levaria a uma redução de R$ 219 milhões em custos com o tratamento de água ao longo de três décadas.
Isso porque a natureza não vê fronteiras: os benefícios de uma área preservada podem ser sentidos a quilômetros de distância. O relatório da Unesco também aborda esse conceito de integralidade dos serviços ecossistêmicos, mostrando que a chuva que abastece a Bacia do Rio da Prata vem da evapotranspiração da Bacia Amazônica.
É preciso lembrar que as soluções baseadas na natureza trazem ainda benefícios adicionais, como o sequestro de carbono, que reduz os gases de efeito estufa na atmosfera e os impactos da mudança do clima, maior desafio que a nossa sociedade terá de enfrentar nas próximas décadas. A implantação de ações baseadas na infraestrutura natural permitem a expansão de habitats para a biodiversidade, combatendo as duas principais causas de pressão sobre a biodiversidade apontadas pela Convenção da ONU sobre Biodiversidade, que são a degradação de habitats e a mudança do clima.
As soluções baseadas na natureza dependem de ecossistemas saudáveis e somente a proteção dos ambientes naturais garante que poderemos contar com a natureza para nos ajudar a ter melhor qualidade de vida nos próximos anos. A biodiversidade depende de nós para que seja preservada, porém nós dependemos ainda mais da biodiversidade para garantir a vida no planeta, tal como conhecemos. Essa é outra boa notícia: só depende de nós mudar a forma como tratamos a natureza e o quanto poderemos contar com as soluções que ela nos oferece!”
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Taxa SelicMiguel Torres 08-02-2019 15:35
"O excesso de conservadorismo do Copom (Comitê de Política Monetária), em sua primeira reunião após Jair Bolsonaro assumir o governo, nos mostra, ao manter novamente a taxa Selic inalterada, e em patamar elevado, que o novo governo vai seguir prestando um desserviço à classe trabalhadora e à sociedade brasileira.
Diante da decisão de manter pela sétima vez consecutiva a taxa Selic, só podemos crer, infelizmente, que a política econômica continuará sendo a mesma adotada pelo governo anterior, ao atender única e tão somente aos interesses dos banqueiros e dos grandes especuladores.
Reiteramos que o governo, ao adotar uma política econômica que, por um período de alguns meses, reduziu os juros no estilo “conta-gotas” e, nas últimas reuniões, decidiu por conservar a taxa nos atuais 6,5% ao ano, não ajuda em nada a combater de forma eficaz o desemprego.
A taxa Selic continua extremamente proibitiva e, mais uma vez, o Brasil, em razão do excessivo conservadorismo daqueles que dirigem a economia do País, deixa escapar a oportunidade de apostar todas as suas fichas no setor produtivo.
Esperamos que o governo, nas próximas reuniões do Copom, adote uma política contundente de redução da taxa Selic, para que assim tenhamos um maior investimento no setor produtivo e, consequentemente, novos postos de trabalho formais sejam gerados, a informalidade seja reduzida e volte a fazer com que o Brasil retome, a passos largos, o caminho rumo ao seu desenvolvimento pleno."
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Taxação de vale-refeiçãoAntonio Neto 19-01-2019 12:01
“A Coordenação Geral de Tributação, da Receita Federal, determinou que ‘o auxílio-alimentação pago mediante tíquetes-alimentação ou cartão-alimentação integra a base de cálculo das contribuições sociais previdenciárias a cargo da empresa e dos segurados empregados’. Com a medida, o Programa de Alimentação do Trabalhador, instituído pela Lei 6.321/76 e regulamentado pelo Decreto 05/1991, fica ameaçado, uma vez que a Receita impõe caráter salarial ao benefício, taxando as empresas em 20% e os trabalhadores, em 8%.
Criado com o objetivo de melhorar as condições alimentares e nutricionais dos trabalhadores de baixa renda, o PAT cria condições para o aprimoramento da saúde, além de contribuir para a diminuição das doenças relacionadas à nutrição e à alimentação. Beneficia 20,9 milhões de trabalhadores; destes, 17,7 milhões ganham menos de cinco salários mínimos. São quase 270 mil empresas incluídas no programa.
Além disso, segundo o próprio Ministério do Trabalho, extinto pelo governo de Jair Bolsonaro, o Programa é essencial para o Brasil pois melhora a capacidade e a resistência física dos trabalhadores; reduz a incidência e a mortalidade de doenças relacionadas a hábitos alimentares; proporciona maior integração entre trabalhadores e empresa, com a consequente redução das faltas e da rotatividade; gera aumento na produtividade e a qualidade dos serviços; promove e educação alimentar e nutricional, divulga e conceitos relacionados a modos de vida saudável e fortalece as redes locais de produção, abastecimento e processamento de alimentos.
Além de ameaçar o bem-estar dos trabalhadores, num programa fundamental para a manutenção de sua saúde, a medida onera a folha salarial, o que, consequentemente, diminuirá o pagamento do benefício por parte das empresas e causará prejuízo ao setor de alimentação. Nessa esteira, estabelecimentos que exercem sua atividade baseada no comércio de alimentos, como os restaurantes, sofrerão também as consequências da decisão.
A Receita Federal prejudica o trabalhador e a economia. A partir do momento em que ela taxa o vale-refeição e alimentação do trabalhador, toda uma cadeia que depende desse benefício entrará em colapso. Esse benefício não tem natureza salarial, e por isso não pode sofrer incidência de contribuições. O departamento jurídico do Sindpd e da CSB está estudando os detalhes da medida para buscar, se necessário na Justiça, a revogação da decisão.”
Responder | Responder com citação | Citar
0 # AgroserviceOrlando Paggiaro 13-01-2019 16:32
Gostei desse jornal.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Parabéns ao Jornal do SolMiguel Euna 26-12-2018 17:47
"Acompanho com muita alegria e satisfação a evolução do Jornal do Sol. Desde seu primeiro número até este momento em que comemoramos suas 400 edições. Testemunha, com grande confiabilidade, todas as notícias e assuntos, tratados com muita seriedade e confiança, de Porto Seguro e do Brasil. Informação com confiabilidade é o lema do nosso querido Jornal do Sol.
Quero parabenizar também os anunciantes que, em grande número, participam com fidelidade deste jornalismo e amor a este meio de comunicação. Meus votos de muito sucesso, com um Feliz Natal e um Ano Novo com grandes realizações!"
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Contas aprovadasEvaí Fonseca 21-12-2018 16:03
“Foi divulgado através do portal do Tribunal de Contas dos Municípios do estado da Bahia (TCM-BA) o resultado do processo N° 03832e18, o qual aprova as contas referentes ao ano de 2017 da Câmara Municipal de Porto Seguro. Tal resultado demonstra claramente a lisura com que os trabalhos foram realizados, com a boa gestão dos recursos públicos, bem como do setor organizacional do órgão.
O trabalho teve como princípios a transparência e a ética, por respeito a cada eleitor que depositou sua confiança em cada eleito. A partir do ano em questão foram implementadas na Casa diversas melhorias, tais como implementação da Escola Legislativa, instalação do ponto biométrico, instalação de lixeiras para coleta seletiva do lixo, acessibilidade, sinalização dos gabinetes, incentivos aos funcionários, arborização e otimização das dependências da Câmara, sistematização da recepção, identificando assim todos que visitam a Casa, modernização do conteúdo online disponível no website oficial, redução das licitações, ampliação do plenário, com instalação do painel eletrônico que trouxe clareza às votações além de modernizar o sistema de geração de atas, projetos, requerimentos e indicações aprovados, dentre outras.
Fico bastante satisfeito e tenho certeza que o trabalho foi realizado da melhor forma possível. Não foram fáceis esses dois anos, onde tentamos mudar um sistema vigente há anos. Por vezes houve uma resistência que é natural, mas com determinação, cuidado e respeito emplacamos nosso modelo de gestão. Esse resultado do Tribunal de Contas dos Municípios anula qualquer tentativa de ataque daqueles que, por motivos escusos, tentaram denigrir nossa gestão.”
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Aquecimento globalDaniel Marques 18-12-2018 14:16
“Aquecimento global é uma realidade que a maioria das pessoas finge não acreditar, mas já sofrem seus efeitos, desde a proliferação de pragas, como escorpiões e baratas, até a escassez hídrica e incêndios, entre outros problemas.
Infelizmente, os pobres, que menos contribuem para o aquecimento, são os primeiros a sentirem esses efeitos, visto que os ricos, maiores consumidores de recursos naturais e poluidores, vivem em bolhas climatizadas, seja em seus carros, casa, no trabalho ou em shoppings centers, somente sentindo efeitos do calor quando vão à praia ou à piscina.
O planeta chegou ao limite de exploração de recursos naturais e exposição aos gases de efeito estufa, portanto, é imprescindível que haja uma conscientização individual na diminuição do consumo e emissão de poluentes, sendo essa a única maneira de deixaremos um planeta habitável para nossos filhos.”
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Mudança, sim. Retrocesso, nãoMonica Lupatin 18-12-2018 14:02
"Há algumas décadas, o país era uma promessa e, se olharmos o caminho percorrido até aqui, constatamos que ainda há muito por fazer para que as belezas e riquezas deste país deixem de ser apenas referências de postais e traduzam-se em dignidade e qualidade de vida no dia a dia de nossa gente.
Do ponto de vista social, contudo, é inegável que andamos para frente. Minorias passaram a ser enxergadas, consideradas. Grandes - e boas - lutas foram travadas para que as pessoas todas fossem respeitadas independentemente de cor, gênero, religião ou qualquer outra característica ou escolha pessoal. Todos têm o direito de viver ‘no meio’. Passamos a compreender - ou, no mínimo, estamos mais próximos desta compreensão - que não há o ‘diferente’, simplesmente porque não há o ‘igual. Todos somos únicos. E essa convivência harmoniosa entre todos, além de ser um direito, é que dá cor à vida.
A luta das pessoas com deficiência também viveu essa realidade. Se, em 2008, a ratificação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU foi uma demonstração de que ‘entendemos o recado’ do que era preciso fazer, o sancionamento da Lei Brasileira da Inclusão (LBI), em 2015, foi um passo concreto na busca de um Brasil mais inclusivo. Assim, fazer os 127 artigos da LBI acontecerem na prática é fundamental como próximo passo agora.
Outro dado a comemorar é a inclusão das pessoas no mercado de trabalho. Até 2015, último período de dados disponíveis da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), havia cerca de 403 mil pessoas empregadas pela Lei de Quotas. Levando-se em conta que o Brasil tem cerca de 45 milhões de pessoas com deficiência, isto é pouco. Contudo, considerando-se que este número tendia a zero 15 anos atrás e, ainda, considerando-se a falta de educação inclusiva das gerações que hoje estão em idade economicamente ativa, há, sim, razões para festejar.
A busca pelo cumprimento da Lei de Cotas fez muito mais do que apenas incluir as pessoas no mercado de trabalho. Elas foram incluídas também na sociedade, nas ruas, nas baladas, nos restaurantes, nas universidades. Na medida em que as pessoas são inseridas no mercado de consumo, elas são vistas, entendidas e respeitadas como consumidoras e há, então, uma quebra de preconceito gerada da forma mais simples e óbvia que pode ocorrer numa sociedade capitalista: a do poder econômico!
Nesta mesma linha, as isenções fiscais dos veículos 0 KM foram responsáveis por movimentar a economia e ampliar vendas num mercado que vem sofrendo muitas mudanças e ameaças. Essas isenções acabam permitindo que um número maior de pessoas tenha acesso a um automóvel garantindo, assim, mobilidade e o direito de ir e vir, num país que ainda tem falta de acesso adequado em vias e transporte público.
Não menos importante, o programa Viver sem Limite, anunciado pelo governo federal em 2011, estabeleceu um Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Entre as várias iniciativas, há que se destacar a oferta de casas acessíveis para famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil (com plantas adaptadas de acordo com a deficiência de seu comprador) a partir da integração ao Programa Minha Casa, Minha Vida e, especialmente, a criação do BB Acessibilidade, um programa de microcrédito do Banco do Brasil destinado ao financiamento de bens e serviços para auxiliar a acessibilidade, independência motora, autonomia e segurança para a pessoa com deficiência - fundamental se considerarmos que praticamente todas as ajudas técnicas das quais as pessoas precisam devem ser adquiridas por elas próprias, sem qualquer ajuda do Estado.
O fato é que caminhamos bastante, e para a frente. Mas sabemos que a estrada ainda é longa. O importante, então, é percorrê-la com determinação e sem conversões. Na direção correta. Sem desvios. É o caminho da efetiva inclusão social que precisamos. Queremos as crianças todas na mesma escola, as pessoas todas nos mesmos bares e cinemas. Queremos que as entradas e saídas sejam as mesmas para todos. Queremos pessoas sendo contratadas por suas habilidades e não por suas deficiências. Queremos, enfim, ter o direito de conviver com as pessoas todas, juntas e misturadas.
Chegará o dia em que não serão mais necessários tantos estudos para se definir o melhor termo para ‘enquadrar’ as pessoas numa determinada ‘categoria de gente’. Não serão necessárias tantas datas ‘comemorativas’" ou de luta. Não serão necessárias cotas. Mas para que esse dia chegue, é fundamental que mantenhamos nossas Secretarias e Conselhos, para a garantia de políticas públicas que elevem as pessoas com deficiência, garantindo-lhes equiparação de oportunidades, espaço, dignidade e respeito.
A Abridef está pronta e motivada para colaborar. E com a bússola na mão."
Responder | Responder com citação | Citar
0 # O trabalho no futuroDaniel Medeiros 11-12-2018 14:05
“Vivemos na era das incertezas. Essa expressão tornou-se comum não porque as incertezas tenham passado a existir só agora, mas porque se multiplicaram exponencialmente nas últimas décadas. Como sabemos, nunca tivemos certeza de nada, exceto da morte. Agora, nem isso. Já se fala em escaneamento da consciência, uma espécie de pendrive que seria conectado a um andróide e permitiria que vivêssemos e vivêssemos long time. Ficção Científica? Não. A ficção tornou-se o nome do que ainda não foi realizado e não mais do fantasioso e do mirabolante. E todas as mudanças mudarão as pessoas e as coisas em volta delas. Como entender e participar desse mundo?
É fato que há 30, 40 anos, quando pensávamos no futuro, apareciam na tela de nossa imaginação não mais do que umas seis ou sete possibilidades de trabalho: médico, engenheiro, advogado, militar, funcionário do Banco do Brasil ou de algum cartório, motorista de ônibus ou ajudador do pai na loja (lembrando que astronauta e arqueólogo eram profissões desejadas em um tempo ainda mais remoto).
Agora, o problema é que, diante da mesma pergunta, são dezenas as profissões possíveis, muitas das quais ainda nem têm nome, outras conhecemos de ouvir falar mas não sabemos exatamente quais habilidades seriam necessárias para exercê-las: energias renováveis, inteligência artificial, manipulação genética, robótica, internet das coisas etc e tal. Jovens miram perplexos o horizonte dos próximos anos e se perguntam: vai ter lugar para mim?
Tudo vai sendo virado de cabeça para baixo e as tradições que ancoraram tantas práticas sociais, conceitos e valores do mundo do trabalho, rapidamente vão se tornando obsoletas. Isso gera um desconforto, quando não um sentimento de revolta. Mas a saída continua a ser uma só: buscar entender as mudanças em vez de maldizê-las. Quanto maior a compreensão do que está acontecendo, maiores as chances de assumir um protagonismo nesses novos tempos. E então, o que está acontecendo? Como um jovem de hoje pode ter chance de uma boa colocação profissional no mundo de amanhã?
Em primeiro lugar, compreendendo que precisa aprender o tempo todo e precisa se comunicar com todo mundo. Ou seja: a ideia de ‘estar formado’ em algo, de ‘ter feito seus estudos’ em tal lugar, de ‘ter terminado a escola’ em tal ano, não tem mais nenhum futuro. Viver é aprender permanentemente e da maneira mais heurística possível. Heurística? É, trata-se do aprendizado que leva ao aprendizado, do questionamento constante e do uso intensivo da imaginação, da criatividade, do pensamento disruptivo. Disruptivo? Sim, refere-se ao pensamento que rompe com o padrão da normalidade, que rastreia novos paradigmas, que está sempre atento para outras maneiras de associação, composição, reorganização dos fatos e dos saberes.
Além de aprender o tempo todo, é preciso também poder se comunicar com todo mundo. Daí a importância de dominar as linguagens: línguas estrangeiras, linguagem da programação, mas também a linguagem social do network, a linguagem emocional das negociações, a linguagem afetiva das parcerias. Em resumo: conectividade e capacidade de tradução. Esses são os dois pilares do trabalho no futuro.
A escola, em algum momento, vai precisar contribuir para essa reconstituição de saberes, rompendo com a ideia de que há coisas que precisam ser aprendidas porque são coisas importantes. Não é assim que funciona. Tudo o que precisa ser aprendido não é importante por si, mas porque tem um papel no processo de transformação constante do mundo.
A linguagem matemática é fundamental, assim como a compreensão histórica ou o conhecimento dos seres vivos, mas apenas na medida em que estão inseridos no contexto da descoberta, que é o lugar da problematização; da justificação, que é onde se analisam os dados e apresentam-se as conclusões; e da aplicação, quando esses conhecimentos agem como ferramentas de transformação da realidade.
Assim, pensar uma escola a partir de cases, de questionamentos, de problematizações, associando diversas disciplinas com diferentes mentes de diversas idades, estimulando a formulação de hipóteses, sendo rigoroso na apresentação e verificação dos dados, premiando o esforço, a criatividade e o espírito de equipe - são os passos para colocar a escola no lugar de relevância para as exigências desse tempo que é o de olhar o horizonte e não enxergar o que há, mas imaginar o que haverá lá. Um tempo cujo futuro será uma invenção do presente.”
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Natal solidárioProjeto A Nossa Casa 11-12-2018 13:35
“Nós, do Projeto A Nossa Casa, atuamos há 13 anos em Porto Seguro dando suporte a crianças e adolescentes em vulnerabilidade social. Estamos aqui para pedir doações de brinquedos novos (1 brinquedo novo) para entregar no encerramento deste ano de 2018 e contamos com seu apoio em fazer uma criança feliz neste Natal. Desde já agradecemos.”
Responder | Responder com citação | Citar
+2 # Violência contra a criançaReginaldo de Souza 10-12-2018 17:20
“Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, (CF/88/ECA/90) mas, na realidade brasileira, ela é manifestada nas relações de poder e de gênero, questões culturais, faltas de mecanismos de proteção, no medo de denunciar, na ineficiência dos órgãos de atendimento e na certeza de impunidade.
Retrata uma população de 70% das vítimas de estupro no país, agravado entre 1980 e 2013 pela violência letal nas mortes por acidente de transporte, suicídio e homicídio de 689.627. Os negros morrem proporcionalmente quase três vezes mais do que brancos. Em 2013, na população de até 17 anos de idade, a taxa de homicídios de brancos foi de 4,7 e a de negros, 13,1 por 100 mil (FLACSO/PNUD, 2015).
Em 2014 foram registradas cerca de 12 mil mortes por causas externas na faixa etária de 5 a 17 anos, sendo 3,5 mil, de 5 a 14 anos e mais de 8 mil, de 15 a 17 anos, (CADÊ? Brasil 2016). Em relação a suicídios, há um significativo crescimento, 397 mortes em 2008, em 2014, 505 mortes, das quais 146, de 5 a 14 anos e 359, de 15 a 17 anos, quase dois suicídios por dia em 2014. A prevenção exige articulação intersetorial, interdisciplinar e multiprofissional, com a coparticipação do Estado, da sociedade e da família.
Há que se refletir sobre o comportamento dos policiais ao abordarem adolescentes de baixa renda, negros, LGBT ou que cometeram atos infracionais, o uso de algemas, a não prestação de informações sobre a situação e seus direitos, o não encaminhamento imediato ao local previsto legalmente (delegacia especializada); a não garantia do direito à identificação dos responsáveis por sua prisão; práticas de abuso de autoridade e o uso constante da violência, ferindo o direito ao respeito da inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral do adolescente; o recolhimento daqueles em situação de rua pelos profissionais de segurança pública, inclusive de forma repressiva, sem flagrante de ato infracional, pelo simples fato de estarem desacompanhados.
Crianças e adolescentes com deficiência têm seus direitos violados diariamente no ambiente escolar. Há 602.439 matriculados na rede pública de educação, equivalendo a 1,68%. Temos um cenário de 125.701 escolas públicas que não possuíam acesso ou banheiros adaptados, 73,72% na área urbana e 95,98% na área rural, agravados pela deficiência no atendimento psicopedagógico.
Há violência, preconceito e discriminação com a população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Relatório do MDH, em 2012, registrou 10 mil violências relacionadas a esta população, muitas sequer denunciadas. Agrava-se com as violações daqueles pertencentes a povos e comunidades tradicionais: indígenas, quilombolas, ciganas, ribeirinhas, povos e comunidades - de terreiro, de matriz africana e aquelas em situação de rua -, nos leva a pensar: Como garantir o direito à convivência familiar e comunitária?
O trabalho infantil com sérias consequências ao desenvolvimento físico, biológico e psicológico, contrários à legislação nacional e às Convenções 138 e 182 da OIT, representa 2,7 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos, (79 mil na faixa etária de 5 a 9 anos), 13% maior que 2014. Precisamos reconfigurar e fortalecer os CREAS e CRAS, integrados aos serviços e políticas de saúde, educação, esporte, cultura, lazer, direitos humanos etc.
Há violação dos direitos nos meios de comunicação com conteúdo violento e pornográfico a que são expostos de forma indiscriminada. Há também a intolerância religiosa por meio de publicações agressivas e ofensivas em websites, redes sociais etc.
Há fatores que impedem a garantia de direitos: nem sempre são ouvidos. O desconhecimento dos seus direitos, a não informação do devido processo legal, a ausência de advogados/defensores públicos para a defesa qualificada, a revitimização, os direitos violados, passam por vários órgãos de atendimento, procedimentos inadequados que promovem a exposição da vítima, flagrante violação de outros direitos.
A crescente judicialização dos direitos leva à morosidade no andamento dos processos. Varas de Infância e Adolescência, não possuem profissionais em número suficiente. A prática da Justiça Restaurativa é um importante instrumento para resolução de conflito, apesar da inexistência de defensorias públicas em todo o território nacional para promover o acompanhamento e garantia dos direitos.
E nos leva a refletir: existe escuta qualificada das vítimas de violência? Porque não há políticas integradas com foco na prevenção de violência contra crianças e adolescentes? Como enfrentar a violência no ambiente escolar, em instituições de acolhimento e no sistema de atendimento socioeducativo? Em épocas de uso massificado de equipamentos eletrônicos e acesso à internet: O que fazer para garantir o uso seguro das novas tecnologias da informação e comunicação social?
Como subsídio, as políticas a serem elencadas nas conferências municipais, estaduais e nacional dos Direitos das Crianças e Adolescentes, cada município e estado deve combater o preconceito e assegurar o acesso à justiça e às garantias legais sem discriminação de qualquer natureza.”
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Violência domésticaAss. Social PSeguro 27-11-2018 17:11
“Não há sentido para a violência, mas é através dos nossos sentidos que ela pode ser percebida. Visão, audição, tato nos permitem constatar que uma pessoa está vivenciando uma situação de agressão. Quando falamos em violência doméstica há uma realidade mais dolorosa: dentro de quatro paredes é onde se inicia a maioria dos ataques. Segredos bem casados que muitas vezes são ignorados devido ao silêncio da vítima, medo de denunciar ou a velha máxima que em briga de marido e mulher não se mete a colher.
A exposição ‘Entre sem bater’ foi um convite à sociedade para sentir e entrar num ambiente onde as paredes escondem o que, na verdade, deveriam proteger: a violência contra a mulher. A programação do evento teve a estruturação de uma casa, especialmente montada para o visitante interagir com o ambiente e observar como o lar pode esconder muitas das violências domésticas.
Foi um convite a deixar que os sentidos apurem uma realidade que podemos e devemos mudar; e descobrir que o perigo mora nos pequenos detalhes. Uma série de ações tem envolvido a comunidade para estar atenta e levantar a bandeira de proteção. A informação é um dos pilares para essa conquista.”
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Temer sanciona aumentoBeatriz Campos 27-11-2018 17:05
“Ilusão dos quase três milhões de brasileiros que assinaram o ‘Veta Temer’, contra o aumento abusivo de mais de 16% aos ministros do STF e a PGR, dado pelo Congresso, e que dará um rombo de R$ 6 bilhões nas contas públicas para 2019. Temer acaba de sancionar. Não nos esquecendo que, ao descer a rampa, Temer estará sem foro privilegiado. Então, agradando a justiça, quem sabe seu processo sobre o Porto de Santos, ficará esquecido em qualquer gaveta de lá, esperando que ele morra, dada sua idade avançada, deixando seus descendentes milionários? Ainda bem que esse Brasil dos ‘Temers da vida’ está com os dias contados.
Responder | Responder com citação | Citar
+2 # A música modernaJoão Cássio 26-11-2018 17:15
No final dos anos 80 e começo dos 90, antes mesmo de ser asfaltada a Avenida Esperanto, onde morava, em Promissão/SP, o rádio tocava canções que enchiam de fantasia o imaginário de nós, crianças: “Pegar carona nesta calda de cometa, ver a Via Láctea, estrada tão bonita” (Lindo Balão Azul, Guilherme Arantes), “Pra Lua: a taxa é alta, pro Sol: identidade. Mas já pro seu foguete viajar pelo universo, é preciso meu carimbo dando o sim sim, sim, sim. O seu Plunct Plact Zum Não vai a lugar nenhum!” (Carimbador Maluco, Raul Seixas).
A gente não sabia direito que significava essa coisa de universo, cometa, espaçonave – até hoje ninguém sabe ao certo –, mas essas canções foram a semente que hoje, no meu caso, ajudou a despertar o fascínio pelos mistérios que viajam pelo céu, os mistérios infinitos da vida. O Universo, onde se incluem não apenas as estrelas e as nebulosas mas também o próprio ser humano, é a obra-prima do Criador, uma obra viva, em constante movimento, à qual devemos estar sempre abertos a aprender e a nos expandir. A partir desse fascínio, passei a me abrir para astrologia, ufologia, viagem astral, enfim, assuntos que me inspiraram canções e trouxeram amigos que também ouviram Raul Seixas e Guilherme Arantes.
Mas vamos falar sobre bundas e instinto sexual, assuntos muito mais importantes, não é mesmo? Pelo menos, é o que parece por boa parte da música que chega massivamente às pessoas... Porém, a música está longe de ser mera diversão. Uma vez absorvida, se insere na consciência e passa a ser possibilidade de ação na vida prática. Tudo o que a gente faz de forma não instintiva está baseado no que está na nossa consciência, no nosso imaginário. Por isso, no caso da música, por exemplo, quanto maior a amplitude de temas, ritmos, melodias e harmonias uma pessoa tiver acesso, maior será o seu repertório de ações e, consequentemente, maior o seu raio de liberdade imaginativa.
Nos anos 90, década que abrangeu da minha infância à adolescência, existia uma gama considerável de estilos que tocavam nas rádios. Além das músicas infantis, tocava-se ostensivamente o sertanejo de Leandro & Leonardo, o rock dos Raimundos e do Charlie Brown Jr., o reggae do Cidade Negra, a lambada de Beto Barbosa, o pagode do Raça Negra, o samba do Fundo de Quintal, o axé de Netinho (da Bahia), o funk de Claudinho e Buchecha, as românticas de José Augusto, sem contar as baladas e a Dance Music internacionais e também as remanescências como Belchior e o próprio Raul Seixas...
Por mais que se pudesse questionar a qualidade das letras e a qualidade musical em comparação às décadas anteriores, havia uma diversidade estilística e temática abrangente. Nas duas últimas décadas, salvas as exceções de praxe, a produção nacional veiculada nas grandes rádios é majoritariamente dentro do sertanejo dito "universitário" e do funk, com temáticas que ressaltam bebedeira, sexo descompromissado e curtição. Não quero julgar os profissionais que tiram seus sustentos desses estilos, mas não se pode negligenciar a seguinte questão do ponto de vista filosófico e cultural: que tipo de comportamento está gerando o imaginário de pessoas que ouvem apenas esse tipo de música?
A arte não é apenas diversão, ela toca diretamente a alma das pessoas e seu uso para fins meramente mercadológicos afeta diretamente o destino de um povo. Por que não são tocados mais os artistas que trazem mensagem que contemplam os mistérios da vida, que questionam os rumos da sociedade, que falam de amor com sutileza e profundidade? Onde estão os novos Belchiores, Raul Seixas, Bob Dylans?
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Coelba não atendeSolange Roque 19-10-2018 17:01
“Sou consumidora da Coelba, no estado da Bahia, e nós estamos há 15 dias sem o sistema de autoatendimento. Ou seja, a Coelba não presta serviço nem atendimento à comunidade, muito menos aos nossos usuários. Na hora de pagar nossas contas, que estão em dia, pelo menos as minhas, elas existem. Fora disso, a agência Coelba/Porto Seguro não presta serviços à comunidade há mais de 15 dias. Não consigo fazer a transferência de titularidade do meu imóvel pelo site. Nós gostaríamos de ter uma posição do responsável, mas aqui a gente não consegue nada. Tive na agência cinco vezes e não consigo ser atendida. Tentei ligar pela ouvidoria e só completa se for telefone fixo. Não tenho. Quero registrar o total desrespeito dessa empresa em fornecer atendimento a seus consumidores.”
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Papel do professorDaniel Medeiros 11-10-2018 17:28
“Recordo-me da primeira mão levantada na minha aula. Isso foi há trinta anos. Eu falava sobre o Egito e não sabia mais que um punhado de informações decoradas. Um aluno no fundo da sala levantou a mão no momento em que eu descrevia as fases da evolução política do Egito Antigo: Antigo Império, Médio Império, Novo Império, Renascimento Saíta... ‘Pois não?’ Meu coração se acelerou. E se ele me perguntasse sobre algum faraó desse período saíta que eu sequer sabia por que se chamava assim? Hoje sei que se relaciona à capital estabelecida em Saís, neste período, como antes havia sido em Tebas, por exemplo. Olhei fixamente para ele e repeti: ‘pois não?’ E ele disparou: ‘professor, o que o senhor sabe sobre os satélites?’
Foi um susto e, ao mesmo tempo, um alívio. Saís, satélite, algum mecanismo de associação disparou na mente do meu aluno distraído e, tomado pela súbita dúvida, perguntou-me. Não me recordo o que respondi, mas, por muitos anos, esquecido de mim e da minha fragilidade, usei esta história como um exemplo da falta de preparo dos estudantes. Não percebia que meus esquemas de ‘Antigo Império, Médio Império etc’ não faziam o menor sentido para aqueles jovens e adultos de Supletivo que, cansados de seus trabalhos, iam para a aula em busca de um diploma exigido para seus sonhos de ascensão social.
Mas, de repente, em meio ao meu diálogo para surdos, com meus esquemas mal decorados, uma palavra ecoou diferente aos ouvidos deste jovem aluno e despertou uma velha (ou nova) curiosidade sobre satélites, este objeto mágico – na verdade um artefato humano altamente sofisticado, fruto de gerações de esforços e pensamentos, que transmite ondas de TV de um lado a outro do mundo quase instantaneamente, permitindo-nos assistir a coisas da China ou da Alemanha, ao vivo!
Onde ele teria ouvido falar de satélites? Na televisão? Em alguma conversa de trabalho? Teria, ao ouvir falar, feito que cara? De entendido? Ou já teria assumido antes esta dúvida, expondo-se corajosamente? E o que eu – que até hoje não sei como os satélites funcionam, nem sei se é correto chamar ‘ondas’ de televisão e muito menos como se dá a ‘mágica da transmissão ao vivo’ – devo ter respondido? Provavelmente devo ter alertado ao jovem aluno que a pergunta dele não guardava nenhuma relação com o conteúdo da aula e que, portanto, não era pertinente, desmerecendo qualquer resposta. É, devo ter cometido um crime destes.
Hoje reflito sobre essas memórias já desgastadas e percebo como essa minha profissão precisa ser repensada. O que faz de um professor um professor? Por que e em que medida ele pode ser útil? Um professor de jovens como eu sou ainda hoje, o que sabe da juventude que o ouve? Que escolhas deve fazer para exercer sua profissão frente a estes jovens do século XXI?
Sempre fui um decidido fã da cultura ocidental e dos arquétipos que o Ocidente desenvolveu ao longo dos séculos, forjando conceitos de primeira ordem, de caráter estruturante dos nossos discursos mais solenes: ‘democracia’; ‘família’; ‘trabalho’; ‘futuro’. Sempre acreditei que esses conceitos precisavam ser perpetuados e os ‘problemas’ atuais estão relacionados à nossa incapacidade de fazer valer uma escola que não ensina esses conceitos básicos de nosso projeto civilizacional.
Não sei como acreditei tanto tempo nisso. Sei que, felizmente, fui ficando velho e mais perspicaz. A escola é uma lugar de vivência e não de ensino desses conceitos. Encerrar dezenas de jovens em carteiras enfileiradas, exigir silêncio e ameaçar punições e lembrar provas com poderes de aprovar ou não e depois escrever ‘democracia’ no quadro é quase uma piada de mau gosto. Mas é assim que fazemos, muitos, durante décadas.
A escola é espaço público de construção de valores estruturantes para o mundo dos jovens e não mais para o nosso mundo que, felizmente, morrerá conosco. Não temos uma função, no sentido de cumprir um requisito para um fim. Temos um papel, de acompanhar, estimular, encorajar a construção desses estatutos para esse mundo do qual nos despediremos com lágrimas de felicidade ou de decepção.
Tudo o que chamamos de ‘alienação’, ‘despreparo’, ‘falta de interesse’ dos jovens é mais um estímulo que uma crítica. Para construírem esse mundo novo, devem se alienar do nosso. Se se apegarem só ao que está aí, não construirão um mundo novo, mas um remendo do velho. É fato que devem beber da fonte que forja tudo, o passado, mas eles serão os ferreiros, não nós.
O despreparo é a condição da juventude. Lembram da nossa? Ou somos uma geração que já sabia tudo na juventude? E éramos igualmente educados, comportados, aplicados, formais e silenciosos como queremos que eles sejam? É fato que podemos falar em escalas, mas não falamos disso. Dizemos: “a que ponto chegou! Assim não dá. Essa geração não tem limites!’ Mas qual é o ponto tolerável? Qual limite é aceitável? E mesmo esse ponto tolerável, esse limite aceitável, admitimos como um sinal de compreensão e abertura para o diálogo?
A falta de interesse, que é o desejo de estar junto, é reflexo dessa nossa mania de exercer função voltada aos fins e acreditarmos que os fins que os jovens devam almejar é o que nós determinamos e não o que eles vão escolher. O mundo será deles e não nosso. E não há muito do que se orgulhar do que estamos deixando para dizer a eles que devem ‘cuidar bem’ da nossa herança. Se ficarmos apenas nos quesitos ar, árvore e água, devemos, isto sim, muito mais desculpas do que exigências.
Sempre associei minha profissão a um ‘sacrifício’. Horas e horas em sala, fora as leituras, as provas, as atividades burocráticas. E as reuniões pedagógicas! Nunca conheci um professor que me dissesse: “Uau, que bacana a programação dessa semana pedagógica! Vamos aprender bastante, não?”.
Faço parte de uma classe de profissionais que se sente sacrificada. A recompensa – o que é, ao mesmo tempo, incrível e paradoxal – vem do carinho dos alunos, do sucesso deles, da lembrança da nossa existência na vida deles. Deles, dos mesmos jovens que criticamos e acusamos de ‘despreparados para o futuro’. Como se houvesse uma fórmula para o futuro. E pior: como se soubéssemos que fórmula é essa!
Lamento, 30 anos depois, da resposta que não lembro ter dado ao jovem do supletivo que queria saber sobre satélites. ‘Eu não sei responder isso a você, meu jovem’. Mas eu deveria ter estimulado sua busca e ajudado a buscar, indicando alguma referência. Meu papel é ajudar na construção das pontes. Minha função não é a de levantar barreiras. A escola deve ser um lugar de acolhimento. As provações, a vida já garante de sobra. Nosso papel é o de compreender que interesse é construção árdua e paciente e que não se impõe; compreender que autoridade é o que se reconhece em outro e não o que se estabelece a priori; compreender que preparo é uma palavra que morreremos tentando. E que futuro, ora, o futuro é a promessa que fazemos de estarmos juntos em parte do caminho. Por isso educar é um compromisso, uma promessa que se faz juntos. E o futuro passa a existir quando decidimos juntos essa partilha do tempo e do esforço por construir pontes e traduções de um mundo cujo sentido nós damos.
Esse é o papel da minha profissão. Professor. Com muita satisfação.”
Responder | Responder com citação | Citar
0 # A escolha dos parlamentaresMario Mello 05-10-2018 19:36
“Estamos a poucos dias das eleições e é notório que muitas pessoas já escolheram em quem votar para presidente, mas e para deputados federais e senadores? Que tal gastar um pouco dessa energia, de debates políticos para presidenciáveis nos demais cargos políticos?
Já passou da hora de tirar um tempo para pesquisar propostas de deputados e senadores, porque um país não é governado somente pelo presidente. É preciso colocar esforços também nos outros cargos. O senador é um agente político eleito para um mandato de 8 anos por meio de eleições diretas. Um senador representa um Estado da Federação – ou Unidade Federativa – e compõe o parlamento. O deputado federal, a princípio, é um representante eleito pelo povo para ocupar a Câmara, tendo como atribuições legislar e fiscalizar.
As informações estão disponíveis, a internet está cheia de informações, existem vários aplicativos que ajudam na hora da escolha. Existem até aplicativos que auxiliam no acompanhamento do trabalho desses políticos, como o Poder do Voto, que tem como objetivo proporcionar ao eleitor brasileiro maior clareza da representação política e auxiliar na construção do debate político saudável e do acompanhamento voto a voto dos parlamentares.
É diante dessas ferramentas que é possível ver com mais clareza quais candidatos são competentes e melhor preparados para liderar a nação. Existem muitos políticos honestos e capacitados à disposição da escolha do eleitor, basta enxergá-los e dar um voto de confiança.
Hoje não tem desculpa. O que os eleitores precisam fazer é priorizar seu tempo e conseguir estudar a melhor forma de construir um país melhor. O Brasil tem cura, só depende de você.”
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Adiamento do horário de verãoDany Oliveira 05-10-2018 18:12
“A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) vê com profunda preocupação o adiamento do início do horário de verão no Brasil para 18/11/18, ao invés de 04/11/18, como planejado anteriormente. ‘Essa mudança, feita em prazo muito curto terá sérias consequências para milhões de passageiros que já compraram passagens ou fizeram planos, já que as companhias aéreas terão que reajustar os horários de voos e de conexão. Também interrompe o planejamento da malha de mais de 50 companhias aéreas, domésticas e internacionais, que operam no Brasil. Solicitamos ao Ministérios da Casa Civil, Transportes, Minas e Energia, à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e à Secretaria de Aviação Civil (SAC) reconsiderar essa mudança e iniciar o horário de verão como originalmente previsto, em 04/11/18’.”
Responder | Responder com citação | Citar
+1 # O fracasso da educação na BahiaReginaldo de Souza 01-10-2018 17:03
"O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB revelou o que o Governo da Bahia, insiste em não enxergar a catástrofe educacional. De acordo com os dados, a Bahia ficou com 3 pontos no Ensino Médio, abaixo da meta que era de 4,3. No Ensino Fundamental, do 6º ao 9º ano, o índice foi o mesmo de 2015: 3,7 pontos. Na Avaliação Nacional da Alfabetização 2016 ficamos com o sexto pior resultado, com 73% dos alunos insuficientes em leitura e 55% não atingiram os índices esperados para escrita.
Na avaliação da Educação Básica 2017, em Português, as notas somaram 242 pontos, menor que a nota considerada adequada pelo MEC (300 pontos). Atrás da Bahia está apenas o Estado do Pará. Em Matemática, as escolas estaduais somaram 243 pontos. A nota adequada é 350 pontos. Entre os últimos colocados, ficamos à frente do Amapá (242) e do Pará (237). Comparando os últimos dois anos, apresentamos queda de dois pontos, tanto em Português quanto em Matemática. Além da Bahia, outros nove estados ficaram abaixo da média.
No discurso dos governantes, tudo está sendo feito para melhorar a catástrofe pedagógico-educacional. Não basta elaborarmos o projeto político pedagógico de nossas escolas burocraticamente. Precisamos levar em consideração para qual sociedade, que cidadão homem e mulher queremos formar e qual educação vamos adotar. Educação não é mercadoria conforme é tratada pela BNCC.
A Base Nacional Comum Curricular da Educação Infantil e Ensino Fundamental (BNCC) homologada no dia 20/12/17, ‘define o que todos os alunos têm o direito de aprender e será referência para a (re)elaboração dos currículos em todas as redes e escolas do País, visando à formação humana integral e a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva’. Tem como marcos legais a CF/88, a LDB 9394/96, as DCNs e o PNE 2014. Grande parte das referidas legislações não é cumprida com qualidade e compromisso social.
Com o discurso de que a BNCC foi elaborada de forma ‘democrática’ através de 27 seminários estaduais, 12 milhões de contribuições (de professores, especialistas, associações científicas etc), ela estabelece o que os alunos devem aprender; exige docentes melhor preparados, valorizados e condições de trabalho adequadas para garantir aprendizagens alinhadas a realidade do século XXI, implicando na (re)elaboração do currículo da rede de ensino, formação de professores e gestores escolares para trabalhar o conteúdo em sala de aula (repensando planejamentos, avaliações internas, nacional, estaduais e municipais etc.
Entre as pseudo mudanças e avanços está a garantia de 10 competências assim distribuídas: Conhecimento: sobre o mundo físico, social, cultural e digital, valorizar e utilizá-los, entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar com a sociedade etc. Pensamento científico, crítico e criativo, exercitar a curiosidade intelectual, utilizar as ciências com criticidade e criatividade, investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções.
Repertório cultural: valorizar as diversas manifestações artísticas e culturais.
Comunicação: utilizar diferentes linguagens, expressar-se e partilhar informações, experiências, ideias, sentimentos.
Cultura digital: compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de forma crítica, significativa e ética.
Trabalho e projeto de vida: valorizar e apropriar-se de conhecimentos e experiências.
Argumentação: com base em fatos, dados e informações confiáveis.
Autoconhecimento e autocuidado: conhecer-se, compreender-se na diversidade humana e apreciar-se, cuidar de sua saúde física e emocional, reconhecendo suas emoções e as dos outros.
Empatia e cooperação: exercitando o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, respeitar e promover o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade, sem preconceitos de qualquer natureza.
Responsabilidade e cidadania: agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação.
Estas competências serão trabalhadas nas diversas áreas de conhecimento: Linguagens, Matemática, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Ensino Religioso.
O que precisamos questionar é: como desenvolver tais competências com docentes sem a formação necessária, desvalorizados e sem condições de trabalho adequadas? Como envolver a família e a sociedade no processo educacional, com a redução da meta do PIB de 10% (PNE 2014) para 7% e nunca atingida? Como garantir a qualidade com dirigentes municipais desqualificados para gerir a política educacional, utilizando empresas privadas e editoras para definir quais os rumos, metodologias e recursos para a educação transformada em mercadoria? O resultado continuará a ser o fracasso e uma catástrofe pedagógico-educacional."
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Nota de lamentoVereador Xêpa 21-09-2018 20:09
“No dia 19/09/18, na sessão da Câmara, dos 11 vereadores eleitos pelo povo, somente três votaram a favor de dois Projetos de Lei que visam beneficiar toda a comunidade: Xêpa, Luciano e Indiara.
O Projeto de Lei de incentivo à cultura e o Projeto de Lei que regulamenta a obrigatoriedade do transporte escolar gratuito para os estudantes universitários, ambos de autoria do vereador Xêpa, foram reprovados na sessão por oito votos contra e três a favor.
Alguns vereadores alegaram não ter recebido os Projeto de Lei, mesmo com os mesmos tendo sido lidos na Ordem do Dia e entregues em cada gabinete há mais de um mês. Ambos os passaram por todo o trâmite legal da Câmara de Vereadores, inclusive pela Comissão de Justiça.
O Jurídico da Casa, de última hora, entrou com uma recomendação sugerindo a ilegalidade dos projetos devido à criação de despesas para o Poder Executivo. Os argumentos utilizados não foram suficientes e tentamos até o final argumentar, citando exemplos de outras cidades que aprovaram tanto a Lei de Incentivo à Cultura quanto a Lei da Obrigatoriedade do Transporte Universitário Gratuito via Poder Legislativo. Ou seja, era algo totalmente possível de ser aprovado caso os vereadores da base do atual gestor não tivessem votado contra.
O vereador Xêpa deixou claro, a todo momento, que não estava “inventando a roda”, mas sim lutando para tornar Cabrália uma cidade que prioriza a qualidade de vida e o respeito por seus moradores. Infelizmente as políticas a longo prazo, que asseguram os direitos dos cidadãos a terem acesso à cultura, a educação e a mobilidade urbana, parecem não interessar ao atual gestor.
Há algumas semanas, Xêpa comentou o quão forte tem sido a mão do Poder Executivo dentro da Câmara de Vereadores. Entendemos o que isso quer dizer. Como em uma Casa Democrática a maioria vence, dessa vez o povo perdeu.
Atualmente, quase todas as capitais do país e centenas de cidades com realidade parecida com a nossa possuem a Lei de Incentivo à Cultura sancionada, inclusive em algumas dessas cidades a lei foi proposta via Legislativo.
A regulamentação do transporte escolar universitário não cria uma nova despesa, pois o mesmo já é oferecido pelo Poder Executivo de nossa cidade. O Projeto de Lei tem o intuito de regulamentar essa situação, respaldando os estudantes.
É urgente que o município se adeque à nova realidade das políticas públicas educacionais universitárias na nossa região. Hoje, nós temos um número crescente de jovens cursando a universidade e garantir, tanto o transporte quanto a qualidade do mesmo, é uma forma de fomentar o crescimento da economia, da cultura e da educação de Santa Cruz Cabrália a médio e longo prazo. Agradecemos a todos que compareceram na sessão de ontem.”
Responder | Responder com citação | Citar
+2 # Desafios à educação infantilReginaldo de Souza 19-09-2018 14:08
“O resultado da luta por uma educação de qualidade no Brasil está expresso em vários documentos - Constituição de 1988, LDB 9394-96, Plano Nacional de Educação de 2014 e, mais recentemente, na BNCC da educação infantil e ensino fundamental. Documento de caráter normativo que define o conjunto de aprendizagens essenciais que todo(a)s o(a)s aluno(a)s devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica, a fim de assegurar seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento.
Na Educação Infantil - creche 0 a 3 anos e, pré-escola 4 a 5 anos, entre eles estão: conviver com crianças e adultos, em pequenos e grandes grupos, utilizando diferentes linguagens, ampliando o conhecimento de si e do outro, o respeito em relação à cultura e às diferenças entre as pessoas, brincar de diversas formas, em diferentes espaços, tempos e parceiros (crianças e adultos), ampliando e diversificando seu acesso a produções culturais, seus conhecimentos, sua imaginação, criatividade e, experiências emocionais, corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais.
Em época de ataque à democracia e apologia à violência, como garantir: o direito de participar ativamente, com adultos e outras crianças, tanto do planejamento da gestão da escola e das atividades propostas pelo educador quanto da realização das atividades da vida cotidiana, a escolha das brincadeiras, dos materiais e dos ambientes, desenvolvendo diferentes linguagens e elaborando conhecimentos, decidindo e se posicionando, explorar movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores, palavras, emoções, transformações, relacionamentos, histórias, objetos, elementos da natureza, na escola e fora dela, ampliando seus saberes sobre a cultura, em suas diversas modalidades (as artes, a escrita, a ciência e a tecnologia, expressar-se como sujeito criativo e sensível, suas necessidades, emoções, sentimentos, dúvidas, hipóteses, descobertas, opiniões, questionamentos) por meio de diferentes linguagens? E conhecer-se e construir sua identidade pessoal, social e cultural, constituindo uma imagem positiva de si e de seus grupos de pertencimento, nas diversas experiências de cuidados, interações, brincadeiras e linguagens vivenciadas na instituição escolar e em seu contexto familiar e comunitário.
As professoras e gestores precisam estar atentos aos campos de experiência e aos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento: eu, o outro e nós, corpo, gestos e movimentos, traços, sons, cores e formas, escuta, fala, pensamento e imaginação. E aos 4 e 5 anos, espaços, tempos, quantidades, relações e transformações.
Portanto, as atividades desenvolvidas em sala de aula devem refletir o planejamento à luz das competências gerais, campos de experiências, objetivos de aprendizagem e desenvolvimento e habilidades.
Secretários municipais de educação, gestores de estabelecimentos de ensino, de universidades e instituições que formam professore(a)s, a partir de sua realidade e pressupostos da BNCC, precisam refletir sobre: quais as principais implicações para a educação? Que tipo de mudança traz para a prática do(a) professor(a) em sala de aula? Como inserir as 10 competências voltadas ao desenvolvimento humano integral no dia a dia do ensino da educação infantil?
Quais princípios precisam ter o(a)s professore(a)s para garantir a democracia, participação e inclusão? Valorização do conhecimento e das culturas. Desenvolvimento integral, compromisso ético, político e estético. Respeito a diversidade, dignidade, equidade, justiça e honestidade, estar atento às necessidades físicas, emocionais e cognitivas, assegurar que todas as crianças aprendam etc.
Em tempos de negação dos direitos e valorização dos profissionais da educação, da falta de condições e infraestrutura de trabalho, o desafio está lançado...”
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Segundo SolÁtila Alexandre 17-09-2018 14:47
“João Emanuel Carneiro, pelo respeito à sua trajetória que reúne sucessos inquestionáveis na dramaturgia, é que lhe dirigimos esta carta aberta.
Algumas religiões vivem momentos de perplexidade. Se, de um lado, são fantásticas as conquistas da humanidade, por outro, vemos em todo o mundo, homens, mulheres, e até crianças, exibindo sua face mais cruel, através das diversas faces do fanatismo, muitas delas, alimentadas pelo preconceito religioso.
O fanático não reflete. Para ele, uma notícia, ou quem sabe, um capítulo de novela, por exemplo, dispara, dentro dele, os mais selvagens e intolerantes sentimentos. Ele crê em verdades absolutas, para as quais não se admite contestação.
No capítulo da última 2ª feira na novela de sua autoria, ‘Segundo Sol’, é atribuída a uma personagem má a representação de uma ‘fezinha’, com a exibição de ‘oferendas’ à entidades, após ser mandante de um homicídio. No mesmo capítulo, alguém foge e se esconde num terreiro de candomblé. Isso tudo se passa em Salvador, Bahia, reduto de nossa ancestralidade e das raízes afro-brasileiras.
João Emanuel Carneiro, você foi extremamente infeliz nesse capítulo. Porque reforça, injustamente, a percepção negativa de entidades de luz que representam caminho, movimento e vida. Foi um retrocesso, João Emanuel. E que atinge todo o esforço dos seguidores de matrizes africanas, que acreditam no amor ao próximo, rejeitando qualquer tipo de sentimento ruim.
É muita intolerância religiosa, João Emanuel. E seu capítulo desta última 2ª feira estimulou os fanáticos religiosos. A gente tem lutado muito para que todas as religiões sejam respeitadas e que os intolerantes sejam penalizados por seus delitos. A Decradi, a Delegacia de Crimes Raciais e Combate à Intolerância, criada por nós, foi aprovada e transformada em realidade, justamente por causa do clima absurdo de intolerância em todo o país.
João Emanuel, talvez você não imagine o prejuízo causado pelo capítulo de ontem, escrito por você. Brasileiros perdem seus templos religiosos todos os meses devido à ignorância daqueles que confundem falta de caráter com fé inabalável. Você tem como corrigir isso. É um autor talentoso, reconhecido em todo o país como um dos melhores dramaturgos brasileiros."
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Marcas e palavras genéricasValdomiro Soares 13-09-2018 16:49
“Imagine criar um produto tão revolucionário que, no futuro, seu nome não será apenas dele, mas sim um sinônimo para uma ação, uma classe ou até mesmo o nome de uma categoria de mercadoria? Podemos citar inúmeras marcas registradas que viraram sinônimos para seus produtos no Brasil como Isopor, Gilette, Band-aid, Bombril, Sucrilhos, Xerox e até mesmo Catupiry.
Nos Estados Unidos, palavras como estas costumavam ser protegidas por lei, até que alguns tribunais consideraram os termos genéricos e retiraram seus direitos de marca, como aconteceu com o celofane e a aspirina. Atualmente, a Google é quem está na mira da Suprema Corte americana.
Em prol de websites próprios, em 2016, David Elliott e Chris Gillespie apresentaram uma petição para utilizar a palavra ‘google’ em seus domínios. Isto ocorre porque nos EUA, o termo é sinônimo de “pesquisa na internet”. Contudo, para a justiça, a utilização da palavra seria violação dos direitos da marca.
Vale ressaltar que a lembrança do consumidor é fator importante na hora de inserir a sua marca no mercado. Com uma dose certa de publicidade, aderência e versatilidade, ela pode perdurar por gerações na ‘boca do povo’. Afinal, quem nunca ouviu falar do Cotonete ou da SuperBonder? Outras palavras bastante utilizadas para descrever a haste flexível e a cola instantânea.
Registrar sua marca corretamente perante a lei pode oferecer muitas vantagens semelhantes a estas. Neste caso específico do Google, a justiça não concedeu a perda dos direitos sobre o nome para a empresa, mas, caso tivesse concedido, muitos se aproveitariam da força do termo no mercado para gerar publicidade para seus próprios produtos.
Até julho deste ano, dados do Boletim mensal de Propriedade Industrial do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), informaram que as solicitações de registros de marcas alcançaram 18.266 pedidos. Por isto, esteja atento ao que a justiça oferece para proteger seu negócio. Registre sua marca, verifique perante aos órgãos responsáveis quais medidas precatórias tomar.
O futuro é incerto somente se você não souber exatamente o que está fazendo no presente. Sua marca é seu bem mais precioso, cuide daquilo que você construiu.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Conduta nas eleiçõesVeracel Celulose 11-09-2018 12:06
“Em função do ano eleitoral e campanhas políticas em curso, a Veracel Celulose esclarece que há mais de uma década não apoia candidaturas políticas, seguindo o que preconiza seu Código de Conduta e antecipando a legislação eleitoral vigente. Também não disponibiliza recursos, espaço ou sua imagem para promover interesses políticos pessoais ou partidários.
De mesma forma, nenhum colaborador pode realizar, em nome da empresa, contribuição em valor, bens ou serviços para campanhas ou causas políticas. A Veracel respeita o direito individual de seus colaboradores de se envolver em assuntos cívicos e a participar do processo político. Porém, tal participação deve ocorrer em seu tempo livre e à sua própria custa. Nessa situação, o colaborador deve tornar claro que as manifestações são suas e não da Veracel.”
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Vacinação obrigatóriaLuiz Carlos Borges 10-09-2018 13:28
“As notícias sobre campanhas de vacinação e seus resultados revelam sistematicamente que as metas não vêm sendo atingidas. Esse fato gera natural preocupação na saúde pública devido ao recrudescimento de doenças existentes e reaparecimento de outras que pareciam erradicadas. Além disso, há o surgimento de doenças novas que, igualmente, merecem atenção em termos preventivos. Até alguns tipos de gripes têm registrados casos fatais, segundo recentes informações. Dados oficiais revelam baixa cobertura nas regiões; no Sudeste, que apresenta o melhor desempenho registrado, não mais do que 77% do público-alvo foram cobertos.
Sem dúvida, há uma espécie de conspiração contra a mobilização pela saúde pública. Inacreditavelmente, há pessoas e grupos com ideias antivacinação que pelas redes sociais disseminam conceitos estapafúrdios que vão de crenças religiosas a posições ideológicas. Esses grupos criam mitos e boatos, como sobre a imunização contra a gripe, de que a vacina faz com que a pessoa fique gripada, quando na verdade ela previne infecções e pode salvar muitas vidas. Esta realidade tem feito que os médicos se mostrem vigilantes e dediquem mais tempo para o convencimento sobre a importância da imunização preventiva.
A vacinação é o meio de enfrentar o problema e isso depende de campanhas sociais, chamamento e efetivas ações. Se as campanhas não estão produzindo os resultados esperados devem ser revistas e reestudadas para se saber onde estão as falhas. Ultimamente, foram deflagradas campanhas contra poliomielite, sarampo, febre amarela, dengue, influenza, entre outras, com baixo nível de imunização, o que é preocupante. No chamado dia D de vacinação contra sarampo e poliomielite o Ministério da Saúde informou que a cobertura ficou em torno de 40% do público-alvo e a mobilização foi estendida até o final do mês.
Essa dificuldade de resposta positiva não é problema atual, mas deve ser enfrentado com criatividade e rigor. Quando assumi o Ministério da Saúde, em 1987, ainda havia casos de poliomielite, principalmente no Nordeste. A população se mostrava refratária ao chamamento para comparecer aos postos de saúde. Foi necessário desenvolver uma campanha maciça, até o Exército colaborou indo às casas para vacinar a população e as metas foram cumpridas. Mas era preciso estimular a vacinação em todo o país. Então, o Ministério promoveu concurso nacional para criar um ícone, um personagem que influenciasse principalmente crianças. Surgiu a figura do “Zé Gotinha”, até hoje mantida, mas ultimamente muito pouco utilizada. Na época, o Brasil se tornou modelo em vacinação e a pólio foi erradicada. Em dezembro de 1987 assinei a portaria criando a figura do “Zé Gotinha”.
Atualmente a poliomielite é ameaça constante e somente pode ser barrada com imunização. De acordo com dados oficiais há risco de retorno da doença e mais de 300 cidades estão abaixo da meta preconizada para vacinação, o que levará à formação de bolsões de pessoas não vacinadas, possibilitando, assim, a reintrodução do poli vírus e do sarampo.
O Ministério da Saúde reconhece que há dificuldade em cumprir as metas e foi feito novo alerta para a gravidade da situação. Na sequência, campanhas foram realizadas sem modificação do quadro.
Tenho notado que as campanhas acabam prorrogadas, por não alcançarem as metas previstas, há casos em que até sobram vacinas em alguns municípios. Parece que há desinteresse da população, das famílias, e as doenças vão se alastrando. Entendo que se campanhas educativas e de conscientização não estão surtindo efeito desejado, que sejam obrigatórias. Há que se buscar formas e meios para isso e estabelecer punição de pais e responsáveis que se mostrarem desinteressados ou omissos, algo como suspensão de benefícios sociais ou mesmo multa pecuniária. Não será nenhuma arbitrariedade, pois se trata de saúde pública, do bem estar da população.
Para outras situações que colocam em risco especialmente crianças, como em educação e questões sociais, há instrumentos legais para chamar à responsabilidade e até punições previstas. Por que não adotar salvaguardas semelhantes quando se refere à saúde física? Somente a possibilidade de punição já seria suficiente para inibir eventuais omissões de responsáveis.
Não é admissível que doença que se supunha erradicada reapareça e que as endêmicas sigam a crescer, fazendo vítimas, causando preocupação e a passividade continue. Os riscos são evidentes. A possibilidade de algumas doenças graves que já haviam sido eliminadas no Brasil voltarem a atingir a população é uma realidade preocupante. Diante da ameaça do retorno do sarampo e da poliomielite, que podem ser prevenidas a partir da vacinação, os dados de cobertura vacinal no País se mostram abaixo da meta. É evidente a importância de manter a vacinação em dia para evitar essas doenças e suas sequelas.
Enfermidade não é apenas quadro patológico que afeta a população, contamina também a produção laboral e onera o sistema de saúde pública. A vacina é a melhor forma para evitar o retorno de doenças eliminadas e para atacar as que estão assediando a população. É na saúde que mais vale a máxima de que é melhor prevenir do que remediar. Imunização vacinal é o caminho preventivo - todavia, com seriedade, responsabilidade e se necessário com rígida obrigatoriedade.”
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Incêndio Museu NacionalDaniel Marques 10-09-2018 13:14
“Entre todos os descasos do governo brasileiro, o sucateamento e consequente incêndio no museu nacional que havia completado 200 anos é um crime contra a humanidade e uma afronta a memória de D. João, à família imperial portuguesa que ali residiram e a todos os brasileiros. Nos últimos anos reduziram drasticamente as verbas para a manutenção do museu e o resultado foi transformar em cinzas mais de 20 milhões de peças de um acervo que contava a história do Brasil, da colonização portuguesa e de outros povos do mundo. Tal prejuízo inestimável, impagável e irreparável poderia ter sido evitado se houvesse um sistema contra incêndio semelhante ao existente na inútil e ineficiente Câmara dos Deputados ou no Senado Federal. Urge uma intervenção da ONU e das Nações Amigas para impedirem novos desastres evitáveis até em situação de guerra, porém corriqueiros no Brasil atual. Até quando assistiremos nossos bens materiais, imateriais e vidas perdidas para manutenção de uma casta milionária que sobrevive às custas da miséria e da destruição de nossa rica nação?”
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Invasões em áreas privadasBené Gouveia – Sec. 09-01-2018 14:42
“De agosto até agora, o Governo do Estado e Polícia Militar não conseguiram a reintegração de posse, porque o processo vai para Salvador e só depois que retorna é que faz a reintegração. Isso é muito danoso, é muito ruim. Nós fizemos o nosso papel. A Secretaria de Meio Ambiente certifica que houve crime em área privada, mas até agora não houve reintegração. Eu gostaria que o crime ambiental fosse coagido de forma mais rápida, ou seja, que reintegração de posse fosse feita de forma mais rápida, para que aquilo não continuasse.”
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Nova sede e 13º dos vereadoresJulio Cezar Varnier 09-01-2018 14:40
“País quebrado, cofres do Estado vazios, cidade sem dinheiro, e ouvimos nos botecos e nas rodas os entendidos em política e finanças falarem que os vereadores querem o décimo terceiro, que querem fazer uma nova sede, com custo aproximado de R$ 3.000.000,00.
Ouvindo isto e se confirmado for, chegamos à conclusão que em Porto Seguro a crise do Brasil não aconteceu, não acontece e nem vai acontecer. Se nós podemos pagar R$ 13.000,00 por mês a cada vereador (salário), sem contar as mordomias que devem ter, se nós podemos pagar 13º, se nós podemos fazer prédio novo de perto de 3 milhões de reais, certamente não temos crise.
Quantos em empreendimentos comerciais, hotéis, pousadas, restaurantes, barracas de praia, advogados e outras profissões medianas, seus proprietários conseguem tirar do caixa todo mês R$ 13.000,00 e ainda pagar impostos, funcionários, manutenção etc? Quantos conseguem? Será que 10 % dos empreendimentos conseguem esta façanha? Vereador é profissão? Por que entram uma vez na Câmara e nunca mais querem sair? Quais as mordomias que cada vereador tem?
Onde estão as instituições da cidade, como OAB, CDL, Associação Comercial, Observatório, Sindicato dos Hotéis e Restaurantes e outros, que ninguém se pronuncia? Tudo acontece e a sociedade nunca é consultada? Onde está a nossa cidadania?
Agora é a hora da mudança! Governos Municipal, Estadual, Federal e Câmara de Vereadores não produzem dinheiro. Quem produz dinheiro é o empresário, o plantador, o fazendeiro. E pagam seus impostos para governos gerirem bem o mesmo.
Não posso eu mesmo votar em meu benefício. Não podem vereadores votar em seu próprio benefício, sem escutar quem os paga. Eles não são patrões. São funcionários de quem trabalha na cidade. Temos que mudar esta cartilha de que “tudo podem e nada acontece”.
Aonde estamos, sociedade organizada da cidade? Até quando vamos bater palmas iguais a cordeirinhos amestrados?
Nossa cidade vive do turismo. Sem turismo teremos um problema social gigantesco, e a cidade não tem dinheiro para investir no turismo. Não conseguimos arrumar a passarela, não conseguimos instalar um teleférico da Cidade Histórica até Centro do Arraial d’Ajuda, não conseguimos um pier, uma marina; não conseguimos receber navios de cruzeiro, não conseguimos fazer um pórtico na cidade, não conseguimos fazer um calçadão do Centro até a Barraca do Gaúcho, com ciclovia, e para caminhada, pista mão única e volta pelo telégrafo, não conseguimos fazer um camelódromo! Tudo por falta de dinheiro! Mas, então, por que a Câmara, em vez de fazer prédio, não devolve o dinheiro que sobra para a Prefeitura, e se notabiliza como “os anos em que mais os vereadores devolveram verba para a cidade”? E a cidade investe no turismo, que vai trazer receita para todos.”
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Presente de NatalIrapuam Negreiros 09-01-2018 14:40
“O melhor Natal que uma empresa do porte do Cambuí pode oferecer é ser politicamente correta, cumprir a legislação pertinente e disponibilizar instalações sanitárias decentes para os seus clientes. Espero que isso possa ser realizado em 2018.”
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Comentário pertinenteJeferson Morgado 09-01-2018 14:39
"Perfeito o comentário do Julio Cezar, no trombone Nova sede e 13º dos vereadores."
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Voto em BrancoPercival Puggina 09-01-2018 14:37
“Pesquisa do Instituto Paraná informa que quase a metade dos eleitores 47,3% para ser exato pretende votar em branco ou anular o voto para deputado federal na eleição parlamentar do ano que vem.
Não é uma beleza? O sujeito, por todos os motivos, está decepcionado com nossa representação política e convencido de que a maioria dos eleitores brasileiros é composta de irresponsáveis que só elegem filhos do capeta. Enojado por tanta safadeza, gostaria de ver todos longe do Congresso e presos. Qual sua reação? Faz beicinho, pega seus caminhõezinhos e vai embora dizendo que não brinca mais. Vai votar em branco, num gesto tão proveitoso quanto um chute na parede.
No entanto, é das pessoas conscientes da má qualidade de nossa representação parlamentar que se esperaria uma reação racional, capaz de promover a eleição de pessoas melhores, mais qualificadas. Ao eleitor indignado, o bom senso recomenda um chá de maracujá para acalmar, um bom período de observação da cena política no seu entorno, a análise dos nomes mais qualificados e o subsequente empenho pessoal para eleição, em 2018, do candidato escolhido.
Se, ao contrário, esses eleitores ficarem em casa, não entrarem na fila para votar, a única certeza possível em relação à próxima legislatura é a de que a quota de filhos do capeta será muito maior. E nossos amigos de beicinho estarão, queiram ou não, na fila dos que vão pagar a conta. Os que se lambuzaram junto com os corruptos e os que a eles venderam seus votos continuaram povoando o covil de ladrões. Só os indignados, os decepcionados e os que se julgam impotentes podem fazer diferença.
Atenção! Olha a ficha caindo! A campanha pelo voto em branco só não é patrocinada pela organização criminosa que devastou o país porque há quem, desinformado das consequências, faça a campanha por ela, afastando das urnas os eleitores de que os bons candidatos precisam.”
Responder | Responder com citação | Citar
© 2019 - Jornal do Sol - Informação com Credibilidade