A prefeita de Porto Seguro, Cláudia Oliveira, com os secretários de Sáude, Kerrys Ruas e Finanças, Davi Dultra
Essa afirmação foi feita pela prefeita de Porto Seguro, Cláudia Oliveira, ao colunista Levi Vasconcelos, do Jornal A Tarde de domingo (10/05). De acordo com o colunista, Porto Seguro recebe em torno de dois milhões de pessoas por ano em mais de 48 mil leitos de hotéis e pousadas.
A partir das medidas de controle decretadas pela prefeita e diante do isolamento social, com o hotéis e o comércio não essencial fechado, tudo parou. “Claro que tudo isso é indesejável, mas estou lutando em prol da vida das pessoas. E com isso os CNPJs sobreviverão também”, disse a prefeita.
Segundo o secretário de Finanças, Davi Dultra, dos R$ 450 milhões do orçamento anual da prefeitura, metade é de receitas próprias adubadas pelo turismo. Ele calcula um prejuízo R$ 50 milhões com a paralisação da economia.
“Com certeza teremos dificuldades. O governo vai liberar agora a ajuda para estados e municípios equivalente a repasses de quatro meses. Ora, mas até dezembro teremos nove meses de crise. Então, é o montante de quatro meses divididos por nove”, avalia.
Davi argumenta que “o governo estadual já disse que não vai repor as perdas, então, a solução é apertar o cinto, como fixar no pagamento de pessoal, coleta de lixo, coisas essenciais”. Pelo cenário atual, Davi, que é contador especializado em direito municipal, diz que muitos dos novos prefeitos vão ter dificuldades.
“Agora, na crise, sabemos como agir. E os novos prefeitos, que ainda vão tomar pé?”, questiona.
Com informações do Jornal A Tarde.