Segundo MS, estudo com testes clínicos de vacina contra Covid-19 são realizados na Bahia

Em 29/06/20, o boletim epidemiológico de Porto Seguro informou 537 casos confirmados de Covid-19, desde o início da pandemia. Destes, 303 pacientes estão em isolamento respiratório, 10 internados e 06 evoluíram a óbito. 123 pessoas aguardam resultado de exame.

Desde o início da pandemia, o município registrou 1.885 casos negativos para a doença. Os bairros com maior número de ocorrências são: Parque Ecológico (56), Cambolo (50), Mercado do Povo (48), Centro (42), Orla Norte (41). Dos 10 leitos de UTI, 08 estão ocupados. 

O secretário municipal de Saúde, Kerrys Ruas, e a superintende de Turismo, Patrícia Martins, gravaram um vídeo com informações sobre o Plano Estratégico de Retomada Sócio-econômica de Porto Seguro com base nos protocolos sanitários, e destacaram a importância de toda a população no cumprimento do plano e na adequação dos estabelecimentos.

Informações detalhadas sobre os protocolos são encontradas no portal oficial ou site da Sectur: www.portoseguro.ba.gov.br/portomaisseguro ou www.portosegurotur.com/portomaisseguro.

Covid-19 na Bahia

Na Bahia, dos 69.467 casos confirmados desde o início da pandemia, 43.946 já são considerados curados, 23.721 encontram-se ativos e 1.800 tiveram óbito confirmado.

Os casos confirmados ocorreram em 385 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (47,24%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram Itajuípe (1.800,79), Ipiaú (1.506,33), Gandu (1.484,43), Uruçuca (1.203,76), e Itabuna (1.164,98).

72.067 casos estão em investigação. 8.264 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Dos 2.284 leitos disponíveis do Sistema Único de Saúde (SUS) exclusivos para coronavírus, 1.385 possuem pacientes internados, o que representa uma taxa de ocupação de 61%. No que se refere aos leitos de UTI adulto e pediátrico, dos 916 leitos exclusivos para o coronavírus, 705 possuem pacientes internados, compreendendo uma taxa de ocupação de 77%.

Covid-19 no Brasil

Neste momento, de acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil tem 1.344.143 casos confirmados da doença e 57.622 mortes por coronavírus. No domingo (28/06), o Ministério da Saúde registrou o total de 733.848 pessoas curadas em todo o Brasil. O número é superior à quantidade de casos ativos no país (552.673), que são pacientes em acompanhamento médico. Atualmente, o registro dos curados já representa mais da metade do total de casos acumulados (54,6%).

 

Brasil entra em parceria para produção de vacina contra Covid-19

 Bahia é um dos estados onde é desenvolvido estudo com testes clínicos de vacina

O governo federal enviou resposta à embaixada Britânica e ao presidente do laboratório AstraZeneca aceitando a proposta de acordo de cooperação no desenvolvimento tecnológico e acesso do Brasil à vacina para Covid-19. O acordo prevê a compra de lotes da vacina e da transferência de tecnologia. Se demonstrada eficácia, serão 100 milhões de doses à disposição da população brasileira.

A vacina é desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca, sendo uma das mais promissoras no mundo. No Brasil, a tecnologia será desenvolvida pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), fundação do Ministério da Saúde. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, a parceria bilateral coloca o Brasil na liderança do desenvolvimento da vacina contra o coronavírus. “A partir do acordo, o país reforça sua contribuição com o mundo no desenvolvimento de uma resposta definitiva à pandemia e reafirma o seu compromisso em salvar vidas”, destacou o secretário.

O acordo, quando celebrado, prevê a transferência de tecnologia de formulação, o envase e o controle de qualidade. Será utilizada a previsão legal de encomenda tecnológica prevista na lei nº 10.973, de 2004, e amparada na lei de licitações, a 8.666, de 1.993.

O secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos, Hélio Angotti Neto, também destacou que o Ministério da Saúde acompanha 16 estudos de ensaios clínicos relacionados à vacina da Covid-19 e que o país poderá ter até mais vacinas se necessário. “Na nossa avaliação técnica observamos que essa é uma das vacinas que está em processo mais avançado. Nesse sentido avançamos na proteção e cuidado da população brasileira”, reforçou.

O acordo tem duas etapas. Começa com uma encomenda em que o Brasil assume também os riscos da pesquisa. Ou seja, será paga pela tecnologia mesmo não tendo os resultados dos ensaios clínicos finais. Em uma segunda fase, caso a vacina se mostre eficaz e segura, será ampliada a compra.

Nessa fase inicial, de risco assumido, serão 30,4 milhões de doses da vacina, no valor total de U$ 127 milhões, incluídos os custos de transferência da tecnologia e do processo produtivo da Fiocruz, estimados em U$ 30 milhões. Os dois lotes a serem disponibilizados à Fiocruz, de 15,2 milhões de doses cada, deverão ser entregues em dezembro de 2020 e janeiro de 2021.

O governo federal considera que esse risco de pesquisa e produção é necessário devido a urgência pela busca de uma solução efetiva para manutenção da saúde pública e segurança para a retomada do crescimento brasileiro. Atualmente, a vacina está em estudo clínico com testes no Rio de Janeiro, São Paulo e, também, a Bahia.

Para o secretário nacional de Vigiância em Saúde, do Ministério da Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, a partir de uma resposta de eficácia dos testes, estima-se que no início do próximo ano já possa ser realizada uma campanha de vacinação já definindo os públicos prioritários, aqueles que estão mais vuneráveis à Covid-19. “Com a vacina aprovada teremos a cobertura realizada como parte da expertise do Brasil em campanhas nacionais de vacinação, nesse caso priorizando públicos mais vulneráveis como idosos, pessoas com comorbidades, profissionais de saúde, professores, profissionais de segurança, indígenas, motoristas de transporte público e pessoas privadas de liberdade”, destacou.

Se a vacina for segura e eficaz e tivermos o registro no Brasil, serão mais 70 milhões de doses, no valor estimado em US$ 2,30 por dose. Com o acordo que será firmado, o Brasil se coloca na liderança do desenvolvimento da vacina contra o coronavírus. A iniciativa, assim, não apenas garante que o produto à disposição, mas dará autonomia brasileira na produção.


Fontes: Ascom PMPS; Secom Governo da Bahia; Ascom Sesab; Ministério da Saúde

 

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