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Covid-19: Porto Seguro entra na lista do toque de recolher

Saúde 02 de junho de 2020

Em Porto Seguro, subiu para 132 o número de casos confirmados de Covid-19. O rápido crescimento de número de casos da doença no município o fez entrar na lista de cidades que deverão cumprir toque de recolher determinado pelo Governo Estadual. 81 pacientes estão em isolamento respiratório, 05 internados, 230 com síndrome gripal e 55 aguardando resultados de exame. Até o momento, o município registrou 45 recuperados e 01 óbito.

Dos 10 leitos de UTI, 09 estão ocupados. E dos 34 leitos clínicos existentes, 05 estão ocupados. Por área, o bairro do Cambolo é a localidade que apresenta o maior número de infectados, no momento, com 18 casos confirmados. Em seguida vem a Agrovila (17) e a Orla Norte e Centro (15 casos cada). Além destas localidades, foram registrados casos na Praça do Gravatá (09), Fontana (08), Vera Cruz, Areião e Parque Ecológico (com 07 casos cada), Mercado do Povo (05), Vila Valdete e Praça do Coelho (03 cada), Vista Alegre, Vila Parracho e Vale Verde (02 cada) e Vila Vitória, Vila Jardim, Sapoti e Paraguai (01 cada). Trancoso teve 06 casos e Arraial d'Ajuda teve 01 caso, todos registrados no início da epidemia no município.

Entre dos dias 03 e 09/06/20, além de Porto Seguro, os outros município do extremo sul da Bahia terão de cumprir o toque de recolher, anunciado em 02/06/20. Devem funcionar apenas serviços essenciais, como bancos, farmácias, supermercados casas de alimentos para animais e serviços de emergências de saúde.

Segundo o governador Rui Costa, entre os dias 04 e 05/06, será aberto um hospital de campanha em Teixeira de Freitas. Ele afirmou que o Estado está tratando da abertura de 20 novos leitos de UTI, além dos que já existiam.

Estão incluídos no decreto estadual os municípios de Porto Seguro, Eunápolis, Santa Cruz Cabrália, Itamaraju, Teixeira de Freitas, Nova Viçosa, Mucuri, Prado, Ibirapuã, Vereda, Itanhém, Medeiros Neto, Alcobaça, Lajedão, Caravelas, Itapebi, Belmonte, Itabela e Guaratinga.

Covid-19 na Bahia

A Bahia registra 18.898 casos confirmados de coronavírus (Covid-19), o que representa 16,07% do total de notificações no estado. 6.701 estão recuperados e foram registrados 701 óbitos. 11.496 pessoas permanecem monitoradas pela vigilância epidemiológica e com sintomas da Covid-19, o que são chamados de casos ativos. Na Bahia, 2.764 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.

Os casos confirmados ocorreram em 302 municípios do estado, com maior proporção em Salvador (61,32%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 1.000.000 habitantes foram Uruçuca, Ipiaú, Itabuna, Salvador e Itajuípe. O boletim epidemiológico registra 41.442 casos descartados e 117.625 notificações em toda a Bahia.

Brasil tem 29.937 óbitos registrados e 211 mil curados

Até o momento, o país registra 29.937 óbitos. O total de casos confirmados é de 526.447 pessoas. Foi registrado em 01/06, o total de 211.080 pessoas curadas. O número representa 40,1% do total de casos confirmados no país. Outras 285.430 seguem em acompanhamento médico. As informações foram atualizadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde até as 19h de 01/06. Cerca de dois mil municípios do país não possuem casos de coronavírus e 70% das cidades não registram nenhum óbito pela doença.

 

Suspensão das aulas e eventos na Bahia

O decreto n° 19.586, que determina a suspensão das aulas na rede estadual e a realização de eventos com mais de 50 pessoas em todo o território baiano, foi prorrogado até o dia 21/06 pelo Governo do Estado. O decreto venceria dia 02/06/20, mas, já está em publicação no Diário Oficial do Estado (DOE) a prorrogação das medidas por mais 19 dias. Segundo o Governo, a finalidade é de conter o avanço do novo coronavírus na Bahia.

O decreto também mantém suspenso o transporte coletivo intermunicipal em 247 cidades baianas que registraram casos da Covid-19 recentemente. As suspensões previstas no decreto incluem as atividades que envolvem aglomeração de pessoas, como eventos desportivos, inclusive jogos de campeonatos de futebol, profissionais e amadores, religiosos, shows, feiras, apresentações circenses, eventos científicos, passeatas, aulas em academias de dança e ginástica, além da abertura e do funcionamento de zoológicos, museus, teatros, dentre outros.

Permanecem suspensas até 21/06 a circulação, a saída e a chegada de ônibus interestaduais no território baiano. A suspensão do transporte coletivo intermunicipal é adotada nas cidades que não possuem mais de 14 dias sem registros de casos do novo coronavírus. A medida inclui a circulação, a saída e a chegada de qualquer transporte intermunicipal coletivo, público e privado, rodoviário e hidroviário, nas modalidades regular, fretamento, complementar, alternativo e de vans.

Mais 23 municípios com transporte suspenso; total chega a 264

Alcobaça, Antas, Araçás, Barra, Cabaceiras do Paraguaçu, Candiba, Filadélfia, Ibipeba, Ibitiara, Inhambupe, Ituaçu, Jaguarari, Livramento de Nossa Senhora, Macaúbas, Malhada de Pedras, Mansidão, Milagres, Mulungu do Morro, Pedrão, Pindaí, Pindobaçu, Santa Cruz da Vitória e Santa Luzia terão o transporte intermunicipal suspenso a partir de quarta-feira (03/06).

A decisão foi publicada em decreto no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (02/06). O decreto ainda autoriza a retomada do transporte em Bom Jesus da Serra, Caldeirão Grande, Itaquara, Mundo Novo, Poções e Tanhaçu, cidades com 14 dias ou mais sem novos casos de Covid-19.

Lista de municípios

A Bahia possui 264 municípios com transporte suspenso. São eles: Acajutiba, Adustina, Aiquara, Alagoinhas, Alcobaça, Amargosa, Amélia Rodrigues, Anagé, Anguera, Antas, Antônio Cardoso, Aporá, Apuarema, Araçás, Aracatu, Araci, Aratuípe, Baianópolis, Barra, Barra do Choça, Barra do Mendes, Barra do Rocha, Barreiras, Barro Preto, Barrocas, Belmonte, Boa Vista do Tupim, Bom Jesus da Lapa, Boquira, Brumado, Buerarema, Buritirama, Cabaceiras do Paraguaçu, Cachoeira, Caculé, Caém, Caetité, Cairu, Camacã, Camaçari, Camamu, Campo Alegre de Lourdes, Campo Formoso, Canavieiras, Candeias, Candiba, Cândido Soares, Cansanção, Canudos, Capela do Alto Alegre, Capim Grosso, Caraíbas, Cardeal da Silva, Casa Nova, Castro Alves, Catu, Cícero Dantas, Cipó, Coaraci, Cocos, Conceição da Feira, Conceição do Almeida, Conceição do Coité, Conceição do Jacuípe, Conde, Condeúba, Coração de Maria, Coronel João Sá, Crisópolis, Cristópolis, Cruz das Almas, Curaçá, Dário Meira, Dias D'Ávila, Encruzilhada, Entre Rios, Esplanada, Euclides da Cunha, Eunápolis, Fátima, Feira de Santana, Filadélfia, Floresta Azul, Gandu, Glória, Gongogi, Governador Mangabeira, Guanambi, Iaçu, Ibicaraí, Ibipeba, Ibirapitanga, Ibirapuã, Ibirataia, Ibitiara, Igrapiúna, Iguaí, Inhambupe, Ilhéus, Ipecaetá, Ipiaú, Ipirá, Irará, Irecê, Itabela, Itaberaba, Itabuna e Itacaré.

A restrição também inclui Itaetê, Itagi, Itagibá, Itajuípe, Itamaraju, Itanagra, Itanhém, Itaparica, Itapé, Itapebi, Itapetinga, Itapicuru, Itatim, Itiúba, Itororó, Ituaçu, Jaborandi, Jacaraci, Jacobina, Jaguarari, Jaguaripe, Jaguaquara, Jequié, Jiquiriçá, Jitaúna, João Dourado, Juazeiro, Jussari, Laje, Lajedão, Lamarão, Lauro de Freitas, Livramento de Nossa Senhora, Luís Eduardo Magalhães, Macarani, Macaúbas, Madre de Deus, Maiquinique, Mairi, Malhada de Pedras, Manoel Vitorino, Mansidão, Maragogipe, Maraú, Marcionílio Souza, Mascote, Mata de São João, Medeiros Neto, Miguel Calmon, Milagres, Mirante, Monte Santo, Morro do Chapéu, Mucuri, Mulungu do Morro, Muniz Ferreira, Muritiba, Mutuípe, Nazaré, Nordestina, Nova Fátima, Nova Soure, Nova Viçosa, Novo Triunfo, Olindina, Oliveira dos Brejinhos, Ourolândia, Palmeiras, Paramirim, Paratinga, Paripiranga, Pau Brasil, Paulo Afonso, Pedrão, Pedro Alexandre, Pilão Arcado, Pindaí, Pindobaçu, Pintadas, Piraí do Norte, Piripá, Piritiba, Pojuca, Ponto Novo, Porto Seguro, Potiraguá, Prado, Presidente Dutra, Queimadas, Quixabeira, Rafael Jambeiro, Remanso, Retirolândia, Riachão das Neves, Riachão do Jacuípe, Riacho de Santana, Ribeira do Amparo, Ribeira do Pombal, Rio do Antônio, Rio do Pires, Rio Real, Rodelas, Salinas de Margarida, Salvador, Santa Bárbara, Santa Brígida, Santa Cruz Cabrália, Santa Cruz da Vitória, Santa Inês.

Estão com restrição no transporte ainda Santa Rita de Cássia, Santa Teresinha, Santaluz, Santa Luzia, Santo Amaro, Santo Antônio de Jesus, Santo Estevão, São Desidério, São Domingos, São Félix, São Francisco do Conde, São Gonçalo dos Campos, São José da Vitória, São José do Jacuípe, São Sebastião do Passé, Sapeaçu, Sátiro Dias, Saubara, Seabra, Senhor do Bonfim, Serra Preta, Serrinha, Simões Filho, Sobradinho, Souto Soares, Tanhaçu, Tanquinho, Teixeira de Freitas, Teofilândia, Terra Nova, Tucano, Uauá, Ubaitaba, Ubatã, Umburanas, Una, Urandi, Uruçuca, Utinga, Valença, Valente, Várzea da Roça, Varzedo, Vera Cruz, Vereda, Vitória da Conquista, Wenceslau Guimarães e Xique-Xique.


Fontes: Ascom PMPS; Secom Governo da Bahia; Ascom Sesab; Ministério da Saúde

Médicos estão com salários atrasados em plena pandemia

Saúde 02 de junho de 2020

Médicos do Hospital Regional Luís Eduardo Magalhães publicaram uma nota de repúdio pelo atraso salarial na instituição. Segundo a nota, o atraso ocorre pelo terceiro mês consecutivo. "Não nos restam dúvidas de que os responsáveis têm colocado os profissionais médicos em plano secundário, muito embora sejam estes os que previnem, tratam e combatem as mais variadas doenças, dentre elas a Covid-19”, protestam.

De acordo com a assessoria de imprensa do HRDLEM, “o salário era para ter sido pago no dia 20 de maio, ou seja, tem alguns dias de atraso”. A assessoria disse também que o hospital “depende do repasse da Sesab (Secretaria de Saúde do Estado da Bahia). E eles já foram notificados e garantiram que estão providenciando o pagamento o mais rápido possível.”

Ainda segundo a assessoria, os médicos publicaram outras notas anteriormente, referente a atrasos de pagamentos dos salários nos meses anteriores. Mas, “referente a essa publicação, é um atraso de 12 dias”. A informação da assessoria é de que a Sesab informou que está “providenciando efetuar o crédito do valor, que deve sair nos próximos dias”.

Ativistas de parto humanizado defendem estrutura especial para gestantes

Saúde 01 de junho de 2020

Em tempos de pandemia, o Coletivo Parto Seguro, fundado em 2017, em Porto Seguro, reivindica melhores condições de atendimento para parturientes e defendem a criação de um espaço preparado especialmente para elas. O movimento, formado por mulheres, mães, enfermeiras, doulas e ativistas do parto humanizado no extremo-sul da Bahia, afirma que tem recebido reclamações sobre o protocolo adotado em decorrência da Covid-19, que limita às gestantes o direito ao acompanhante garantido na Lei Federal 11.108/2005. A medida reduz a circulação de pessoas em ambiente hospitalar e o contato entre elas.

Para Jean Cristina, enfermeira, professora do IFBA e ativista, o poder público deve priorizar e dar agilidade a esse projeto. “É urgente que seja viabilizado um espaço público adequado para as gestantes nesse contexto de pandemia. As mulheres pobres, negras e com nível de escolaridade mais baixo, sobretudo, ficam à mercê das piores condições e da violência obstétrica. Agora, além de todas essas violações praticadas corriqueiramente, estão expostas ao risco de contaminação pelo Covid 19. É inaceitável”.

Segundo integrantes do coletivo, acompanhantes tem sido barradas na porta do Hospital Luís Eduardo Magalhães, referência regional para o atendimento aos pacientes de coronavírus, único serviço de saúde pública com atendimento a partos normais no município, e ainda referência para atendimento a gestantes de alto risco de toda a região. Maria, uma das gestantes, estava determinada a fugir diante desse problema, mesmo estando às portas da maternidade para o seu primeiro parto. Numa gestação de risco, ela foi convencida por sua doula Rita Santana a entrar. Uma situação difícil para ambas. À doula, restou se juntar a outras acompanhantes para, do lado de fora, aguardar notícias sobre os partos que não puderam assistir.

O protocolo fez com que Rita questionasse: “Será que quando você priva uma gestante do direito ao acompanhante, mas a coloca no mesmo hospital que recebe pacientes com suspeitas e com casos confirmados de Covid-19 da região, realmente está protegendo essa mulher?” O Coletivo Parto Seguro acredita que a retirada do direito a um acompanhante durante o pré-parto e o parto não são medidas eficientes neste momento de pandemia. Para elas, ao retirar esse direito, já tão pouco respeitado, a instituição atinge diretamente as mulheres mais vulneráveis, as pobres, negras, moradoras da periferia, com baixa escolaridade. O movimento exige a disponibilização de outra estrutura específica para atender as gestantes e evitar que elas sejam expostas ao Covid-19 no hospital.

“O que nos deixa mais indignadas é que essa situação já poderia estar resolvida. Em 2019, após muita mobilização, foi aprovada pelas redes municipais de saúde de Porto Seguro e Eunápolis, a construção de um Centro de Parto Natural (CNP) em ambos municípios, para atender aos partos de baixo-risco. Mais de um ano depois, não há nem sinal da construção dessas estruturas que seriam as mais apropriados para receber as gestantes e evitar a contaminação”, dizem as ativistas.

Nota da Secretaria de Saúde

Em 29/05/20, a Secretaria Municipal de Saúde emitiu nota informando que desde 2011 desenvolve ações e serviços para implantação da rede de Atenção à Saúde Materna e Infantil, que garanta acesso, acolhimento e resolutividade na redução mortalidade de mães e bebês. Afirma que em 2017 apresentou o plano da Rede Cegonha e executa ações de melhoria e cumprimento das metas e indicadores como redução de partos em gestantes com idades entre 10 e 19 anos, ampliação do planejamento familiar e uso de métodos contraceptivos, marcação imediata de consultas pré-natal, acesso ampliado ao pré-natal  para gestantes de risco, captação de gestantes por meio de agentes comunitários, tratamento da gestante e do companheiro, exames de ultrassom obstétrica, morfológica e com doppler.

Referente à responsabilidade dos partos de risco habitual e a construção, implantação e funcionamento do Centro de Parto Normal, a SMS afirma que isto faz parte das metas, com prazo de execução até 2021 mas cita entreves de ordem financeira, alegando ser "necessário articular, através de emenda parlamentar, para alocação de recursos financeiros”. Afirma ainda que a prefeitura tem o terreno adequado às normas, projeto arquitetônico e planejamento orçamentário de recursos humanos e insumos; e que com a pandemia, as atividades referentes a essa questão foram interrompidas temporariamente.

Nova contestação

O Coletivo Parto Seguro contestou a nota e afirmou que “não responde às principais reivindicações para que as gestantes sejam tratadas com o cuidado exigido nesse contexto de pandemia de Covid-19...”  O coletivo cobra aceleração da construção da Casa de Parto Normal (CPN) e questiona se “a pandemia não deveria ser justamente o principal motivo para que o poder público dê celeridade a essa obra que pode salvar a vida de gestantes e recém-nascidos, evitando que tenham que recorrer ao Hospital Regional Deputado Luis Eduardo Magalhães”.

Cobram ainda a alteração do fluxo das gestantes durante a pandemia, direcionando-as a outros serviços, alegando que “o HRDLEM se encontra esgotado no uso de sua capacidade máxima de leitos de UTI para atendimento de pacientes com Covid-19. E, mesmo assim, a imensa maioria de mulheres de Porto Seguro só tem esse serviço como referência para suas demandas de urgências ginecológicas e obstétricas. Não há atendimento especializado em UPAS e a Atenção Básica funciona apenas até as 14h”, reclamam. O coletivo defende que “é urgente a necessidade de dotar as UPAS de ginecologista/obstetra para atender as demandas de risco habitual, encaminhando para o HRDLEM as mulheres que precisem de atendimento de alto risco. E ainda que é necessário “respeitar o direito ao acompanhante durante toda a assistência à gestante e puérpera garantido pela Lei Federal 11.108/2005”.

Para a ativista e enfermeira Caroline Duarte, pesquisadora do tema Violência Obstétrica, o direito ao acompanhante é fundamental e, independente do contexto, deve ser respeitado. “Historicamente as mulheres sempre pariram acompanhadas por outras mulheres e mais recentemente alguns pais têm participado desse momento do nascimento dos filhos. A condição de parir é uma condição especial e requer cuidados específicos. O acompanhante que a mulher escolhe para esse momento carrega em si um poder terapêutico que contribui muito para os desfechos do nascimento, uma vez que a mulher necessita de muita empatia e confiança durante seu trabalho de parto, no parto e no puerpério”.

Em três dias, Porto Seguro registra 23 novos casos de Covid-19

Saúde 01 de junho de 2020

O boletim epidemiológico de Porto Seguro do dia 01/06/20 informa que já está em 120 o número de casos confirmados do Covid-19 no município. 69 estão em isolamento respiratório e 05 estão internados. 49 aguardam resultado de exame e 224 apresentam síndrome gripal. Dos casos registrados no município, 45 já estão recuperados e, desde o primeiro registro, em março, foi registrado 1 óbito.

As áreas com maior número de casos são Agrovila (17), Orla Norte (14), Centro (13), Cambolo (10) e Praça do Gravatá (09). Também registram casos da doença as seguintes localidades: Fontana (08), Vera Cruz e Areião (06 casos cada), Mercado do Povo (04), Parque Ecológico (05), Praça do Coelho (03), Vila Valdete, Vista Alegre e Vila Parracho (02 casos cada), Sapoti, Paraguai, Vila Vitória e Campinho (01 caso cada). Trancoso (06) e Arraial d'Ajuda (01) registraram os primeiros casos e não têm registro de novas ocorrências.

Covid-19 na Bahia

A Bahia registra 18.392 casos confirmados de Covid-19, o que representa 15,86% do total de notificações no estado. São 6.053 recuperados e 667 óbitos.  11.672 pessoas permanecem monitoradas pela vigilância epidemiológica e com sintomas da Covid-19, o que são chamados de casos ativos. Na Bahia, 2.683 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.

Os casos confirmados ocorreram em 304 municípios do estado, com maior proporção em Salvador (61,35%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 1.000.000 habitantes foram Uruçuca, Ipiaú, Itabuna, Salvador e Itajuípe. O boletim epidemiológico registra 41.045 casos descartados e 115.981 notificações em toda a Bahia.

Coronavírus no Brasil

Até o momento, o país registra 29.314 óbitos e 206.555 pessoas curadas da Covid-19. O número de curados representa 40% do total de casos registrados no país (514.849). Outras 278.980 pessoas seguem em acompanhamento médico. As informações foram atualizadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde até 31/05. Cerca de dois mil municípios do país não possuem casos de coronavírus e 70% das cidades não registram nenhum óbito pela doença.


Fonte: Fontes: Ascom PMPS; Secom Governo da Bahia; Ascom Sesab; Ministério da Saúde

 

Campanha de vacinação contra a gripe é prorrogada até 30/06

Saúde 01 de junho de 2020

De 77,7 milhões de pessoas que fazem parte dos públicos-prioritários, apenas 63,53% receberam a vacina.

O Ministério da Saúde espera, com a prorrogação, alcançar mais 28,3 milhões de pessoas

O Ministério da Saúde anunciou dia 29/05/20 a prorrogação da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe para até 30/06, em todo o país. A terceira e última fase teve início no dia 11/05, com prioridade aos grupos formados por pessoas com deficiência, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, professores e pessoas de 55 a 59 anos de idade. A meta é vacinar 90% dos grupos prioritários, porém, até o momento, foram vacinadas apenas 25,7% de 36,1 milhões de pessoas estimadas nesta terceira fase. Desde o início da ação nacional, em 23 /03, 50 milhões de pessoas foram vacinadas, faltando ainda 28,3 milhões que ainda não receberam a vacina.

“Estamos com uma campanha em andamento e é fundamental que as pessoas que fazem parte dos grupos de risco, que ainda não se vacinaram, procurem os postos de saúde. Por conta do baixo alcance da meta nesses grupos prioritários, nós, em acordo com os estados e municípios, estamos prorrogando a campanha, de 5 para 30/06. É mais uma oportunidade para que os públicos de todas as fases, que ainda não se vacinaram, possam procurar de forma organizada as unidades de saúde”, explica o secretário substituto de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Eduardo Macário. A vacina é importante para reduzir complicações e óbitos por influenza.

A terceira e última fase foi dividida em duas etapas: a primeira ocorreu no período de 11 a 17/05, com foco nas pessoas com deficiência; crianças de seis meses a menores de seis anos; gestantes; e mães no pós-parto (até 45 dias). Nesta segunda etapa, que agora segue até o dia 30/06, estão os professores das escolas públicas e privadas, que devem apresentar o crachá funcional para comprovar o vínculo com alguma instituição; e os adultos de 55 a 59 anos de idade.

Até o momento, 74,9 milhões de doses da vacina já foram distribuídas aos estados para garantir a imunização do público-alvo da campanha. No total, o Ministério da Saúde investiu R$ 1,1 bilhão na aquisição das doses da vacina para as três fases.

A vacina contra influenza não tem eficácia contra o coronavírus, porém, neste momento, irá auxiliar os profissionais de saúde na exclusão do diagnóstico para a COVID-19, já que os sintomas são parecidos. E, ainda, ajuda a reduzir a procura por serviços de saúde.

Balanço das primeiras fases

Na primeira fase da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe de 2020, mais de 100% do grupo prioritário, idosos com 60 anos ou mais e trabalhadores de saúde foram vacinados contra influenza, ou seja, acima da meta de 90%. Durante a segunda fase, no entanto, a cobertura foi de 66,61%.

Casos de influenza no brasil

O Ministério da Saúde mantém a vigilância da influenza no Brasil por meio da vigilância sentinela de Síndrome Gripal (SG) e de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em pacientes hospitalizados. São 200 unidades distribuídas em todas as regiões geográficas do País e tem como objetivo principal identificar os vírus respiratórios circulantes, permitir o monitoramento da demanda de atendimento dos casos hospitalizados e óbitos.

Em 2020, até o dia 23/05, foram registrados 1.483 casos de SRAG hospitalizados por influenza (gripe) em todo o país, com 205 mortes. Do total de casos que já tiveram a subtipagem identificada, 581 foram casos de influenza A (H1N1), com 78 óbitos; 64 casos e 13 óbitos por influenza A (H3N2); 361 de influenza A não subtipado, com 61 mortes; e 477 casos e 53 óbitos por influenza B.


Fonte: Agência Saúde

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