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Secult alcança os 27 Territórios de Identidade com o Programa Aldir Blanc Bahia

Cultura 21 de janeiro de 2021

O Estado, por meio da Secretaria de Cultura (Secult), atingiu todos os 27 Territórios de Identidade com os editais do Programa Aldir Blanc Bahia (PABB), cumprindo o Plano de Aplicação aprovado em setembro de 2020 pela Secretaria Especial de Cultura, do Ministério do Turismo (MTur).

Somente com os editais, a Secult e suas unidades vinculadas executaram mais de R$ 92 milhões no inciso III da Lei Aldir Blanc (LAB), para cerca de 1870 projetos, que foram pagos até o dia 31 de dezembro de 2020 ou empenhados para pagamento em janeiro de 2021.

Os certames estão sendo coordenados pela Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult), pelo Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) e pelas unidades vinculadas: Fundação Pedro Calmon (FPC), Fundação Cultural do Estado da Bahia e pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac). Todos os recursos são via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial de Cultural, do Ministério do Turismo.

Territorialização

A Secult lançou, em 29/09/20, o Programa Aldir Blanc Bahia contendo os editais Prêmio Cultura Viva Bahia 2020, pela Sudecult; o Prêmio das Artes Jorge Portugal e o Prêmio de Exibição Audiovisual, pela Funceb; os prêmios de Preservação dos Bens Culturais Populares e Identitários da Bahia Emilia Biancardi 2020 e o chamamento público Preservação das Matrizes Identitárias Jaime Sodré 2020, pelo CCPI; o Prêmio Fundação Pedro Calmon, pela FPC; e o chamamento público Salvaguarda Patrimônio Imaterial, pelo Ipac.

Com esses editais, todos os 27 Territórios de Identidade da Bahia tiveram projetos contemplados, o que demonstra a amplitude e a descentralização do programa a partir dos recursos da Lei Aldir Blanc. O edital Prêmio Cultura Viva Bahia 2020 alcançou 100% dos Territórios de Identidade da Bahia, contemplando cerca de 200 propostas de Pontos e Pontões de Cultura em todo estado, com investimento para o segmento de mais de R$ 7 milhões.

A Funceb executou mais de R$ 57 milhões em recursos investidos nos editais sob sua coordenação (Prêmio das Artes Jorge Portugal e Prêmio de Exibição Audiovisual) e premiou 800 propostas nas linguagens de Dança, Teatro, Circo, Artes Visuais, Música, Literatura e Audiovisual, atingindo 25 dos 27 territórios baianos. No CCPI, os prêmios de Preservação dos Bens Culturais Populares e Identitários da Bahia Emilia Biancardi 2020 atingiram 23 dos 27 territórios dentro das mais de 400 propostas. O quantitativo corresponde a mais de R$ 7 milhões, que somados aos mais de R$ 2 milhões, correspondentes às 14 propostas habilitadas do chamamento público Preservação das Matrizes Identitárias Jaime Sodré 2020, o CCPI executou mais de R$ 9 milhões.

Já a FPC alcançou 23 dos 27 Territórios de Identidade, com as 346 propostas habilitadas no Prêmio Fundação Pedro Calmon, dentro do Programa Aldir Blanc Bahia. Foram mais de R$ 11,5 milhões em premiações entre os projetos habilitados pela autarquia. O Ipac coordena o edital de chamamento público Salvaguarda Patrimônio Imaterial, que teve 18 propostas habilitadas das 19 vagas, com investimento de cerca de R$ 6 milhões e que tem como objetivo promover a salvaguarda e a preservação de bens registrados na Bahia.

Programa Aldir Blanc Bahia

Criado para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, o PABB visa cumprir os incisos I e III da Lei Aldir Blanc (Lei Federal nº 14.017, de 29 de junho de 2020) e suas regulamentações federal e estadual. As ações consistem na transferência da renda emergencial para os trabalhadores e trabalhadoras da cultura e na realização de chamadas públicas e concessão de prêmios. O PABB tem execução pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura, geridas por meio da Sudecult, do CCPI e da unidade vinculadas.


Fonte: Secom GovBA

Governo Federal prorroga prazo para pagamento de auxílio ao setor cultural

Cultura 30 de dezembro de 2020

O Governo Federal editou, dia 29/12/20, medida provisória que prorroga o prazo da utilização do auxílio emergencial da Lei Aldir Blanc para 2021. A MP autoriza o pagamento do benefício com os recursos já aprovados em 2020 e destinados ao cumprimento da lei, mas que ainda não tenham sido utilizados.

Segundo a Presidência da República, a MP não representa aumento dos gastos públicos e busca conferir maior segurança ao trabalhador da cultura e maior efetividade à Lei Aldir Blanc, assegurando a continuidade das ações emergenciais, a manutenção do apoio aos beneficiários e a efetividade do socorro ao setor cultural.

A Lei Aldir Blanc, originada da MP 986/2020 e promulgada pelo Congresso em agosto, prevê o repasse de R$ 3 bilhões de recursos federais para ações emergenciais do setor cultural em estados e municípios.

A aplicação dos recursos está limitada aos valores liberados pelo governo federal. Caso prefeitos e governadores queiram aumentar o valor dos benefícios repassados, deverão fazer a complementação com recursos próprios.

A Lei nº 14.017/2020, que instituiu o auxílio financeiro, foi chamada de Lei Aldir Blanc em homenagem ao escritor e compositor de 73 anos que morreu após contrair covid-19, em maio, no Rio de Janeiro. O texto da lei prevê o pagamento de três parcelas de um auxílio emergencial de R$ 600 mensais para os trabalhadores da área cultural.

Está previsto ainda o pagamento de subsídio para manutenção de espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais, cooperativas e organizações comunitárias. Esse subsídio mensal terá valor entre R$ 3 mil e R$ 10 mil, de acordo com critérios estabelecidos pelos gestores locais.


Fonte: Agência Brasil

Projeto Elas se [Redes]Cobrem na Costa reúne trabalho de artistas veteranas e iniciantes

Cultura 29 de dezembro de 2020

O projeto Elas se [Redes]Cobrem na Costa, coordenado por Nerize Portela e financiado com apoio da Prefeitura Municipal de Porto Seguro através da Lei Aldir Blanc, teve como intuito realizar, durante o mês de dezembro, uma intervenção artística sobre o muro do colégio municipal a partir de uma criação coletiva, um encontro entre mulheres e artistas iniciantes e veteranas.

Participaram as artistas Clara Egrejas, Loba Artes, Evelyn Emi e Ana Sacra, nativas de Porto Seguro, que durante a realização da intervenção trocaram experiências mútuas, criaram “redes”. O cineasta baiano Cauê Rocha também participou, com a produção e audiovisual.

De acordo com Nerize Portela, “este projeto nasceu tanto da necessidade, emergente e urgente, de se abrir mais espaços na arte contemporânea e urbana para mulheres criarem, como também a troca de olhares múltiplos, pluriraciais e estéticos, e de-colonizadores, sobre a Costa do Descobrimento. Um lugar com uma memória de fato muito vasta e rica podendo ser resgatada, rememorada, a partir de sua rica constituição étnico-racial. Inclusive, lutando contra preconceitos e resgatando o papel dos negros e indígenas na constituição da cultura e história da nossa cidade", afirma.



Fonte: Ascom Nerize Portela


Academia de Letras de Porto Seguro elege cinco novos membros

Cultura 30 de dezembro de 2020

 

 

A Academia de Letras do Brasil em Porto Seguro elegeu, por unanimidade, cinco novos membros. Joaci F. de Góes, Gilvan Florêncio, João Fernandes, Carleone Filho e Allysson de Matos Araújo são os novos imortais que passam a fazer parte deste seleto grupo de literatos da cultura regional.

Prestes a completar três anos de criação - em março de 2021 - a Academia de Letras de Porto Seguro nasceu, segundo o presidente Cícero Sena, “como uma criança de rua, sem certidão de nascimento e um lar para chamar de seu”. Por doação de um dos integrantes, obteve uma sede provisória, equipada com móveis e equipamentos e uma secretária para administrar as rotinas diárias.

 

Com todas as dificuldades inerentes a uma recém criada associação sem documentação oficial, na qual os membros não se conheciam pessoalmente nem a respectiva obra literária de cada um, era necessário conciliar a atividade profissional e as reuniões acadêmicas. Mas, segundo Cícero, era também um momento de produção literária e cultural embrionárias e o início de uma movimentação em torno da rotina gerada pela universidade. “Ao contrário da maioria das academias que têm suas ações voltadas para si mesma, definimos que a nossa seria centrada na comunidade externa. Entre outras, houve dificuldades em obter dados do acervo das poucas bibliotecas públicas local”, afirma o presidente.

O objetivo de melhorar a cultura local em todas as suas manifestações sobretudo a literária, sempre fez parte do planejamento estratégico da academia, de acordo com o relato de atividades desenvolvidas, e isto “por entender que a literatura é um instrumento de transformação social”, diz Cícero.

 

Mesmo diante de desafios, a academia promoveu uma série de ações, como sede provisória, estatuto e registro em cartório, parcerias com a Secretaria de Cultura e Turismo, desenvolvimento de palestras abertas ao público e nas escolas, concurso literário, exposição de livros de escritores locais, participação no Conselho Municipal de Políticas Culturais da Prefeitura Municipal, doações de livros para escolas e biblioteca comunitária, pesquisa de campo sobre bibliotecas existentes, aquisição de 62 exemplares de livros para início da biblioteca da academia, apoio ao lançamento de livro de escritores locais e criação de site e página nas redes sociais.

Dentre as palestras realizadas por membros da academia, estão: “Só por uma noite e o processo de vir a acreditar”, ministrada por George Setúbal; História e Patrimônio no Museu de Arte Sacra, por Francisco Cancela; Atualidade da poesia de Castro Alves, por Joaci Góes; Deus é Ateu, por Alda Therkovsky e Empreendedores baianos de sucesso (de estagiário a presidente), ministrada na ALB BA, por Cícero Sena.

 

Pandemia em Alto Mar, de Gabiru, tem boa receptividade na Costa do Descobrimento

Cultura 18 de dezembro de 2020

“Pandemia em Alto Mar”, a comédia de Fernando Freire, conhecido popularmente como Gabiru, é uma obra premiada na categoria Artes Integradas, do edital Calendário das Artes 2020 – 8ª edição, da Fundação Cultural do Estado da Bahia. Produzido em Porto Seguro, o vídeo, com direção de Alexandre Fonseca, foi publicado no YouTube em 20/11/20 e teve, até 18/12, 1.406 visualizações, 71 likes e 2 deslikes.

Partindo de quem partiu a ideia, Pandemia em Alto Mar - Tragicomédia com Gabiru não poderia ser diferente. Reúne assuntos do cotidiano arraigados na sociedade brasileira desde a colonização e para isso, o autor buscou uma forma engraçada de falar de assuntos sérios e das mazelas da humanidade, interpretando três papéis ao mesmo tempo. “Com a divulgação programada para acontecer a partir do dia 20 [de novembro] na cidade e nas redes sociais, ficamos surpresos porque em menos de duas semanas da publicação, o vídeo já foi visualizado por mais de 1.200 pessoas”, diz o autor, que também é protagonista da obra. Segundo ele, a estimativa é que o vídeo tenha cerca de 10 mil visualizações até último dia do ano.

“O roteiro é muito bom e dá muito pano pra manga, a narrativa também é interessante. O ator é muito criativo e a linguagem é até atual. Mas não me pega quando ele começa a disfarçadamente ler o texto. Até que ele pega o papel e assume a leitura. No mais, atualíssimo, incisivo e categórico quando dispara as críticas”, comenta Ronaldo Lampi, ator e artista circense, no canal do YouTube. Para Delson Antunes, diretor e professor de teatro da Escola Wolf Maya no Rio de Janeiro, o autor surpreendeu: “Nandão Gabiru na sua melhor forma. Humor inteligente, aberto à leituras e interpretações diversas. Grande comediante. Os diálogos e as sutis diferenças utilizadas para diferenciar os personagens são deliciosamente bem resolvidas”, contribui, com o comentário sobre o vídeo, que tem 36 minutos e 36 segundos.

Gabiru explorou o mar, que é o fundo de pano de toda a tragicomédia, gravada em dia ensolarado, na beira da praia, mas também em estúdio, com recursos da sonoplastia, iluminação e interpretação. A inclusão dos efeitos sonoros e o uso do chapéu lembra bem os velhos coronéis da Bahia e o malandro que quer, a qualquer custo, salvar a própria pele. A estória é de um pequeno grupo de pessoas que, para escapar de uma doença misteriosa que assola o mundo e ameaça exterminar a humanidade, decide fugir do lugar onde vive, em direção ao mar numa embarcação abastecida de bastante alimento. É baseada livremente na peça "Em Alto Mar" de Slawomir Mrozec.

Para Gabiru, o trabalho foi desafiador, mas ao mesmo tempo, encorajador. "Corri um enorme risco ao interpretar os três personagens da peça. Fizemos algo absolutamente inédito em termos de interpretação teatral. Tive receio de não dar certo, ficar chato, monótono, mas o resultado saiu melhor do que eu esperava e a avaliação das pessoas que assistiram tem sido, em média, muito positiva. Acho que vou fazer mais".

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