Presidente da Veracel se reúne com imprensa regional

Andreas Birmoser, presidente da Veracel Celulose, recebeu a imprensa do Extremo Sul da Bahia na Reserva Particular de Proteção Natural (RPPN) Estação Veracel, na BR 367, a cerca de 15 quilômetros do Centro de Porto Seguro, no dia 26/09/18. Participaram do encontro representantes dos segmentos jornal impresso, rádio e website, além de integrantes do Instituto Mãe Terra.

O presidente apresentou números da empresa e afirmou que segurança é um valor para a Veracel. Citou importantes metas alcançadas nos diferentes setores, sem ocorrência de acidentes de trabalho. Em sua primeira apresentação em coletiva à imprensa, Andreas Birmoser, citou a produção anual de mais de 1 milhão de toneladas de eucalipto e afirmou que, na região, os impostos pagos pela Veracel Celulose chegam a R$ 16 milhões.

Birmoser disse que a empresa vem aprendendo a se relacionar com a comunidade, a exemplo dos diálogos com os grupos da agricultura familiar e da escolha em investir 25% do ICMS em projetos sociais; e que as conquistas têm sido conjuntas. Ressaltou a importância das parcerias público-privadas e das certificações: “a gente aprende com as melhores práticas em todas as atividades, como no manejo florestal ou no escoamento da celulose”.

Quando questionado sobre o recuo no planejamento de expansão da empresa, o presidente citou fatores internos, como seca e invasões de terra, e externos, como a demanda mundial do produto, como pontos que frearam a expansão. E afirmou que a decisão sobre a ampliação da fábrica cabe aos acionistas da empresa. “Tivemos períodos conturbados que foram empecilhos à expansão, questões fundiárias, manter a fábrica estável, manejo da floresta e madeira em quantidade disponível equilibrada, manter tudo isso em equilíbrio foi o maior desafio. Estamos em fase de aprendizado e consolidação do aprendizado. Os acionistas vão se sentir mais confortáveis para pensar em expansão.”

Passarinhada

No início da visita, os profissionais da imprensa foram convidados a praticar a observação de aves, uma das atividades oferecidas pela RPPN. Na oportunidade, foram vistos e identificados cerca de 20 espécies de aves, dentre elas, mais de uma espécie de beija-flor e a lavadeira-mascarada. De acordo com Virgínia Camargos, especialista ambiental e coordenadora da RPPN, a prática de “passarinhar” teve início há oito anos e, no Brasil, há cerca de 30 mil observadores de pássaros. Ela afirmou que existe uma tendência de crescimento, já que o registro do encontro de aves pode ser feito por meio de aplicativos que conectam pessoas dispostas a trocar informações sobre espécies de ocorrência endêmica.

Trabalho Infantil

Já, a participação da coordenadora do projeto Filhos da Terra, Daniele de Araújo, levou informações sobre infância e trabalho. Ela abordou os diferentes pontos de vista sobre o conceito de infância, envolvendo socialização e exploração infantil. E ressaltou a importância de ouvir as crianças para levantamento de soluções que envolvem sua rotina, sem provocar julgamento ou rótulos. Dentre as informações, uma constatação de que, em pesquisa realizada pelo projeto, 385 crianças com idades entre 6 e 12 anos, sinalizaram atuar com o pai em alguma atividade laboral. Dar visibilidade à exploração do trabalho infantil, informar aos pais sobre os riscos do mesmo, cobrar dos agentes políticos criação de políticas públicas que viabilizem educação, saúde, cultura e esporte, e divulgar benefícios da lei de aprendizagem (Menor Aprediz), são ações com as quais a imprensa pode ajudar no combate à exploração do trabalho infantil, segundo Daniele.

Sobre a Veracel

Na região desde 1991, a Veracel é uma empresa da área florestal, que produz anualmente cerca de de 1,1 milhão de toneladas de celulose, e emprega 750 colaboradores de forma direta e mais 2.500 terceirizados. Tem dois acionistas, as empresas Stora Enso e Fibria, líderes internacionais no setor de celulose e papel.

A RPPN Estação Veracel, área de controle da empresa, tem 6.069 ha de mata atlântica primária (preservada), com 85% de sua extensão em Santa Cruz Cabrália e 15% em Porto Seguro. Aberta para visitação diária, a estação tem desenvolvido relevante papel educativo para a preservação de espécies de mamíferos, como a onça pintada, e de aves, como a harpia e passarinhos típicos da região.