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Editorial edição 420

Editorial 16 de maio de 2020

Entre o trade turístico e o comércio é grande a expectativa em relação à reabertura das lojas, bares, restaurantes, hotéis e demais empreendimentos que geram empregos e giram a roda da economia na cidade. O grande desafio, porém, como afirmou o diretor de produtos nacionais da CVC, durante reunião online promovida pela empresa, é a indefinição e a incerteza das conseqüências dessa pandemia na vida de Porto Seguro e do Brasil. Sem previsões, ninguém se arrisca a marcar data para tudo voltar ao normal.

Algumas companhias aéreas estão programando retomar seus voos para Porto Seguro em junho e julho. Um ótimo começo de conversa para um grande número de empresários que estão operando no vermelho há mais de dois meses, sem saber aonde isso tudo vai parar. Os mais otimistas, apostam no desejo dos clientes em viajar, após dias e dias de tédio. Vontade é provável que não vai faltar, mas será que as pessoas vão ter dinheiro no bolso e coragem de sair de casa em plena ressaca de uma pandemia?

Uma coisa é certa, quanto mais garantias de segurança o turista tiver, mais estímulo para deixar a proteção do seu lar, em troca de experiências felizes em destinos como Porto Seguro, o número um do desejo de muitos e muitos brasileiros. Pensando nisso, a Secretaria de Turismo, com o apoio das mais representativas entidades locais está trabalhando em um plano para a chamada “retomada” do turismo, a palavra mágica que resume a maior gana de todos nesse momento.

Líderes d a CVC, uma da maiores operadora de turismo do Brasil afirmam que estamos na mesma tormenta. E que nenhum setor conseguirá atravessar sozinho esse temporal. Ou seja, o hotel não consegue abrir as portas, se não tiver a companhia aérea para trazer seu passageiro, que não virá para Porto Seguro se não encontrar barracas de praia, bares e restaurantes para recebê-lo.

Talvez por isso mesmo, Porto Seguro tem dado lições inéditas de união e solidariedade entre os diversos segmentos, em busca de soluções para essa crise insólita que vem abalando as estruturas e desequilibrando caixas e mentes.

Editorial edição 419

Editorial 16 de abril de 2020

Em nossa reunião mensal de pauta do Jornal do Sol para esta edição surgiu a pergunta: peraí, mas só vamos falar de coronavírus? Não era essa a intenção, mas quando você percebe, o universo hoje gira em torno dessa pandemia, que chegou impondo novos hábitos, invertendo valores, disseminando o medo, enfim revirando a vida das pessoas. De um dia para o outro acordamos com a ordem de que, a partir daquele dia, ninguém poderia sair de casa para trabalhar, ir ao banco, à igreja, à academia, às festas, à praia, encontrar os amigos, visitar idosos nem familiares, fazer pequenas e grandes coisas.

Passados os primeiros 15 dias, os sinais do isolamento e do fechamento do comércio começaram a aparecer. Nunca se viram tantos pedintes nas imediações das farmácias, mercados e padarias. Explodiu o número de moradores de rua, que passaram a ocupar as marquises, galpões, qualquer cobertura disponível. Aqueles que costumavam ganhar um prato de comida perambulando pelos bares e restaurantes tiveram que recorrer a outros meios para garantir a sobrevivência.

Outra conseqüência, talvez a mais grave de todas com o fechamento do comércio, hotéis e demais atividades turísticas, foram as demissões em massa, colocando, milhares de pais família na fila dos desempregados, sem saber como pagar as contas e garantir o sustento daqueles que dependiam do seu trabalho. Em uma cidade onde o turismo - um dos setores mais atingidos pela crise - girava a roda da economia, do dia para a noite saíram de cena todas as possibilidades de renda da grande maioria da população. Uma engrenagem que não perdoou ninguém, do empresário mais abastado, ao ambulante que garimpava o sustento nas areias das praias e onde mais houvesse a presença de turistas.

Essa situação descortina ainda um grande chamariz para o aumento da criminalidade. Preocupação revelada pelo comandante do 8º Batalhão de Polícia Militar em entrevista publicada nessa edição do Jornal do Sol. Em um ambiente onde o delivery não é um recurso exclusivo do comércio formal, mas também um sistema utilizados pelos traficantes. E onde pessoas que haviam trocado o mundo do crime pelo mercado de trabalho, se deparam com a tentação de voltar para os braços da criminalidade.

Para muitos, endinheirados ou necessitados, baixou o desespero. E por outro lado, felizmente, brotou também o sentimento de compaixão e solidariedade, que tem salvado muita gente da miséria e da fome. Mas a situação requer equilíbrio, e, principalmente senso de coletividade. Uma nova luz será lançada em discussões cruciais neste momento, como a abertura ou não do comércio, quando a maioria das pessoas passarem a enxergar a situação atual para além do seus próprios interesses.

Editorial edição 417

Editorial 16 de fevereiro de 2020

Porto Seguro se prepara para mais um Carnaval, com grandes atrações na Passarela e Axé Moi, festas públicas e particulares por todos os cantos. Na Passarela, a Prefeitura investiu pesado, trazendo para a rua, de graça, artistas consagrados, como Daniela Mercury, estrela do Carnaval de Salvador, Carlinhos Brown, Saulo e Maiara&Maraísa, mais as atrações locais.

Para quem achar pouco, na Arena Axé Moi, a animação continua a partir da quarta-feira de cinzas, com Harmonia do Samba, Dennis, Leo Santana, Wesley Safadão, Tomate, Bell, Psirico, Parangolé e Banda Eva. Os amantes do Carnaval agradecem. E a economia da cidade também, por mais esse incremento, quando tudo pareceria acabar em cinzas.

Aa cereja do bolo vem com a irreverência dos blocos culturais, na sua maioria, formados por moradores, filhos nativos e adotivos, que encontram aí uma diversão genuína e acessível a todos os gostos e bolsos. Tem blocos glamorosos, como a tradicional Bandeiroza, de Arraial d´Ajuda, que ganha as ruas com luxo sem deixar de abrir alas para a simplicidade de quem prefere ficar anônimo ou acompanhar tudo na pipoca.

Em Porto Seguro, tem os mais tradicionais, como o Bloco das Fraldas, que arrasta marmanjos “mamados”, com suas bebidas que passarinhos nem crianças bebem. E o Fantástico, que há mais de quatro décadas, empolga mulheres e crianças, em um permanente louvor à alegria e uma eterna homenagem a sua fundadora, Maria Boneca. Dando show de bom humor, tem também as Barguncetes, onde homem brinca de virar mulher e mulher também pode virar homem, espantando o preconceito, tudo zueira e diversão, sem hora para acabar.

Mais recente e não menos pomposo, O Bloquinho é dos mais democráticos, onde o deleite é gratuito e envolvente. Caçula dos blocos, ele se multiplicou e a cada ano arrasta multidões pelas ruas, em um verdadeiro show de criatividade e irreverência. Da nova leva, destaque também para o Suvaco do Cabral, que fecha o Carnaval no sábado seguinte ao oficial, com direito a samba enredo e lavagem do Cabral pelas baianas da Melhor Idade. Coisa de profi!

Com sua natureza exuberante, praias maravilhosas, gastronomia diversificada, bons restaurantes e uma rede hoteleira de fazer inveja a qualquer capital, Porto Seguro é realmente uma grande pedidapara quem deseja aproveitar uma das maiores festas populares do Brasil e do mundo. Seja para descansar ou se jogar na folia.

A grande pedida é espantar as tristezas e deixar as águas rolarem. Com responsabilidade, respeito ao próximo, e sem dormir no ponto.

Editorial edição 418

Editorial 16 de março de 2020

A pandemia do novo coronavírus vem gerando uma crise sem precedentes na história de Porto Seguro. Não tem greve de caminhoneiros, óleo nas praias ou conjunturas econômicas que se assemelhem a esse momento nebuloso que a cidade atravessa. Um cenário que ficou ainda mais denso após a comprovação de três casos da doença em Trancoso, com seu charmoso cosmopolitismo. E não existe atividade econômica mais sensível a esse tipo de ocorrência, como o turismo. As conseqüências já começam a se desenhar, trazendo pânico e desalento entre um setor que gira a roda da economia na Costa do Descobrimento.

E a cada momento a situação parece se agravar, a uma velocidade assustadora, prenunciando, sem alarmismos, dias piores em um futuro bem próximo. Nos hotéis, onde em dia o dono dizia que para ela nada havia mudado, no outro, esse mesmo empresário não escondia a preocupação com a quedas nas vendas, e, pior, com as solicitações de cancelamentos de reservas já efetuadas. Na Decolar, uma das agências de viagens online mais poderosas do segmento, a decisão é de não comercializar viagens dentro dos próximos 45 dias.

Companhias aéreas cancelando voos; o governador da Bahia proibindo viagens rodoviárias e recomendando à ANAC a suspensão também de pousos e decolagens da Bahia para destinos onde há registros da doença; bares, restaurantes e demais empreendimentos turísticos fechando as portas por tempo indeterminado; serviços públicos limitando ou cancelando atendimentos; escolas sem aulas; prestadores de serviço vendo seus clientes e pacientes minguarem.

E olha que, dizem os especialistas, o pior ainda está por vir. Deus queira que não. Que não se repita aqui a situação estarrecedora que atinge países como a Itália, Espanha e França, onde a situação é de desespero e muita dor. No Brasil e em Porto Seguro não há mesmo motivos para alarmismo. Mas é preciso encarar de frente a gravidade dessa ameaça que se avizinha, para que não se repita aqui a comoção que atinge diversos países da Europa e também dos Estados Unidos, justamente por negligenciarem a magnitude de uma doença, que se apresenta como uma “simples gripe”.

Ninguém agüenta mais ouvir falar em cononavírus, COVID-19 e todas as implicações dessa moléstia maldita. Mas ninguém consegue falar em outro assunto, ao vivo, pelo celular ou através das redes sociais, porque o fantasma se agiganta e ameaça fazer mais vítimas, se uma palavra não for compreendida e exercitada ao pé da letra: prevenção. Sem egoísmo, com espírito de coletividade e sem querer se aproveitar de um grave momento de vulnerabilidade para obter mais lucros, aparecer na internet ou tirar vantagens de qualquer espécie. O momento é de sacrificar a economia para preservar vidas.

Editorial edição 416

Editorial 16 de janeiro de 2020

A questão do lixo em Porto Seguro é um problema da maior gravidade, que não recebe a devida atenção por parte do poder público, nem da população, diretamente atingida pelas suas consequências. Falta consciência nas pessoas sobre os efeitos nefastos do tratamento inadequado dado aos resíduos produzidos, tanto para a própria saúde quanto para o meio ambiente. Enquanto isso, o poder público não parece disposto a fazer os investimentos necessários para recolher, transportar e dar a destinação final mais apropriada para o lixo.

Como denunciam moradores do Arraial d´Ajuda, é preocupante e severo o imbróglio da queima no lixão, que vem acontecendo há anos, enquanto a prefeitura fala em planos e projetos para a construção de um aterro sanitário que atenda às exigências sanitárias da legislação. Essa discussão se arrasta, enquanto toneladas de lixo são descarregadas em um local que já não tem a capacidade de receber a carga de detritos que ali é despejada diariamente. No local, persiste a contaminação do lençol freático, às margens do rio Buranhém, e uma fumaça tóxica invade os ares, transportando um odor desagradável e colocando em risco a saúde de moradores e turistas.

Para a maioria da população - muitas vezes sonhando com o aumento do próprio consumo e o acesso às tentações proporcionadas pela indústria de alimentos, cosméticos e outros materiais - o que menos importa é a destinação final dos restos dessas seduções do mundo moderno. Se de um lado, o poder público não se compromete com a instalação de um número de lixeiras capazes de atender à demanda, de outro, a cena mais comum em nossa cidade é assistir ao descarte inconsequente de lixo nas calçadas, vias públicas, terrenos baldios, areias das praias, rios e mares.

Nos finais de festas, shows, competições esportivas e grandes aglomerações de pessoas é quase sempre deprimente o cenário devastador que sobra. São toneladas de copos plásticos, garrafas de plástico e de vidro; guimbas de cigarros, restos de embalagens de isopor, imagens que remetem ao fim do mundo. Um grande passo mesmo para a hecatombe.

Uma cena do crime que poderia ser transformada, começando por atitudes simples do dia a dia, como respeitar os horários de passagem do caminhão de lixo; evitar ou reduzir o uso de copos, canudos, sacos plásticos e outros descartáveis; depositar os próprios entulhos e restos de podas nos locais adequados;guardar o próprio lixo até encontrar uma lixeira ou um local apropriado para o descarte; reaproveitar ao máximo embalagens, garrafas e recipientes e tantas outras.

Atitudes mais desafiadoras, porém não impossíveis, poderiam surtir efeitos surpreendentes,como adquirir produtos de empresase votar em políticos comprometidos com a qualidade de vida das pessoas e o respeito ao meio ambiente.

  1. Editorial edição 415
  2. Editorial edição 414
  3. Editorial edição 413
  4. Editorial edição 411

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