População se sente prejudicada com greve dos vigilantes

A greve dos vigilantes da Bahia entra no seu 13º dia e a população se sente cada dia mais prejudicada pela falta dos serviços dos bancos e de seguridade. Em Porto seguro, empresários contabilizam prejuízos dos boletos que estão vencendo e clientes de vários bancos estão sem condições de realizar saques e depósitos.
Na Getúlio Vargas, a Caixa Econômica não está fazendo depósitos e apenas uma máquina está disponível para saque. Clientes revoltados, que não quiseram se identificar, afirmaram que nenhuma das duas agências do Bradesco conseguem atender satisfatoriamente. Em uma consegue sacar mas em outra não. “Está uma bagunça”, dizem. Os serviços estão pela metade e quem vai ao banco não tem nenhuma garantia de atendimento e segurança.
A agência do INSS continua atendendo apenas casos agendados antes da greve, e sem perícia. Quem precisa passar por perícia está tendo que remarcar na agência mesmo.
Para o dia 06/06/17 está marcada uma nova reunião com os patrões, também no Ministério Público do Trabalho (MPT), em Salvador. De acordo com o secretário de comunicação do Sindicato dos Empregados de Empresas de Segurança e Vigilância do Estado da Bahia (Sindvigilantes), Jefferson Fernandes, os patrões não compareceram à reunião de 01/06/17: "Eles mandaram os advogados, que disseram não saber que se tratava de uma negociação."
Segundo o sindicato dos vigilantes, os patrões mantém as propostas de reajuste de 1% e a quebra da escala 12/36, que sugere que o vigilante faça horas extras em dias de folga. O sindicato diz que, enquanto for mantida esta proposta, não haverá negociação. Além de não aceitarem a permissão de horas extras na folgas, os grevistas não aceitam a prorrogação de jornadas além da 12 horas. Quase 1.000 vigilantes acompanharam a reunião diante da DRT. Os grevistas estão fazendo manifestações por várias avenidas e estabelecimentos públicos em Salvador, levando cartazes de repúdio às propostas patronais.
Cerca de 32 mil vigilantes, segundo o Sindivigilantes, participam da greve. Eles querem reajuste de 15% no salário, ticket refeição de R$ 20, cotas para as mulheres de 30% (por posto de trabalho) e piso salarial de R$ 1.500.



