Apesar da passagem de óleo, praias de Porto Seguro estão limpas

Ao que tudo indica, as manchas de óleo não chegaram às praias do Litoral Norte de Porto Seguro. As informações sobre o surgimento da substância, em estado sólido ou mais amolecidas, se referem à região do Litoral Sul, vistos nas praias de Mucugê, no Arraial d’Ajuda, e Itapororoca e Taípe, em Trancoso. Nestas regiões todo o material avistado foi recolhido por voluntários, órgãos oficiais de meio ambiente do município e federais e representantes de ONGs.

Mesmo em Arraial d’Ajuda, onde foi registrada maior ocorrência, as praias já estão limpas. Em Trancoso, as quantidades foram menores, tendo sido encontradas na forma sólida. A Marinha afirmou que tem equipes de prontidão em Belmonte, onde foi registrada a primeira ocorrência na Costa do Descobrimento, Arraial d’Ajuda, Trancoso e Santa Cruz Cabrália, contando com o reforço de militares da Marinha vindos de Salvador. Nestas localidades, também foram recolhidos materiais.

Em nota oficial emitida no dia 31/10/19, a prefeitura de Porto Seguro afirmou que “o material recolhido - cerca de 200 kg - está adequadamente acondicionado para análise e será encaminhado ao depósito de destinação previamente definido”. E que “entre as providências já adotadas estão a aquisição de equipamentos de EPI (Equipamento de Proteção Individual), preparação de quadro fixo de servidores municipais e o cadastro de cerca de 500 voluntários para atuarem na limpeza de eventuais manchas que possam chegar às praias do nosso litoral”.

Além da Marinha, Corpo de Bombeiros, Ibama, Inema, ICMBio, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e ONGs como Coral Vivo e Projeto Maré, estão envolvidas na esforço de minimizar os riscos e contatos das substâncias com a população e animais. Parte da comunidade está envolvida, na tentativa de ajudar a resolver o problema. As primeiras ocorrências foram registradas por celulares de pessoas que estavam nas praias, especialmente pescadores e moradores das localidades, que denunciaram o que viram aos órgãos oficiais de proteção e fiscalização ambiental.

A Marinha reforça a necessidade de que as fotos e os vídeos enviados como denúncia devem ter suas coordenadas geográficas, a fim de que o local seja facilmente identificado, para possíveis buscas. “Recebemos um vídeo com uma mancha semelhante ao óleo mas quando enviamos nossa equipe ao local onde supostamente ela estaria, não encontramos nem vestígios, inclusive nas proximidades”, diz um sargento.

E prefeitura afirma que continua monitorando toda a costa litorânea, “com captação de imagens aéreas e de solo diuturnamente, com uso de lanchas” e com apoio da Marinha e dos órgãos ambientais. No dia 28/10, o município criou um comitê emergencial para tratar da questão. O comitê é formado pelos representantes das secretarias de Meio Ambiente, Serviços Públicos, Turismo, Relações Institucionais, chefe de gabinete e superintendentes de Limpeza e Inteligência e Planejamento.

Grande parte da mobilização de voluntários está sendo feita por meio das redes sociais. “Os impactos da médio e longo prazo disso ninguém sabe medir ainda”, disse um morador de Santo André, em Cabrália. “Se agirmos preventivamente, maior a possibilidade de salvarmos nosso ecossistema, com melhores consequências para todos nós e todos os segmentos”, afirmou a coordenadora de uma ONG na região.

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