Veracel emite comunicado alertando sobre multiplicação ilegal de clone

A Veracel Celulose publicou um comunicado informando que um dos clones desenvolvidos em seu Programa de Melhoramento Genético, o VCC 975, foi plantado sem sua autorização fora de suas propriedades e de seus parceiros florestais.

A empresa esclarece que não fornecerá o certificado de origem do clone VCC 975, registrado sob número 22126 no Registro Nacional de Cultivares em outubro de 2007, visando a produção de mudas por terceiros, exceto para viveiros contratados por ela própria ou por seus acionistas.

A multiplicação genética de qualquer material de propriedade da Veracel, de forma ilegal e sem o consentimento da empresa, além de não garantir a legitimidade do material genético, viola o artigo 225, parágrafo 1º, II, da Constituição, e é passível inclusive de ação judicial.


Fonte: Ascom Veracel Celulose

Chuva de sementes em áreas em regeneração no Sul da Bahia é assunto em revista internacional

O processo de regeneração de florestas no território do Sul da Bahia é o tema do artigo Successional, spatial, and seasonal changes in seed rain in the Atlantic forest of southern Bahia, Brazil, publicado na revista PlosOne. O trabalho é assinado pelo professor Daniel Piotto (Centro de Formação em Ciências Agroflorestais/UFSB) e pelos pesquisadores Dylan Craven (Universidade de Goettingen, Alemanha), Florencia Montagnini, Mark Ashton, Chadwick Oliver (vinculados à Universidade de Yale, EUA) e William Wayt Thomas (Jardim Botânico de Nova York).

O artigo analisa a chuva de sementes de espécies florestais em áreas em processo de regeneração natural no Parque Estadual da Serra do Corundu (PESC). O professor Piotto, que pesquisa as florestas secundárias do Sul da Bahia, explica que essas matas são o resultado da regeneração de florestas primárias, mais antigas e maduras, após o corte de árvores e abandono da área. O objetivo foi verificar os efeitos de fatores como idade da floresta secundária, distância de uma área de floresta primária e a sazonalidade das estações na densidade, diversidade de espécies, modo de dispersão e o tamanho das sementes. Estudar esses processos ajuda a entender como e em quanto tempo essas áreas florestais se regeneram pelos seus próprios meios, como se pode aproveitar essa capacidade para preservar espécies raras, além de dar informações importantes para qualificar o manejo e o uso sustentável desses recursos naturais.

O que são as chuvas de sementes

O termo "chuva de sementes" se relaciona à liberação e dispersão de sementes, de acordo com as características de cada espécie vegetal, podendo ocorrer pela simples queda no solo devido à ação da gravidade, o transporte pelo vento e pela ação de animais. Nas áreas estudadas pelos cientistas, as espécies predominantes são a embaúba, a cupianga, a taipoca e a capororoca. Para saber como ocorre a chuva de sementes no PESC, os pesquisadores instalaram e monitoraram 105 armadilhas de sementes em 15 pares de áreas de florestais, cada um formado por uma floresta primária e uma secundária adjacente à primeira, e colocando cinco pares em cada uma das três classes conforme a idade estimada das florestas secundárias: 11 (de 10 a 12), 24 (de 22 a 25) e 40 (37 a 43) anos. A observação foi feita ao longo de um ano, entre 2009 e 2010.

Todas as áreas de florestas secundárias tinham em comum o fato de terem sido cortadas, queimadas e usadas para o cultivo de mandioca por um ou dois anos antes de serem abandonadas. Além disso, apresentaram aumento da diversidade de espécies conforme a idade. Conforme o professor Piotto, as áreas de florestas primárias, em geral as que contêm maior variedade de espécies de árvores, são assim consideradas quando atingem cerca de 100 anos após o último distúrbio: "o que caracteriza uma floresta primária é a estagnação do crescimento e da diversidade da floresta, que chegou ao limite máximo", explica. Por isso, as florestas mais antigas são fontes da diversidade de espécies, resultado da chuva de sementes ao longo do tempo.

Dentre os resultados, destaca-se o papel importante de animais como transportadores de sementes de espécies comuns e raras, contribuindo para a diversidade na chuva de sementes ao longo do tempo e para a variedade de árvores em uma floresta secundária madura. A distância da floresta primária e a caça, entretanto, afetam a presença de animais que espalham sementes maiores, menos presentes em todas as amostras. O professor Piotto reforça que o artigo focaliza a conformação da chuva de sementes em cada classe de floresta secundária. Os dados encontrados permitem considerar "Como questão prática podemos dizer, em uma perspectiva de restauração florestal, que áreas em regeneração isoladas na paisagem terão uma menor chuva de sementes de espécies florestais e, consequentemente, necessitarão de algum tipo de enriquecimento para atingirem os padrões de diversidade das florestas originais da região".

O artigo completo pode ser consultado aqui.


Fonte: Ascom UFSB         

Capitania dos Portos realiza ações de fiscalização no Extremo Sul da Bahia

De 15 a 19/01/20, militares da Delegacia da Capitania dos Portos em Porto Seguro e do Grupamento de Fuzileiros Navais de Salvador realizaram ações de monitoramento, palestras, orientações e fiscalizações, em conjunto com Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - (ICMBio), no Parque Nacional Marinho de Abrolhos, Extremo Sul da Bahia.

As ações também foram desenvolvidas em Porto Seguro e distritos de Arraial D'Ajuda, Trancoso e Caraíva, além dos municípios de Belmonte, Santa Cruz Cabrália, e nas praias compreendidas entre os municípios de Prado e Mucuri. E fazem parte das operações Amazônia Azul, “Mar Limpo é Vida” e Verão 2019/2020, “Mares Seguros e Limpos”.

De acordo com a Marinha, foram verificados documentos das embarcações de esporte, recreio e turismo, habilitação dos condutores e material de salvatagem; e realizados testes de alcoolemia. Ao final da operação, foram inspecionadas, 104 embarcações, realizados três testes de alcoolemia e aplicadas quatro notificações.

A Marinha afirma que continuará com as ações, e incentiva a população a colaborar com nossa Delegacia, denunciando alguma irregularidade observada no mar, entrando em contato pelo número (73) 3421-2050, ou pelo Whatsap (73) 99985-4210, para recebimento de imagens que contribuam para o registro da infração e identificação da embarcação. Já o telefone 185 atende emergências marítimas. Estes serviços encontram-se disponíveis 24 horas por dia.


Fonte: Ascom DelPSeguro

Estação Veracel sedia workshop com participação de outras unidades de conservação

 

No dia 31/01/20, data em que se comemora o Dia Nacional das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), a RPPN Estação Veracel, localizada em Porto Seguro, será palco de um evento que reunirá organizações não governamentais (ONG), instituições de pesquisas, o ICMBio e gestores de Unidades de Conservação e RPPN do Sul da Bahia. O workshop “O papel das RPPN da Bahia na conservação ambiental” tem como objetivo buscar sinergias e oportunidades em ações de ecoturismo, produção sustentável e também unir esforços para minimizar impactos como caça, retirada de madeira, entre outros.

A programação inclui apresentação de palestras e dinâmicas com possibilidade de ações conjuntas para a conservação ambiental. “Nossa região é rica em biodiversidade. Queremos gerar pesquisa, trocar experiências e multiplicar conhecimento. Mas também precisamos identificar as fragilidades que o meio ambiente sofre em função das atividades ilegais do homem”, declara Virgínia Camargos, coordenadora de Estratégia Ambiental e Gestão Integrada da Veracel. As conclusões finais do evento poderão ter encaminhamentos que vão desde o compartilhamento de ações até cooperação mútua junto aos órgãos fiscalizadores. Participarão do evento as seguintes RPPN: Rio do Brasil, Serra Bonita e Bom Sossego, todas da Bahia.


Fonte: Ascom Veracel

Coral Vivo orienta estudantes em projeto de classificação de lixo marinho

 

Estudantes de quatro escolas da Costa do Descobrimento estão classificando o lixo marinho de praias próximas aos prédios escolares. A metodologia foi estruturada pelo Projeto Coral Vivo e o trabalho é realizado no período letivo. Três dessas escolas participam desde 2018 e acabam de receber os principais resultados do Projeto Combate ao Lixo Marinho, com dados de um ano.

O Colégio Estadual Doutor Antônio Ricaldi, de Porto Seguro, o Colégio Estadual Professora Terezinha Scaramussa e o Colégio Indígena Coroa Vermelha, de Santa Cruz Cabrália e o Colégio Antônio Carlos Magalhães (ACM), de Arraial d’Ajuda, e que entrou em 2019, participam do projeto. Recolheram nesse período 16.508 itens, sendo 250 quilos de resíduos sólidos. O projeto é baseado em ciência cidadã e será concluído em 2020.

“A entrega dos resultados com um ano de coletas dos resíduos sólidos é um momento de reconhecimento pela importante parceria desses colégios estaduais da Costa do Descobrimento com a Rede de Educação do Projeto Coral Vivo”, avalia a bióloga Teresa Gouveia, coordenadora de Educação e Políticas Públicas do Projeto Coral Vivo. As escolas receberam a equipe do Coral Vivo para a apresentação oral dos resultados e um registro em banner com gráficos e fotografias dos estudantes realizando o trabalho. São registros de aprendizagem vinculada à prática científica, ao tempo que sensibiliza em relação aos danos socioambientais decorrentes do lixo.

O grupo do Colégio Estadual Indígena Coroa Vermelha realizou as coletas na Praia do Macuco. No período, coletou 41kg de resíduos sólidos em um total de 5.855 itens, sendo 67,2% de plástico, 17,7% classificados como diversos, 4,4% de material de metal, 3,1% de papel e 2,5% dos itens foram bitucas. Também de Santa Cruz Cabrália, os alunos do Colégio Estadual Terezinha Scaramussa realizaram as coletas do projeto pedagógico na Praia de Arakakaí.

Durante um ano, coletaram 3.746 itens, pesando no total 14kg. Foram 63,4% de itens de plástico, 15,6% de bitucas, 8,5% de material de metal e 8,1% de papel. O grupo do Colégio Estadual Antônio Ricaldi, de Porto Seguro, coletou na Praia Pitangueiras 195kg de resíduos sólidos. Foram 6.907 itens, sendo 68,9% de plástico, 7,6% de vidro, 6,8% de papel e 5,8% de bitucas. Os itens coletados foram lavados, passaram por triagem, classificação e registro como: bituca, diversos, madeira, metal, papel, plástico, vidro e têxtil.

Estratégia pedagógica

A estratégia pedagógica segue os Dez Princípios da Ciência Cidadã desenvolvidos pela Associação Europeia de Ciência Cidadã. Entre eles: envolver ativamente os cidadãos nas atividades científicas gerando novo conhecimento e compreensão; e produzir genuínos resultados científicos, como colocar em prática ações de conservação e usar em decisões de gestão ou políticas ambientais.

Na praia, os estudantes demarcam 100m² e recolhem os resíduos volumosos que têm 10 centímetros ou mais. E também peneiram 1m² de areia da praia em três pontos aleatórios para coletar os resíduos que estão enterrados. Do Coral Vivo recebem treinamento e acompanhamento, além de materiais como: fichas de campo e de categorização dos resíduos, luvas, sacos, fitas métricas, pranchetas e peneiras. Após os dados anotados, a maioria do material é encaminhada para a reciclagem.

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