Alto preço da gasolina incomoda moradores e turistas

O preço alto combustível em Porto Seguro não é um problema recente e incomoda moradores e turistas. A reclamação por parte de quem depende dele para se deslocar em curtas ou longas distâncias está na agenda diária dos motoristas. O assunto é delicado e rendeu à cidade, há mais de 15 anos, a marca de “gasolina mais cara do Brasil”. Recentemente, e mais uma vez, a gasolina de ouro foi pauta de matéria veiculada em rede nacional, pelo portal G1. A boa notícia é que o Legislativo municipal está se propondo a discutir o tema.
Durante sessão da Câmara de Vereadores, em alusão à matéria, o vereador Abimael Ferraz (Bibi) falou dos absurdos preços do combustível praticados em Porto Seguro. “Tem alguma coisa errada”, opinou. O presidente Evaí Fonseca concordou e garantiu: “a mesa diretora não pode se curvar ou fazer vistas grossas sobre esse assunto. Vamos fazer uma audiência pública para discutir o problema do preço abusivo. Quase R$ 5, isso é inadmissível.” Evaí afirmou que vai convocar os representantes de postos de combustíveis para um diálogo aberto durante a audiência pública, para a qual está sendo convidada a população.
A média do preço apurado pela reportagem foi de R$ 4,27. E ainda há a diferença dependendo da forma de pagamento. Em um posto, a gasolina de R$ 4,26 no cartão de crédito fica a R$ 3,99 se paga à vista. Em outro posto próximo ao aeroporto, a gasolina sai a R$ 4,27 no cartão e R$ 4,19 em dinheiro. Além dessas diferenças, o consumidor tem que escolher se vai levar a aditivada, o que dá uma variação no preço. Enquanto isso, em postos das cidades vizinhas, como Eunápolis, o preço médio é de R$ 3,84, em Itamaraju fica a R$ 3,71 e nas capitais, os preços giram em torno de R$ 3,74 (Salvador), R$ 3,59 (Vitória), R$ 3,50 (Goiânia), R$ 3,99 (São Paulo), R$ 3,55 (Belo Horizonte). Os dados estão do site http://www.precodoscombustiveis.com.br.
Liberdade de escolha
Antônio Márcio dos Santos, ex-presidente da Associação de Taxistas de Porto Seguro contou que em Pindorama, pagou R$ 3,89 por litro de gasolina. Enquanto isso, em Porto Seguro o preço estava a R$ 4,00. Em Eunápolis pagou R$ 3,84, uma diferença de 15 centavos. Em Salvador pagou R$ 3,66. “Acho que deveriam rever essa situação de gasolina cara, porque esta é uma cidade turística. Os turistas se sentem explorados e os moradores são obrigados a passar por esse sufoco. Deve haver uma fiscalização pelos órgãos competentes”, disse Márcio, que depende da gasolina para trabalhar.
O Jornal do sol conversou com um dos proprietários de posto de combustível em Porto Seguro. Ele não quis se identificar, mas afirmou: “não há tabelamento de preço de combustível. É livre mercado. Não há alinhamento de preço e nem formação de cartel”, garantiu. O empresário ressaltou ainda que o custo operacional de um posto é alto. “Há vários preços, em postos com bandeira e sem bandeira. Se eu quisesse, poderia cobrar R$10 pelo litro de gasolina. O cliente tem total liberdade de escolha”. Segundo ele, o custo operacional e a margem de lucro estão entre as variáveis que definem o preço.
Segundo a matéria exibida pela TV Santa Cruz, o Sindicato do Comércio de Combustíveis da Bahia disse que, por ser o mercado livre e competitivo, cada empresa pode determinar o valor a ser cobrado. O sindicato disse ainda que a posição geográfica e os custos em Porto Seguro são fatores determinantes na formação do preço do combustível na cidade.



