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Centavos do cartão de crédito podem ser doados à Apae

Cidade 24 de novembro de 2020

A Apae de Porto Seguro está participando da campanha “Centavos que Realizam”, que acontece em todo o território nacional e visa à arrecadação de recursos por meio de compras realizadas por usuários de cartões com bandeira Mastercard. A arrecadação funciona por meio do arredondamento dos centavos em todas as compras no cartão de crédito. A instituição beneficiada recebe diariamente o relatório de acessos e cadastramento das pessoas que estão participando e, mensalmente, os valores são depositados na conta da Apae, com o respectivo relatório.

De acordo com Ivana Cancela, presidente da Apae Porto Seguro, todo o valor arrecadado nesta campanha será para manutenção dos serviços. “Nossa sede está fechada para o atendimento presencial [devido à pandemia], mas continuamos o atendimento das necessidades imediatas como cesta básica, máscaras, produtos de higiene e limpeza, álcool em gel e medicamentos”.

Quem quiser participar da iniciativa, promovida Federação Nacional das Apaes (Fenapaes), em parceria com a startup brasileira InCENTive e a Mastercard, é só se cadastrar através do site www.portoseguro.apaeba.centavosrealizam.com e permitir a doação de valores. Em seguida, deve adicionar um cartão Mastercard ao programa e autorizar o arredondamento de transações, que podem ser de R$ 0,01 até R$ 0,99. A Apae ressalta que, durante o cadastramento pode-se ainda escolher um valor mensal a partir de R$ 5,00 para ajudar.

Mudança de sede

Atualmente, a Apae Porto Seguro atende 86 crianças especiais de zero a seis anos de idade, com deficiência intelectual e/ou múltipla, prestando assistência nas áreas social, fonoaudiologia, psicologia, fisioterapia, psicologia e pedagogia. Ivana informa que a instituição deverá mudar sua sede para uma casa no bairro Sapoti. “A prefeitura está fechando o contrato. É uma casa maior, térrea e com acessibilidade. Creio que no ano que vem até o Carnaval, já estaremos em atendimento lá. Estamos esperando as creches e escolas retomarem”, diz.

Com a campanha, a entidade espera intensificar a arrecadação de recursos financeiros que serão investidos na nova sede. “Precisamos continuar. Temos hoje duas rendas fixas. Uma é o Nota Premiada Bahia. E a outra são as campanhas, mas não sabemos ainda quando vamos poder voltar a fazer”, lembra Ivana. Ela afirma ainda que, a instituição continua mantendo atendimento virtual às famílias e que as doações de alimentos têm sido essenciais nesse período de pandemia.

Lar de idosos supera pandemia, mas internos ainda precisam de apoio

Cidade 21 de novembro de 2020

1º de outubro foi a data escolhida pela ONU, em 1991, como Dia Internacional das Pessoas Idosas. A data foi criada para estimular discussões acerca dos direitos das pessoas idosas em todo o mundo. No Brasil, o Estatuto do Idoso, aprovado em 2013, foi um importante avanço nas garantias de direitos das pessoas da terceira idade. Mas, embora haja motivos para comemorar, na prática, ainda há muito o que se conquistar. Empatia, amor e valorização são alguns exemplos.

A constatação é da voluntária Alcione Leal, responsável pela comunicação da Associação de Terceira Idade Doce Lar, na Agrovila, em Porto Seguro. No asilo, criado por iniciativa particular, há 21 idosos de 50 a 102 anos de idade. Eles são da região, mas há também mineiros e até um rondoniense. Funcionando desde janeiro deste ano, o asilo já começou encarando o desafio de cuidar de 18 idosos acometidos pela Covid-19, em abril. O abrigo tem capacidade para 80 internos.

“Tivemos a pandemia, na época tínhamos 18 idosos e todos se contaminaram. Primeiro 10 deles, que foram medicados e ficaram em isolamento, e depois de 15 dias,após novo teste, os outros oito acusaram ter os anticorpos contra a doença”. Estes se recuperaram naturalmente, sem maiores complicações, segundo Alcione. “Alguns ficaram febris, outros apresentaram sintomas de resfriado. A gente até questionou o médico porque os nossos idosos não tiveram outros sintomas, e ele disse que tudo é de acordo com o corpo e o organismo, que bem alimentado, com medicação em dia, e bem hidratado reage de forma mais positiva”.

A voluntária, que acompanha diariamente a rotina dos idosos, afirma que a instituição tem muito zelo pela alimentação deles. “São seis refeições diárias. A gente cuida bem disso. Essa reação não é só com a Covid. Eles têm as comorbidades como diabetes, hipertensão, Alzhaimer, mas não têm outras doenças.É bom saber que eles estão sendo bem cuidados. E isso se reflete na saúde deles”, diz. As visitas estão mantidas, cumprindo os protocolos da Anvisa e Visa, mas os contatos com a família são feitos em sua maioria por vídeo-chamadas, por escolha dos próprios familiares, para não haver riscos de contaminação.

Doações são bálsamo

Embora particular, o Doce Lars sobrevive também de doações de empresários e moradores. “Há uma mensalidade mas nem todos têm condição de pagar. É uma instituição sem fins lucrativos, mas não tem ajuda dos Governos Federal, Estadual e Município”, afirma Alcione. Ela diz ainda que é muito comum as pessoas acharem que, por ser particular, o lar não precisa de ajuda. “Tem alguns idosos que nem aposentados estão. É bem difícil ver a má vontade de quem deveria estar lutando pela causa. Quando a gente abriu a instituição, não pensamos em governo nos ajudar. Mas a gente não achou que eles fossem dificultar tanto. Ainda há muito preconceito, desinformação, e falta de empatia com a causa. Infelizmente eles não são vistos como precursores da nossa história e sim como um custo”, desabafa.

Mas em contrapartida, as pessoas e empresas que contribuem são bálsamo para a instituição – “eles são fantásticos”, diz Alcione. As doações chegam em forma de colchões, travesseiros, geladeira, sofá, alimentos econtribuição financeira.No local, uma equipe formada por duas técnicas de enfermagem assistente social (voluntária), a médica parceira Jana, uma cozinheira, quatro cuidadoras, um auxiliar de serviços gerais, e voluntários na administração e comunicação atendem o estabelecimento.

A maioria tem carteira assinada e a folha de pagamento chega a cerca de R$ 10 mil. Muitos voluntários se apaixonam, mas não retornam. E, para manter a qualidade do atendimento, Alcione afirma que é necessário o cuidado em pagar os profissionais que fazem parte da equipe. A partir de outubro, os idosos vão receber atendimento em fisioterapia.Mas as despesas não param por aí. Tem os impostos municipais, as compras de medicamentos, fraldas, energia elétrica, proteínas – carne e alimentação em geral.

O lar de idosos funciona onde eram as instalações do Ampare, instituição de acolhimento infantil. O espaço foi reformado, é amplo, com área de banho de sol, área verde com árvores frutíferas. “Os idosos caminham por lá, fazem colheitas, tem uma horta e flores, e estamos fazendo um orquidário. A gente entende que é importante essa terapia”, afirma Alcione. Seu Orico Roberto é o cuidador da horta. O carinho é visto em cada folha cultivada. Com certeza, seu Orico é daqueles inquietos que sabem que, enquanto houver vida, sentir-se útil é o alimento para a saúde do corpo e a alma.

Quem quiser contribuir, pode entrar em contato pelo telefone: (73) 99819-0151, ou efetuar depósitos: Caixa Econômica Federal,agência: 3948, conta: 4697-0, operação: 003, em nome da Associação Doce Lar.

Caraíva: comunidade quer inquérito sobre uso de arma pelo administrador

Cidade 06 de novembro de 2020

A comunidade de Caraíva, distrito de Porto Seguro, publicou, dia 2 de novembro, uma carta de repúdio à violência na vila e de esclarecimento sobre o posicionamento das organizações civis sobre o novo administrador, Octávio Viseu, acusado de ter disparado tiros de arma de fogo ao tentar resolver um conflito entre moradores. Na carta, a Associação de Nativos de Caraíva (Anac) e o Conselho Comunitário e Ambiental de Caraíva (CCAC) se posicionam contra qualquer ato de violência que coloque em risco ou situação de desconforto membros da comunidade.

Diz a carta: “Repudiamos a conduta do administrador regional, Sr. Octavio Vizeu, ocorrida na segunda-feira (26/10), na beira do rio Caraíva, que, ao lidar com um conflito de forma irresponsável e inapropriada, disparou dois tiros em via pública, colocando a segurança da comunidade em risco. Sua conduta, de acordo com a Lei 13.869/19, pode ser configurada como crime de abuso de autoridade. As associações ressaltam que, no Brasil, o porte de arma é um direito permanente de funcionários de carreira de Estado, como integrantes das forças armadas, policiais militares, policiais civis, promotores e juízes. “As demais situações ou profissões que necessitam do porte de arma precisam de autorização legal prévia”.

No documento, as associações afirmam que o incidente aconteceu 12 dias depois da nomeação do referido administrador, e o fato deixa claro o motivo pelo qual a comunidade já havia alertado a prefeitura ao saber de sua indicação ao cargo.“No dia 1 de outubro de 2020, as associações encaminharam ofício à Prefeitura de Porto Seguro e ao vereador Cacique Renivaldo (também responsável pela indicação do Administrador da vila) pedindo que considerassem a opinião da comunidade em relação à troca do administrador de serviços públicos, deixando claro que a mesma se sentia ameaçada com essa indicação, por conhecer seu histórico de uso da violência como forma de resolver conflitos”, diz a carta.

As associações se queixam ainda de que a escolha do administrador não deu direito à consulta e o apelo da comunidade, e que a prefeitura publicou no Diário Oficial do município de 20 de outubro, a referida nomeação. “Imediatamente após assumir o cargo, o novo administrador impôs regras que limitaram o diálogo com a comunidade, deixando claro, desde o início, que não teria abertura para colaborar com as associações que voluntariamente se dispõem a buscar soluções às problemáticas que o poder público, em sua esfera de obrigações, não soluciona”, afirma o documento. A comunidade representada afirma ainda que o administrador confunde atos da esfera pública e privada, e as atribuições de seu cargo. “É preciso ressaltar que o cargo de administrador regional não tem como atribuição a mediação de conflitos, não lhe assegura o porte legal de arma de fogo e muito menos lhe confere poder de polícia.”

Ao final da carta de repúdio, as associações que representam moradores de Caraíva requerem a imediata exoneração do administrador Octavio Vizeu; abertura de inquérito policial para apuração dos disparos ilegais de arma de fogo; apuração sobre a permissão legal de porte de arma dele e retenção das referidas armas em caso de porte ilegal; manifestação sobre o ocorrido pelos órgãos públicos e entidades que protegem e fiscalizam o vilarejo e sua comunidade tradicional, Resex, ICMBio, Ministério Público Federal; manifestação formal da Prefeitura Municipal e do vereador Cacique Renivaldo sobre as ocorrências; e escuta comunitária para indicação de novo administrador.

Novembro Negro aborda tema: “Respeito não tem cor, tem consciência”

Cidade 20 de novembro de 2020

O dia da Consciência Negra é comemorado no dia 20 de novembro. A data é uma memória a homens e mulheres negros que lutaram por igualdade, constituindo-se num marco da luta contra o preconceito racial em suas mais diversas formas de manifestação. Em Porto Seguro, a data é lembrada com o tema: “Respeito não tem cor, tem consciência”.

De acordo com a secretária de Assistência Social de Porto Seguro, Luciana Parracho, “o conjunto de preconceitos direcionados à população negra se encontra enraizado no inconsciente e na subjetividade de indivíduos e instituições, expressando-se em ações e atitudes discriminatórias regulares, mensuráveis e observáveis". Ela afirma ainda que é necessário elaborar estratégias de sensibilização da comunidade, desde infância, através da educação, por meio de campanhas, ilustração em livros, desenhos animados, para transformar esta realidade.

Embora exista a Lei nº 7.716/1989 contra racismo, o Brasil ainda apresenta um cenário onde os negros e pardos têm renda menor, menos acesso à saúde e educação e também são as maiores vítimas da violência. E embora a população brasileira seja formada majoritariamente por 53,9% de pessoas negras e o estado da Bahia ocupar o segundo lugar no ranking nacional com 76,3% autodeclarados pretos e pardos, o Brasil apresenta de forma estruturada, velada, negros se destacando nos baixos indicadores sociais do país. 


Fonte: Secretaria Municipal de Assistência Social

Capitania dos Portos comemora Dia Nacional do Amigo da Marinha

Cidade 06 de novembro de 2020

A Capitania dos Portos em Porto Seguro realizou, dia 6/11/20, cerimônia alusiva ao “Dia Nacional do Amigo da Marinha” e de imposição da Medalha Amigo da Marinha.

A cerimônia contou com a presença do presidente da Sociedade Amigos da Marinha (Soamar) Porto Seguro, o Sr. Maurício José Nery Magalhães e na ocasião, o Capitão de Corveta Bruno de Faria dos Santos, delegado da DelPSeguro, agraciou com a medalha, o vereador do município de Porto Seguro, o Sr. Evair Fonseca Brito.

A medalha “Amigo da Marinha” foi criada em 31 de agosto de 1966, para agraciar personalidades civis, sem vínculo funcional com a Marinha do Brasil, militares de outras forças, bem como instituições que tenham distinguido no trabalho de divulgar a mentalidade marítima e no relacionamento com a Marinha do Brasil, ajudando a manterem vivas as tradições e instituições.


Fonte: Marinha do Brasil/DelpSeguro

 

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