JORNAL DO SOL JORNAL DO SOLJORNAL DO SOL
  • Notícias
    • Bahia
    • Brasil
    • Cidade
    • Cultura
    • Economia
    • Editais
    • Educação
    • Esporte
    • Meio Ambiente
    • Polícia
    • Política
    • Saúde
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia e Marketing
    • Turismo
  • Calendário de Eventos
  • Memória
    • Capas Impresso
    • Persona
  • Expediente

Inscrições para ensino médio no IFBA vão até 20/09

Educação 16 de agosto de 2019

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) está com inscrições abertas para processo seletivo (PROSEL 2020) de candidatos interessados em cursar o Ensino Técnico gratuito. As provas serão realizadas no dia 24/11/19 e as aulas terão início em 2020. As vagas são para diversas cidades da Bahia. O prazo para se inscrever vai até 20/09/2019, mas para aqueles que têm direito à isenção parcial, o prazo para essa solicitação termina antes, no dia 22/08/19.

Os candidatos devem escolher entre as formas integrada (para quem ainda não fez o Ensino Médio e quer fazê-lo em instituição pública, de forma integrada ao Ensino Técnico) ou subsequente (para quem já cursou o Ensino Médio e quer se capacitar num curso profissional).

Em Porto Seguro, serão ofertadas vagas para ingresso nos cursos técnicos integrados em Alimentos, Tecnologia em Biocombustíveis e Tecnologia em Informática. São 30 vagas por curso. O valor da inscrição é de R$ 35,00. Alunos da rede pública, que estudaram ou ainda cursam o Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano, antiga 5ª a 8ª série) ou o Ensino Médio em escola pública têm direito à isenção parcial para os cursos integrados. Eles devem apresentar o RG e a declaração da escola e pagar a taxa de isenção de apenas R$ 3,50 (10% do valor total da inscrição). Para eles, o prazo vai até 22/08.

As outras cidades com vagas para os cursos integrados são: Barreiras, Brumado, Camaçari, Euclides da Cunha, Eunápolis, Feira de Santana, Ilhéus, Irecê, Jacobina, Jequié, Juazeiro, Paulo Afonso, Salvador, Santo Amaro, Seabra, Simões Filho, Valença e Vitória da Conquista.

Para a forma subsequente, as vagas são para os municípios de Eunápolis, Barreiras, Brumado, Camaçari, Euclides da Cunha, Feira de Santana, Ilhéus, Jacobina, Jequié, Juazeiro, Paulo Afonso, Salvador, Santo Amaro, Simões Filho, Ubaitaba e Vitória da Conquista.

As inscrições podem ser feitas através do selecao.ifba.edu.br. O edital está disponível no site: https://portal.ifba.edu.br/processoseletivo2020/. Outras informações podem ser obtidas enviando e-mail para Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou pelo telefones: (73)2102-0474/0470 e 3288-6686. Alunos de Porto Seguro que tiverem dificuldade de acesso à internet podem realizar sua inscrição no Campus local de segundas às sextas-feiras.

Meu filho não sai do celular, o que fazer? Especialista responde

Educação 03 de agosto de 2019

Em 2018, o canal da Galinha Pintadinha ultrapassou em visualizações até mesmo grandes nomes da música mundial como Rihanna e Justin Bieber, ficando no ranking entre os mais populares do YouTube, e isto não foi à toa. Uma pesquisa divulgada em setembro de 2018 pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil mostrou que 85% das crianças e adolescentes com idades entre 9 e 17 anos são usuárias de internet, o equivalente a 24,7 milhões que estão nesta faixa etária em todo o País. Se em 2012, 21% das crianças acessaram a rede por meio do celular, em 2018 são 93%. O aumento impressionante do acesso tem preocupado cada vez mais os pais e profissionais que lidam com os pequenos e coloca em questão o possível vício infantil em celulares. O que fazer?

A neuropsicóloga Roselene Espírito Santo Wagner é uma das especialistas que tem estudado esta guinada no comportamento infanto-juvenil: “Precisamos considerar que a tecnologia, já está incorporada à vida. O celular hoje é mais que uma ferramenta, tornou-se uma dimensão humana muito frequentada. O smartphone hoje é mais que televisão, é “biblioteca”, é jornal, cinema, é playlist, dicionário. Estamos reféns dele. No entanto, embora seja inevitável a presença e o uso do celular no cotidiano, é necessário explicar e fazer a criança entender que a tecnologia é um meio para um fim, e não o contrário”.

Transações bancárias, notícias, imagens, e até consultas médicas. Tudo está ali na palma da mão. Basta um toque. Não temos mais como desconectar. Mas até onde isto é saudável para a criança e o adolescente? Roselene responde: “Todos nós devemos aprender a usar a tecnologia com parcimônia. Isto é, encarar como uma ferramenta de resolução de problemas de ordem prática, rápida e superficial. Esta ferramenta tecnológica pode ser usada inclusive com fins recreativos, porém, nós não devemos usá-la abusivamente, para não virarmos dependentes. A dependência é uma “doença comportamental” em todos os seus aspectos, logo retirando o comportamento, retiramos também a doença. Mas a facilidade de se adquirir o hábito e transforma-lo em vício não condiz com a dificuldade de sair desta armadilha”.

Roselene traz algumas dicas para retirar as crianças do celular e evitar o vício dos pequenos. Confira:

Ensinar a criança a lidar com o tédio

É necessário em primeiro lugar ensinar a criança a lidar com o tédio, para que comecem a entender e trabalhar algo que acontecerá na vida, que é a frustração. Aprender a lidar com frustrações é pedagógico e terapêutico. Nosso cérebro se devolve de trás para frente. Portanto, não tenha medo de conversar e explicar as formas de lidar com a rotina e disciplina dentro dos sistemas familiares. A área de Wernicke responsável pela compreensão, interpretação da fala, fica pronta antes da área de Broca, responsável pela emissão da fala. As crianças mesmo não falando tudo corretamente, compreendem tudo o que lhes é explicado (de forma simples).

Explique, converse e estabeleça limites

Dar limites é dar amor. Crianças precisam compreender o funcionamento do mundo. Cabe aos adultos, pais, cuidadores, explicar.

Observar a natureza de seu filho, as inclinações naturais, os gostos, as habilidades, a estrutura do corpo para perceber onde ele “caberia melhor”. No âmbito de uma atividade física, isso significa dizer que o corpo já vem “talhado” com características que facilitariam uma atividade. Identificar no seu filho para quais atividades que ele tem pré disposição, gosto ou aptidão pode ajudar muito a produzir uma rotina onde ele possa se adequar. E ter prazer nesta atividade.

Ensinar que um bom dia começa com a organização do seu espaço, o quarto em que dorme, produzir uma convivência de união familiar, onde todos os sistemas (sistema conjugal, parental, etc.) devem ser tido como uma “equipe”. Onde cada um pode colaborar com uma tarefa, colocar a mesa, retirar as louças, levar o lixo. Tudo isto tem a ver com limites e educação.

Dê atividades para o seu filho

Crianças gostam de ar livre. Leve seu filho para atividades ao ar livre, como pedalar, passear, caminhar, praia, piscina. Ter lazer, atividades intelectuais, responsabilidades e até mesmo bom sono. Crianças gostam de estar com outras crianças, em acampamentos, noite do pijama, sessão de cinema, piquenique.

Crianças amam animais. Visitar o zoológico, dar de presente um animal de estimação que ele possa “cuidar”, dentro de suas possibilidades iniciais. Conforme vai crescendo, vai se apropriando e tomando mais responsabilidades sobre este “ser vivo” que exige cuidados e carinho.

Todas essas atividades irão retirando o “tempo de uso” do smartphone. Claro que a retirada total é quase que impossível, pois, há uma "necessidade " do uso da tecnologia, inclusive por ser uma forma rápida, prática de “estudar”, fazer trabalho de aula e afins.

Como prevenir o vício em celular?

A Dependência Digital é de difícil tratamento, mas a melhor prevenção é a Psicoeducação, no sentido de desenvolvermos uma rotina saudável desde crianças, pois, os “nativos digitais”, nascidos na era “virtual” são mais propensos a tornarem-se “adictos virtuais”. Então ainda que as crianças não sejam capazes de emitir, falar todas as palavras de forma correta. Elas estão aptas a compreender quase tudo, por isso, é preciso acompanhá-las em todas as fases de seu desenvolvimento. Ensinando, preparando, guiando e amando.

Texto: Fabiano de Abreu - Fotos: Pixabay / MF Press Global

Legenda foto 2: A neuropsicóloga Roselene Espírito Santo Wagner

Advogados e diretores participam do lançamento do projeto “OAB vai à Escola"

Educação 12 de julho de 2019

Diretores das escolas municipais de Porto Seguro e advogados participaram, no dia 09/07/19, na sede da instituição, do lançamento do projeto "OAB vai à Escola". Realizado em parceria com a Secretaria de Educação, o projeto tem o objetivo de aproximar a OAB da comunidade, através das unidades de ensino.

"Estamos iniciando esse projeto com o intuito de aproximar a sociedade da OAB, desmitificando o papel do advogado e levando informações jurídicas aos alunos do nível Médio e Fundamental", explica Daniel Ribeiro, tesoureiro e membro da Comissão OAB Escola.

De acordo com a advogada Lorena Cardoso, que é também membro da comissão OAB Escola, o projeto vai unir duas grandes paixões dela, que é a Educação e o Direito. "Para nós, que também passamos por uma escola para sermos advogados, o nosso papel agora é o de retribuir tudo o que alcançamos dentro das escolas e informar a sociedade sobre seus direitos e deveres".

Também esteve presente no lançamento, a secretária de Educação, Janis Alves de Souza. Ela afirmou que inserir o conceito de cidadania e desenvolvimento do ser humano com base na legislação que rege a sociedade é um dos foco da pasta.

Federal do Sul da Bahia decide retirar vaga de 20 cotistas de Medicina

Educação 20 de julho de 2019

Universidade alega não ter dinheiro para absorver mais 20 alunos

A estudante Carolina Soares, 25 anos, estava de malas prontas. Em setembro, passaria a morar em Teixeira de Freitas, no Extremo-Sul do estado, depois de três anos em Porto Seguro. Natural de Salvador, ela se mudou para a cidade para cursar o Bacharelado Interdisciplinar (BI) em Saúde na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

O sonho, desde o início, era cursar Medicina, que fica no campus de Teixeira. Em maio, após os três anos do BI, participou da seleção interna que dá acesso ao curso – chamado, na instituição, de curso profissionalizante – e foi aprovada. Na semana passada, fez a matrícula para começar a nova etapa, cujas aulas devem iniciar em aproximadamente dois meses. Só que esse sonho foi interrompido de forma abrupta: dois dias após se matricular, viu sua inscrição revogada.

Assim como ela, outros 19 estudantes – todos cotistas que entrariam nas vagas reservadas a pretos e pardos com e sem critério de renda – foram retirados da lista de 80 selecionados. No último dia 11, a UFSB publicou uma retificação no edital de convocação: incluiu 20 alunos não-cotistas e retirou, na mesma proporção, cotistas.

“Imagine que, na semana passada, você tinha sua vida toda programada e, de uma hora para outra, mudaram tudo. Todo mundo está indo para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) o tempo inteiro, por pressão alta, desmaio, por causa dessa situação”, desabafou a jovem, que entrou nas vagas reservadas para negros com renda menor do que 1,5 salário mínimo.

Em nota, a UFSB informou que a mudança foi resultado do cumprimento de um mandado judicial que determinou a reclassificação dos estudantes a partir da não aplicação do sistema de cotas. Ou seja: alunos não-cotistas entraram na Justiça Federal com um recurso para garantir sua matrícula. Com essa reclassificação, uma parte dos classificados excedeu as 80 vagas previstas e autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC) – justamente os 20 cotistas.

No entanto, o Correio teve acesso a uma das decisões, que diz que a UFSB deve reclassificar a estudante "deixando de aplicar como critérios de classificação para migração para o curso de Medicia o sistema de cotas utilizado, suspendendo, apenas quanto a ela, a resolução nº 07/2017 do Conselho  Universitário da Universidade Federal do Sul da Bahia, no que toca à reserva de vagas, sob pena de multa no valor de R$ 20 mil no caso de descumprimento".

O juiz Guilherme Bacelar Patrício de Assis, da Vara Federal Cível e Criminal de Teixeira de Freitas, autorizou e determinou que, se a UFSB não cumprisse, deveria pagar uma multa de R$ 20 mil para cada um dos estudantes. Segundo a instituição, não é possível “abrir novas vagas além do quantitativo indicado no registro do Curso junto ao Ministério da Educação”.

Essa decisão ocorre pouco mais de dois meses após a universidade ter tido o maior percentual de recursos bloqueados pelo MEC. Em maio, o órgão federal anunciou o contingenciamento de repasses às instituições federais de ensino superior e, na UFSB, o índice chegou a 54% de seu orçamento de custeio e investimento.

Apesar disso, a universidade informou por meio de nota que os cortes de verba feitos pelo MEC não influenciam na decisão da UFSB de como proceder nesse caso.

Segundo ciclo

O que nem todo mundo sabe é que a UFSB é diferente da maioria das universidades federais: lá, a formação acontece por ciclos. O Primeiro Ciclo, obrigatoriamente, é uma formação interdisciplinar – seja com os BIs, que existem também na Universidade Federal da Bahia (Ufba), ou com as chamadas Licenciaturas Interdisciplinares (LIs), criadas na UFSB.

Para avançar aos cursos do Segundo Ciclo – como Medicina, Direito e Engenharias –, é preciso fazer uma seleção interna que avalia os coeficientes de rendimento ao longo da primeira graduação. Desde 2017, essa seleção também reserva 55% das vagas para cotas. Segundo os estudantes, tanto em 2017 quanto em 2018, ainda que tenham existido casos de estudantes não-cotistas que recorreram à Justiça para entrar sem terem sido selecionados em suas categorias, a UFSB acatou a decisão judicial sem excluir outros alunos da reserva de vagas.

Outro dos estudantes prejudicados, que preferiu não ter seu nome revelado, acredita que a situação é recorrente por conta da estruturação em dois ciclos. “A universidade promete um segundo ciclo, mas existem pessoas não passam e têm que ficar perdendo tempo ainda no básico”.

O aluno conta que, nesta última seleção, cerca de 170 pessoas tentaram ingressar no segundo ciclo de saúde - que oferece os cursos de Medicina e Psicologia. A seleção, contudo, ofereceu 110 vagas. “Quem não passa no ano em que conclui o ciclo básico pode continuar na universidade pegando matérias ainda do básico para tentar novamente”, explica o estudante. Esse seria, inclusive, seria o destino dos alunos prejudicados pela retificação da lista.

Ao CORREIO, a UFSB informou que "de acordo com a Pró-Reitoria de Gestão Acadêmica (PROGEAC), as cotas na Universidade Federal do Sul da Bahia são utilizadas em todos os nossos sistemas de acesso, sejam via Sisu ou Edital próprio nos Colégios Universitários e na totalidade dos nossos processos seletivos, sejam de 1º ou de 2º ciclo".

O documento emitido pela instituição disse ainda que a implantação do sistema de cotas ocorreu ao longo da implantação dos cursos na UFSB. "Seguimos inicialmente com os cursos de 1º ciclo, depois com os de 2º e 3º ciclos. Desde que houve a implantação dos cursos de 2º ciclo, a UFSB tem respondido a processos judiciais sobretudo nos processos de seleção que ofertam vagas para o curso de Medicina, nosso curso mais concorrido. As ações judiciais são respondidas pela Universidade por meio da Procuradoria Federal, nas diferentes instâncias e graus de jurisdição, sendo o entendimento do judiciário bastante variado quanto ao tema".

Por fim, a instituição disse que a PROGEAC, pró-reitoria responsável pelos processos de seleção, "não vai comentar casos específicos dos estudantes por entender que é necessário garantir o direito do contraditório e da ampla defesa de todos os envolvidos e, sobretudo, por estes processos estarem ainda em curso na justiça. Desta forma, nos casos particulares, esta Universidade tem atendido às ordens judiciais e, ao mesmo tempo, tem refinado os processos e procedimentos de verificação dos alunos cotistas para fortalecer os instrumentos desta política afirmativa".

A UFSB possui três campi: um em Teixeira de Freitas, um em Porto Seguro e outro em Itabuna. Ao todo, a instituição tem cerca de 2.800 alunos matriculados.

Justiça

Parte dos estudantes prejudicados se uniram para procurar ajuda profissional. A estudante Ana Leticia Sampaio faz parte dos que conseguiram se organizar para tentar reverter o caso na justiça. “A gente se juntou para conseguir pagar por advogado particular, ele vai entrar com ações para cada um”, explica ela. Ana conta que os estudantes excluídos da lista de aprovados não receberam qualquer comunicado da instituição que justificasse a decisão. “Eu vi a lista no site e achei que tivesse algum erro. Só depois a gente, conversando pelo WhatsApp com pessoas que conhecemos na gestão, descobriu o que aconteceu”, relembra.

Agora, Ana e os colegas convivem com a incerteza de saber se o sonho de estudar Medicina vai ou não se concretizar.

“É o meu maior sonho, me sinto completamente injustiçada, já emagreci quatro quilos desde quinta-feira porque não consigo nem comer direito. A universidade nao está tendo nenhum tipo de empatia com os alunos, não se preocupa com a gente, com a nossa saúde mental. Mas eu tenho esperança de que vou conseguir passar por isso”.

A possibilidade de buscar a ajuda profissional privada não é uma realidade para todos. No caso da estudante soteropolitana Carolina Soares, por exemplo, ter acesso a um advogado particular não é uma opção. “Essa via da ‘justiça externa’, a gente não tem. O que mais me aflige nessa questão é que eu sei que tenho colegas que podem fazer uma força com a família e pagar por um advogado. Eu não tenho essa condição. Nem eu, nem alguns outros colegas”, desabafou. Join 1xbet and claim your welcome bonus €130 using the 1xbet promo code valid today. 1Xbet Sportsbook section is the main place where users hang out, with over 1000 sporting events to bet each day. There are multiple choices to go for, and the betting markets, for example for soccer matches, can even pass 300 in number, and that is available for both pre-match and live betting, which is impressive and puts it right next to the big names in the industry.

Carolina vive, hoje, com o auxílio que a universidade oferece – uma bolsa de iniciação científica e auxílios de moradia e alimentação. Assim, está dentro do critério das cotas para estudantes pretos ou pardos com renda inferior a 1,5 salário mínimo por pessoa (até R$ 1.497).

Filha de uma trabalhadora autônoma e de um trabalhador da área de logística de transportes que recebe um salário mínimo (R$ 998), costuma vir a Salvador uma vez ao ano. “Às vezes, minha mãe ou minhas tias fazem doações. Quando eu preciso ir a Salvador, alguma tia me dá uma passagem, mas é aquela coisa de tia”, explica.

O CORREIO procurou a Defensoria Pública da União (DPU) para questionar como os alunos poderiam receber a assistência jurídica necessária para o caso. Como se trata de uma situação dentro de uma universidade federal e as demandas judiciais são de competência da justiça federal, caberia à defensoria federal acompanhar o caso. Apesar de confirmar que o caso compete à DPU, o órgão informou que os estudantes precisariam buscar ajuda por conta própria.

“Só existem unidades da DPU em Vitória da Conquista, Feira de Santana e Salvador. Este caso deveria ser acompanhado por uma Defensoria Pública da União mesmo. Mas, como não há DPU em Porto Seguro, esses estudantes devem, infelizmente, procurar assistência jurídica gratuita em faculdades de Direito, caso exista este serviço na cidade, ou advogados particulares”, diz a nota.

Os estudantes entraram com uma representação no Ministério Público Federal (MPF) e buscaram ajuda do Ministério Público Estadual (MPE), que não pode atuar no caso. O MPF foi procurado para comentar o caso, mas não se pronunciou até a publicação desta reportagem.

Conflito interno

A decisão da universidade de retirar os alunos cotistas para cumprir a decisão judicial tem gerado conflitos até dentro da instituição de ensino. Segundo o professor Gabriel Nascimento, que compõe a Comissão de Políticas de Ações Afirmativas, a decisão é equivocada.

“A comissão teve uma posição divergente do praticado pela universidade em relação à decisão. O correto seria que a UFSB tivesse garantido a matrícula dos alunos que têm a decisão judicial sem revogar matrículas que já tinham sido feitas, dos alunos cotistas”, explica o professor, que ensina no campus Sosígenes Costa, em Porto Seguro.

O professor explica que o entendimento da comissão se baseia no fato de as decisões que garantiram a matrícula dos alunos não cotistas ter caráter de urgência - ou seja, as inscrições podem ser revogadas a qualquer momento. Ainda segundo o professor, a própria UFSB já recorreu das decisões - também em caráter de urgência - pedindo que as novas matrículas sejam revogadas. A revogação das matrículas dos cotistas, então, não teria sentido.

O professor destaca ainda que a decisão judicial que permitiu as novas matrículas em momento algum pediu a revogação dos sistema de cotas. “Os alunos não cotistas alegam que não deveria ter cotas, por já ter tido na seleção para ingresso. Só que a instituição entende que são graduações interdependentes, ou seja, a segunda graduação (ou ciclo) também depende de uma seleção mesmo que interna”, explica ele.

O sistema de cotas utilizado pela UFSB foi consolidado em uma resolução publicada em 2018, que não é citada pelas decisões liminares. “Em momento nenhum o juiz derrubou a resolução”, defende Gabriel.

A Comissão da qual Gabriel faz parte solicitou que o caso fosse submetido ao conselho universitário e ainda aguarda retorno da UFSB. “Acreditamos que seja a única forma de reverter a decisão de uma pró-reitoria, e tem que ser com urgência”, conta.


Fonte: Correio - Foto: acervo pessoal

 

Dois meses após anúncio de corte de verba, atividades na UFSB continuam dentro da normalidade

Educação 27 de junho de 2019


Com cinco anos de funcionamento, a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) - com campus em Porto Seguro, Teixeira de Freitas e Itabuna - foi a instituição com maior corte anunciado pelo Ministério da Educação (MEC). Enquanto as universidades brasileiras perderam 30% do orçamento, na UFSB foi anunciado o bloqueio de 53,96% do orçamento discricionário de 2019, segundo dados da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

Quase dois meses depois do anúncio do corte, as atividades e obras na UFSB continuam como previstas, de acordo com a assessoria de Comunicação da instituição. Logo após a divulgação da retirada de verba da Educação, alunos das instituições afetadas foram às ruas. A UFSB se manifestou por meio de encontros com representantes de outras instituições federais, Congresso Nacional, Andifes e Assembleia Legislativa da Bahia. E emitiu notas sobre o valor bloqueado, que foi de R$ 17.014.631, parte dos R$ 31.529.663 referentes ao orçamento discricionário. Estes valores se referem a custos e despesas que podem ser eliminados ou reduzidos, como benefícios a funcionários, gastos com feiras, eventos, pesquisas, treinamentos, água, luz e manutenção.

Com 4.500 estudantes matriculados, a UFSB afirmou que busca o diálogo com o MEC para tentar minimizar os impactos da medida. Ao Jornal do Sol, a reitora Joana Angélica Guimarães da Luz disse que o principal risco que a instituição enfrenta é de ter as obras dos três campi interrompidas. Numa das notas, a reitoria argumentou que ao interromper os contratos referentes às obras, além dos atrasos no planejamento institucional, a universidade terá de arcar com pesadas multas para as empresas contratadas e a deterioração das obras até sua futura retomada.

“Em relação ao custeio, inevitavelmente, será necessário efetivar ajustes para mantermos nossas atividades fundamentais. Assim, neste momento, seremos obrigados a reduzir o percentual de recursos para pesquisa e extensão no patamar de 30%, na tentativa de honrarmos o pagamento dos contratos de pessoal terceirizado, energia e água, serviços essenciais para o funcionamento da instituição”, disse a reitora.

Bolsas estudantis e paralisações

De acordo com a reitora, as bolsas e auxílios de assistência estudantil serão mantidos integralmente. “A gestão se compromete a resistir ao máximo para que não sejam afetados e para que as políticas institucionais de inclusão não apenas permaneçam, mas sejam incrementadas”. Sobre o risco de professores e alunos entrarem em paralisação, Joana Angélica diz que essas decisões são, exclusivamente, responsabilidade de cada um desses segmentos.

Em matérias veiculadas na mídia, houve a afirmação de que algumas universidades teriam deixado de enviar seus relatórios de prestação de contas ao MEC, o que teria sido parte da motivação dos cortes. Quando questionada se a UFSB está em dia com as prestações de contas ao MEC, a Diretoria de Planejamento informou que a UFSB não possui nenhuma pendência com o MEC, inclusive de prestações de contas.

A segunda instituição de ensino que mais sofreu corte de verbas foi a Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), com 36,5% bloqueados; e a terceira, a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), com corte de 31,98% das verbas discricionárias.


Conteúdo publicado na edição 408 do Jornal do Sol e atualizado em 27/06/19 - Foto: Dinfra/Propa

 

  1. Guia alimentar da UFSB visa auxiliar hábitos saudáveis de estudantes
  2. Participação da família marcou mês de maio no Colégio Batista
  3. IFBA publica edital para cursos de licenciatura e tecnologia
  4. UFSB vai sediar I Simpósio Latino-Americano de Ergologia

Página 28 de 46

  • 23
  • 24
  • 25
  • 26
  • 27
  • 28
  • 29
  • 30
  • 31
  • 32
  • Notícias
    • Bahia
    • Brasil
    • Cidade
    • Cultura
    • Economia
    • Editais
    • Educação
    • Esporte
    • Meio Ambiente
    • Polícia
    • Política
    • Saúde
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia e Marketing
    • Turismo
  • Calendário de Eventos
  • Memória
    • Capas Impresso
    • Persona
  • Expediente