JORNAL DO SOL JORNAL DO SOL
  • Notícias
    • Bahia
    • Brasil
    • Cidade
    • Cultura
    • Economia
    • Editais
    • Educação
    • Eleições 2026
    • Esporte
    • Meio Ambiente
    • Polícia
    • Política
    • Saúde
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia e Marketing
    • Turismo
  • Calendário de Eventos
    • Envie Seu Evento
  • CLASSIFICADOS
  • Trombone
  • Memória
    • Capas Impresso
    • Persona
  • Expediente

Editorial edição 399

Editorial 16 de agosto de 2018

A omissão do poder público diante do crescimento desordenado da cidade e da ocupação irregular de ruas e praias tem contribuído para alicerçar, em Porto Seguro, uma paisagem urbana que desafina com a geografia privilegiada do lugar. Ao longo dos anos, gestores públicos têm demonstrado clara aversão a seu papel de fazer valer a lei e assumir atitudes consideradas impopulares, que poderiam desagradar a determinadas pessoas ou grupos. Mesmo que o preço pago pela coletividade seja alto demais.

Foi essa postura negligente que exacerbou nossas principais mazelas, como a ocupação das praias, sobretudo da Orla Norte de Porto Seguro. Dimensões exageradas das barracas de praia; abuso na utilização de concreto, onde seriam permitidas apenas construções provisórias; devastação das áreas de restinga; utilização de materiais e cores que ofendem a paisagem; ausência de tratamento adequado para os efluentes; exposição abusiva de faixas, cartazes e outros engenhos publicitários; afronta na execução do volume de som e mais uma infinidade de infrações cometidas a olhos vistos.

No centro da cidade, o desmazelo não é menor. Calçadas fazendo papel de expositores de todo tipo de mercadorias e de bares, com mesas e cadeiras disputando lugar com os pedestres; falta de sinalização de ruas e de placas indicativas; ônibus e veículos pesados entalando as ruas e abalando estruturas tombadas pelo Patrimônio Histórico; falta de acessibilidade; fios elétricos e cabos de telefones oferecendo riscos para as pessoas; lixo e entulho nas calçadas. Essas aí então, oferecem constantes riscos de acidentes, quando não obrigam o transeunte a disputar espaço na rua com os veículos.

Para o desleixo, o antídoto utilizado pelo poder público acaba sendo a Justiça. Ou seja, em vez de assumir o seu poder - que é assegurado pela legislação, inclusive até com o eventual amparo das forças policiais - o poder Executivo prefere transferir para o Judiciário a responsabilidade de ordenar e punir aqueles que infringem os códigos de ocupação urbana. E coloca o ônus da impopularidade na conta dos promotores e juízes.

Recentemente a prefeitura até sinalizou em direção à criação de espaços públicos mais humanizados. Como o Projeto Orla, que prevê a redução das dimensões das barracas, a recomposição da vegetação, a proibição de estacionamentos do lado da praia e a construção de ciclovia, quadras e áreas de lazer. Mas será que um projeto desses vai sair um dia do papel? São tantas as prioridades do Executivo! Como eleger a si próprios e seus protegidos. As eleições estão batendo à porta. E daqui a dois anos tem mais.

 

Editorial edição 398

Editorial 16 de julho de 2018

Coincidência ou não, esta edição do Jornal do Sol traz três reportagens diferentes com entidades que se dedicam a contribuir para melhorar a vida das pessoas. Uma delas trata do projeto da fábrica de vassouras, desenvolvido pela Casa Dia, do Arraial d´Ajuda, que trabalha com dependentes químicos. Com o apoio do Rotary Club de Porto Seguro e assessoria técnica do Sebrae, os internos estão abrindo uma nova página na história da fábrica. E não tem faltado gente para comprar as vassouras recicladas, pela qualidade do produto e pela nobreza da causa.  

Atuando há vários anos em Porto Seguro, a Ciranda da Vida é outra entidade que tem transformado a realidade de pacientes com câncer e suas famílias. São pessoas que perderam o chão ao receber o diagnóstico da doença e que com a ajuda da Ciranda conseguiram não apenas a cura, mas encontraram amigos, que transformaram suas vidas para sempre. Enquanto isso, lá em Cabrália, um grupo de pais de pessoas com deficiência está se organizando para cobrar da Câmara de Vereadores a aprovação da lei que cria o Conselho e o Fundo Municipal de Direitos da Pessoa com Deficiência.

Em Porto Seguro, não faltam pessoas e instituições comprometidas com o amparo e a garantia dos direitos de quem mais precisa. São pessoas que muitas vez abrem mão de suas próprias vidas, para levar um alento a tanta gente desfavorecida pela sorte, pelo destino pela desigualdade social. E não são poucas, como a APAE, Ecoar, Fábrica do Ser, Maçonaria, Centro Espírita, Instituto Mãe Terra, Creche São Sebastião, Associação Beneficente Arraial D'Ajuda, Filhos do Céu e tantas outras, cujos dirigentes um dia se comoveram com o sofrimento alheio, arregaçaram as mangas e partiram para lutar por uma vida melhor para outros seres humanos.

E também de bichos, como faz a ex-bancária aposentada, Beth Matsui, que montou um brechó na porta da sua casa, onde trabalha incansavelmente todos os dias, recolhendo e vendendo roupas e calçados usados, cuja renda é revertida no cuidado com cães e gatos doentes e abandonados pelas ruas da cidade. 

Acima das religiões, crenças pessoais e interesses políticos, a solidariedade é das virtudes mais nobres que um ser humano pode cultivar. É através da fraternidade que o homem mais se aproxima de Deus e dos conceitos de liberdade e igualdade. Uma boa dica para o cidadão comum, que não está ligado, ou não apoia diretamente uma entidade, é participar da Campanha Nota Premiada – Bahia.

Para isso, basta acessar o site www.notapremiadabahia.ba.gov.br, realizar um cadastro no link localizado no canto direto do site, marcar a cidade e indicar uma instituição para ser beneficiada. Ao ser escolhida pelo cidadão no ato do cadastramento, a entidade passa, automaticamente a receber doação das notas eletrônicas associadas àquele CPF. Vale à pena dedicar alguns minutos do tempo para esse gesto de solidariedade.

 

Editorial edição 396

Editorial 16 de maio de 2018

A discussão sobre o fechamento da praça da igreja do Arraial d´Ajuda para o trânsito de veículos acabou desenterrando e lançando luz sobre o debate de velhos problemas e necessidades locais. Veio em boa hora, e antes que seja tarde, a exigência do MPF, atendendo a recomendação do IPHAN acerca da necessidade de proteger um importante conjunto do período colonial, tombado pelo patrimônio histórico e cultural nacional.

Além de atribuir à prefeitura a missão de tomar todas as providências necessárias para fazer valer a proibição, o MPF ainda exigiu que todo o processo seja amplamente e democraticamente discutido com todos os segmentos locais envolvidos. Nada mais justo. Até porque, não basta colocar uma placa no local, ou mesmo policiais impedirem a entrada de veículos.

A decisão envolve uma série de questões que agora estão vindo à tona e que precisam ser tratadas com seriedade e equilíbrio, como a acessibilidade das pessoas com dificuldade de locomoção, limpeza e iluminação pública, horários para carga e descarga de mercadorias, acesso de moradores, hóspedes e comerciantes do local, além, de um dos maiores desafios da atualidade, o problema da segurança pública. 

Felizmente, a comunidade do Arraial já deu boas lições de senso de cidadania e espírito comunitário. Com todas as dificuldades que envolvem a tomada de decisões coletivas e sua aplicação, o distrito contabiliza conquistas valorosas. Como a defesa do Parque Central, localizado em área nobre, no miolo do Arraial, onde, apesar das inúmeras ameaças de invasões e dos interesses eleitoreiros envolvidos, a comunidade conseguiu manter a integridade da área, transformado-a em patrimônio público, destinado exclusivamente à instalação de equipamentos comunitários.

É verdade que os tais equipamentos, como praças, escolas e hospitais, estão demorando a chegar, mas o terreno está lá, abrigando algumas unidades importantes, como a delegacia e o estacionamento, que contribui decisivamente para desafogar o trânsito na Rua do Mucugê e nas áreas centrais do Arraial d´Ajuda, especialmente nos períodos de alta temporada. Mais uma conquista da coletividade, com seu Acordo Mucugê e outras ações que continuam rendendo frutos.

Enquanto isso, do lado de cá do Buranhém, Porto Seguro também tem suas lideranças conscientes e comprometidas com nobres valores da vida em sociedade. Mas parece que a coisa emperra nos interesses individuais, na burocracia e na inoperância do poder público, que até cria leis, mas é incapaz de garantir o seu cumprimento. Como a novela da proibição do trânsito de veículos pesados no centro da cidade, que se arrasta a tantos anos, que acaba minando na população a esperança de um final feliz.

Editorial edição 397

Editorial 16 de junho de 2018

Moradores do Arraial deram um show de cidadania durante o processo que culminou com a criação do Parque Central, no local onde funcionava o antigo Campo de Aviação. Brevemente a história desse riquíssimo patrimônio estará nas páginas do livro “Memórias sobre o Campo de Aviação do Arraial d’Ajuda”, que conta a importância do campo, desde sua inauguração, em 1939, até os dias atuais, e sua influência na formação populacional, econômica e social de Porto Seguro. Um verdadeiro resgate histórico, fruto do empenho de um grupo de obstinados e estudiosos moradores.

Durante muito tempo, o campo permitiu a ligação do Arraial d´Ajuda e Porto Seguro com o restante do Brasil, até a sua desativação, em 1980, com a inauguração do aeroporto de Porto Seguro. De lá para cá, uma verdadeira batalha foi travada pela comunidade - estimulada por lideranças, entre nativos e turistas, incluindo alguns estrangeiros apaixonados pelo lugar – para impedir que o campo servisse a interesses imobiliários e eleitoreiros.

Após muito empenho, mobilização, abaixo assinados e conexões com autoridades locais e nacionais, como a Aeronáutica, numa época em que a comunicação ainda não contava com os inúmeros recursos da era digital, finalmente, em 1994 a área foi transformada no Parque Central. Ou seja, não fosse o senso de cidadania e o espírito coletivo que moveram aqueles bravos lutadores da época, sabe-se lá qual seria a destinação de uma área tão cobiçada, pelo seu valor imobiliário, localizado no coração do Arraial d´Ajuda.

O fato é que o espírito comunitário venceu os interesses mais escusos e hoje o local só pode ser utilizado para a construção de equipamentos públicos, como o posto de saúde, escolas, creche, quadras e cemitério que hoje o campo abriga. Até lá, invasões estimuladas por candidatos a cargos políticos foram debeladas e muito tempo foi dedicado na defesa dessa preciosidade. Uma luta vitoriosa, embasada principalmente na união de pessoas conscientes e comprometidas com uma causa comum.

Pois é justamente essa consciência que falta em Porto Seguro para instigar o poder público a tomar decisões efetivas em torno de questões que afetam diretamente a vida  de moradores e turistas. Como o controle do trânsito de veículos pesados no centro da cidade, a má conservação e a ocupação irregular das calçadas, o funcionamento precário do transporte coletivo, a falta de acessibilidade nas ruas e prédios públicos da cidade, as invasões e a degradação do meio ambiente.

E tantas outras questões, que na maioria das vezes, mais que recursos financeiros, exige visão e compromisso com os verdadeiros interesses e necessidades de um povo.

Editorial edição 395

Editorial 16 de abril de 2018

Está muito em evidência nos tempos modernos, a discussão sobre acessibilidade. Do ponto de vista da arquitetura, empresas, prestadores de serviço e representantes do poder público estão desenvolvendo obras e serviços de adequação do espaço urbano, das lojas, escritórios, meios de transporte e dos edifícios às necessidades de inclusão de toda a população. O propósito é de eliminar os obstáculos existentes ao acesso, incorporando essas pessoas ao convívio social, possibilitando o ir e vir. A modernidade vai além, buscando proporcionar também o acesso a todo e qualquer material produzido, em áudio ou vídeo, adaptando todos os meios que a tecnologia permite.

Enquanto em algumas cidades do mundo, e do Brasil também, os cegos, por exemplo, conseguem se locomover com total autonomia, recebendo treinamento e utilizando recursos, como trilhas construídas sobre as calçadas, em nosso município, não apenas as pessoas com dificuldade de locomoção são impedidas de circular a pé pelas ruas. Por isso mesmo, ganhou ampla repercussão a série de reportagens produzidas pelo Jornal do Sol sobre a ocupação caótica dos passeios e a Campanha de Recuperação das Calçadas, proposta pela prefeitura. Algumas iniciativas isoladas já estão sendo tomadas por proprietários de residências e pontos comerciais, mas ainda temos tudo a fazer.

Um professor universitário, muito consciente e comprometido com as causas coletivas, diga-se de passagem, revelou-nos que somente agora, depois de sofrer um pequeno acidente que o obrigou a fazer uso de uma cadeira de rodas para se movimentar, é que comprovou aquilo que já havia constatado: como é dura a vida de um cadeirante em Porto Seguro. Ausência total ou depredação das poucas rampas e pisos existentes nas ruas; portas estreitas que impossibilitam a entrada de um cadeirante, mesmo que acompanhado, em locais públicos; ausência de banheiros adaptados nos prédios, sejam eles públicos ou privados; indisponibilidade de transporte coletivo, e muito mais.

O transporte coletivo, então, representa um verdadeiro martírio na vida das pessoas idosas ou com dificuldade de se locomover. Recentemente chegou à redação do Jornal do Sol a reclamação sobre a maratona enfrentada pelos cadeirantes que necessitam embarcar em um ônibus para cumprir seus compromissos. Segundo eles, nos veículos equipados para esse fim, as rampas móveis nunca funcionam. Assim, a cada vez que precisa sair de casa a pessoa tem que avisar à empresa, que gasta o tempo que ela julga necessário, para disponibilizar o veículo. Essa operação pode demorar horas, ou até um dia inteiro, quase sempre com a intervenção da associação que defende a causa.

Embora bastante frequente no noticiário, quando o tema é acessibilidade, são poucos os motivos para se comemorar.

Página 4 de 4

  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • Notícias
    • Bahia
    • Brasil
    • Cidade
    • Cultura
    • Economia
    • Editais
    • Educação
    • Eleições 2026
    • Esporte
    • Meio Ambiente
    • Polícia
    • Política
    • Saúde
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia e Marketing
    • Turismo
  • Calendário de Eventos
    • Envie Seu Evento
  • CLASSIFICADOS
  • Trombone
  • Memória
    • Capas Impresso
    • Persona
  • Expediente