
Durante a sessão da Câmara de Vereadores de Porto Seguro na quinta-feira, 26/04/18, uma nova representação de motoristas de lotações esteve presente. Com balões vermelhos e pretos, pediram apoio dos vereadores para regulamentação do transporte.
De acordo com Nilson do Carmo, conhecido por QSL e presidente da Força Alternativa, uma associação criada recentemente para representar os motoristas, uma das metas é a aquisição de veículos do tipo vans com 12 e 16 lugares para transporte dos passageiros na cidade. “O carro com quatro passageiros não é apropriado para esse tipo de transporte. Não queremos concorrer com os taxistas. Nossa missão é o transporte complementar e suplementar ao transporte coletivo.”
O presidente da Câmara, Evaí Fonseca (PHS) afirmou que cabe ao Executivo enviar ao Legislativo os projetos referentes ao transporte público e que os projetos serão apoiados desde que estejam dentro da legalidade.
O assunto é polêmico na cidade e, na Câmara, também divide opiniões. Muito se tem falado na tribuna sobre regulamentar o serviço, o que é apenas um capítulo da crise do transporte público em Porto Seguro, especialmente num momento em que a única empresa que presta serviço de ônibus coletivo no município está demitindo motoristas e cobradores, deixando o atendimento ainda mais precário, na visão dos usuários.
O vereador Kempes Neville, o Bolinha (PPS) apoia a iniciativa da associação e defende a regulamentação do serviço. Para ele, os ônibus não tem atendido a população em diversos aspectos, dando espaço para atuação do transporte alternativo, o que chamou de utilidade pública. Mas na casa do Legislativo, onde há representação de taxistas, o assunto gera uma longa discussão. O vereador Robinson Vinhas (PC do B), taxista, não aceita que haja aprovação dos projetos de transporte alternativo em detrimento da classe que representa. Comumente, ele usa a tribuna para defender a categoria e enfatiza a relação de exigências como impostos, regras de aquisição dos pontos e de manutenção dos veículos para prestar o serviço. Para Vinhas, a classe tem sofrido com as cobranças e com a queda na demanda.