Escritor Roberto Martins lança em Porto Seguro livro que vai virar filme

 

Você sabia que, no final do século XIX, o cangaço atuou fortemente no Extremo Sul da Bahia? Essa história quase esquecida foi resgatada pelo escritor Roberto R. Martins no seu mais recente livro: “Os Clavinoteiros de Belmonte - Uma História dos Cangaceiros do Cacau”, publicado Editora Mondrongo.

 

 

 

A narrativa encantou os produtores da Jacumã Filmes. Que projetaram transformá-lo em um documentário. “Ficamos impressionados com a história traçada no livro de Roberto Martins”, diz a produtora executiva Miriam Silva, sócia do diretor João Borges. “Já fizemos oficialmente a assinatura do contrato de licença e vamos buscar os recursos para execução da obra”.

 

 

O romance teve inspiração em “A Canção dos Piratas”, de Machado de Assis. No conto de 1894, o mestre da literatura brasileira conclama os poetas de então a se inspirarem, assim como Victor Hugo, em 1830, se inspirou nos piratas.

“Considerando que Antonio Conselheiro foi cantado em prosa e verso em centenas de obras, mas que os clavinoteiros de Belmonte permaneceram esquecidos, restritos a pequenas referências em alguns livros de história regional, resolvi aceitar o desafio de Machado de Assis”, revela Martins. “Mas no que diz respeito à prosa, fazendo um romance histórico, ficando a poética ainda em aberto para os poetas”.

 

Clavinoteiros de Belmonte

O livro narra a história dos cangaceiros do cacau. Eram jagunços e capangas que, a princípio a serviço dos coronéis, se tornam independentes e passam a agir por conta própria, mas sempre com a cobertura de algum político mandante.

São chamados de clavinoteiros por terem o clavinote - uma espingarda de cano mais curto; como arma. Foi a mais usada no Brasil de fins do século XIX e início do XX. Tiveram Belmonte como sua base principal.

Mas atuaram também em Porto Seguro (ocupada em 1892), Canavieiras (ocupada em 1894) e Ilhéus. Na capital do cacau se deram muitas ações, como ataques e a ocupação do Arraial de Tabocas, hoje Itabuna (1896/97).

Como romance, a obra tem na ficção seu principal veio. Nele, o clavinoteiro Argemiro se rebela contra as crueldades do coronel Zé Capião, um tirano que usa de um antigo direito feudal para abusar de mulheres recém-casadas - as mocinhas casadoiras.


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O professor e escritor Eder Rodrigues lançou na cidade seu livro “Nem Todo Adeus Habita o Olhar Antes do Aceno”, publicado ano passado. Após a sessão de autógrafos, Eder tomou posse como imortal da Academia de Letras de Porto Seguro. A solenidade aconteceu dia 24/05, sexta-feira, no CEMPEC. O músico e multiartista Marcelo Wasem apresentou o pocket show “A(s)Cender”.

 

 

 

Publicada pela Editora Telucazu, a obra recebeu o “Prêmio Rubem Fonseca”, da União Brasileira dos Escritores (UBE/RJ), como um dos “Melhores Livros de Contos” de 2023. Aliás, desde que escreveu sua primeira peça de teatro, em 2007, Eder tem sido constantemente premiado.

 

 

Entre outros, o autor também foi agraciado com importantes láureas do circuito literário nacional. Como o “Prêmio Josué Guimarães” em 2009, que possibilitou a difusão do seu trabalho na Espanha e Portugal; o “Prêmio OFF FLIP de Literatura” de 2015 e 2017”; o “Prêmio Funarte de Criação Literária (2014 e2010), além do Troféu Natividade do FEMUP.

 

Mineiro de Pouso Alegre, Eder é professor adjunto do Centro de Formação em Artes e Comunicação da UFSB. Mora em Porto Seguro desde 2018. Seu trabalho literário trafega pela poesia, prosa, dramaturgia e literatura infanto-juvenil.

 

O escritor é Doutor em Estudos Literários pela Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais. Ingressou em 2003 no curso de Artes Cênicas, na Escola de Belas Artes da UFMG, onde graduou-se em 2007. Também pela UFMG, tornou-se Mestre em Literatura, em 2010.

 

O CEMPEC (Centro Municipal de Pesquisa, Educação e Cultura) fica na rua Itagibá, 67, Centro de Porto Seguro. A entrada é gratuita e a produção do evento é de Priscila Borges.

 

O livro

‘Nem Todo Adeus Habita o Olhar Antes do Aceno’ reúne dez contos que exploram as variações do adeus. Eder explica que, em suas obras anteriores, “as histórias pediam para existir, para serem escritas. Já nesse livro, ocorreu o oposto”.

 

“De certa forma, as narrativas relutavam, parece que pediam para não serem contadas. Tal o abismo e o convite ao leitor para encarar de frente a natureza indecifrável do adeus”, completa.

 

Ao longo da narrativa, a prosa de Rodrigues “tece labirintos em que a crueza e a sutileza desafiam o repertório de significados que arrimam o imponderável de nossos acenos. A própria natureza do conto ganha uma gravidade poética capaz de, ao mesmo tempo, comover e consternar”, reflete.

 

Obras publicadas

- A Última Rave do Século XX (Editora Urutau, 2023 - Dramaturgia)

- O Infindável Museu das Coisas Efêmeras (Editora Telucazu, 2020 - Poesia)

- Carrossel de um Cavalo Só (Editora Ática, 2021 - Infanto-juvenil)

- Três Vírgula Quatro Graus da Escala Richter (Editora Telucazu, 2018 - Dramaturgia)

- Dramaturgias de Re(e)xistências: A Mulher que Andava em Círculos & Happy Hour (Editora Javali, 2018 - Dramaturgia)

- Contos Premiados (Editora CORAG, 2013 - Prosa/contos)

- Klássico com K (Editora FALE, 2015 - Dramaturgia)

- A Pequenina América e sua Avó $ifrada de Escrúpulos (Editora Nandyala, 2011 - Dramaturgia)

- Por Esta Porta Estar Fechada, as Outras Tiveram que se Abrir (Editora Nandyala, 2011 – Dramaturgia)


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Dan Hudson, diretor do documentário "A Voz do Gueto", conheceu o Instituto Descobrir durante a exibição de um filme seu no Festival de Cinema de Trancoso. Encantado com o potencial narrativo da instituição e sua profunda conexão com a comunidade, Dan viu a oportunidade de contar uma história poderosa que transcende as telas.

Assim nasceu "A Voz do Gueto - Instituto Descobrir", que será lançado dia 11/05, às 19h, na praça do Trabalhador, no Baianão. Após a avant première, Késia Souza, Zulai e Band Jazz Descobrir, talentos no bairro, fazem apresentações especiais. “O gueto vai dar a voz, já que falaram tanto por nós. Vamos ver uma Porto Seguro que o turista não conhece", explica o diretor.

 

 

"A Voz do Gueto" foi produzido pela O Andantte Filmes, com recursos da Lei Paulo Gustavo, concedido pela prefeitura de Porto Seguro através do Governo Federal. O filme apresenta entrevistas emocionantes que ganham vida na tela, transportando os espectadores para dentro da história do Instituto Descobrir. “Mergulhamos no empoderamento, no talento e na transformação que ecoa pelas ruas da periferia”, diz Dan.

O diretor procurou, nas cenas, capturar a essência da comunidade do Complexo Baianão e a importância do Instituto Descobrir na vida de seus habitantes. As entrevistas, conduzidas de maneira íntima e sincera, revelam as histórias por trás das personagens, tornando a narrativa poderosa.

 

Instituto Descobrir

O Instituto Descobrir é uma organização sem fins lucrativos fundado por Francis de Holanda com o objetivo de oferecer oportunidades para jovens da comunidade do Baianão através da música e programas educacionais. O foco é promover a transformação social, capacitando os jovens não apenas academicamente, mas também pessoalmente, oferecendo-lhes nova perspectiva de vida e incentivando o desenvolvimento de seus talentos.

Francis de Holanda é musicista e foi recentemente agraciada com o prêmio "Mestre do Saber" pela prefeitura. Reconhecida por sua dedicação à promoção da educação musical, Francis tem sido uma figura inspiradora no cenário cultural da região.

A Band Jazz Descobrir é composta por talentosos alunos da periferia de Porto Seguro e tem uma história inspiradora que reflete os temas do filme, destacando a importância da inclusão, resiliência e superação de desafios. A banda incorpora as ricas tradições do jazz em sua música, promove releituras e demonstra como esse gênero transcende barreiras sociais e culturais.

 

 

Atualmente a banda se apresenta profissionalmente nos mais diversos palcos dentro e fora de Porto Seguro. O instituo conta com apoio crucial de pessoas como Mara Viana, vencedora do BBB6; e diversos empresários.

 

O diretor

Com formações em cinema e jornalismo, Dan Hudson traz consigo uma vasta experiência no audiovisual. Hoje morador de Porto Seguro, atuou durante anos como coordenador de produção na TV da Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde sua paixão por documentários se intensificou. Seu compromisso com a arte do cinema o levou a ser reconhecido com premiações por todo o país.

Em 2023, o documentário "Uma Máquina de Imaginário", que retrata a jornada da Orquestra Sinfônica da UFBA, foi contemplado como melhor documentário no Arraial Cine Fest do Arraial d´Ajuda.

Assista ao trailer de “A Voz do Gueto - Instituto Descobrir

 


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Vale Verde sedia mostra de cinema com plantio de mudas e roda de conversa

 

O distrito de Vale Verde foi o palco escolhido para receber a primeira edição da Mostra de Cinema Itinerante Ambiental e Sustentabilidade (Micas). Gratuito, o novo festival acontece no Dia Mundial do Meio Ambiente, 05 de junho, no Quadrado. A programação inclui exibição, roda de conversa, plantio de mudas e a Cabana dos Sonhos Climáticos.

De acordo com a idealizadora e coordenadora da Micas, Marcela César, a proposta é “aliar o cinema à reflexão sobre a integração do humano na natureza. E debater a crise climática a partir do fomento de mudanças de hábitos para a construção de um futuro mais sustentável”.

 

 

“Diante da crise climática mundial gerada pela produção e consumo exacerbados, o cinema possui papel fundamental na disseminação e construção de novos hábitos sociais integrados à natureza”, defende Marcela. Os filmes que serão exibidos estão em fase final de curadoria.

A Cabana de Sonhos Climáticos é uma tenda interativa, equipada com aparelhos eletrônicos e IPads, onde o público é convidado a dividir suas ideias sobre os efeitos socioambientais da crise climática. E também seus sonhos de recuperação para Terra, por meio do aplicativo Climate Dreams, utilizado com diferentes filtros interativos.

A Cabana de Sonhos Climáticos é uma realização da Time To AcT, uma iniciativa parceira geradora de experiências imersivas, que cria narrativas de impacto com objetivo de articular redes diversas de agentes de mudanças.

A I Mostra de Cinema Itinerante Ambiental e Sustentabilidade é realizada através da Lei Paulo Gustavo e da Secretaria de Cultura do Governo Federal do Brasil, com apoio da Prefeitura de Porto Seguro.

 

Programação

9h - Plantio de mudas

15h - Roda de Conversa sobre coleta seletiva, educação ambiental, turismo sustentável e projetos locais

18h - Exibição

 

Vale Verde

Vale Verde está localizada às margens do Rio Buranhém, entre Arraial d’Ajuda e Trancoso. A história do distrito de Porto Seguro também está relacionada com o processo de colonização portuguesa e com a vinda dos jesuítas para o Brasil.

Nesse local que, durante a segunda metade do século XVI, foi fundada a Missão Jesuítica Aldeia do Espírito Santo dos Índios, ou Aldeia Patatiba. Hoje, no centro da vila, ainda é possível apreciar a beleza singela da igrejinha e seu Quadrado, cercado do casario colorido de inspiração colonial.


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Nelma Fidelis realiza sonho e publica livro dedicado ao empresário

 

“Foi a partir de um sonho que eu realizei um objetivo: escrever e publicar um livro dedicado ao empresário”, revela. Assim nasceu “Quem Aprende não Fracassa na Gestão dos Negócios”, primeira obra da empreendedora, consultora e mentora Nelma Barros C. Fidelis.

“O livro consiste em respostas a 154 perguntas que recebi de empresários, onde procurei produzir um conteúdo relevante que possa gerar conhecimento”, explica Nelma. “Como também para que possa ser fonte de inspiração e motivação”.

 

 

A escritora conta que, na construção da narrativa, respeitou a ordem de chegada das perguntas, assim como a forma que o empresário elaborou sua frase. “Portanto, o conteúdo não está por blocos de temas e capítulos, mas de forma que permite ao leitor navegar levemente por todas as áreas da gestão dos negócios”.

Nelma Fidelis tem uma trajetória de vida intensa, dedicada ao trabalho de treinar e capacitar pessoas em grandes e pequenas empresas. Como mentora disruptiva, nutre profunda paixão por inovação e criatividade, capaz de inspirar os empresários a promoverem mudanças e a trilhar o caminho dos negócios de sucesso.

Sua formação acadêmica multidisciplinar lhe permite transitar com segurança entre os diversos temas da gestão de negócios. Nelma é mineira de Bom Despacho e mora em Porto Seguro há duas décadas.

 

Reflexão e ação

“O livro revela-se uma enciclopédia de conhecimento prático e instigante. É como ter acesso a um Google de soluções empresariais, onde cada pergunta é uma peça chave para entender e enfrentar as complexidades do mundo dos negócios”, atesta Alex Brito, Gerente Regional do Sebrae.

“Ao mergulhar nas dores reais do cotidiano empresarial, ‘Quem Aprende...’ não apenas informa, mas também provoca reflexão e ação, tornando-se um recurso indispensável para quem busca sucesso e crescimento em sua jornada empreendedora", completa Brito.


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