Rota do Saber conta a história do Brasil para professores e alunos do país

Pensando em uma maneira bem marcante de contar a história do Brasil ao mundo, Maria Luisa da Silva Cruz, diretora executiva da agência Pataxó Turismo, criou no ano 2000, o projeto Rota do Saber. Com uma programação ecopedagógica, multidisciplinar e fundamentada nos parâmetros curriculares nacionais de educação, oferece às escolas suporte para os trabalhos com temas transversais, aliando o ensino dos livros didáticos a visitas aos lugares relatados pela história, proporcionando ainda o contato com o meio ambiente e a comunidade, praticando cidadania.

O projeto, pioneiro na região, leva professores e alunos de diversos lugares do país para uma experiência de sala de aula a céu aberto, que é a própria Costa do Descobrimento. Eles visitam locais emblemáticos, como o Monte Pascoal, Coroa Vermelha, Cidade Histórica, Memorial da Epopeia do Descobrimento, Reserva da Jaqueira, museus, além de lugares que também atraem pelas características paradisíacas, como Arraial d’Ajuda, Trancoso, Recife de Fora e Ponta Grande.

Segundo Maria Luisa, o projeto é um dos diferenciais da agência de turismo, que realiza edições todos os anos, sempre durante o período letivo. É um projeto nacional e internacional, já tendo recebido alunos e professores de Chicago (EUA). O conteúdo programático atende aos ensinos Fundamental, Médio, Superior e, em alguns casos, aos especialistas. São pessoas de diferentes níveis sociais e faixas etárias.

“O que define a duração da visita é o objetivo da escola. A programação pode durar um dia ou até cinco. Neste último caso, depois dos quatro dias de imersão, os alunos se divertem em um dia no Arraial Eco Parque ou em Trancoso, Coroa Alta, ou vão conhecer o manguezal, o que também conforme o interesse da escola, tem objetivos a ser alcançados. É sempre uma atividade dirigida”, explica a diretora.

O valor do pacote varia conforme a programação e o tempo de duração da atividade, além de considerar o público-alvo, já que são atendidos alunos de escolas públicas e particulares. Maria Luisa assegura que o conteúdo programático é o mesmo, sem prejuízo de qualidade. O que varia é a opção de hospedagem e alimentação, que fica a critério de cada cliente.

Responsabilidade socioambiental

Para a professora Miriam Teles von Hauenschild, da Escola Acalento, em Lauro de Freitas, o projeto tem uma relevância muito grande no aprendizado dos alunos. “É um trabalho riquíssimo, porque as crianças participam e veem in loco como aconteceram os fatos, tanto do ponto de vista do português quanto do ponto de vista do índio que aqui estava. As crianças saem aprendendo muito sobre a nossa história.” A professora acompanha anualmente os estudantes do quinto ano, já que a viagem faz parte do calendário escolar da turma.

Segundo Maria Luisa, a ideia é “despertar em cada indivíduo, o sentimento do pertencimento, da história, possibilitando uma análise crítica dos fatos históricos que deram início a essa nação chamada Brasil. Queremos sensibilizar os alunos sobre questões ambientais, sociais, diferenças de cultura, desenvolvendo pessoas com sentimento mais patriótico, pautado em conteúdo mais humano, mais ético, mais cidadão”.