
As mulheres ocupam cada vez mais espaço no mercado de trabalho. Pensando nisso, Pensando nesse público, neste mês de março a da secretaria Estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) está disponibilizando uma série de ações virtuais e presenciais. Todas com foco no público feminino, que busca autonomia por meio da inserção ou reinserção no mercado de trabalho.
A programação oficial foi aberta na Unidade Central do SineBahia, órgão estadual de intermediação de mão de obra, com uma roda de conversa abordando o tema ‘Desigualdade e Violência contra as Mulheres no Mercado de Trabalho’. A programação virtual está sendo transmitida pela plataforma Google Meet; no Instagram e no Facebook do SineBahia, incluindo cursos, oficinas, consultorias, palestras e ‘lives’ temáticas.
Veja aqui a programação completa.
De acordo com o superintendente de Desenvolvimento do Trabalho da Setre, Rubens Santiago, as ações vão se estender até o final do mês nas unidades do Sinebahia. Estão sendo ofertados palestras, rodas de conversa, ações de saúde, bem-estar e cidadania, entre outras.
“A gente destina dois locais específicos para atendimento prioritário e muitas vezes exclusivo para as mulheres, como em Cajazeiras e no Comércio. Temos também outras oportunidades como o Contrate, para aqueles profissionais autônomos que prestam serviços de arrumadeira, cuidadora de idosos, entre outros, na casa das pessoas, intermediados, fiscalizados e monitorados pela Secretaria do Trabalho”, detalhou.
Capacitação
As capacitações se estendem a outras superintendências como é o caso da Secretaria de Promoção das Mulheres (SPM), que explica a política estadual da transversalidade para as questões de gênero.
“A Setre é uma grande parceira nossa. Nós estamos construindo uma linha de crédito para as mulheres, que o Credibahia vai fazer. Também estamos dialogando com o Sine sobre diversas formas de capacitação e inclusão. O objetivo é trabalhar a autonomia, desde a questão da autoestima até a parte da formação de capacitação, para negócios formais e informais. Estamos também discutindo fazer um recorte feminino no Contrate”, explica a superintendente de Promoção dos Direitos das Mulheres da SPM, Ioná Queiroz.
Para a coordenadora da Superintendência de Políticas para a Igualdade Racial da Sepromi, Vivian Queiroz, o diálogo é fundamental. “É importante que as mulheres saibam e tenham uma dimensão da interseccionalidade dessas questões, de como essa violência de gênero, como ela impacta e se desdobra para mulheres negras, para mulheres indígenas, para mulheres com algum tipo de deficiência. Todos esses corpos femininos, distintos em suas realidades precisam estar contemplados quando a gente está batalhando, está atuando neste caminho para o mercado de trabalho com mais equidade”, finaliza.
A pedagoga Solange Barbosa, 55 anos, foi atendida no SineBahia da Estação Pituaçu e aprovou a iniciativa. “Ainda bem que a gente avançou um bocado, né? Porque a gente não tinha certos serviços. Procurar um trabalho depende muito da qualificação. Então, você tendo programas, treinamento, oportunidades, facilita muito. Imagine, eu com 55 anos, como é que eu volto para o mercado do trabalho se eu não tiver uma orientação ou um programa para mim? Então, é importante para mim, nessa idade, e para as meninas que estão chegando no mercado de trabalho”.
Com informações da Secom GOVBA - Foto: Fernando Vivas/GOVBA
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