Dia da África discute condições dos negros 130 anos após abolição

Em comemoração ao Dia da África, o Instituto sociocultural Brasil Chama África em parceria com a Secretaria de educação, coordenação da diversidade realiza um encontro nesta sexta, dia 25/05/18. Em discussão, o tema: “As condições da População Negra no Brasil pós 130 anos da Abolição”. O evento reúne várias entidades e instituições, além da comunidade e educadores, com o objetivo de refletir sobre a luta dos povos do continente africano pela sua independência e emancipação, a celebração e a oportunidade de medir os progressos, as dificuldades e as obras realizadas no continente conhecido como berço da humanidade.

Participam do debate os seguintes nomes: Miriam Conceição da Silva, do Instituto Sociocultural Brasil Chama África; Walter Cândido (ISBCA), do Conselho de Promoção da Igualdade Racial de Porto Seguro; Carmelita Santos, da coordenação municipal de Igualdade de Racial de Porto Seguro; Gilmária Menezes, da coordenação de Diversidade na Educação; Joselito Crispim, da Frente Favela Brasil; Jonatham Ribeiro, do PSOL; prof Leonardo Campos, da FNSL, e Maria Aparecida Lopes, da UFSB. Também terá apresentação dança Afro com Maria Rios, Marcia Oliveira e Mary Martins  (CEMPEC) e exposição “Esculturas e tecidos de Senegal”. A programação começa a partir das 18h00.

O Dia da África, simboliza a luta dos povos do continente africano pela sua independência e emancipação, e representa a data da libertação da África. Os negros do Brasil e do mundo celebram a oportunidade de medir os progressos, as dificuldades e as obras realizadas no continente conhecido como berço da humanidade. O dia tem um profundo significado na memória coletiva dos povos do continente africano. Instituído em carta assinada por 32 Estados africanos, o dia da África é a manifestação do desejo de aproximadamente 800 milhões de africanos de organizar, de maneira solidária, os múltiplos desafios na construção do futuro de uma África real, com seus governos e sonhos, além de desenvolvimento, democracia e progresso. O ato da assinatura configurou-se no maior compromisso político de seus líderes, que visaram à aceleração do fim da colonização do continente e do regime segregacionista do Apartheid.