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Oficinas recreativas divertem crianças internadas no HRDLEM

Saúde 10 de outubro de 2018

Com a ajuda de cantigas e personagens da literatura trazidos pelos voluntários, a iniciativa do grupo de humanização e serviço social do Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães em Porto Seguro, tem trazido um olhar diferente para os pequenos pacientes internados às vésperas do dia 12 de outubro. Segundo a assistente social, Adenísia Santana, “o projeto conta com ornamentação da ala pediátrica, brincadeiras, pinturas e desenhos para que eles esqueçam um pouco a dor da internação.”

A programação começou no dia 0810/18 e vai até o dia 12/10, com atividades que contribuem efetivamente com o tratamento das crianças. Sahasla Menezes, coordenadora de Enfermagem da pediatria, afirmou que, no ano passado, o evento apresentou resultados positivos e por isso ele foi ampliado em 2018. “Resolvemos estender as ações com a ajuda de colaboradores do hospital e voluntários, pois auxilia no menor tempo de internação dos pacientes e ajuda também os acompanhantes.”

A comemoração já faz parte do calendário da Unidade, que é administrada pelo Instituto de Gestão e Humanização (IGH) e busca estreitar os laços com a comunidade através do acolhimento humanizado todos os dias. O instituto afirma que defende ações humanizadas que modificam o ambiente hospitalar.

Para os pais das crianças internadas, esse carinho é fundamental e tem transformado o período de internação. “Cheguei aqui triste porque minha filha precisava ficar internada mais de uma semana, mas com ajuda dessas pessoas a gente se distrai e até esquece que está num hospital”, disse a indígena Moane Farias, mãe de Wenesmyn, de um ano de idade.

 

Postos começaram a segunda temporada de vacinação contra HPV

Saúde 17 de setembro de 2018

Em Porto Seguro, pais ou responsáveis de meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos estão sendo convocados às Unidades de Saúde, em todo o município, para a imunização destes adolescentes contra o HPV (papilomavírus humano), disponível nas salas de vacinação.

A vacina faz parte do calendário anual durante todo o ano na rotina de atendimento desenvolvido na Rede da Atenção Básica. O Ministério da Saúde fez a convocação no início de setembro, por meio de seus canais de comunicação, informando a campanha em diversas unidades de saúde do país.

A vacina protege 4 subtipos frequentes do vírus (6, 11, 16 e 18). A imunização é aplicada em duas doses, com intervalo de seis meses, tendo o objetivo de garantir a prevenção de cânceres de útero e vulva nas mulheres, câncer de pênis em homens e cânceres de boca, orofaringe e ânus, além de verrugas genitais em ambos os sexos.

A coordenadora de imunização municipal, Greciana da Silva, esclarece que a principal forma de transmissão do vírus HPV é no contato sexual e a proteção só é assegurada por meio da vacina, antes do início da vida sexual. "As meninas e meninos que compõem a faixa etária do público alvo devem majoritariamente receber as duas doses, conforme o indicado no esquema vacinal ou a proteção será comprometida.” Mas a coordenadora enfatizou que a vacina não protege contra outras doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids, sífilis ou hepatite, e reforçou a necessidade do uso de preservativos nas relações sexuais como método mais adequado de prevenção.

Na Bahia, 424,4 mil crianças ainda precisam ser vacinadas contra pólio e sarampo

Saúde 24 de agosto de 2018

Campanha Nacional termina em 31 de agosto. Pelo menos 95% das 11,2 milhões de crianças

de um a menores de cinco devem buscar os postos de saúde para receber a vacina

 

No estado da Bahia, 424,4 mil crianças de um ano a menores de cinco precisam buscar os postos de saúde para receber a vacina contra a pólio e sarampo. Até o dia 22/08/18, cerca de 50% do público-alvo do estado recebeu a vacina contra essas doenças. A Campanha Nacional Contra a Poliomielite e Sarampo está na reta final. Em todo o país, cinco milhões de crianças ainda precisam ser vacinadas. A última atualização dos estados aponta que 56% das crianças do país já receberam proteção contra as doenças. No total, 12,5 milhões de doses das vacinas foram aplicadas contra a pólio e sarampo (cerca de 6,2 milhões de cada). A meta do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 95% das 11,2 milhões de crianças independente da situação vacinal delas e criar uma barreira sanitária de proteção da população brasileira.

"O prazo para término da campanha está se aproximando, é 31/08/18. Convocamos pais e responsáveis a levarem as crianças que ainda não foram vacinadas, independente da situação vacinal anterior, já que neste ano a campanha é indiscriminada. O esforço do país é impedir que doenças já eliminadas não retornem o Brasil. Esse é um trabalho de toda a sociedade", ressalta o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

Para a poliomielite, as crianças que ainda não tomaram nenhuma dose da vacina na vida serão vacinadas com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP). As crianças que já tiverem tomado uma ou mais doses receberão a gotinha (Vacina Oral Poliomielite - VOP). Em relação ao sarampo, todas as crianças devem receber uma dose da vacina tríplice viral, independente da situação vacinal. A exceção é para as que tenham sido vacinadas nos últimos trinta dias, que não necessitam de uma nova dose.

Entre os estados com menor cobertura, estão o Rio de Janeiro, com 36,27% do público-alvo vacinado para pólio e 37,62% para sarampo, e Pará, que tem 41,04% pólio e 41,04% sarampo. Os estados que estão com as melhores coberturas vacinais são: Rondônia, com 88,89% para a pólio e 87,42% para o sarampo, seguido por Amapá com 82,74% pólio e 82,58% sarampo.

O Ministério da Saúde oferta todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ao todo, são 19 para combater mais de 20 doenças, em todas as faixas etárias. Por ano, são cerca de 300 milhões de doses de imunobiológicos distribuídos em todo o país.

Casos de sarampo

Atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo, em Roraima e Amazonas. Até o dia 21/08/18, foram confirmados 1.087 casos de sarampo no Amazonas, e 6.693 permanecem em investigação. Já o estado de Roraima confirmou 300 casos da doença e 67 continuam em investigação. Entre os confirmados, 9 casos foram atendidos no Brasil e estão recebendo tratamento, mas residem na Venezuela.

Os surtos estão relacionados à importação, já que o genótipo do vírus (D8) que está circulando no país é o mesmo que circula na Venezuela, país que enfrenta um surto da doença desde 2017. Alguns casos isolados e relacionados à importação foram identificados nos estados de São Paulo (2), Rio de Janeiro (18); Rio Grande do Sul (16); Rondônia (1), Pernambuco (2) e Pará (2).

O Ministério da Saúde permanece acompanhando a situação e prestando o apoio necessário aos Estados. Cabe esclarecer que as medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados.
Sarampo no mundo

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os casos de sarampo chegaram a um número recorde na Europa. Os dados, divulgados pela organização nesta segunda-feira (20/08), apontam que mais de 41 mil crianças e adultos na Região Europeia foram infectados com sarampo nos primeiros seis meses de 2018. O número total de casos para esse período excede os 12 meses reportados em todos os outros anos desta década.

Desde 2010, o ano de 2017 foi o que teve o maior número de casos: 23.927. Em 2016, registrou-se a menor quantidade: 5.273. Além disso, pelo menos 37 pessoas morreram devido à doença neste ano. Sete países da região tiveram mais de uns mil casos neste ano (França, Geórgia, Grécia, Itália, Rússia, Sérvia e Ucrânia). A Ucrânia foi a mais atingida com mais de 23 mil pessoas afetas, o que representa mais da metade da população do país.

Fonte: Agência Saúde

Setembro amarelo: Uesc desenvolve ações para prevenção ao suicídio

Saúde 10 de setembro de 2018

Com a campanha de tema “Diga sim à vida, diga sim a você”, a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), através do Departamento de Ciências da Saúde (DCS), em parceria com o CDRH e apoio da Proex, Adusc, DCE, Afusc, Unati, está promovendo ações de prevenção ao suicídio. A iniciativa é uma referência ao Movimento Mundial Setembro Amarelo que estimula a prevenção do suicídio.

Durante o mês de setembro serão realizadas diversas atividades com o objetivo de discutir formas de prevenir o suicídio, que tem se constituído em um problema cada vez mais comum em nossa sociedade. Desde 2015, a partir de uma iniciativa do Centro de Valorização da Vida, Conselho Federal de Medicina e Associação Brasileira de Psiquiatria, este mês é voltado para discussão desse assunto tão delicado, que provoca marcas profundas tanto nas pessoas mais próximas a quem tenta ou comete o suicídio, quanto em quem não está envolvido diretamente.

“O suicídio é considerado um problema de saúde pública e mata um brasileiro a cada 45 minutos e uma pessoa a cada 45 segundos em todo o mundo. Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da Aids e da maioria dos tipos de câncer. Pelo menos o triplo de pessoas tentaram tirar a própria vida e outras chegaram a pensar em suicídio. Apesar de números tão alarmantes, o assunto ainda é tratado como tabu. Evita-se o assunto, o que só colabora para o aumento dos casos, pois as pessoas muitas vezes não sabem que podem procurar ajuda,” alertou o professor Cristiano Bahia, diretor do DCS.

Como incentivo à discussão do assunto e ao pedido de ajuda, está sendo divulgado o Disque 188, número do serviço de apoio emocional e prevenção do suicídio.


Fonte: Ascom Uesc

Vacinação contra pólio e sarampo espera alcançar mais de 11 milhões de crianças

Saúde 31 de julho de 2018

Todas as crianças de um ano a menores de cinco devem se vacinar contra a pólio e sarampo, independente da situação vacinal. A nova Campanha Nacional de Vacinação Contra a poliomielite e sarampo começa na próxima segunda-feira, 06/08/18, e vai até o dia 31/08. No total, 11,2 milhões de crianças devem ser vacinadas. O dia D de mobilização nacional será sábado, 18 de agosto, quando os mais de 36 mil postos estarão abertos no país. A meta é vacinar, pelo menos, 95% das crianças para diminuir a possibilidade de retorno da pólio e reemergência do sarampo, doenças já eliminadas no Brasil. A madrinha da campanha deste ano é a Xuxa, eterna rainha dos baixinhos.

Na coletiva de lançamento da campanha, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, enfatizou que saúde é responsabilidade de todos. “Não é uma responsabilidade exclusiva do Ministério da Saúde, nem das secretarias, dos profissionais ou dos médicos. Às vezes enfrentamos uma situação como essa, que nos traz um alerta, porque temos uma falsa impressão de que a doença foi eliminada do país. Mas é a cobertura vacinal elevada que faz a doença desaparecer. E é por isso que devemos continuar vacinando nossos filhos, para manter essas doenças longe do Brasil”, ressaltou Gilberto Occhi.

Para atender a esse público, que é mais suscetível às doenças e suas complicações, foram adquiridas 28,3 milhões doses das vacinas, um total de R$ 160,7 milhões. Segundo o MS, todos os estados do país já estão abastecidos com 871,3 mil doses da Vacina Inativada Poliomielite (VIP), 14 milhões da Vacina Oral Poliomielite (VOP) e 13,4 milhões da Tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba.

A campanha de vacinação deste ano é indiscriminada, ou seja, pretende vacinar todas as crianças dessa faixa etária no país, para manter coberturas homogêneas de vacinação. Para a poliomielite, as que não tomaram nenhuma dose durante a vida, receberão a VIP. Já os menores de cinco anos que já tiverem tomado uma ou mais doses da vacina, receberão a VOP, a gotinha. Em relação ao sarampo, todas as crianças receberão uma dose da vacina Tríplice viral, independente da situação vacinal, desde que não tenham sido vacinadas nos últimos trinta dias.

“Neste tipo de campanha, em um curto espaço de tempo, temos a oportunidade de vacinar 95% dessas crianças. Assim, criarmos uma barreira sanitária, uma imunidade de grupo. Rapidamente teremos a oportunidade de garantir que, mesmo que os vírus da pólio e sarampo entrem no país, não encontrem uma fonte de infecção”, explicou a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues. Ela também ressaltou que é uma oportunidade de corrigir falhas vacinas. “As crianças, por terem o sistema imunológico mais frágil, podem não responder imunologicamente à vacina”, esclareceu a coordenadora.

Nos estados que registraram surtos de sarampo, a vacinação foi antecipada como medida de bloqueio para interromper a circulação do vírus. Em Roraima, a campanha iniciou em março e envolveu pessoas de 6 meses a 49 anos. Já em Manaus (AM), aconteceu em abril e o público vacinado foi de 6 meses a 29 anos de idade. E, em Rondônia, a vacinação está em andamento para crianças de 6 meses a menores de cinco anos. Durante a mobilização nacional, esses estados devem convocar novamente as crianças, na mesma faixa etária, de um a menores de cinco anos.

O Ministério da Saúde oferta todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que estão disponibilizadas no SUS. Ao todo, são 19 para combater mais de 20 doenças, em todas as faixas etárias. Por ano, são cerca de 300 milhões de doses de imunobiológicos distribuídos em todo o país.

Campanha publicitária

Para mobilizar a população, o Ministério da Saúde conta, neste ano, com o apoio da Xuxa, a eterna rainha dos baixinhos. Não é a primeira vez que ela é madrinha de uma campanha de vacinação do Ministério da Saúde. Nos anos 1980, Xuxa também estrelou uma campanha de vacinação que bateu recordes e foi reconhecida até pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O servidor do Ministério da Saúde, Ricardo Gadelha, que vive com sequela da poliomielite porque não tomou vacina, mandou um recado aos pais e responsáveis. “Hoje, eu sou pai, tenho dois filhos e sempre vacino os meus porque eu não desejo essa sequela de pólio a nenhum dos nossos brasileiros. Filho protegido, sem dúvida alguma, é filho vacinado. Não quero mais ver essa marca da pólio em nenhuma das crianças do nosso Brasil”, afirmou Gadelha.

As peças para TV, rádio, impressos e redes sociais, serão exibidas de 1º a 31 de agosto. O filme, gravado em 3D, faz uma viagem ao passado, nas décadas de 80/90, quando nasceu o Zé Gotinha e também quando o Brasil assumiu o compromisso de eliminar o sarampo e a poliomielite. Xuxa e o Zé Gotinha contarão com o apoio da Galinha Pintadinha e dançarinos do game Just Dance.

Queda na vacinação

Desde que observou redução nas coberturas vacinais do país, o Ministério da Saúde tem alertado sobre o risco da volta de doenças que já não circulavam no Brasil, como é o caso do sarampo. Entre as principais causas, pode-se apontar o próprio sucesso do Programa Nacional de Imunizações, que conseguiu altas coberturas vacinais durante os seus 44 anos de existência. Outros fatores são: desconhecimento individual de doenças já eliminadas; horários de funcionamento das unidades de saúde incompatíveis com as novas rotinas da população; circulação de notícias falsas na internet e Whats App causando dúvidas sobre a segurança e eficácia das vacinas; bem como a inadequada alimentação dos sistemas de informação.

Para os estados que estão abaixo da meta de vacinação, o Ministério da Saúde tem orientado os gestores locais que organizem suas redes, inclusive com a possibilidade de readequação de horários mais compatíveis. Outra orientação é reforçar as parcerias com creches e escolas, ambientes que potencializam a mobilização sobre a vacina por envolver professores e a família. A Pasta ainda alerta para a importância de manter os sistemas de informação devidamente atualizados.

Sarampo

O Brasil recebeu, em 2016, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo, e atualmente empreende esforços para manter o certificado, principalmente por meio do fortalecimento da vigilância epidemiológica, da rede laboratorial e de estratégias de imunização.

No mundo, há registros de casos de sarampo em alguns países da Europa e das Américas. Em 2017, foram 173.330 casos registrados. Em 2018 (até maio), 81.635 casos confirmados, a maioria em países do Sudeste Asiático e Europa. Atualmente, o Brasil enfrenta dois surtos de sarampo: em Roraima e no Amazonas. Até o dia 25 de julho, foram confirmados 822 casos no Amazonas e em Roraima. Além disso, alguns casos isolados foram identificados nos estados de Rio de Janeiro (14); Rio Grande do Sul (13); Pará (2), Rondônia (1) e São Paulo (1).  O reaparecimento da doença está relacionado às baixas coberturas e a presença de venezuelanos no país, comprovado pelo genótipo do vírus (D8) identificado, que é o mesmo que circula na Venezuela.

Poliomielite

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), três países ainda são considerados endêmicos (Paquistão, Nigéria e Afeganistão). O Brasil está livre da poliomielite desde 1990. Em 1994, o país recebeu, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem.


Fonte: Agência Saúde/Ministério da Saúde

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