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UFSB registra infestação de ácaro de espécie invasora em açaizeiros da região

Cidade 04 de outubro de 2021

Os cultivos de açaizeiros no Sul da Bahia vão ter de se adaptar para enfrentar a dispersão de uma praga que, até então, afetava outros cultivos. Essa é uma das conclusões de pesquisa realizada na Universidade Federal do Sul da Bahia e relatada em artigo publicado na revista científica internacional Systematic and Applied Acarology.

Assinado por Felipe Micali Nuvoloni (UFSB), Laiza Mirelle Santos Andrade (UFSB), Elizeu Barbosa Castro (UNESP), José Marcos Rezende (UNESP) e Marcel Santos de Araújo (UFSCAR), o artigo First report of damage and population dynamics of Raoiella indica Hirst (Acari: Tenuipalpidae) on Euterpe oleracea (Arecaceae) in the State of Bahia, Brazil mostra a investigação que descobriu que o ácaro-vermelho-das-palmeiras está infestando também os cultivos de açaí, com o ciclo completo de desenvolvimento e reprodução, o que vai demandar a adoção de medidas sanitárias por parte dos produtores e autoridades públicas.

O ácaro-vermelho-das-palmeiras provoca prejuízos já reconhecidos nas culturas de coco e banana. A pesquisa mostra que o açaizeiro passou a figurar na lista de hospedeiros dessa espécie minúscula de aracnídeo.

A estudante Laiza Mirelle Santos Andrade, que concluiu o Bacharelado Interdisciplinar em Ciências em setembro de 2020 e hoje cursa Engenharia Sanitária e Ambiental no Campus Sosígenes Costa, em Porto Seguro, desenvolveu a pesquisa. O artigo apresenta dados obtidos no estudo feito enquanto bolsista de Iniciação Científica e defendidos no projeto integrador (o trabalho de conclusão de curso) de Laiza no ano passado.

As saídas a campo se deram na Fazenda Bom Sossego, na qual o Sistema Agroflorestal de açaí e cupuaçu foi selecionado para estudo da acarofauna. A descoberta foi inesperada: “Com base na literatura existente, não era esperado o registro desta espécie no açaizeiro, sendo que apesar de ser um registro inesperado pode contribuir para o manejo desta espécie na região”, conta o professor Felipe Micali Nuvoloni, um dos autores do artigo. A pesquisa segue em andamento, com uma segunda etapa em fase de elaboração para buscar novas informações sobre o estudo da acarofauna na cultura do cupuaçu e acerca da importância da preservação de fragmentos florestais para o controle biológico natural nas áreas de cultivo.

O ácaro-vermelho-das-palmeiras, conforme registros prévios na literatura científica, é uma espécie exótica e invasora, cuja presença foi notada pela primeira vez em 2009, em Boa Vista, e se sabia que tende a afetar especialmente os coqueiros, causando perdas significativas na produção. Até então, não se tinha registros desse tipo de ácaro no açaizeiro. O diferencial da pesquisa é comprovar que a espécie se adaptou ao vegetal e consegue fazer seu ciclo de vida completo na mesma planta. Isso ainda não significa um risco para o fornecimento de açaí e demais cultivos de palmeiras (dendê, e palmeiras ornamentais, por exemplo), mas mostra que esse ácaro conseguiu ajustar sua fisiologia para suprir suas necessidades e pode chegar a atingir o status de espécie praga nestes cultivos.

O professor Felipe Micali Nuvoloni explica que o ácaro-vermelho-das-palmeiras, a exemplo de outras espécies invasoras, pode colonizar novos hospedeiros quando chega a um habitat diferente. “Dessa forma, é possível que depois de 12 anos da chegada ao Brasil a espécie tenha passado por diversas mutações e se adaptado a hospedeiros que anteriormente não eram tidos como "ideais" para o seu desenvolvimento. Pelo fato do coqueiro ser um hospedeiro reprodutivo desta espécie, a colonização de outras palmeiras como o açaí se torna mais fácil por pertencerem à mesma família botânica (Arecaceae). Por fim, como a espécie ainda está em processo de dispersão e adaptação pelas regiões do Brasil, é possível que novos hospedeiros venham a ser registrados em breve”, explica o cientista.

Medidas para contenção

Com a descoberta no sul da Bahia, uma das estimativas é de que a praga esteja se espalhando depressa. Os dois meios de dispersão do ácaro são o vento (por ser um animal muito pequeno e leve) e o transporte de mudas infestadas. “É bem possível que o ácaro-vermelho-das-palmeiras já esteja espalhado por grande parte dos cultivos de coco do nordeste, o que facilita a dispersão dos mesmos para novas áreas e cultivos. Observa-se também clima mais quente e seco também favorece o desenvolvimento dessa espécie, sendo que as maiores densidades populacionais e possivelmente os danos apareçam nesse período (fevereiro a maio)”, afima o professor Felipe.

Por esses motivos, aumentar barreiras sanitárias entre os estados e exercer maior controle e fiscalização das mudas nos viveiros estão entres as providências recomendáveis para diminuir as chances do ácaro chegar a áreas ainda não colonizadas. “Como o vento também é uma forma de dispersão, é importante que novos cultivos de açaí sejam implementados em áreas não contíguas ou próximas a cultivos de coco (visto que há uma maior chance do último já abrigar populações deste ácaro), nem mesmo recomenda-se o cultivo conjunto destas culturas na forma de Sistemas Agroflorestais (SAFs). A direção do vento também é um fator importante para ser considerado no momento da implementação dos novos cultivos”, destaca o professor Felipe.

Essas medidas fitossanitárias são as possíveis no momento, conforme o pesquisador, porque as opções de controle químico conhecidas ainda são incipientes e pouco eficazes. Já as alternativas de controle biológico, no qual se introduz uma espécie predadora para reduzir a população da praga – por exemplo, ácaros da espécie Neoseiulus barkeri - estão em fase de estudos, apesar da liberação de uso pelo MAPA.


Com informações da Ascom/UFSB

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Dia das Crianças terá Caça ao Tesouro no Barco Pirata

Cidade 02 de outubro de 2021

Vamos navegar marujos? A Luanda Turismo convida a soltar a imaginação e explorar novas experiências a bordo do Barco Pirata, que no Dia das Crianças, 12 de outubro, terá um evento especial para a data: uma caça ao tesouro.

Além de atrações como a sereia que vai nadar junto com os convidados, o show dos piratas, o toboágua, entre outros atrativos, neste dia em especial haverá também com sorteio de prêmio em dinheiro e brindes.

Embarque

O embarque do passeio é feito no píer Municipal de Porto Seguro, navegando pelo Rio Buranhém, saindo pela Barra em direção a Orla Norte de Porto Seguro, passando bem próximos às principais praias e barracas do local.
Durante o passeio, a bordo da Escuna, o Capitão Estrela e seus tripulantes, proporcionam atividades interativas com direito a fantasias para interação e participação dos convidados. A Escuna conta com serviço de bordo, onde são vendidos salgados e bebidas, além de frutas frescas e água, que fazem parte do pacote do passeio e podem ser consumidos à vontade.
A parada para para banho e mergulho em duração de duas horas e acontece em Ponta Grande. A praia é formada por bancadas de corais, conchas e ouriços podendo encontrar tartarugas marinhas, e paisagens exuberantes da Costa do Descobrimento.

Estrutura

A Escuna tem capacidade para 180 passageiros, no entanto por conta da pandemia, o número de passageiros embarcados é menor e seguem os protocolos sanitários para a Covid 19.
Para maior comodidade, o barco possui acentos acolchoados, banheiros masculino e feminino, duplo deck, coletes e balsas de segurança, macarrões flutuadores para recreação e uma tripulação animada e com mais de 20 anos de experiência.
Criança até 6 anos não paga, de 6 a 11 paga meia e acima paga inteira. O valor (inteira) é R$80. Mais informações (73) 3268 - 3723, pelo site ou no Instagram da Luanda Turismo, organizadora do passeio.


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Abrigo de idosos Doce Lar busca apoio da comunidade

Cidade 02 de outubro de 2021

Na região da Costa do Descobrimento, o atendimento a idosos que precisam de um lar ainda é muito restrito. Em Porto Seguro, apenas uma instituição presta os serviços de acolhimento e cuidados em geral com o público de terceira idade que não tem uma casa onde morar ou cuja família alega não ter condições de cuidar.

A Associação de Terceira Idade Doce Lar, na Agrovila, fundada em janeiro de 2020, é uma instituição privada mas sem fins lucrativos. “Não temos o apoio do governo, e nunca tivemos. Em contrapartida a comunidade, moradores, empresários, pessoas em geral nos ajudam muito” afirma Alcione Leal, responsável pela comunicação do abrigo. À família dos idosos é cobrada uma mensalidade fixa, mas segundo Alcione, nem todos podem pagar, e por isso o Doce Lar, como é conhecido, conta com a solidariedade dos apoiadores da causa.

Ela afirma que entre os internos, há todos os casos imagináveis: “idoso que nos procurou por que não queria mais morar e viver sozinho, familiares que precisavam trabalhar e não podiam dispor do seu tempo para os cuidados com ele, famílias sem condições financeiras para os cuidados, encaminhamento do Ministério Público e até mesmo aqueles que querem ficar longe da família”.

A dona Geni, por exemplo, morava com o filho e diz que ele não podia trabalhar devido aos cuidados com a mãe. Quando ele saía, ela ficava sem companhia. “Eu ficava muito só. Quando eu não ficava só, empatava muito ele. Porque só éramos nós dois. Quando ele saia me deixava deitada para não ficar sozinha dentro de casa e cair. Eu ficava até ele chegar”. Embora dissesse que vivia muito bem com o filho, ela afirma que houve um momento em que ele precisou trabalhar e, sem coragem de deixar a mãe sozinha com uma cuidadora, optou pelos serviços do abrigo, após uma pesquisa. Dona Geni, que afirmou ter havido consenso na decisão, parece estar satisfeita: “Estou gostando daqui. Os diretores, os funcionários, as meninas da limpeza, tem gente pra conversar”, diz.

Alcione afirma, mesmo sem apoio do setor público, o abrigo contratou uma fisioterapeuta que atende duas vezes por semana e ajuda muito no desenvolvimento motor dos idosos; além de duas técnicas de enfermagem que revezam no horário, atendendo 24 horas por dia, cuidadoras, nutricionista e cozinheira. “Um baita time!”, diz.

Toda a ajuda é muito bem recebida. “Nossas necessidades maiores sempre são com alimentação. Oferecemos cinco refeições principais que incluem café da manhã, suco na metade da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. Temos uma horta e dela tiramos alguns alimentos livres de agrotóxicos. Mas, mesmo assim, sempre precisamos de frutas, verduras, hortaliças, alimentos não perecíveis, leite e proteínas”.

Material de limpeza como cloro, desinfetante, amaciante de roupa, sabão em pó e detergente também estão na lista de necessidades que precisam ser atendidas cotidianamente.

O entretenimento também faz parte do dia a dia dos idosos. Todos os meses, a instituição faz festas de aniversário e comemorações em datas festivas como no dia 1º de outubro, que celebra o Dia Nacional do Idoso. “Não é nada grande mas fazemos questão de mostrar a importância que a vida deles tem para a gente”, afirma Alcione.


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Prefeitura de Porto Seguro faz convocação para Conferência Municipal

Cidade 02 de outubro de 2021

A Prefeitura de Porto Seguro publicou, dia 01/10/21, decreto de convocação para a 7ª Conferência Municipal da Cidade, que vai se realizar de 24 a 26/11/21. O evento será a primeira etapa preparatória da 7ª Conferência Estadual das Cidades, que, devido à pandemia de Covid-19, foi adiada para os dias 05, 06 e 07/12/22, e será realizada em Salvador.

O tema da Conferência Municipal será: "Construindo a Política de Desenvolvimento Urbano: integrando campo e a cidade para o desenvolvimento sustentável". De acordo com o Decreto Nº 12.451/21, da Conferência Municipal deve sair o texto base para a política de desenvolvimento urbano do município, e consequentemente, para o Estado da Bahia.

Farão parte da pauta a integração das demandas rurais e urbanas ligadas à habitação, regularização fundiária, saneamento básico e resíduos sólidos, mobilidade e trânsito, planejamento, turismo e o Plano Diretor Municipal. Na oportunidade serão eleitos representantes de entidades locais para compor o Conselho Municipal da Cidade que vai atuar no biênio 2021/2023.

Para mais informações clique aqui.


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Vídeo denuncia despejo da Embasa; empresa responde

Cidade 30 de setembro de 2021

Na tarde desta quinta-feira, dia 30 de setembro, o Jornal do Sol recebeu um vídeo sobre um despejo de água aparentemente sem tratamento, que ocorreu na manhã de hoje na Estação de Tratamento em Arraial d’Ajuda.

No vídeo, Ivan Bla, explica que a água tem cheiro ruim e que sai de uma tubulação em frente a estação, desembocando em meio à Mata Atlântica. Vários seguidores da página se disseram indignados com a situação e pedem providências a respeito.

Nota

Em nota, a Embasa informou que “uma das estações elevatórias de esgoto do sistema de esgotamento sanitário de Arraial D’Ajuda precisou passar por manutenção emergencial hoje pela manhã e, por isso, parou de bombear por cerca de 1 hora. Devido à urgência para a realização do serviço, a Embasa não conseguiu programar a manutenção e avisar previamente aos órgãos públicos competentes sobre a parada da elevatória e o extravasamento decorrente da parada. Desde o final da manhã de hoje, após a conclusão do serviço de manutenção, o equipamento voltou a bombear e está funcionando normalmente”.


(Foto: Reprodução) 

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