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Livro reconta história do campo de aviação do Arraial d´Ajuda

Cidade 25 de julho de 2018

 

Um grupo de pesquisa formado por cinco pessoas resolveu escrever sobre a história do antigo campo de aviação do Arraial d’Ajuda, onde atualmente está o Parque Central. O trabalho foi iniciado em 2016 e concluído este ano. O resultado está no livro “Memórias Sobre o Campo de Aviação do Arraial d’Ajuda”, que conta a importância do campo de aviação desde sua inauguração, em 1939, até os dias atuais, e sua influência na formação populacional, econômica e social de Porto Seguro.

Os pesquisadores estão levantando apoio da comunidade para lançamento do livro, que será editado pela gráfica Pancrom, de São Paulo. A ideia de escrever o memorial surgiu durante um churrasco na casa do professor Tharles Souza Silva, graduado em História e mestre em História Regional e Local pela Universidade Estadual da Bahia (Uneb), e doutorando em Estado e Sociedade pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Durante o encontro, a amiga Cintia Campeche, da associação Amigos do Arraial de N. Sra d’Ajuda, associação civil que cuida do Parque Central, sugeriu que fosse montado um projeto para escrever a história do campo, entrevistando moradores mais antigos.

Eles começaram tentando encontrar pessoas que pudessem contribuir com informações. Assim, foram chegando os outros escritores: Vinícius Parracho, que apresentou o amigo e sócio no escritório de advocacia, Rafael Tosati; e depois, Gabriel Moreira, estudante de graduação em História e Galilei Lemos Júnior, ex-aluno de Tharles. Segundo a obra, que contém informações históricas inéditas, o campo tem uma importância muito grande para os moradores do Arraial e faz parte do imaginário coletivo delas. O professor Tharles afirma que, embora sua criação tenha sido associada à Segunda Guerra Mundial, não há relação direta entre a inauguração do campo de aviação e esse fato histórico mundial.

Memória e emoção

“Foi uma coincidência. A criação do campo levou as pessoas fazerem essa associação, porque o Brasil acabou se envolvendo no conflito”, observa.  Ele diz que as pessoas mais velhas se lembram do antigo hangar e contam que viram os últimos aviões que pousaram e decolaram ali. “Eram duas pistas. O campo tinha um formado de T, com uma pista pequena, de 800 m para emergência, e uma longa, com 1.200 m”, registra Tharles. Quase quatro décadas depois, o campo não preserva sua área original. Invasões tomaram um grande espaço, já que o local permaneceu inativo e sendo cobiçado pela sua localização estratégica. Atualmente, o Parque Central reúne posto de saúde, escolas, creche, quadras e o Cemitério São Benedito.

De acordo com o livro, o desenvolvimento urbano e econômico do Arraial e, por consequência, de Porto Seguro é atribuído à construção do campo. “Isso é uma realidade. Oportunidades de trabalho e turismo surgiram a partir daí, porque o campo facilitava a comunicação com outras localidades, favorecendo a integração com o restante do Brasil”, disse o professor. O campo fazia parte da rota do correio aéreo nacional, além de ser usado para transporte de pessoas para Salvador, Canavieiras e outras localidades, em aeronaves pequenas. Foi desativado em 1980, quando da inauguração do Aeroporto de Porto Seguro.

As entrevistas encontraram pessoas com idade entre 70 e 90 anos, testemunhas vivas que tiveram suas emoções trazidas à tona: “é um trabalho de memória e quando a gente começava a falar do campo, as lembranças começaram a aparecer e as pessoas se emocionavam e choravam. É uma carga muito grande”, conta Tharles.

Uma das entrevistadas, a idosa Maria Jorge, 95, conhecida como dona Miúda, afirma que se lembra dos pousos, do cotidiano, de aspectos econômicos, e ressalta o estado de pobreza de Porto Seguro e Arraial na época, uma comunidade que não ultrapassava 200 pessoas. A população vivia da pesca, das lavouras e da extração de madeiras, usando, comumente o escambo como estratégia de subsistência. As mulheres iam para as pedras mariscar e trocavam por farinha, açúcar e outros mantimentos. A circulação de dinheiro só veio após a chegada do campo de aviação, e com ele, toda a estrutura para receber, transportar e alimentar soldados, políticos e romeiros.

 

O livro

O livro tem cinco capítulos. O primeiro trata da inauguração do campo e sua importância dentro do desenvolvimento da aviação no Brasil e no mundo; o segundo, das memórias da Segunda Guerra Mundial no Extremo Sul da Bahia; o terceiro, do guarda-campo, uma atividade que se tornou oficial e referência de autoridade pública; o quarto relata o cotidiano do arraial após a inauguração do campo e sua desativação, até tornar-se Parque, em 1994; e o último fala dos projetos futuros para o campo na voz da comunidade.

Foram citados importantes nomes, como os de soldados que vieram aqui durante a guerra, do brigadeiro Eduardo Gomes, uma das pessoas mais envolvidas na estratégia de defesa do Nordeste brasileiro no período, o influente jornalista Assis Chateaubriand, que foi a pessoa responsável por montar o projeto de inauguração do campo, conhecido como A Revoada, com a presença de 22 aeronaves. “Além de favorecer o desenvolvimento das comunicações de forma geral, principalmente da mídia escrita no Brasil, Chateaubriand era um entusiasta da aviação e o segundo brasileiro a voar - afirma o professor Tharles – chegando a financiar a construção de campos de pousos em várias partes do Brasil.”

O livro contém fotos da época, em sua grade parte, cedidas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), além de reportagens, entrevistas e documentos valiosos para a história regional. Não tem uma unidade de estilo, segundo o professor, preservando apenas uma preocupação: uma linguagem mais clara possível, tornando-se acessível a qualquer leitor. “Uma das coisas mais bacanas é que permaneceu a característica de cada um”. 

O orçamento para publicação é de R$ 41 mil para a tiragem de 1.000 exemplares. O grupo de pesquisa busca arrecadação por meio de cotas de patrocínio, com vistas à qualidade na impressão e disponibilização de exemplares para as escolas, bibliotecas, institutos, associações e órgãos públicos locais. Não há finalidade lucrativa. Até o fechamento desta edição, havia sido arrecadado um valor de R$ 18.500, entre doações já realizadas e promessas de contribuição.

Novas contribuições podem ser feitas diretamente na conta do organizador da obra, o professor Tharles Silva, no Banco do Brasil, Agência 0792-7, Conta Corrente 42665-2, CPF nº: 037.831.075-55. Todos os valores serão apresentados em prestação de contas no lançamento do livro, e publicados na internet.

 

Legendas

Aviões no campo de pouso doArraial d´Ajuda, no dia da inauguração, em 1939

 

 

O grupo de pesquisa com Cintia Campeche e um entrevistado: Galileu Lemos Jr., Gabriel Moreira, Rafael Tosati, seu Zé Pio, Tharles S. Silva e Vinicius Parracho

Concluída a 1ª etapa das obras da Travessia das Balsas no Arraial

Cidade 23 de julho de 2018

Turistas e moradores que atravessam a balsa para o Arraial d´Ajuda encontram agora uma nova motivação para apreciar um dos cenários mais deslumbrantes da Costa do Descobrimento. É a conclusão da primeira etapa das obras de requalificação da travessia do lado de Arraial, que chegam em total harmonia com a natureza privilegiada do lugar. “Essas obras são um divisor de águas para quem cruza o rio de balsa, valorizando o entorno e o Arraial d´Ajuda como um todo. É um novo capítulo na história da travessia”, avalia o diretor da Rio Buranhém Navegação, Bruno Barbiero.

As intervenções estão sendo financiadas pelas empresas Rionave e Rio Buranhém, de acordo com o TAC (Termo de Ajuste e Conduta) firmado pelas empresas com o Ministério Público, Observatório Social, OAB, Prefeitura e Câmara de Vereadores de Porto Seguro. Para marcar a entrega das obras, as empresas estão promovendo ainda o lançamento da campanha “Essa é nossa praia”, com distribuição de sacolinhas de lixo para automóveis, além de material informativo em forma de leque, orientando os turistas a descartar o lixo de maneira correta e ajudar a cuidar do meio ambiente.

Segundo Bruno Barbiero, essa primeira etapa em Arraial inclui a pavimentação de toda a área desapropriada; construção de terminais cobertos para táxis, ônibus e vans; banheiros e vestiários para os funcionários; além da instalação de assentos e projetos de paisagismo e iluminação, que utiliza cabos subterrâneos para evitar a poluição visual. “Foram desapropriados e incorporados ao projeto mais de 3.500 m², acabando de vez com o tumulto gerado nos embarques e desembarques de veículos e de passageiros”, salienta o diretor.

Conforto e agilidade

No mês de agosto, será iniciada a segunda etapa das obras do lado de Arraial, com a repavimentação da área de desembarque e a implantação de catracas eletrônicas e novas bilheterias. No segundo semestre serão recomeçadas também as intervenções em Porto Seguro, onde estão previstos o calçamento da área desapropriada, ao lado do Restaurante da Japonesa e a instalação dos novos sistemas de cobranças. Todas essas mudanças irão oferecer mais conforto e agilidade na prestação dos serviços.

Orçadas em R$ 8 milhões, as desapropriações e obras de requalificação da Travessia das Balsas, em Porto Seguro e Arraial, representam a maior intervenção já promovida pelas duas empresas, responsáveis pelo transporte hidroviário no município, há quase três décadas. “Um patrimônio valioso que possuímos são os nossos colaboradores, que conhecem bem a operação, o ambiente, os equipamentos e as pessoas do lugar, onde operamos com muito respeito e consciência da importância do serviço que prestamos para a cidade”, enfatiza.

Barbiero ressalta que essas melhorias eram desejadas há muito tempo pelas empresas, poder público e principalmente pela comunidade. “Foi um grande desafio, fruto de acordos e negociações. É um compromisso que assumimos, de investir na infra-estrutura, que estamos cumprindo da melhor maneira possível.”

 

Hilda Rodrigues

Jornalista/ Assessora de Imprensa

Eunápolis sedia I Congresso de Surdos

Cidade 13 de julho de 2018

“O Evangelho Todos Para Todos” é o tema do Congresso de Surdos que acontece em Eunápolis nos dias 18 e 19 de agosto. Organizado pela Primeira Igreja Batista local, o evento é inclusivo para surdos e ouvintes e vai acontecer na sede da instituição, que fica na Rua Castro Alves, centro da cidade.

A abertura está marcada para o dia 18 de agosto, às 18 horas. Já no dia 19 a programação prevê atividades de manhã à tarde e à noite. Maiores informações e inscrições podem ser feitas com Fabíola Domingues por meio do telefone (73) 99939-6011.

A implantação de um projeto de evangelização em Libras, segundo a professora e interprete de Libras Luine Hora, visa comunicar o evangelho de forma contextualizada, além de permitir às pessoas surdas e familiares uma oportunidade válida de responderam positivamente à mensagem do evangelho e adorarem a Deus, além de agregar e aperfeiçoar discípulos multiplicadores.

Libras é a segunda língua oficial do Brasil, mas poucas pessoas sabem ou se interessam por ela. No Brasil, há 9,5 milhões de surdos e muitos vivem marginalizados.

Senac realiza Feira de Profissões com palestras e oficinas gratuitas

Cidade 20 de julho de 2018

Inspirado nas tendências de mercado, o Senac-BA promove mais uma edição da Feira de Profissões no Estado. Salvador e mais seis cidades do interior - Vitória da Conquista, Camaçari, Feira de Santana, Porto Seguro, Santo Antônio de Jesus e Alagoinhas - receberão o evento entre os dias 30/07 e 11/08. A programação é gratuita e contempla palestras, oficinas, workshops e consultorias. As vagas são limitadas.

Em Porto Seguro a Feira acontece dais 09 e 10 de agosto, na sede do Senac. Já na capital, o Shopping da Bahia recebe o eventos de 30/07 a 04/08. Quem se interessar pelos segmentos de Saúde, Segurança, Moda, Comunicação, Gastronomia e Beleza já pode marcar na agenda, pois o Senac preparou uma extensa programação nessas áreas com direcionamento para o mercado de trabalho. 

Para os gostam de tecnologia e informação, o evento traz palestras sobre fotografia mobile, produção de vídeo para o youtube e marketing nas redes sociais. Gastronomia vem com oficinas de bolinho de bacalhau, crepe suzete, quiche sertanejo, entre outras opções. Além disso, assuntos de gestão e empreendedorismo estão na pauta do evento.

Serviço:

Salvador - 30/07 a 04/08 | Shopping da Bahia

Vitória da Conquista - (09 a 11/08) | Shopping Conquista Sul

Camaçari - (06 e 07/08) | CIAT - Centro Integrado de Atendimento ao Trabalhador

Feira de Santana - (02 a 05/08) | Shopping Boulevard

Porto Seguro - 09/08 - 14h às 18h e 10/08 - 08h às 20h| Senac Porto Seguro

Santo Antônio de Jesus - (09 a 11/08) | Espaço Cultural da Praça Padre Matheus

Alagoinhas - (07 a 09/08) | Senac Alagoinhas

Mais informações, assim como a programação completa podem ser obtidas pelo site www.ba.senac.br.


 

Maior desafio da Marinha é reduzir o número de acidentes no mar

Cidade 13 de julho de 2018

Ao completar 40 anos, a Marinha do Brasil em Porto Seguro inaugura uma nova fase com a ampliação de seu espaço físico, instalação de novas salas da segurança do tráfego aquaviário e do ensino profissional marítimo, além de uma ouvidoria. Nos últimos anos, a equipe assumiu um novo desafio: a redução de acidentes envolvendo pescadores e profissionais do mar não habilitados pela Marinha na condução de suas embarcações. Para isso, foram formados 202 novos aquaviários. A meta para 2018 é de abrir mais 150 vagas.

Segundo o Capitão de Corveta, André Teixeira de Sousa, delegado que responde atualmente pela delegacia regional, todas as embarcações são sujeitas à fiscalização por parte da Marinha. As fiscalizações são feitas quase que diariamente. Segundo o capitão, as ocorrências mais comuns na região são: embarcações sem seguro obrigatório ou com o mesmo vencido; condutor não portando a Caderneta de Inscrição e Registro, ou com a mesma vencida; Título de Inscrição da Embarcação (TIE) desatualizado; embarcações sem o devido rol a bordo; material de salvatagem incompleto; e apresentação de cópias de documentações no lugar dos originais.

Outros projetos levaram a públicos mais específicos o conhecimento sobre segurança no mar e o trabalho da instituição, como o “Conhecendo a Marinha”, com alunos da rede pública e particular, com informações sobre procedimentos de segurança em embarcações e equipamentos de salvatagem; e o Projeto “Marinha na Minha Comunidade” com atendimento médico, distribuição de kits e palestras direcionadas para a saúde daqueles que fazem uso do mar, como prevenção do câncer de pele e de próstata, DSTs e cuidados na hidratação.

Legal no Mar

A Campanha Legal no Mar visa dar orientações necessárias para evitar acidentes com embarcações. Além das fiscalizações, a delegacia acredita ter contribuído para a redução do número de acidentes. Em 2016 foram abertos 12 inquéritos e em 2017, esse número caiu para cinco. Dentre as ações da campanha, está a realização de palestras em marinas e colônias de pescadores, apresentando as medidas de segurança necessárias a todo comandante de embarcação.

Em 2016, por determinação do Comandante de Operações Navais, a delegacia de Porto Seguro incorporou à sua jurisdição os municípios mineiros de Salto da Divisa, Jacinto, Jequitinhonha e Itaobim, intensificando suas tarefas de fiscalização e outras atividades no Vale do Jequitinhonha. Foi criado também o projeto da Delegacia Itinerante, para diminuir a distância no deslocamento dessas populações para Porto Seguro. Em 2017, foram registrados 1312 atendimentos em Porto Seguro e 506 atendimentos no Extremo Sul da Bahia e Vale do Jequitinhonha, atendendo a comunidade marítima nas distantes regiões, principalmente dos pescadores artesanais.

História de sucesso

Antes da criação da Delegacia da Capitania dos Portos em Porto Seguro, a agência tinha sede em Belmonte, marcando presença na Costa do Descobrimento desde 1919. Quase seis décadas depois, foram extintas as atividades naquele município, sendo criado um novo centro de atuação, desta vez, em Porto Seguro. Em 2009, a Agência da Capitania dos Portos em Porto Seguro recebeu sua sede definitiva na rua São Pedro, conferindo maiores condições de obter mais autonomia e melhores resultados às ações na região. Em 2012, a Administração Naval reconheceu que a Agência da Capitania dos Portos estava apta a se tornar uma Delegacia de 2ª Classe, consolidando os esforços das tripulações anteriores, ampliando o leque de serviços, o quadro de pessoal e recursos materiais.

Atualmente, a Marinha tem oferecido diversas oportunidades ingresso, que podem ser de duas formas: com foco na carreira militar, que permanece durante 30 anos na instituição, até alcançar sua transferência para a Reserva Remunerada. A outra é na condição de serviço militar voluntário em áreas específicas, quando o militar permanece somente por oito anos. No serviço militar obrigatório não é necessário concurso público, vindo a alcançar os jovens que prestam o serviço militar inicial e os médicos, dentistas e farmacêuticos.

No serviço militar obrigatório, o praça ou oficial deve prestar um período de um ano de serviço militar, podendo, dentro das condições estabelecidas pela Marinha permanecer durante um período de oito anos, dependendo do militar estar na condição de voluntário a cada renovação anual e sendo de interesse da Marinha. Em Porto Seguro, quatro oficiais e 20 praças compõem a equipe da instituição.

  1. Povo Pataxó ocupa sede da Coordenação Indígena em Porto Seguro
  2. Praça do Arraial é fechada para o trânsito
  3. Projetos culturais da comunidade são premiados em Porto Seguro
  4. APAE promove arraiá junino

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