Rodas de conversas e atividades infantis encantam convidados no Festival Caju de Leitores

 

O terceiro dia do Festival Caju de Leitores trouxe momentos de diversão e de reflexão. As atividades da manhã iniciaram com a exibição de episódios do Projeto Memórias, realizado pela Biblioteca de Caraíva.

Na sequência, as autoras Lucia Tucuju, Auritha Tabajara e Aline Kayapó realizaram uma contação de histórias e brincadeiras com as crianças. Trudruá (Julie) Dorrico se juntou a elas para uma roda de conversa sobre o poder da palavra, a ancestralidade e concepções literárias.

No periodo da tarde, Lucia Tucuju conduziu a roda de conversa com a Rede Oxe, instituição composta por 29 bibliotecas comunitárias que incidem sobre as políticas públicas do livro, leitura, literatura e biblioteca no Estado da Bahia. O bate-papo teve como tema: Bibliotecas Comunitárias, as dificuldades e alegrias de fazer parte de projetos significantes para a formação da cidadania.

Livro

Integrante da Rede Oxe, Ladailza Gonçalves Teles explicou a importância das Bibliotecas, cobrou a responsabilidade da gestão pública e deixou como provocação a criação de uma biblioteca Comunitária Indígena localizada na Aldeia Xandó.

“Foi um momento super importante a roda de conversa porque as pessoas começaram a entender o que é uma biblioteca Comunitária, as dificuldades e a resistência que incide por todos dias”.

Ladailza explica que também foi um momento de falar sobre as vivências de leitura no universo literário e contar que muitas delas se descobriram leitoras dentro do ambiente da biblioteca.

“A nossa fala demonstrou o prazer da leitura, de ter um livro na mão e a sua importância. Como diz Antônio Cândido, ‘a leitura é um direito humano’. Então ele é um direito do indígena, do povo negro e de todos. Porque livro é conhecimento. livro é saber, livro é liberdade e o livro liberta”, finaliza.

Oficina

A tarde ainda teve uma roda de conversa com intermediação de Joanna Savaglia, idealizadora do evento, Sairi Pataxó, anfitrião do Festival, além de Cristino Wapichana e Duda Beatz, que conduziram a Oficina de Escrita e Ilustração.

"O encontro entre os autores Cristino e Sairi foi muito interessante. Cristino foi muito acolhedor e generoso, explicando sobre a produção literária e do processo e mercado editorial. Como, por exemplo, criar o interesse nos editores para a publicação de um livro, inscrição em prêmios, entre outras dicas, além da forma que concebe suas histórias. O público presente teve um indicador de como trilhar este caminho", ressaltou Joanna.

As ilustrações da Oficina ministrada por Duda Beatz foram concebidas a partir do conto relatado pela liderança indígena Sabará, 'A inocente Mãe d’Agua’.

"Quando começamos a ouvir o conto eu me senti dentro da história, parecia que estava vivenciando aquilo. Eu gosto muito de literatura, apesar de não ler tanto. Utilizei como critério que a imagem parecesse mais realista possível. Aprendi a misturar cores, fazer contornos", relatou uma das alunas da Oficina.

O terceiro dia foi finalizado com a película ‘História de Amor e Fúria’, de Luiz Bolognesi.

Último dia

Já no sábado, último dia do Festival, as atividades presenciais de encerramento foram encerradas devido às condições climáticas. No entanto, os autores participantes fizeram uma publicação especial, que pode ser conferida no Instagram oficial do Festival @caju de leitores.


 Com informações e fotos da Assessoria de Imprensa Festival Caju de Leitores

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